Arquivo diário: 19 de outubro de 2010

Jornalista da Record critica Papa João Paulo II

                                                                                                                                                                                   Print scream do site de Paulo Henrique Amorim

A síndrome do vitimismo  acometeu o Partido dos Trabalhadores nestes anos de poder e contagiou a quem por ele trabalha. Antes de governar o Brasil todos tinham a reles ilusão que seria diferente com o PT, não haveria roubos e falcatruas e  enfim a nação deslancharia num projeto totalmente novo e autônomo. No entanto, não foi o que aconteceu.

Retornemos à síndrome.  Quando metido em apertos,igual a uma criança o Partido rubro proced. O primeiro passo é fazer-se de vítima, se colar passa para o segundo, por  a culpa do engodo em alguém. Somente para ilustrar foi o que aconteceu no caso da quebra de sigilo de parentes do oponente José Serra, do PSDB. O Tucano, de vítima passou a culpado. Nas declarações de Dilma Rousseff seria um aproveitador da situação. Já no caso Erenice Guerra, Dilma também se esquivou qual coitadinha, traída pelo braço direito.

Quando os eleitores mais ligados a fé católica e os evangélicos começaram a divulgar na internet as declarações registradas de Dilma a favor da descriminalização do aborto, o recém aluno da cartilha petista, Gabriel Chalita, saiu-se muito bem na primeira lição, nas entrevistas concedidas para minimizar a repercussão negativa do posicionamento de sua babalorixá disse que ambos – inclusive ele – estavam sendo vítimas de boataria.
                                                                                                                                                                        “na foto, satanás”, diz a legenda da foto do papa João XXIII

Pois é, a tal síndrome contagia mesmo. O último, do séquito do PT, Rousseff e companhia foi o jornalista Paulo Henrique Amorim, da Rede Record, emissora de Edir Macedo que já declarou publicamente voto em Dilma e conclamou os fieis a fazerem o mesmo. A manchete do site do jornalista – print scream acima – é esta: Dilma é vítima de 27 anos de João Paulo II.

 Quando li o descabimento fiquei em dúvida se Paulo Henrique Amorim  manifestava no artigo o espírito de Macedo ou  do Petismo. Na verdade, manifestava o espírito dos dois, uma verdadeira legião. Ainda na mesma página ilustra o artigo uma imagem do papa João XXIII com a legenda: na foto, satanás.

Na legião por quem se faz voz o jornalista podemos citar as inúmeras personalidades ligadas à Teologia da Libertação, desvio doutrinário perigoso nascido na América Latina do qual livrou a Igreja João Paulo II e hoje o papa Bento XVI, para quem aliás sobram críticas no artigo do sexagenário repórter, hoje a serviço de uma igreja evangélica ’?’ abortista.

“A Igreja do aborto do Serra é a do Cardeal Ratzinger. Eles se merecem”.

Trecho equivocado este citado acima  por PHA. A Igreja não é do aborto, é contra o aborto e sua descriminalização. Ela não é Serra, nem Dilma, nem Marina, nem Plínio ou político algum porque é de Cristo seu fundador que por defender a vida torna-se esta também sua  bandeira. Mas poderíamos formular uma outra proposição, a Igreja do aborto de Dilma é a mesma de Macedo. Eles se merecem.

 Assista vídeo de Macedo defendendo o aborto aqui 

http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/jornalista-da-record-critica-papa-joao-paulo-ii/

Presidente Lula ameaça romper acordo com Vaticano por motivos eleitoreiros

O PT não é de brincadeira. Ai de quem se meta no meio de seus interesses. Sofre, é punido. Basta lembrar o que aconteceu com Luis Bassuma e Henrique Afonso, eram deputados da sigla rubro  mas como foram contra  o aborto sofreram punição.  Lula e alguns de seu séquito como o jornalista Franklin Martins são favoráveis a um controle  da imprensa.

E sabe qual foi a última  do presidente Lula? Ameaçou revisar acordo com o Vaticano assinado no ano passado por conta dos questionamentos da igreja do Brasil à candidata Dilma. O presidente insiste em confundir sua função de presidente com a de cabo eleitoral de Dilma Rousseff. Recordemos que um dia depois das eleições do primeiro turno, Lula tornou a casa da presidência num comitê, onde recebeu governadores e senadores petistas eleitos, num verdadeiro atentado à democracia.

Voltemos à ameaça de Lula aos católicos. Vou republicar na íntegra a notícia que se encontra no site da agência de notícias Acidigital.

BRASILIA, 07 Out. 10 / 07:45 pm (ACI).- A agência italiana ANSA informou que o secretário pessoal do Presidente Luiz Lula Da Silva, Gilberto Carvalho, disse à cúpula da Igreja que se continuarem os questionamentos contra a candidata Dilma Rousseff –devido à sua postura favorável ao aborto– poderia ser revisado o acordo assinado com o Vaticano.

ANSA, que recolhe uma notícia do jornal Valor Econômico, assinalou que Carvalho se reuniu com membros da Conferência Nacional de Bispos do Brasil e comunicou que o governo pode voltar a discutir o acordo que contempla o apoio a escolas católicas e outros benefícios.
Lula revisaria o acordo assinado por Lula e o Papa Bento XVI em 2007 no Brasil, e ratificado em 2009 no Vaticano, depois do qual foi aprovado pelo Congresso, onde foi questionado por congressistas evangélicos.

 

Comentário:

Como católicos somos experimentados na perseguição ao longo dos séculos, neste não seria diferente. Presidente Lula usa de seu status de presidente da nação para ameaçar a Igreja. Que rompa o tal acordo, que nos persiga. E que a resposta seja dada nas urnas.

http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/presidente-lula-ameaca-romper-acordo-com-vaticano-por-motivos-eleitoreiros/

Chalita e Crivella: Duas faces da mesma moeda

 A candidata não se deu conta do momento da persignação

                                                                                                                                                                         A candidata não se deu conta do momento da persignação

A imagem acima  mostra o momento do início da Celebração Eucarística na Basílica de Aparecida. Os mais de quinze mil devotos presentes fazem o sinal da cruz enquanto a candidata à Presidência da República Dilma Rousseff do PT nem se da conta do rito mostrando que não é mesmo seu costume ir à missa. Ao seu lado direito está o seu personal training spiritual Gabriel Chalita. Diante do ‘mico’, Chalita cutuca Dilma e esta logo em seguida persigna-se ora num rito católico ocidental noutro meio oriental. A imagem de baixo é a sequência do acontecimento mostrado na imagem anterior, uma completa desarmonia de Rousseff com a assembléia. Seria só nisso a discordância entre candidata e fieis católicos? Pelo visto, não, tanto que o recém convertido ao socialism0 e coroinha da campanha de Dilma  -Gabriel Chalita –  virou figurinha carimbada em suas aparições religiosas no meio católico.

                                                                                                                                          Depois de orientada pelo Training Gog Chalita, Dilma traça o sinal da cruz sobre si

Detalhe, sinal da cruz no nariz?ela inventou isso aonde?
E outro detalhe sinal na boca da direita para esquerda!
Gabriel Chalita voce vem falar que ela é católica fervorosa??essa não colou!

O episódio em Aparecida foi dia onze, dois dias depois Dilma foi acender vela para os evangélicos e quem fez as vezes foi o bispo Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo, dono da Universar e da Rede Record, e que já declarou voto à candidata do partido rubro e conclamou seus seguidores a fazerm o mesmo. Macedo, Crivella  e PT comungam das mesmas opinões acerca do aborto, diferente dos demais evangélicos, por isso o tom do discurso de Dilma passou por mais uma metamorfose, assinou inclusive – contrariando feministas de carteirinha – uma carta na qual promete  vetar temas polêmicos como aborto e casamento homossexual caso o Senado aprove.

                                                                                                                                                         Sobrinho de Edir Macedo faz parte da campanha de “conervsão” de Dilma

Na mesma tarde de ontem o pastor Silas Malafaia em programa de televisão foi enfático ao dizer que os evangélicos não caem no discurso de candidatos que estão mudando o posicionamento em relação ao aborto apenas com o desejo de conseguir votos do segmento. Vale ressaltar que a igreja Universal não é bem vista entre os próprios evangélicos. Pelo visto a ala conservadora dos protestantes continuará apoiando o oponente de dilma como o pastor Malafaia.

Enquanto isso Chalita e Crivella vão tecendo até o dia 31 de outubro estratégias para promover a candidatura de Dilma no meio religioso, cada um com seu séquito, com sua linha de ação, sob orientação dos marqueteiros, claro. O verniz cristão nas falas de ambos não é poupado. O fato apenas constata que os dois figuraças são duas faces de uma mesma moeda.

Fonte:
http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/chalita-e-crivela-duas-faces-da-mesma-moeda/

Ludibriando os católicos

Ludibriando os católicos

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 18 de outubro de 2010

Ao ver que ia perdendo o apoio da Igreja à sua protegida Dilma Roussef, cujo abortismo radical e persistente nem os desmentidos de última hora, nem as abjetas e blasfematórias encenações de fé católica da candidata puderam camuflar, o sr. Presidente da República, em desespero, decidiu recorrer ao crime eleitoral explícito: usando o Estado como instrumento de chantagem, ameaçou romper a concordata do governo brasileiro com o Vaticano caso o eleitorado católico se recuse a continuar sendo otário do PT, como o foi servilmente durante tantas décadas por obra e graça de comunistas vestidos de bispos.

O próprio Lula, algum tempo atrás, reconheceu que devia sua carreira política ao eleitorado católico, que aqueles bispos e a mídia cúmplice haviam logrado enganar cinicamente, encobrindo o programa comunista e abortista do PT com a imagem beatificada e perfumada de “Lulinha Paz e Amor”.

O fim da farsa, embora tardio e parcial, não só privou Dilma Roussef da anunciada vitória no primeiro turno, mas serviu para desmascarar a autoridade religiosa postiça de tantos sacerdotes e prelados que só entraram na carreira eclesiástica para aí realizar o programa estratégico de Antonio Gramsci: esvaziar a Igreja de todo o seu conteúdo espiritual e usá-la como dócil instrumento da política comunista. A Teologia da Libertação é o braço mais ativo desse programa e, como ninguém ignora, o catolicismo de Lula – e do PT em geral – é o da Teologia da Libertação. Não o de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não deixa de ser útil lembrar que a Igreja, desde sua fundação, teve de lutar menos contra os seus inimigos ostensivos do que contra os seus falsificadores. Tal é, aliás, a definição de “heresia”, palavra que hoje tantos usam sem conhecer-lhe o significado: não qualquer doutrina anticatólica, ou não católica, e sim a falsa doutrina católica oferecida indevidamente em nome da Igreja. Lembrem-se disso quando algum professorzinho aparecer alardeando que a Igreja “perseguia doutrinas adversas”. Heresia não é divergência de idéias, é crime de fraude. Da Antigüidade até hoje, gnósticos, arianistas e tutti quanti jamais hesitaram em fingir-se de católicos para vender, sob roupagem inocente, as idéias mais opostas e hostis aos ensinamentos de Cristo. Com freqüência, obtiveram nesse empreendimento sucessos espetaculares, embora passageiros. Ainda no século XIX praticamente todos os seminários da França e da Alemanha ensinavam, com o nome de teologia católica, uma pasta confusa de idéias cartesianas, iluministas e românticas, na qual os jovens aprendizes, iludidos pelos prestígios intelectuais do dia, não enxergavam nada de maligno. Foi só a decisiva intervenção do Papa Leão XIII que acabou com a palhaçada, mediante a bula “Aeterni Patris” (1879), que restaurou o ensino da teologia católica tradicional. Se quiserem uma boa resenha desses fatos, leiam a obra em quatro volumes de Etienne Couvert, “De la Gnose à l’Ecumenisme” (Éditions de Chiré, 1989).

No século XX, à medida que o movimento neotomista inaugurado por Leão XIII reconquistava o prestígio intelectual da Igreja, os eternos falsários abdicaram temporariamente da propaganda aberta e voltaram-se, em massa, para a estratégia da infiltração discreta, praticada em escala industrial a partir da década de 30 graças à iniciativa da KGB (leiam o depoimento de Bella Dodd em “School of Darkness”: há cópias circulando pela internet). Foi só em 1963, no Concílio Vaticano II, que, sentindo-se protegidos pela atmosfera de mudança, voltaram a vender impunemente, ao público geral, seus simulacros de cristianismo.

A fundação do PT e toda a sua carreira de crimes inigualáveis não foram senão a extensão remota desses fatos a um país periférico. O PT sempre foi a encarnação viva de um catolicismo de fancaria, concebido para ludibriar os fiéis e induzi-los a trabalhar pelo avanço do comunismo.

Não espanta que a própria entidade que personifica esse catolicismo ante o público seja, ela própria, uma fraude publicitária: a CNBB fala em nome da Igreja e posa, ante os fiéis, como expressão suma da autoridade eclesiástica, mas não é sequer uma entidade da Igreja, é uma simples sociedade civil sem lugar nem função na hierarquia católica. Os bispos, individualmente, têm autoridade para falar em nome da Igreja. A CNBB, não. Quando a CNBB repreende um bispo, ela falsifica e inverte a hierarquia. Está na hora de os fiéis, em massa, tomarem consciência disso.

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Link original para o artigo: http://www.olavodecarvalho.org/semana/101018dc.html

Visite também a comunidade de Olavo de Carvalho no orkut e veja seus comentários em vídeo no Youtube.

Dr. William Lane Craig responde objeções ateístas em três vídeos interessantes

1. Não seria anti-científico colocar Deus como criador do Universo?

A partir do argumento cosmológico, pode-se inferir que foi Deus quem iniciou o evento conhecido pelos cientistas como Big Bang. Mas não seria anti-científico colocar um ente sobrenatural em uma teoria científica? Nesse vídeo, o dr. William Lane Craig responde a essa interessante pergunta. Para saber mais sobre o argumento cosmológico, clique aqui e aqui.

[Meu comentário: já havia alertado para essa pegadinha de dizer que o argumento cosmológico Kalam é uma versão de Deus das Lacunas em um post anterior. Clique e confira.]

DOWNLOAD: Media Fire (33.64 mb)

Tradução e Legenda: Equipe Deus em Debate.

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2. O que causou Deus?

Quando o Dr. William Lane Craig apresenta o argumento cosmológico para a existência de Deus, algumas pessoas perguntam: o que causou Deus? Neste video, o dr. Craig apresenta uma resposta a essa pergunta. Para saber mais sobre o argumento cosmológico, clique aqui e aqui.

DOWNLOAD: Media Fire (26.9 mb)

Tradução e Legenda: Equipe Deus em Debate.

[Meu comentário: essa é uma confusão frequente. Basta lembrar que o argumento diz tudo que PASSA a existir. Se o adversário quiser demonstrar que é melhor aplicar ao Universo, deve demonstrar que ele (o Universo) não passou a existir em um algum momento, como defendem alguns detratores do Big Bang.]

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3. Se infinitos reais não existem, então como Deus pode existir?

Quando o Dr. William Lane Craig apresenta o argumento cosmológico para a existência de Deus, ele cita, como suporte para esse argumento, o fato de que infinitos reais não existem. Mas se um infinito real não existe, então como Deus pode existir? O Dr. Craig responde a essa interessante pergunta neste vídeo. Para saber mais sobre o argumento cosmológico, clique aqui e aqui.

DOWNLOAD: Media Fire (29.74 mb)

Tradução e Legenda: Equipe Deus em Debate.

http://quebrandooencantodoneoateismo.wordpress.com/2010/10/17/dr-william-lane-craig-responde-objecoes-ateistas-em-tres-videos-interessantes/

Enfim, o que é a esquerda?

Várias vezes neo ateus se opõem ao que escrevo de forma indignada, dizendo algo como “O Luciano quer dizer que nós somos de esquerda, mas eu não sou marxista”.

Por isso, já passou do tempo de esclarecer bem a questão da esquerda, e EXATAMENTE o que trato quando cito a esquerda.

Uma forma melhor de tratar a esquerda, como um todo, seria como sistema humanista de governo.

O humanismo, naturalmente, não nos diz como gerir economicamente um país, mas dá uma base para todas as ideologias da esquerda.

O humanismo é a crença na idéia de que o homem, por sua ação, poderá criar um mundo perfeito, isento “de males”.

Daí, os sistemas de governo da esquerda traziam a idéia: “Então vamos inchar o estado para fingir que lutamos por esse mundo”. Simples assim.

Muitos religiosos duvidam do paradigma humanista, pois simplesmente acreditam que o ser humano é falível. Digamos que para o religioso o ser humano é um pecador em potencial.

Para chegar à essa constatação, não precisamos nem da religião, pois até alguns filósofos ateus concordam exatamente com a mesma proposição. Como exemplo, John Gray e Arthur Schopenhauer.

Para John Gray, a idéia de que o homem poderá criar um paraíso em Terra através “da ciência” não passa de uma ilusão, um ranço que vem dos tempos do positivismo. E John Gray usa em sua teoria apenas a teoria da evolução. (Por isso, nem todo ateu é humanista, mas quase todo humanista é um esquerdista, e o neo ateu é um humanista radical)

Qualquer conservador, em essência, duvida de qualquer sistema de governo humanista. Portanto, por tabela duvida de qualquer sistema da esquerda.

Marxismo, liberalismo social e social democracia são as três principais alternativas para um sistema de governo de esquerda. E todos são derivados logicamente do humanismo.

O marxismo promete o mundo sem divisões sociais através da luta armada. Já a social democracia promete o mesmo mundo, mas obtido a partir de uma luta democrática. O liberalismo social é o mais facilmente vendável, e hoje atinge o PSDB no Brasil e o governo Obama nos Estados Unidos (lá eles atendem pelo nome de “Democratas” ou “Liberais”), e foca na luta por um mundo sem fronteiras, com “justiça social” e o blá blá blá de sempre.

O neo ateísmo é uma vertente liberal de anti-religiosidade, surgida com o fim de aumentar o poder político dos “seculares”, uma “tropa de elite” de humanistas seculares mais agressivos, sempre com o viés globalista, mania de todo liberal. (Não vamos confundir com liberalismo social, dos “liberais” da esquerda, com o liberalismo econômico, dos conservadores)

Em um post que que fiz em 15 de setembro, Brasil: Game Over OU O Começo da Ditadura Formal, Licorne Negro fez algumas perguntas extremamente relevantes:

Gostaria de saber qual a origem desse delírio esquerdista de achar que todo partido que está na situação é de direita, não importa que seja de esquerda e aja com uma agenda de esquerda, adaptando apenas pontos mínimos (geralmente na economia) devido à necessidade de agir de forma minimamente realista. Isso viria da época de Dom Pedro, em que se dizia que não há nada mais conservador que um liberal no poder? Ou isso faz parte da estratégia gramsciana? Também gostaria de saber porque no Brasil tratamos o PSDB como direita? E porque muita gente diz que nos Estados Unidos só há partidos de direita, mesmo que os Democratas tenham se mostrado esquerdistas em todo seu modo de agir?

Excelente questão, diga-se.

Os fatos são os seguintes.

O PSDB é de esquerda (da linha do liberalismo social) e o PT também (da linha marxista).

É importante notar que o fato do PT ser de linha marxista não implica em que eles tenham que usar a política soviética exatamente como foi feita por lá.

Pelo contrário. De acordo com a estratégia gramsciana, eles podem até utilizar preceitos liberais, uma política de mercado para alguns setores e até aliança com mega-empresários (Eike Batista, Abílio Diniz, Silvio Santos), tudo em nome da obtenção do poder.

Já o PSDB que aparenta ser de “direita” (somente no discurso dos marxistas puristas), no final das contas defende a mesma coisa, só que fez algumas privatizações.

Mas todas as privatizações feitas pelo PSDB foram insuficientes diante do inchadíssimo estado brasileiro.

É aí que temos o cerne da esquerda, da qual ambos fazem parte. Toda a esquerda tem como pilar o estado inchado.

Pois o estado inchado será o “meio” através do qual esses auto-declarados “iluminados” fariam a “justiça social”.

Mas toda essa idéia de que PSDB é de “direita” é derrubada com uma análise de debates recentes dos dois candidatos à presidência.

Dilma Rouseff ataca José Serra dizendo que ele é um “privatizador, que vai privatizar a Petrobrás”. Serra responde que não vai “privatizar a Petrobrás e nem o Banco do Brasil de jeito nenhum”.

Isso é sinal de que temos dois esquerdistas debatendo.

Alguém de direita já diria algo do tipo: “Sim, eu sou a favor de privatizar a Petrobrás, e também o Banco do Brasil, para que o estado receba impostos de ambos, agora como empresas privadas, empresas estas que não poderão mais serem usadas como cabide de emprego para partidos políticos. Em resumo, em um governo meu, as oportunidades de aparelhamento de estado cairiam ao mínimo, pois nas empresas privadas vocês não podem fazer a mesma bandalheira que fazem em empresas estatais”.

Qualquer resposta com um tom menor que este não é de direita.

Quem é de direita simplesmente NÃO CONFIA nas propostas humanistas, que geraram as ideologias da esquerda.

Quem é de direita NÃO CONFIA na Petrobrás nas mãos do estado, pois sabemos que eles utilizarão a empresa como máquina de cargos distribuídos para militantes.

Para alguém de esquerda, é normal a noção de que uma empresa desse porte fique nas mãos do estado. Pois o militante esquerdista tem a CRENÇA de que alguns homens (seriam os “anjos” em Terra, como diria Friedman) estão na missão de levar a “justiça social” através de sua ação, usando para isso “o Estado”.

Assim, não há como confundir esquerda ou direita.

E quando um petralha diz que “PSDB é de direita”, ele está simplesmente executando a Estratégia das Tesouras, de Stalin.

Olavo de Carvalho nos dá mais detalhes, conforme visto em seu texto “A Mão de Stálin está sobre nós”:

A articulação dos dois socialismos era chamada por Stalin de “estratégia das tesouras”: consiste em fazer com que a ala aparentemente inofensiva do movimento apareça como única alternativa à revolução marxista, ocupando o espaço da direita de modo que esta, picotada entre duas lâminas, acabe por desaparecer. A oposição tradicional de direita e esquerda é então substituída pela divisão interna da esquerda, de modo que a completa homogeneinização socialista da opinião pública é obtida sem nenhuma ruptura aparente da normalidade. A discussão da esquerda com a própria esquerda, sendo a única que resta, torna-se um simulacro verossímil da competição democrática e é exibida como prova de que tudo está na mais perfeita ordem.

Resumindo: quando tratamos o PSDB como “de direita”, já caímos na fase em que a estratégia das tesouras está bem desenvolvida em nosso país.

Aqui, no máximo o DEM poderia ser quase um partido de direita.

Mas as declarações de Índio da Costa no mês de agosto, dizendo que “é de esquerda”, causam algum desânimo. E o partido quase inexiste politicamente.

Quer dizer, direita não existe. Temos uma QUASE direita com o minúsculo DEM.

E a partir dali, é tudo esquerda, e isso inclui PSDB, PMDB, PV, PT, PCdoB, PSOL e todo tipo de porcaria.

A pergunta que resta é: como pudemos chegar à esse estágio de dominação esquerdista?

Simples: estratégia gramsciana.

Em raros países a estratégia gramsciana foi executada de forma tão coordenada, utilizando-se inclusive de unidades especializadas de doutrinação em grandes universidades, como a USP.

O senso comum da população brasileira, mesmo que seja um povo inerentemente conservador, está “formatado” para ir pensando de acordo com as ideologias da esquerda.

Tanto que nesse novo universo mental, até mesmo diante de diferentes sistemas de esquerda se convencionou chamar um deles de “direita” e outra de “esquerda”.

Por isso, chegamos à esse estágio de declínio cultural em que grande parte da população sequer consegue saber o que “direita” significa.

Ser de direita significa ser conservador, um adepto do livre mercado, do estado enxuto, da meritocracia, de uma moral objetiva (e não uma “moral fluida” ou “moral discutida”), etc.

Tanto PSDB como PT não tem absolutamente nada do que se esperaria em um partido de direita.

Nos Estados Unidos, os Democratas são um partido de esquerda, e os Republicanos são um partido de direita.

Vemos isso claramente na obsessão pelo estado inchado dos Democratas, como com o “Obama Healthcare”. E a rejeição ao estado inchado é base das manifestações republicanas.

Enfim, a diferença entre direita e esquerda nos Estados Unidos é claríssima.

Quando um petralha diz que “nos Estados Unidos só há partidos de direita”, ele mente no mínimo duas vezes.

Primeiro, por que na verdade, nos Estados Unidos há direita e esquerda, e isso é visto na diferença radical entre as duas propostas.

Segundo, por que no Brasil, o máximo de “direita” que temos são partidos iguais aos Democratas norte-americanos, portanto não faz sentido chamar qualquer grande partido nacional de “esquerda”.

Enfim, aqui vão duas regras básicas para facilitar a classificação:

  • Se alguém defende o estado inchado, inclusive com manutenção de estatais como Banco do Brasil e Petrobrás na alçada do governo, é de esquerda; se defender a manutenção apenas do básico absoluto com o Estado (como a segurança pública), é de direita;
  • Se vier com conversinhas como “nós lutamos pela justiça social”, é de esquerda, pois qualquer esquerdista tenta “se vender” fingindo que luta por todos, quando na verdade é só busca de autoridade; quem é de direita geralmente diz que “quem trabalha mais, merece mais”, o que pode parecer menos demagógico,  mas é mais realista.

Aplicando essas duas regras, que podem ser sustentadas por qualquer investigação na literatura dos autores de esquerda, vemos que nem PSDB e nem PT são de direita.

Aliás, no Brasil, não há direita.

E precisamos de uma direita ativa para fazer a oposição à esquerda.

Até por que os ideólogos da esquerda estão na espiral da bobagem, até por que é difícil encontrar bobagem maior do que dizer que o PSDB é de “direita”.

Se daqui uns 15 ou 20 anos, tivermos uma elite conservadora para fazer contraposição aos ideólogos da esquerda, talvez deixem de falar tanta bobagem.

Fonte:
http://lucianoayan.wordpress.com/2010/10/16/enfim-o-que-e-a-esquerda/