Arquivo diário: 14 de outubro de 2010

DURANTE A GUERRA CIVIL NA ESPANHA (1936-1939)

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Estou postando este assunto pelo fato de ouvir muito sobre coisas da inquisição!
Que irei postar outro dia com mais tempo sobre a inquisição!
Eu assisti um video sobre a guerra civil espanhola vista pelo lado comunista! E tem uma coisa que esse povo sabe fazer é dizer que são os coitados que sofreram na mão da oposição!
Isso me faz lembrar a Dilma Rousseff falando que mentia na ditadura e sentia orgulho por ter mentido nas supostas torturas que ela sofreu pelos militares!Porque conforme ela diz foi pra salvar seus companheiros!Ai eu te pergunto o que ela fez pra estar presa?
Mentir e sentir orgulho por aguentar mentindo a tortura,pra não entregar seus companheiros que mataram o Capitão Chandler na frente da esposa e do filho?Que tipo de orgulho é esse?enfim…

A guerra civil espanhola foi um dos maiores massacres contra os membros da Igreja puro ódio contra Igreja!
Massacres feito por membros do partido comunista!E o que mais me envergonha é saber que cristãos se aderem a esses partidos cujo a ideologia é a mesma,só que com um pouco de açúcar para ficar mas aceitaveis!

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DURANTE A GUERRA CIVIL NA ESPANHA (1936-1939)

A tremenda guerra civil que ensanguentou a Espanha de 1936 a 1939, e que devia repercutir em toda a Europa, foi acompanhada de uma perseguição religiosa de extrema violência.
Desde 1931 a queda da monarquia fora o sinal de uma hostilidade cada vez mais declarada contra a Igreja, acusada de inimiga do povo. Já em maio daquele ano, durante a “queima dos conventos”, foram tomados pelas chamas 107 edifícios religiosos, entre os quais as casas salesianas de Alicante e de Campelo. Depois a guerra que irrompeu a 17 de julho de 1936 provocou inúmeros massacres que dizimaram as fileiras do clero e das congregações religiosas. Basta o número de vítimas para dar uma ideia do horror do que aconteceu: em três anos a Igreja da Espanha perdeu 4.200 membros do clero secular, entre os quais doze bispos, 2.300 religiosos, 280 religiosas e milhares de fiéis leigos comprometidos. Acrescente-se a isso a destruição e a profanação de muitíssimos edifícios religiosos.
Também a Família salesiana pagou seu tributo de sangue. Uma estatística publicada em 1964 enumerava 97 vítimas salesianas, entre as quais 39 sacerdotes, 22 clérigos, 26 coadjutores, 2 Filhas de Maria Auxiliadora, 3 aspirantes, 3 Cooperadores e 2 empregados. Cerca de 350 religiosos foram lançados à prisão. O destino das casas variou, mas muitas foram ou incendiadas, ou saqueadas, ou transformadas em quartéis, hospitais ou mesmo em prisões.
Em geral, os elementos revolucionários baseavam a legitimidade de seus ataques contra as congregações em dois pontos de acusação: os religiosos fazem política e escondem armas em seus conventos. A ficção de conventos arsenais era ridícula, mormente no caso dos institutos salesianos abertos a todos. Mas ainda assim encontrava crédito. É verdade que em Alicante os assaltantes haviam descoberto uma espécie de canhão que servia no oratório de distribuidor automático de caramelos.
À acusação que lhes era lançada de serem inimigos do povo e da classe operária os salesianos se opunham com altiva réplica. Referem-nos a respeito algumas trocas de palavras muito significativas: “Conheceis nosso colégio, dizia aos revolucionários o diretor da casa de Valencia, e sabeis quantos meninos pobres recebem instrução gratuita. Tendes certamente um ideal…”. A resposta foi somente: “Nós fazemos o que nos mandaram fazer…”.
O diretor salesiano de San Vicente dels Horts, manteve conversa semelhante com o jovem chefe da patrulha que vinha “visitar” a casa: Ele pediu para ver os alunos. Era hora de dormir e estavam no dormitório. A irrupção dos milicianos armados causou-lhes um pânico bem compreensível. A visita, todavia, teve resultado benéfico. O apego evidente dos alunos a seus mestres, e a pobreza que reinava na casa causaram impressão favorável aos revolucionários. Nesse dia nada aconteceu. Os Salesianos receberam a ordem de fazer desaparecer todos os objetos de culto e a proibição de falarem de religião.
Não faltavam testemunhas que demonstraram uma espécie de disfarçada simpatia entre os salesianos e os “vermelhos”. O coadjutor Jaime Ortiz de Barcelona, ao confessar sua condição de religioso, explicou que sua missão era educar a juventude operária. Foi-lhe respondido, num tom que traía o embaraço, que fazia muito bem… Em Cadiz pouparam o colégio salesiano porque hospedava os filhos de muitos deles. A casa de Utrera, a mais antiga das casas de Espanha, escapou à má sorte que lhe estava reservada graças a uma ideia muito democrática de seu diretor que convidou à mesa pessoas de todas as cores, inclusive, os mal intecionados.
Não se deve todavia exagerar a importância desses fatos. Em regra geral o religioso salesiano recebeu o mesmo tratamento reservado a qualquer padre espanhol. No melhor dos casos, se havia a clandestinidade ou a fuga. Durante os primeiros dias da revolução, muitos salesianos viram-se forçados a abandonar suas casas ou escolas para escapar ao perigo que os ameaçava. Em Villena salvaram-se escalando à noite os tetos das casas para refugiar-se por fim na casa de um Cooperador. Muitos conseguiram assim esconder-se em casa de amigos, que os acolhiam com risco da própria vida. Alguns fugiram para o estrangeiro, principalmente para a França, donde providenciavam ajuda a seus irmãos. Devemos reconhecer que os religiosos de origem estrangeira, na maioria italianos, puderam voltar à pátria sem maiores dificuldades.
Os que não encontravam asilo mereciam compaixão. Sós, sem amigos, sem meios de subsistência, andavam errantes em meio a uma multidão desenfreada ou aterrorizada. A qualquer momento uma patrulha podia exigir, com pistola em punho, documentos, que não possuíam, a carteira sindical ou um salvo-conduto assinado por algum “comitê local”. “As casas fechavam-lhes as portas; os trens os repeliam; a rua os denunciava”. A menos que encontrassem amigos que aceitassem dividir com ele “o perigo, o pão e o teto”, ficavam obrigados a passar as noites nos bancos dos jardins públicos.
Há por fim, os que Pio XI haveria de qualificar “de verdadeiros mártires em todo o sagrado e glorioso significado da palavra”. Cada uma das inspetorias Salesianas contribuíram com certo número: 33 de Barcelona, 21 de Sevilha e 42 a de Madri.
O primeiro deste grande elenco, devemos colocar o inspetor de Barcelona, padre José Calasanz. Reconhecido como padre durante uma inspeção, porque trazia uma batina na pasta, foi um dia convidado com outros Salesianos a subir num caminhão a fim de “dar uma volta” pelas bandas de Valencia. Num certo momento, ouviu-se uma detonação. O inspetor curvava-se sobre as costas de um irmão coadjutor, banhando-o com seu sangue. Uma bala detonada à queima-roupa havia-lhe estourado o crânio. Nem as Irmãs foram poupadas daquele ódio antirreligioso. Irmã Carmela Moreno e Irmã Amparo Carbonell, que ficaram para cuidarem de outra irmã doente enquanto podiam se esconder, foram também elas massacradas.
O grupo mais numeroso foi o de Madri. Dos 42 incluídos no processo diocesano de beatificação, 10 eram sacerdotes, 14 eram religiosos leigos, 14 clérigos, 2 postulantes, 1 aspirante e 1 operário. Muitos deles sucumbiram na capital ou nos arredores; para alguns não foi possível ter certeza do lugar e do dia do martírio. A figura mais importante era o padre Henrique Saíz Aparicio, diretor do estudantado teológico, assinado aos 24 de outubro de 1936.
O grupo de Sevilha era formado por 21 Salesianos tendo como chefe o padre Antonio Torrero, diretor do colégio salesiano de Ronda (Málaga). No dia 23 de julho de 1936, uma turba de soldados invade o colégio, maltratando os religiosos, profanando e arrancando tudo o que podia. No dia seguinte eles foram expulsos de casa e começou o seu martírio que culminou no dia 28 de julho. Em Málaga, o mais velho tinha 69 anos e o mais jovem 22 anos. Foram mortos, quase todos, por meio de fuzilamento no período de julho a outubro de 1936.
Para a maior parte das vítimas ignoramos quase tudo das circunstâncias de morte. Quando muito, se a sorte fizesse encontrar-lhes os cadáveres, podia-se adivinhar o que lhes havia sucedido. Não era raro descobrir traços de torturas sofridas antes do golpe fatal. Os diagnósticos diziam em geral: hemorragia interna, hemorragia cerebral, choque traumático. Eis como foi possível imaginar os últimos instantes das vítimas salesianas: “Eram caçados em plena rua, ou na casa que lhes servia de refúgio, e de lá, sem qualquer formalidade, conduzidos provisoriamente ao lugar onde se encontrava algum comitê de quarteirão, e aí eram muitas vezes torturados. Depois, num daqueles trágicos “autos da morte”, eram conduzidos para fora da cidade. Aí eram crivados de balas e abandonados à beira de um fosso, à espera que viessem no dia seguinte as ambulâncias recolher a carga macabra”.


Nas raras vezes em que possuímos algum particular de seu comportamento face à morte, uma palavra fugida dos lábios antes da execução, não pode deixar de impressionar-nos com a coragem e o sentido cristão desses religiosos no momento supremo. Conta-se do padre Sérgio Cid que interrogado para que declarasse quem era, respondeu com uma espécie de ênfase: “Eu sou um padre salesiano”. E quando estava para ser fuzilado, dirigiu-se aos homens do pelotão de execução para dizer-lhes: “Deus vos perdoe, como eu vos perdoo de coração!”.
Os salesianos espanhóis empenharam-se em alcançar a glorificação de seus confrades martirizados. De 1953 a 1957 os três processos informativos foram constituídos nas respectivas sedes diocesanas, depois a causa dos mártires espanhóis foi introduzida em Roma. Em 1999, a Congregação para as Causas dos Santos publicou o decreto sobre o martírio de 32 mártires salesiano da Espanha.

Republicanos espanhóis treinam pontaria em uma estátua de Cristo, década de 30: para as esquerdas, apenas seus mortos contam

Bandos armados milicianos saqueiam objetos da Igreja. . .

Padres salesianos assassinados pelos comunistas, 1936.

Espanha. 1936: O sujeito parece debochar do cadáver da freira. . .

Uma igreja destruída pelos comunistas, Espanha, 1936

Túmulos de eclesiásticos profanados em uma Igreja espanhola, 1936

Profanação de túmulos: Cadáveres de padres e freitas expostos à execração pública, pelos comunistas, Espanha, 1936

Sejamos corajosos para DENUNCIAR o comunismo e sua história sangrenta que em menos de 1 secúlo fez mais de 100 MILHÕES DE MORTOS!

27 mentiras em 9 minutos. Esse é Richard Dawkins, o “amigão” da humanidade

A baixaria, é claro, tinha que vir de um vídeo suportado pela LiHS (a tal Liga Humanista Secular do Brasil).

Os neo ateus de lá estão empolgadíssimo por Richard Dawkins ter chamado Joseph Ratzinger de “inimigo da humanidade”.

Não há melhor oportunidade do que essa para investigar o discurso dele e utilizar isso mais uma vez contra os neo ateus, seja em comunidades, fóruns, etc. Enfim, jogar o revide na cara deles, pois a quantidade de desonestidades dawkinistas superou os limites já conhecidos.

Vejamos se eu não perco as contas das desonestidades cometidas.

(1) Ele diz ficar contente com as declarações do Papa, de dizer que os ateus são responsáveis pelos atos de Hitler, pois “isso mostra é que eles estão incomodados com a gente”. Se isso fosse um argumento válido, todos os argumentos neo ateus seriam a partida inválidos, pois, sendo proferidos contra os religiosos, isso “provaria que eles estão muito incomodados com nós, portanto estamos certos”. E isso é só o começo…

(2) Garante Dawkins que as declarações de Ratzinger apenas surgiram para desviar atenção dos “verdadeiros crimes”. Segundo ele, esses crimes são os atos de pedofilia da Igreja. A pergunta: o que tem a ver uma coisa com a outra? Nota-se, é claro, uma tática de difamação no estilo dos petralhas, que é fugir dos argumentos ditos pela outra parte e desviar o assunto para um red herring que não tem nada a ver. Algo como: “As suas acusações de que não fiz o meu trabalho são para desviar a atenção dos verdadeiros problemas, que incluem o seu corte de cabelo”.

(3) Ele diz que só “pode imaginar as discussões nos corredores do poder no Vaticano”. Alega Dawkins que as discussões seriam do tipo: “Como vamos distraí-los da sodomia com os garotos?”. No mais, é uma sequência da falácia red herring anterior, com mais um adendo ridículo, que é a confirmação dele ter feito leitura mental. Replay especial na parte onde Dawkins diz que “só pode imaginar”. Bem, se é só na imaginação, não configura uma alegação válida. Imaginar diálogos que não existiram qualquer um pode fazer. Mas usar isso em uma argumentação?

(4) Ele afirma: “Adolf Hitler foi um católico romano, foi batizado, nunca renunciou ao batismo”. Naturalmente, uma omissão de informações vergonhosa, pois Hitler disse, em 1941, algo que desfaz todo o caso de Dawkins: “O pior golpe que já atingiu a humanidade foi a chegada do cristianismo. O bolchevismo é o filho ilegítimo do cristianismo. Ambos são invenções dos judeus. A mentira deliberada na forma de religião foi introduzida no mundo pelo cristianismo […] “. Espere aí, Dawkins, Hitler é cristão ou não é? Detalhe que Dawkins reconhece tal citação em seu próprio livro, “Deus, Um Delírio”. Assim, o fato de Adolf Hitler ter sido batizado não comprova que ele era um católico ou que seus atos derivariam do catolicismo. Como mostrarei ao final, ficará claro que é o oposto.

(5) Dawkins diz que não acredita que existam entre 5 a 6 milhões de católicos na Inglaterra. Estranho, pois o número de ingleses é de 51,446,000 (segundo o censo de 2008). Qual a estimativa de Dawkins? Ele tem como comprovar?

(6) Mesmo assim, Dawkins afirma que a estimativa de 5 a 6 milhões de católicos na Inglaterra surge a partir de “batizados”. De onde ele tirou isso? Ele não comprova. Diz ele que se a Igreja considera todos estes como católicos também deveria considerar Hitler como um. O problema é que Dawkins não confirmou que cada um dos 5 a 6 milhões de “falsos católicos” (alegação dele) teria escrito textos dizendo que “cristianismo é o mal do mundo”, como Hitler fez. Mais uma pisada na bola do ateu raivoso. Isso tudo só nos primeiros dois minutos…

[Interlúdio para palmas da platéia… como não poderia deixar de ser]

(7) Dawkins garante que Hitler “acreditava numa providência personificada”, o que de novo não serve como argumento, pois os mitos neo pagãos que ele seguia eram utilizados de forma secular, como Dinesh D’Souza mostrou brilhantemente em seu livro “A Verdade Sobre o Cristianismo”. Portanto, até agora nada do que Dawkins alega pode ser validado.

(8) Ele cita o caso de um arcebispo de Munique que fez uma saudação aos céus quando Hitler escapou da morte. Qual a relação disso com o caso? Estava alinhado com a Igreja? Ou contra? Pois como Dawkins se explicaria ao ver a encíclica Mit brennender Sorge, lançada por Pio XI em 1937. Vamos a um trecho: “Se a raça ou o povo, se o Estado ou uma forma determinada do mesmo, se os representantes do poder estatal ou outros elementos fundamentais da sociedade humana têm na ordem natural um posto essencial e digno de respeito, contudo, quem os arranca da alta escala dos valores terrenos elevando-os à suprema norma de tudo, até mesmo dos valores religiosos, e, divinizando-os com culto idolátrico, perverte e falsifica a ordem criada e imposta por Deus, está longe da verdadeira fé e de uma concepção de vida conforme esta. (…) Nós damos graças, veneráveis irmãos, a vossos sacerdotes e a todos os fiéis que, defendendo os direitos da Divina Majestade contra um provocador neopaganismo, apoiado desgraçadamente com freqüência por personalidades influentes, têm cumprido e cumprem seu dever de cristãos. Essa gratidão é particularmente íntima e cheia de reconhecida admiração para todos os que, no cumprimento deste dever, se têm feito dignos de sofrer por causa de Deus sacrifícios e dores.” É claro que alguns arcebispos podem destoar, assim como no Brasil alguns bispos católicos malucos apóiam o MST, mesmo agindo de forma CONTRÁRIA ao catolicismo. Portanto, o apoio de padres ao MST está no mesmo valor do apoio de um ateu, em relação à Igreja. Assim, o apoio do arcebispo de Munique não serve ao caso de Dawkins contra o Papa ou a Igreja.

(9) Dawkins ainda cita declarações de Hitler, em 1922, no Mein Kampf, com a seguinte frase: “Meu sentimento como cristão aponta-me para o Meu Senhor e Salvador como um lutador…”. O problema é que as citações de Hitler de 1941 já refutaram a tentativa de Dawkins. De qualquer forma, Dilma Roussef também já declarou acreditar em Deus. Mas o problema é que a mesma já caiu em contradição várias vezes em relação a isso. As declarações de Hitler em 1941 apontam para a única hipótese viável: Hitler um anti-cristão, materialista, querendo obter a aceitação de eleitores de maioria religiosa. Alguns neo ateus até poderiam dizer que se Hitler “usou a religião”, a religião é má. Como mostrarei ao final, após a lista de desonestidades, podemos inclusive apontar uma hipótese contrária, muito mais forte do que a culpabilidade da religião.

(10) O mais curioso é que, aos 4:10, Dawkins afirma que”Não é de estranhar ele ter recebido um apoio tão caloroso de dentro da hierarquia Católica da Alemanha”. De onde Dawkins tirou a evidência de que esse foi o motivo? E como Dawkins explica as prisões de centenas de padres após a publicação da encíclica de Pio XI? Como se vê, Dawkins não cansa de mentir.

(11) Aqui ele tenta dizer que mesmo que Hitler fosse ateu, “como Ratzinger ousaria dizer que o ateísmo tem qualquer conexão com seus atos terríveis?”. Esse é o ponto que deixarei para o final, pois é um estratagema manjado que ele já usou em seu livro, e não lembro de ter feito uma abordagem detalhada dele (fiz de um estratagema semelhante aqui).

(12) Dawkins cai em “ato falho”, e no final deixarei claro o por que esse é um ato falho. Isso ocorre quanto ele critica a doutrina católica que diz que todo bebê “nasce em pecado”. Ou seja, uma forma metafórica de expressar que todo ser humano é basicamente pecador.

(13) Ele também afirma que esse seria o pecado de Adão. E emenda: “o mesmo Adão que, eles mesmos agora admitem, nunca existiu”. Eles quem? Esse “agora” seria referente a que data? Qual transição? Evidências? Essa quantidade de sujeitos e verbos não especificados por ele já dá uma mostra de completa fraude intelectual. Dawkins não mostra nenhuma evidência em seu favor, enquanto tenta um truque de dizer que antes a Bíblia era vista de forma 100% literal pela Igreja, e agora não é. Mas essa mentira dele também já foi desmascarada.

[Esse foi mais um momento em que sua patuléia se empolga, vibrando e batendo palmas]

(14) Dawkins inventa uma nova “teologia cristã” (não é paraguaia, e sim britânica, mas igualmente falsificada), segundo a qual “basta acreditar em Deus, que alguém deixa de ser pecador”. Não há absolutamente nada disso no cristianismo. Alguém pode acreditar em Deus e em grande parte dos casos ainda será um pecador. Esse estratagema dele foi, digamos, bobinho.

(15) Que raios será a “cenoura” do céu? Ele devia estar sob entorpecentes.

(16) Ele também diz que basta acreditar no “castigo do inferno” para alguém “estar livre”… do inferno. De novo, não há absolutamente nada disso no cristianismo. Do item 14 ao 16, podemos considerar como se fosse o estágio psicodélico do discurso dele.

(17) Ele diz que os itens 12 a 16 são parte da “nojenta teoria que os leva a presumir que foi a irreligiosidade que tornou Hitler e Stalin nos monstros que foram”. Esse é mais um ponto que fecharei ao final. Por enquanto, é bom que prestem atenção às desonestidades de Dawkins.

[O momento de maior empolgação da platéia é quando Dawkins diz que “Joseph Ratziner é um inimigo da humanidade”. É um gancho para a comparação que farei ao final. Vamos testar a alegação dele? Será no mínimo um exercício investigativo interessante. Por enquanto, prossigamos com a contagem das desonestidades…]

(18) Segundo Dawkins, Ratzinger é inimigo das crianças, “cujos corpos ele permitiu que fossem estuprados e cujas mentes ele encorajou que fossem infectadas pela culpa”. O problema é que Dawkins aqui apenas perde a dignidade ao realizar uma difamação formal, pois não há evidência nenhuma de conivência do Papa com qualquer ato criminoso conforme alegado. Aliás, por enquanto estamos no aguardo dos resultados do processo que Dawkins e seus amigos neo ateus abrigam contra o Papa.

(19) Diz ele que a Igreja “se preocupa menos em salvar os corpos das crianças de estupradores do que salvar as almas dos padres do inferno”. O estranho é que a Igreja foi uma entidade que fez algo de formal em relação aos atos de pedofilia. Muito mais do que a ONU, cujas tropas executaram vários atos de pedofilia CONVENIENTEMENTE escondidos pela mídia liberal, que é justamente aquela que Dawkins apóia. Dawkins e todos os seus adeptos possuem um nível de caráter tão baixo que estão dando a mínima para as crianças vítimas de pedofilia. Para essa patota, só importam as vítimas de pedofilia vindas da Igreja. Quanto ao resto, eles convenientemente omitem. Dá para chamar essa atitude de moral? Claro que não.

(20 ) Dawkins diz que o Papa é “inimigo dos homossexuais”, dizendo que a eles é dado o mesmo tipo de intolerância que a igreja “reservava aos judeus, antes de 1962″. Novamente, a ação da Igreja a favor dos judeus na Segunda Guerra Mundial é algo que Dawkins não consegue atacar (a não se quando mente). Para piorar a situação dele, Dawkins não consegue mostrar uma ação eficaz de grupos ateus a favor dos judeus na mesma época. Aliás, qual ato do Papa em oposição aos homossexuais?

(21) Diz ele que o Papa é inimigo das mulheres pelo fato delas não estarem aptas ao sacerdócio. Mas de onde ele tirou essa idéia? Se a tradição da Igreja remonta a um tempo muito anterior ao Ratzinger, como ele pode ser RESPONSÁVEL por essa tradição? Será que Ratzinger possui 1.500 anos e eu não sabia? Ou é isso ou o argumento de Dawkins está furadíssimo.

(22) Segundo Dawkins, Ratzinzer é “inimigo da verdade”, pois teria dito que os preservativos não garantem proteção contra a AIDS. Ué, mas são os fatos. O Papa não obrigou ninguém a deixar de usar preservativos, mas reafirmou a importância do conservadorismo sexual em termos dessa doença. Aliás, qual a taxa de incidências de AIDS em grupos homossexuais e grupos católicos? Qual grupo usa mais camisinha? Deixemos que as estatísticas nos mostrem quem é o “inimigo da verdade”, pois o que vimos até agora é que nada do que sai da boca de Dawkins possui compromisso com a verdade.

(23) Agora Dawkins se supera, ao dizer que o Papa é “inimigo das pessoas mais pobres deste planeta, condenando-as a famílias numerosas que não conseguem alimentar”. Aonde está tal “condenação”? Será que é o apoio da Igreja à instituição familiar? Dawkins estava pouco específico nesta parte do debate. Talvez devia ser o sol. Mas não importa. Como ele já começou desonestamente, não catalogarei esta como fruto de demência, mas sim de desonestidade de novo.

(24) Ele diz que a “pobreza de muitos combina muito mal com a obscena riqueza do Vaticano”. Estranho. Quantos % dos valores arrecadados com a venda dos livros de Dawkins foi destinado às crianças carentes? Seria interessante Dawkins mostrar algo mais do que discurso demagógico.

(25) O fato de uma entidade ser contra as pesquisas com as células tronco embrionárias não poderia catalogar alguém como “inimigo da ciência”, pois a Igreja apóia a pesquisa com as células tronco adultas. Além do  mais, há argumentos que suportam a oposição, e não a “superstição”. Mesmo que eu não concorde como a oposição às pesquisas com células tronco, o motivo alegado por Dawkins para a oposição da Igreja é claramente uma mentira, como tudo que ele disse até agora.

(26) Segundo Dawkins, Ratzinger seria “inimigo da igreja da própria Rainha” (virou puxa-saco, Dawkins? Perdeu a vergonha na cara definitivamente… se é que havia alguma vergonha na cara a ser perdida). Motivo: o Papa considera as Ordens Anglicanas como “absolutamente nulas e totalmente inválida”. Notem a linha de “raciocínio” de Dawkins. Para ele, dizer que os argumentos ou a instituição do outro é “nula ou inválida”, torna essa pessoa um “inimigo” do outro. É mole?

(27) Ele conclui dizendo que o Papa é “inimigo da educação”. Notem o que Dawkins diz: “ele e sua igreja fomentam a doutrina educativamente perniciosa de que a evidência é uma base menos confiável para a crença do que a fé, tradição, revelação e autoridade – a autoridade dele”. Agora, onde é que a Igreja Católica faz qualquer juízo de valor (negativo) em relação à “evidência”? Ora, se Dawkins faz uma afirmação dizendo que a Igreja promove um item e REBAIXA o outro, ele teria que mostrar ao menos isso. Claro que ele jamais vai mostrar, pois ele sabe que está mentindo.

[Para variar, mais aplausos ao final ]

Contagem de mortos dos humanistas

O fato é que todo o show de desonestidades, falácias e mentiras de Dawkins foi uma reação ao fato do Papa Bento XVI ter criticado o extremismo ateísta. Deixando claro. Ele não criticou neste caso os ateus, mas os ateus extremistas, que são justamente esses da turminha do Dawkins que se viu no vídeo. É uma turma composta, além de ateus fanáticos e radicais, por gays militantes, liberais, pró-marxistas, abortistas e toda e qualquer escória que alguém puder imaginar.

O problema é que em sua resposta, Dawkins perdeu as estribeiras e mais uma vez deu um show de indignidade.

Tudo bem que eu sou acostumado a encontrar mentiras e fraudes no discurso dele. Mas tantas desse jeito? Ele mesmo se superou.

Nada melhor, portanto, do que ver quem é “inimigo da humanidade”.

O discurso de Bento XVI foi simplesmente contra o extremismo de um dos lados. Não foi um ataque genérico. Foi um argumento embasado, inclusive citando o fato de que realmente a “exclusão de Deus, da religião e da virtude da vida pública” levou às maiores atrocidades das últimas 10 décadas.

Para sustentar o argumento de Bento XVI, é fácil demais.

O fato é que a partir do Iluminismo Radical, com o projeto Iluminista, surgiu o pensamento de esquerda, e a seguinte concepção bizarra, que atende pela alcunha de mentalidade revolucionária (esta, uma definição de Olavo de Carvalho):

(1) Crença na idéia de que o homem pode e irá criar um mundo perfeito, isento de males
(2) Sensação de que se pertence ao grupo que irá consolidar este mundo perfeito
(3) Noção de que, ao se lutar por esse ideal, todos os atos estão a priori justificados (inclusive mentir 27 vezes sobre o oponente)
(4) Criação de campanha de rejeição social e fomentação de ódio contra um grupo, a ser selecionado como bode expiatório, grupo este que será divulgado como o grupo “inimigo” deste novo mundo (para Dawkins, são os religiosos, para Hitler, eram os judeus, para Marx, eram os burgueses, para a Al Qaeda, são os norte-americanos)
(5) Ambições de dimensões globais em torno desse ideal
A junção desses cinco itens, que configuram a mentalidade revolucionária, é uma DOENÇA MENTAL surgida com o humanismo. Que é justamente a oposição à crença em Deus na visão judaico-cristã.

O cristão não precisaria olhar nem para a Bíblia para notar que o ser humano é falível e periculoso, em essência.

Mas a Bíblia dá uma sustentação lógica para isso (ademais, argumentos lógicos e a simples análise da ação humana nos levam à essa conclusão), ao notar a falibilidade EXTREMA do homem.

Por isso, a doutrina católica é DANOSA em essência à qualquer ideologia derivada do humanismo. Ex. marxismo, nazismo, neo ateísmo, globalismo e qualquer outra tranqueira.

O caso é que esta anti-religiosidade extremista é CARACTERÍSTICA INERENTE ao HUMANISMO.

Temos que deixar as coisas bem claras: é esse tipo de filosofia defendida por Dawkins que gerou TODAS as mortes do marxismo e do nazismo.

É só contar o número de mortos do comunismo e do nazismo. Quase 150 milhões de vítimas. E estou contando por baixo. Todos esses solidificados pela ideologia DEFENDIDA por Dawkins.

Joseph Ratzinger estava certíssimo ao notar que esse tipo de iniciativa (advinda da estúpida crença no “homem como criador do mundo perfeito”) é aquilo que gerou as maiores atrocidades da humanidade.

Richard Dawkins tem motivos para se enfezar. Pois ele sabe que quando está diante de religiosos, principalmente cristãos católicos, ele está diante de CÉTICOS em relação aos seus projetos genocidas, que são exatamente iguais aos que eram defendidos por Mao e Hitler. (Acredito que alguns cristãos protestantes também compartilhem do mesmo ceticismo em relação aos mesmos ideólogos)

É sempre a mesma conversinha: “Criaremos o mundo perfeito. Temos que lutar contra os inimigos deste mundo. Sou do lado da razão. Lhe trarei esse mundo”.

Para deixar os neo ateus ainda mais envergonhados, lembremos o fato de que o Papa João Paulo II foi considerado por Lech Walesa como mais importante para a queda do comunismo na Rússia do que Mikhail Gorbachev.

Enquanto os Papas recentes salvavam vidas, ideólogos humanistas ajudavam a ceifá-las.

É claro que ideólogos totalitários tem motivos de sobra para ter ódio da doutrina cristã.

Eles lutam contra o catolicismo, pois sabem que os católicos lutam para esclarecer as pessoas em relação à falibilidade humana (que não passa de reconhecimento do óbvio). Coisa que os ideólogos genocidas negam existir, pois se existe a idéia de falibilidade humana, como poderíamos acreditar nestes “seres humanos perfeitos, anjos terrestres, que nos levariam ao belo mundo?”.

Dawkins quer que tenhamos a crença na turma dele, mas só cairíamos nessa lorota (que é a mesma conversa da turma de Hitler), se abandonarmos o cristianismo.

Enquanto tivermos o cristianismo enraizado como base de nossa moral, desconfiaremos de TODOS que vierem com essa conversinha de “Cidadãos, creiam em mim, pois temos a razão, construiremos o mundo perfeito”.

Com idéias como essa, Richard Dawkins é CÚMPLICE MORAL de todos os crimes do comunismo e do nazismo. E de todos os crimes que surgirem no futuro a partir do mesmo tipo de ideologia.

E, assim como Goebbels disse, “uma mentira contada muitas vezes torna-se uma verdade”.

Talvez isso explique o fato de Dawkins mentir tanto enquanto divulga sua ideologia genocida.

Quanto mais ele mentir, mais temos que investigar e desmascarar.

No fundo, não deixa de ser tragicômico ver, no momento em que se revolta contra Joseph Ratzinger por este ter dito um argumento lógico, Dawkins ter batido o seu recorde de mentiras por frases.

http://lucianoayan.wordpress.com/2010/09/21/27-mentiras-em-9-minutos-esse-e-richard-dawkins-o-amigao-da-humanidade/

Técnica: Todos nascem ateus

Nessa técnica, o neo-ateu tentará jogar tudo pra platéia e argumentar que todos os teístas são vítimas da influência “maléfica” da sociedade – afinal, “todos nascem ateus” e não haveria motivos externos a pressões da sociedade que levariam ao teísmo. Observe que, de cara, já observamos alguma pinta de falácia genética; embora, mesmo assim, sejamos capazes de analisar mais profundamente essa hipótese.
A aplicação prática dessa idéia segue mais ou menos essa linha:
NEO-ATEU: Todos nascem ateus. O único motivo pelo qual passamos a acreditar em Deus é por pressão da sociedade.
REFUTADOR: Será? É o que vamos ver…
Primeiro, devemos nos perguntar: o que é ateísmo? Para responder à essa questão, vamos voltar até Aristóteles e começar a investigação.
Segundo Aristóteles (conforme citado por Alvin Plantinga em Warranted Christian Belief, 2000), o homem é um animal racional. Mas o que especificamente ele queria dizer com isso? Aqui, o termo “racional” aponta ou expressa uma propriedade que distingue os seres humanos de outros animais. Como Aristóteles dizia, essa propriedade é a possessão da ratio – o poder da razão. A idéia é que seres humanos, diferentemente de, pelo menos, a maioria dos animais, tem conceitos e é capaz de julgar crenças; nós conseguimos raciocinar, refletir e pensar sobre as coisas, mesmo sobre coisas muito distantes em tempo e espaço; em suma, seres humanos são conhecedores. Isso é o que é ser um criatura racional; e isso é o que Aristóteles viu de diferença sobre os seres humanos.
A questão que imediatamente surge daí é: um bebê é um conhecedor? É um animal racional?
A resposta é claramente NÃO. Se o ateísmo for considerado uma posição racional sobre um conjunto de crenças, então irracionais recém-nascidos NÃO podem ser considerados ateus. Um bebê é tão ateu quanto um gato, um cachorro, uma porta, uma mesa e meu teclado que foi usado para escrever esse post – ele é ateu simplesmente porque é incapaz de ser conhecedor de qualquer conceito de Deus. Esses seres são, por definição, neutros, uma vez que são incapazes até de manifestar e julgar. Se um ateísmo não é baseado em um conhecimento de uma hipótese e o consequente julgamento dela como forte ou fraca pelo poder da ratio, significa que ele não tem valor algum. É, nesse caso, sinônimo de burrice apenas.
Se ateísmo e teísmo tem qualquer coisa a ver com racionalidade, o melhor a fazer aqui é julgar irracionais como NEUTROS nessa questão.
Talvez o neo-ateu talvez tente sair dessa com um “Ok, ok; o ateísmo deles é irracional – ou até mesmo são neutros, como você diz. O fato é que crescendo e raciocinando eles não acreditariam em Deus nem iriam para alguma religião se não fosse a influência da sociedade.”
Aqui, o neo-ateu se complica AINDA mais. Ele vai ter que provar que NECESSARIAMENTE todas as pessoas não acreditariam em algum conceito divino sem receber influências constrangedoras externas. Podemos sugerir algumas evidências em contrário: por exemplo, pessoas já sugeriram que nós somos “brain-wired” para a crença em Deus – como Lewis Wolpert, aqui e aqui (é certo que ele é um debatedor infame; mas como ele estava comentando a sua àrea – a biologia – e não dando palpites filosóficos baseados na idéia de que Deus é um velhinho barbudo, pode ser que ele tenha mais credibilidade para fornecer essa informação.) Nesse caso, o ateísmo é que seria resultado de influência cultural e não o teísmo.
Se for uma tendência natural do ser humano procurar se relacionar com o transcendente (e responder perguntas sobre a realidade como “por que existe tudo ao invés do nada?”, “qual o sentido da vida?”, “qual o conceito de certo e errado?” e por aí vai – que podem ser encontradas em alguma noção de Deus ou na escolha de alguma religião que responda satisfatoriamente essa questão), então o neo-ateu errou de novo na sua segunda idéia.
O debate continuaria assim:
NEO-ATEU: Todos nascem ateus. O único motivo pelo qual passamos a acreditar em Deus é por pressão da sociedade.
REFUTADOR: Espere um pouco: você definir ateísmo como uma postura racional em frente a um conjunto de crenças específicas e cognoscíveis, não é mesmo?
NEO-ATEU: Claro. Penso, logo sou ateu.
REFUTADOR: Então um bebê NÃO é ateu, pois ele é IRRACIONAL e incapaz de adotar uma postura, até mesmo de descrença, pois sequer conhece o conjunto de crenças específicas. O único motivo pelo qual ele é ateu é porque não tem neurônios suficientes para saber se isso é o certo ou errado. O melhor – de longe – é defini-lo como NEUTRO nessa polêmica. Esse seu chute foi parar direto na arquibancada.
NEO-ATEU: Ok. Mas quando ele passasse a raciocinar, ele seria ateu. O único motivo pelo qual ele não é ateu é porque obrigam ele a acreditar em Deus.
REFUTADOR: Você teria que demonstrar que TODOS os eventos que possivelmente levem à crença em Deus se dão por constrangimento social. Se houver alguma hipótese possível em contrário, você falhou. Por exemplo: se existir a possibilidade de nossa programação cerebral tenha sido moldada para a crença em Deus, significa que é o ateísmo é que resulta de influências culturais, não o teísmo. Você tem como provar que essa hipótese é falsa?
NEO-ATEU: Hã… Do que estávamos falando mesmo?
Em resumo, a refutação segue essa linha:
Se o ateísmo é uma posição racional sobre um conjunto de crenças, então o recém-nascido NÃO é ateu, pois ele é IRRACIONAL;
Se o ateísmo conta também com a irracionalidade, então não há “mérito” algum nessa informação, pois o ateísmo da criança é decorrente de sua FALTA de CAPACIDADE mental;
A partir daí a pergunta que deve ser feita é: ao começar a raciocinar, mesmo em um ambiente não-teísta, ela necessariamente iria ser descrente em/negar a existência de Deus? Se a resposta for não e alguma hipótese do tipo (a) seres humanos naturalmente estão inclinados a acreditar ou se relacionar com Deus/procurar uma religião for plausível, então a tese “somente passam a acreditar em Deus por “influência externa” também é derrubada;
Por fim, tudo isso não faz nem cócegas na veracidade do Cristianismo ou do teísmo – é, no máximo, uma discussão curiosa sobre a tendência do seres humanos a crença em Deus;
Conclusão

Essa é mais uma técnica sem qualquer valor de verdade – sua utilidade é puramente um jogo psicológico, que coloca contra a parede teístas como se fossem “manipulados pelo mundo”, enquanto ateus são realistas, ao molde da velha falácia Ateus são fortes, Teístas são Fracos. Para os que querem um debate sadio, esse estratagema não contribui em nada logicamente.

Os críticos de Bento XVI não se preocupam com crianças

George Neumayr | 17 Abril 2010
Artigos – Religião

A sra. Dowd está usando os escândalos de abuso para fazer avançar seu feminismo, o sr. Hitchens seu ateísmo e Sullivan seu ativismo homossexual.

Desde quando os secularistas e dissidentes católicos são peritos em proteção de crianças? Esses autonomeados reformadores da Igreja Católica são os maiores responsáveis por uma cultura degradada que abusa, aborta e corrompe crianças. Que uma elite esquerdista irresponsável e depravada se institua como tutora moral do Papa Bento XVI é algo que está para além da sátira.

Aqui, durante a Semana Santa, nós tivemos uma exibição do espetáculo do Vigário de Cristo recebendo instrução moral de Barrabás. Quem transfere órfãos para casais homossexuais em agências de adoção? Quem envia propagandistas da Planned Parenthood às escolas? Quem limpa as ruas das principais cidades para as paradas do “orgulho gay” que levam a reboque a North American Man/Boy Love Association (Associação Norte-americana do “Amor” entre Homens e Meninos)? É a elite esquerdista quem defende estas práticas corruptoras de crianças. E não foi ano passado mesmo que esses iluminados protetores de crianças reuniram-se ao redor do caixão de ouro de Michael Jackson para lhe prestar suas últimas homenagens? Onde estava então a indignação quanto à corrupção de crianças?O National Catholic Reporter, a principal publicação do catolicismo dissidente, que se juntou ao bando secularista de caça a Bento XVI, exige uma investigação severa e implacável contra ele. Esta é a mesma publicação que divulga as homilias do bispo Thomas Gumbleton, das quais houve uma que declarava em 2002, no auge do escândalo de abusos na América, que a política da “tolerância zero” não deveria se aplicar aos padres que tem atração por crianças que já saíram da puberdade. “Eu não apoio a abordagem da “tolerância zero” em todos os casos”, torceu o nariz.

Outro artigo da NCR 2002 afirmou: “Tolerância Zero é um meio tosco de punição. Todo abuso é uma ofensa contra a dignidade humana, mas assim como a gravidade dos pecados é diferente no ensino católico tradicional, e a severidade da punição na legislação civil varia de acordo com muitos fatores, nem todos os abusos são os mesmos. Em nossa atmosfera superaquecida, para muitos é difícil admitir isso. Um sacerdote que brevemente se expôs a um adolescente não cometeu o mesmo ato que um padre que estuprou um menor de idade.”

Vamos adentrar no reino do absurdo: o ataque a Bento na semana passada não tinha nada que ver com a proteção das crianças e tudo que ver com o ódio da elite esquerdista por sua ortodoxia. Os Três Patetas – Maureen Dowd, Christopher Hitchens e Andrew Sullivan – estão “sorteando o seu manto”, não que eles, à noite, se revirem na cama preocupados com a permissividade de um sacerdote, mas porque eles odeiam os ensinamentos conservadores da Igreja Católica que Bento XVI personifica. Eles ainda estão perturbados por a Igreja ter eleito um católico para o papado, em vez de um progressista moderno. A sra. Dowd está usando os escândalos de abuso para fazer avançar seu feminismo, o sr. Hitchens seu ateísmo e Sullivan seu ativismo homossexual.

A verdade é que o Papa Bento XVI tem feito mais para resolver o escândalo de abusos na igreja que seu antecessor, cujo mandato nunca gerou nada que se compare ao nível a que chegaram estes apelos de renúncia. E isso até mesmo a Associated Press reconheceu : “Bento XVI adotou uma postura muito mais séria na questão dos abusos sexuais do que João Paulo II quando assumiu o papado, há cinco anos, disciplinando um alto clérigo [Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo] defendido pelo pontífice polonês e exonerando outros sob uma nova política de “tolerância zero”.

Segundo a agência de notícias Reuter, em 28 de março: “o cardeal de Viena Christoph Schoenborn, em defesa do papa, disse à televisão austríaca ORF, no domingo, que Bento queria uma investigação completa quando o ex-cardeal vienense Hans Hermann Groer foi removido em 1995 por alegado abuso sexual de um garoto. Mas outros funcionários da Cúria, em seguida, convenceram o papa João Paulo que a mídia tinha exagerado o caso e um inquérito só iria criar mais publicidade ruim. “Ele me disse, ‘o outro lado ganhou,'” disse Schoenborn.

Então por que Bento XVI foi para um patamar mais elevado de exigências que João Paulo II? Será que é porque ele é visto como mais conservador pela elite esquerdista? Talvez. A não declarada e ironicamente perversa objeção a Bento apresenta por essa mesma elite, na seqüência do escândalo de abusos, não é que ele procurou realizar muito poucas reformas, mas muitas. Lembre-se de que o New York Times e outros jornais esquerdistas denunciaram-no severamente por uma de suas primeiras grandes reformas como papa: uma diretiva emitida aos bispos que proibia a ordenação de homossexuais. Essa não é a idéia de reforma da elite esquerdista, embora a maioria dos casos de abuso envolvam pedofilia homossexual. Assim, eles culpam o Papa Bento XVI por um sacerdócio indulgente e disfuncional e, ao mesmo tempo, atormentam-no por não deixar os homossexuais serem ordenados. Eles culpam o “celibato” pelos escândalos (o que se baseia, entre outras presunções inanes, na idéia de que os abusadores eram celibatários desde o início) em vez de reconhecer o papel que neles tiveram os baixíssimos e aberrantes padrões de admissão ao seminário, que eles próprios bradavam para que a Igreja adotasse nos relativísticos anos sessenta.

Por todas as queixas oportunistas dos últimos dias sobre “leniência”, a verdadeira esperança dessas pessoas não é que a Igreja retorne às suas tradições moralmente rigorosas, mas que as elimine. E é precisamente porque Bento fica no caminho desse objetivo que agora eles vêm é pra matar.
Original em inglês: NEUMAYR: Pope Benedict’s critics don’t care about kids

Fonte: http://www.washingtontimes.com/news/2010/apr/05/pope-benedicts-critics-dont-care-about-kids/

Tradução: Pedro Laini

Revisão: Alessandro Cota

http://www.midiasemmascara.org/artigos/religiao/10999-os-criticos-de-bento-xvi-nao-se-preocupam-com-criancas.html

Angústia de um bispo

Cícero Harada | 18 Agosto 2010
Artigos – Religião

Suas palavras de angústia ante o quadro quase que humanamente irreversível de descalabros e de cumplicidades, para com políticas empenhadas “em apagar os últimos vestígios da nossa vida cristã”, tocam-me profundamente.

A angústia de Dom Manoel Pestana Filho, bispo emérito de Anápolis, explode na carta amiga de apelo endereçada aos seus irmãos no episcopado:

“Pelo amor de Deus! Estamos diante de uma situação humanamente irreversível. A América Latina, outrora ‘Continente da Esperança’, como a saudava João Paulo II, hoje mergulha na ante-câmara do terrorismo vermelho, aliás, como prenunciava aos pastorinhos de Fátima a Senhora do Rosário.”

“Podem parecer, a essa altura, resquícios de uma idade de trevas, mas tudo acontece como se ouviu em dezembro de 1917 (“a Rússia comunista espalhará seus erros pelo mundo, com perseguições à Igreja, etc.”). Assusta-me a corrupção dentro da Igreja, o desmantelamento dos seminários, a maçonização de Cúrias e Movimentos.”

“Horroriza-me a frieza com que olhamos tal estado de coisas. Somos pastores ou cães voltados contra as ovelhas? Somos ou não, além disso, cúmplices de uma política atéia empenhada em apagar os últimos traços da nossa vida cristã?”

Diante destas palavras duras e corajosas, lembrei-me dele. Monsenhor Pestana. Não era bispo ainda e eu, universitário quando o conheci.

Profunda lembrança guardo daquela figura. Seis horas de uma fria manhã, quinta-feira santa. Eu e vários universitários de São Paulo desembarcávamos sonolentos em Petrópolis. Lá, na Rodoviária, a nos esperar em sua batina preta, monsenhor Pestana. Apresentei-me.

Participei de um retiro com outros estudantes do Rio e de São Paulo. Foram ao todo três dias e meio de retiro espiritual. Espiritual, repito. Mas sem deixar de fazer notar as implicações teológicas e filosóficas na doutrina social da Igreja. Ele não se deixava levar pela demagogia barata do “politicamente correto”. Foi então que me ficou claro que a civilização ocidental não existiria sem o fato essencial e inquestionável da Igreja Católica e de seus ensinamentos. Sem ela ruiria a nossa civilização e a nossa cultura. Ela é parte fundamental da própria estrutura desse edifício. Findo o retiro, domingo de Páscoa, despedimo-nos. No seu olhar, espelho d’alma, o testemunho do amor a Deus e a cada um de nós. Partimos. Nunca mais o vi de perto. Nunca mais o esqueci, nem o poderia.

Encontro-o agora na tela fria do computador, graças a uma amiga. Suas palavras de angústia ante o quadro quase que humanamente irreversível de descalabros e de cumplicidades, para com políticas empenhadas “em apagar os últimos vestígios da nossa vida cristã”, tocam-me profundamente. A carta de Dom Pestana vale para todos nós, para mim, para você, porque somos partícipes da sociedade em que vivemos. Meu avô que não era católico, tantas e tantas vezes me alertava quando algo estava errado ou mal feito: “isso não está nada católico.” Hoje, tão distantes dos verdadeiros valores, mergulhados por inteiro no relativismo, não dizemos mais isso e ainda pensamos em fazer média e equilibrar na corda bamba. Seremos lançados todos no mais profundo dos abismos. Nesta hora tão grave, neste vale-tudo, as decisões e atitudes hão de ser igualmente claras e fortes. Como é fácil repetir com Ovídio aquela conhecida máxima: “Video meliora proboque, deteriora sequor” (Vejo o bem e o aprovo, mas faço o mal). Não me recordo de tê-lo agradecido como deveria por aquele retiro. Faço-o agora, também pela carta. Dom Pestana, obrigado por seu testemunho!

http://www.midiasemmascara.org/artigos/religiao/11343-angustia-de-um-bispo.html

Técnica: Todos são ateus

Nessa técnica, o neo-ateu tentará fazer uma confusão com o sentido da palavra “ateu” para provar que todos os seres humanos são ateus, não apenas aqueles que desacreditam/negam qualquer divindade. E o pior: alguns já apresentaram essa idéia como um argumento FORMAL nos debates da Contradições do Ateísmo, por exemplo. Eu já havia abordado essa questão rapidamente aqui e por isso vou a explicar melhor nesse post.

Normalmente, ocorre dessa maneira:

  • NEO-ATEU: Nós dois somos ateus.
  • REFUTADOR: O quê?!
  • NEO-ATEU: Ambos somos ateus. A diferença é que eu acredito em um deus a menos do que você.

Para refutar a babada, precisamos definir o que é uma “cosmovisão”. Aqui, o sentido desse termo é uma descrição da realidade formada por subconjuntos E1 & E2 & E3 & … & etc, cada desses subconjuntos formado por proposições S1 & S2 & S3 & S4 & … & etc e assim por diante.

Por exemplo: digamos que exista um subconjunto chamado “Identidade Pessoal” (E1). Esse subconjunto é formado por proposições como “Qual o meu nome? Rodrigo (S1)”, entrelaçado com outras do tipo “Quem são meus pais? Camila e Carlos (S2)”, “Quando eu nasci? Em 1995 (S3)” e por aí vai. Todas essas proposições juntas são as que vão formar o ENTENDIMENTO da pessoa sobre sua identidade.

Da mesma forma, existe um subconjunto sobre a questão de “divindades”. Grosso modo, temos duas opções positivas:

  • (a) monoteísmo;
  • (b) politeísmo;

Se o sujeito adota uma dessas posições, não é ateu de maneira alguma. Se na sua cosmovisão, já existe UMA proposição do tipo “Uma divindade existe”, você já não é mais ateu. Para o sujeito ser considerado ateu, ele não pode ter NENHUMA proposição positiva do tipo exemplificado acima. O fato de ele não adotar todas as opções disponíveis NÃO o faz ateu.

Para melhor ilustrar, vamos usar um paralelo com ideologias políticas. Nos partidos políticos brasileiros nós temos opções do tipo:

  • (a) PT;
  • (b) PSDB;
  • (c) PSTU;
  • (d) etc;

Imagine que exista uma pessoa que tem, no seu subconjunto “ideologia política”, a proposição “S1: O PT é o melhor partido”. E não só tem essa proposição, como faz MILITÂNCIA pelo PT, dia e noite.

Aí alguém que é apolítico (não possui nenhuma sentença positiva sobre qual o melhor partido político e não se interessa pelo assunto), chega para essa pessoa e diz o seguinte: “Afirmo que nós dois somos apolíticos. A diferença é que eu milito por um partido a menos que você.”

Será que alguém que vai na rua todas as segundas, participa de encontros do partido, diz em alto e bom som “Precisamos eleger Dilma! Precisamos eleger Dilma!” é “apolítico”?

A resposta é, evidentemente, não.

O mesmo poderia ser aplicado para alguém que não torce para nenhum time de futebol. Digamos: “Afirmo que nós dois não somos torcedores de futebol. A diferença é que eu torço por um time a menos do que você.”

Isso teria algum sentido? Claro que não.

Se ele torce para um time qualquer, seja o Flamengo ou para o Mixto, já se caracteriza como torcedor de futebol.

E a mesma coisa para a questão teísmo e ateísmo. Não há meio termo.

Como se vê, não há um traço sequer de racionalidade nessa alegação neo-ateísta.

A refutação pode ser a seguinte:

  • NEO-ATEU: Nós dois somos ateus.
  • REFUTADOR: O quê?!
  • NEO-ATEU: Ambos somos ateus. A diferença é que eu acredito em um deus a menos do que você.
  • REFUTADOR: Non-sense. O fato de eu não adotar o modelo politeísta para descrever a realidade no subconjunto “Divindades” não me torna ateu, nem de longe, pois eu ainda tenho um modelo positivo para esse subconjunto.
  • NEO-ATEU: Mas você não acredita que Thor, Shiva e Tupã sejam opções corretas. Logo você é ateu também.
  • REFUTADOR: Da mesma maneira que um militante do PT não acredita nas opções do PSDB, PSTU e outros. Isso o faz “apolítico”, por acaso?
  • NEO-ATEU: Veja bem…

Conclusão

Nessa técnica, os neo-ateus não saíram do zero. Para funcionar, o conceito de “ateu” precisaria ser MAQUIADO e é aí que a refutação tem que ser feita. Esse estratagema também pode ser aplicado em conjunto com a técnica Qual Deus?, Todos nascem ateus ou com outras tentativas pífias como Monstro do Espaguete Voador.

post feito no blog :http://quebrandooencantodoneoateismo.wordpress.com/2010/10/11/tecnica-todos-sao-ateus/