Arquivo diário: 25 de outubro de 2010

O verdadeiro Lula Da Silva

Video de Olavo de Carvalho falando sobre  nosso presidente HIPOCRITA!
Acorda Brasil esse cara não tem carater nenhum!

E mais uma sequencia de VIDEOS para que seus OLHOS VEJAM e SEUS OUVIDOS  ESCUTEM do Hipocrita  Sr  Presidente!

Lula, Dilma e o PT em desespero

Nivaldo Cordeiro | 23 Outubro 2010
Artigos – Eleições 2010

O PT se desespera e apela para a a violência, fazendo jus às velhas práticas revolucionárias. Não confia nas pesquisas. E o fantasma de Celso Daniel, assassinado em circunstâncias comprometedoras para o partido da terrorista Dilma Rousseff, volta a assombrar sua campanha. Nivaldo Cordeiro comenta em artigo e em vídeo.

Como explicar a elevação do tom nessa reta final de campanha, com o PT colocando sua tropa de choque nas ruas para fazer o combate físico aos seguidores do candidato José Serra? Como explicar a violência verbal de Lula, conclamando suas hostes à “ação direta”, nos termos consagrados pelo fascismo histórico? A dar crédito às falsificadas pesquisas de opinião nem Lula e nem Dilma (e o PT) deveriam perder a compostura, posto que a vitóriaestaria previamente assegurada. Mas o fato essencial é que nem eles mesmos, que compraram o resultados das ditas pesquisas, acreditam nisso. O perigo do PT ser apeado do poder pelo voto é uma realidade cada vez mais palpável.

Lula, ao se comportar como chefe de gangue, trouxe para a cena política as práticas mais primitivas e perigosas. O fato cristalino é que José Serra poderá ganhar, mas por margem pequena. O país emergirá em primeiro de novembro politicamente dividido e espero que Serra saiba como fazer a ponte com a oposição. Precisamos, mais do que nunca, do espírito estadista de um Nelson Mandela entre nós. A tarefa será mais fácil na medida em que boa parte da oposição está dentro do PMDB, uma federação de oligarquias tradicionais que não gosta de ficar alheia ao centro de poder. Penso que é possível ao candidato construir a governabilidade sem maiores traumas, exceto com a facção radical do PT. Talvez o Brasil venha a viver momentos como estamos vendo agora na França e na Inglaterra.

Hoje li na Folha de São Paulo interessante artigo do correspondente doFinancial Times no Brasil (A importância da austeridade), do qual realço suas linhas iniciais: “Não imaginava que estaria escrevendo esta coluna hoje. Eu, a torcida do Corinthians, a do Flamengo e as de todos os outros times do Brasil achávamos que tudo acabaria no primeiro turno“. Ora, os que acompanham a minha home page e os meus comentários no Youtube não tiveram surpresa alguma quanto ao resultado do primeiro turno das eleições. No dia 28 de setembro, por exemplo, gravei vídeo cujo conteúdo se pode ver desde o título (Haverá segundo turno na eleição presidencial). No próprio dia das eleições gravei outro vídeo (A desmoralização dos institutos de opinião), no qual reiterei as mesmas opiniões.

O fato é que o Sr. Jonathan Wheatley seguiu o percurso das mal afamadas pesquisas de opinião e se deu mal, assim como o colunista do mesmo jornal, Clovis Rossi, conforme comentei aqui anteriormente. Há um fator macunaímiconos resultados das pesquisas de opinião, uma mão de gato gigante que só dos donos de poder de plantão podem pagar. Elas não passam de papel sujo, paraservirem de fato midiático em ajuda à candidata presidencial. Depois que se percebe o truque a análise política fica, a um só tempo, mais fácil, mais racional e mais previsível. O corresponde estrangeiro terá maior dificuldade do que eu para perceber a verdadeira tramóia em que se transformou a divulgação das pesquisas eleitorais.

O fenômeno se repete agora, com mais força. O PT está jogando tudo para não perder as eleições, mas está desprovido de discurso para alargar sua base eleitoral. Voltou-se para seu próprio nicho minoritário e para a violência típica das gangues sindicais e de partidos revolucionários. Naturalmente que essa violência ostensiva vai afastar ainda mais o eleitorado de centro da candidata petista. Cada vez mais estou convencido da vitória de José Serra. Quem viver verá.

Vídeo: Fantasma de Celso Daniel assombra Dilma

O jornal O Estado de São Paulo trouxe hoje, como manchete principal, a notícia que a Justiça transformou o principal assessor de Lula, Gilberto Carvalho, em réu, em processo em que é acusado de participar da quadrilha que cobrava propina de empresas de transporte na Prefeitura da Santo André no governo do saudoso Celso Daniel. É seu fantasma que volta a assombrar o PT e a candidatura de Dilma Rousseff.

E a Folha de São Paulo noticia que assessor da campanha da Dilma, Jorge Luiz Siqueira, é o dono do flat em que se hospedou o jornalista Amaury Ribeiro, que confessou ser o mandante das ações que resultaram em vazamento da base de dados da Receira Federal, se apropriando das declarações de rendimentos de figuras públicas do PSDB e familiares de José Serra.

Fonte:http://www.midiasemmascara.org/artigos/eleicoes-2010/11542-lula-dilma-e-pt-em-desespero.html

A sucessão apostólica e o governo dos bispos

Atendei ao Bispo, para que Deus vos atenda. Ofereço minha vida para os que se submetem ao Bispo, aos presbíteros e aos diáconos. Possa eu, com eles, ter parte em Deus. Trabalhai uns com os outros e, unidos, combatei, lutai, sofrei, dormi, despertai, como administradores, assessores e servidores de Deus. Procurai agradar Àquele sob cujas ordens militares e do qual recebeis vosso soldo. Não se encontre entre vós nenhum desertor. Que o vosso Batismo seja como escudo, a fé como elmo, o amor como lança, a perseverança como armadura. Atendei ao Bispo, como Jesus Cristo segue o Pai, e aos presbíteros como aos apóstolos; respeitai os diáconos como à lei de Deus. Sem o Bispo ninguém faça nada do que diz respeito à Igreja. Onde aparece o Bispo, aí esteja a multidão, do mesmo modo onde está Jesus Cristo, aí está a Igreja Católica. É bom reconhecer a Deus e ao Bispo. Quem respeita o Bispo é respeitado por Deus; quem faz algo às ocultas do Bispo, serve ao diabo.” (Santo Inácio de Antioquia aos Esmirniotas p. 118 e a Policarpo p. 123 – Padres Apostólicos – Paulus – São Paulo – 2002)

Cristo Nosso Senhor, para apascentar e aumentar continuamente o Povo de Deus, instituiu na Igreja diversos ministérios, para bem de todo o corpo. Com efeito, os ministros que têm o poder sagrado servem os seus irmãos para que todos os que pertencem ao Povo de Deus, – e por isso possuem a verdadeira dignidade cristã,- alcancem a salvação, conspirando livre e ordenadamente para o mesmo fim. Neste tempo da instituíção da Igreja, conta-nos o apóstolo Marcos que uma grande multidão O seguia, quando Ele decidiu subir ao monte e chamar para junto de Si, aqueles que dariam continuidade a implantação de seu Reino que Ele adquirira a preço de Seu sangue. Muitos eram os discípulos, mas escolheu somente doze deles – mostrando que a vocação é uma iniciativa divina – para a tarefa específica de Apóstolos (cf. Mc 3, 13-19), que quer dizer: “enviados”. Por isso Jesus mais tarde diz: “Não fostes vós que Me escolhestes a Mim, mas Eu que vos escolhi a vós”(Jo 15,16). Esta escolha de doze apóstolos tem um profundo significado, pois o seu número corresponde ao dos doze Patriarcas de Israel, e os Apóstolos representam o novo povo de Deus, a Igreja, fundada por Cristo Jesus que quis assim por em relevo a continuidade entre o Antigo e o Novo Testamento. Eles são as colunas sobre as quais Cristo edifica a Igreja. A própria designação dos Doze mostra que formam um grupo determinado e completo.

Sendo Ele a Pedra Angular e Pedro o chefe visível de Sua Igreja, chamou-os para levar sua mensagem a todos aqueles que os escutassem, fazendo-os discípulos, santificando-os e governando-os com o poder do próprio Espírito de Deus, que foi derramado sobre eles no dia de Pentecostes, confirmando assim sua missão, dando-lhes poder para serem de fato testemunhas fieis da Ressurreição do Senhor e constituindo-os verdadeiros servos de Cristo em prol deste povo escolhido. Esta missão que lhes incumbiu, tem a garantia de durar até ao fim dos tempos, pois para levá-la a cabo, o próprio Cristo Glorioso promete acompanhar Sua Igreja e não abandoná-la. (Toda autoridade Me foi dada no céu e na terra […] Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo. Mt 28,18.20) ”Quando na Sagrada Escritura se afirma que Deus está com alguém, quer-se dizer que este terá êxito nas suas empresas. Daí que a Igreja, com a ajuda e a assistência do Seu Fundador divino, está segura de poder cumprir indefectivelmente a sua missão até ao fim dos séculos que será, em última análise, de ensinar aos homens as verdades acerca de Deus e a exigência de que identifiquem essas verdades, ajudando-os sem cessar com a graça dos sacramentos, instituídos por Cristo”. (Bíblia de Navarra – Evangelho de Mateus – p.443)

Ainda no estabelecimento de Sua Igreja, o Senhor, além de chamar seus escolhidos, instituiu os Sacramentos para administrar as graças que Ele havia adquirido na Cruz, para aqueles que haveriam de crer e aderir à Sua mensagem de salvação, sendo estes guardados e administrados por esta mesma e única Igreja, através destes escolhidos, a fim de levar adiante a missão de formar um povo santo, um reino de sacerdotes e uma nação consagrada para Deus.(Êxodo 19,6). Dentre os sete sacramentos, havia um – o da ordem – que capacitava e capacita o “ordenado a configurar-se a Cristo em virtude de uma graça especial do Espírito Santo, para que fosse instrumento de Cristo a serviço da Sua Igreja. Graças a este sacramento, a missão confiada por Cristo aos seus Apóstolos continua a ser exercida até ao fim dos tempos: ele é portanto, o sacramento do ministério apostólico, o que confere um dom do Espírito Santo, que o permite exercer um poder sagrado, que pode vir só de Cristo mediante a Igreja. O enviado do Senhor fala e atua não por autoridade própria, mas em virtude da autoridade de Cristo; não como membro da comunidade, mas falando a ela em nome de Cristo. Ninguém pode conferir a si mesmo a graça; ela deve-lhe ser dada e oferecida. Isto supõe ministros da graça, por Cristo ornados de autoridade e aptidão. O sacramento do ministério apostólico comporta três graus. O ministério eclesiástico, de instituição divina, é exercido em ordens diversas por aqueles que desde antigamente são chamados bispos, presbíteros, diáconos..(“De diaconatu permanenti” – Declaração da Congregação do Clero em conjunto com a Congregação da Educação Católica – 22 fev 1998 – Sua Santidade João Paulo II)

Os Bispos, Sucessores dos Apóstolos

Como a missão da Igreja de salvar as almas, só acabará quando se consumar os tempos, haveria então de se ter sempre sucessores, nesta sociedade hierarquicamente estabelecida e organizada pelo Cristo, Senhor; por isso, enquanto ela existir, haverá nela os Bispos, sucessores dos Apóstolos, que apesar de humanos, a governará com todo poder e santidade, porque são alimentados, guiados e santificados pelo próprio Cristo, bom pastor e príncipe dos pastores, de uma forma ininterrúpta para serem os transmissores do múnus apostólico. E assim, como testemunha Santo Ireneu, a “tradição apostólica é manifestada em todo o mundo e guardada por aqueles que pelos Apóstolos foram constituídos Bispos e seus sucessores”. “Portanto, os Bispos receberam, com os seus colaboradores, os presbíteros e diáconos, o encargo da comunidade, presidindo em lugar de Deus e com poder de Sua graça, ao rebanho de que são pastores como mestres da doutrina, sacerdotes do culto sagrado, ministros do governo. E assim como permanece o múnus confiado pelo Senhor singularmente a Pedro, primeiro entre os Apóstolos, e que se devia transmitir aos seus sucessores, do mesmo modo permanece o múnus dos Apóstolos de apascentar a Igreja, o qual deve ser exercido perpetuamente pela sagrada Ordem dos Bispos. Ensina, por isso, o sagrado Concílio que, por instituição divina, os Bispos sucedem aos Apóstolos, como pastores da Igreja; quem os ouve, ouve a Cristo; quem os despreza, despreza a Cristo e Aquele que enviou Cristo” (Luc. 10,16). (Cf. Constituição Dogmática – Lumen Gentium n.20 – Sumo Pontífice Papa Paulo VI).

“Por meio de seu ministério, estes apascentam o rebanho e fazem Cristo presente no meio de Seu povo, sendo administradores dos Mistérios de Deus (cfr.1 Cor.4,1). Mistérios estes que são distribuídos em favor destes membros do Corpo Místico de Jesus Cristo, quando administram os sacramentos, que são como canais através dos quais flui a graça do Redentor em benefício de todos os homens. Assim em qualquer momento importante de sua vida, o cristão encontra ao seu lado o bispo que exerce o poder recebido de Deus e comunica-lhe ou acrescenta-lhe aquela graça, que é o princípio sobrenatural da vida celestial” (Sumo Pontífice Pio XI – Ad Catholic Sacerdotti – Bíblia de Navarra I Cor. 3 p.809).

Dom oferecido pelo Espírito à Igreja, o Bispo por um lado é, antes de tudo e como qualquer outro cristão, filho e membro da Igreja. Desta santa Mãe, recebeu ele o dom da vida divina no sacramento do Batismo e a primeira iniciação na fé. Com todos os outros fiéis, partilha a dignidade insuperável de filho de Deus, que há de ser vivida na comunhão e em espírito de grata fraternidade. Por outro lado o Bispo, em virtude da plenitude do sacramento da Ordem, é, diante dos fiéis, mestre, santificador e pastor, encarregado de agir em nome e vez de Cristo e esta plenitude, confere nele um caráter que se fundamenta e se enraíza o direito e o poder próprio da ordem que recebeu: ele é portanto aquele que confirma e ordena, isto é, transmite a outros o sacerdócio por meio deste mesmo sacramento da ordem.

“O Bispo é enviado, em nome de Cristo, como pastor para cuidar duma determinada porção do Povo de Deus. Por meio do Evangelho e da Eucaristia, deve fazê-la crescer como realidade de comunhão no Espírito Santo. Disto deriva para o Bispo a representação e o governo da Igreja que lhe foi confiada – com o poder necessário para exercer o ministério pastoral recebido sacramentalmente (munus pastorale) – como participação da própria consagração e missão de Cristo. Em virtude disso,” os Bispos governam as Igrejas particulares que lhes foram confiadas como vigários e legados de Cristo, por meio de conselhos, persuasões, exemplos, mas também com autoridade e poder sagrado que exercem unicamente para edificar o próprio rebanho na verdade e na santidade, lembrados de que aquele que é maior se deve fazer como o menor, e o que preside como aquele que serve (cf. Lc 22, 26-27) . O poder do Bispo é um verdadeiro poder, mas iluminado pela luz do Bom Pastor e moldado segundo o seu modelo. Exercido em nome de Cristo, este poder é ‘próprio, ordinário e imediato, embora o seu exercício seja superiormente regulado pela suprema autoridade da Igreja e possa ser circunscrito dentro de certos limites para utilidade da Igreja ou dos fiéis. Por virtude deste poder, têm os Bispos o sagrado direito e o dever, perante o Senhor, de promulgar leis para os seus súditos, de julgar e de orientar todas as coisas que pertencem à ordenação do culto e do apostolado’. Assim, em virtude do ofício que lhe foi confiado, o Bispo está investido de poder jurídico objectivo, destinado a exprimir-se em atos de poder pelos quais realiza o ministério de governo (munus pastorale) recebido no sacramento”. (Exortação Apostólica Pastores Gregis – Sumo Pontífice João Paulo II – n. 42-43)

Consagração Episcopal – Obra do Espírito Santo

Pela importância de suas funções, aprouve Deus enriquecer os apóstolos com o seu divino Espírito, que literalmente “desceu sobre eles” em Pentecostes (cfr Atos 1,8; 2,4; Jo. 20, 22-23) e que por sua vez, pela imposição das mãos, transmitem este mesmo dom aos seus colaboradores. “Quando se precisa de um novo Bispo para presidir uma diocese ou para alguma missão importante dentro da Igreja, o Papa, como sucessor de Pedro, designa o sacerdote que deve ser elevado à ordem episcopal. Este sacerdote recebe então, a terceira ‘imposição das mãos’de outro Bispo (as duas anteriores foram no diaconato e presbiterato) e, por sua vez, converte-se em Bispo. Ao poder de oferecer a Santa Missa e de perdoar pecados, junta-se agora o de administrar a Confirmação por direito próprio e o poder ‘exclusivo’ dos Bispos de ordenar outros sacerdotes e de consagrar Bispos. Com esta terceira imposição de mãos do Bispo consagrante (habitualmente acompanhado por outros sucessores dos apóstolos), o novo Bispo recebeu o Espírito Santo pela última vez. O Espírito Santo desceu sobre ele pela primeira vez quando recebeu o Batismo, o capacitando de participar com Cristo da sua oferenda sacrifical e de receber a graça dos demais sacramentos. O Espírito Santo desceu sobre ele mais uma vez na Confirmação e conferiu-lhe o poder de participar com Cristo no seu ofício profético: o poder de propagar a fé com a palavra e com as obras. Veio mais uma vez, como novos poderes e graças, no diaconato e no presbiterato. E, agora, ao ser ordenado Bispo, o Espírito Santo desce pela última vez: – já não há novos poderes que Deus possa conferir ao homem. Pela última vez sua alma será marcada com um caráter – o pleno e completo caráter do sacramento da Ordem Sagrada – o caráter Episcopal, revelando a superioridade da Graça neste servo de Deus, escolhido pelo Senhor, que pode por isso, com todo direito e poder, conduzir Seu povo. (TRESE, Léo, a Fé Explicada, Quadrante – São Paulo 2005 – p. 421/422). (Adendo meu).

A consagracão episcopal confere ao Bispo a plenitude do sacramento da ordem, a que é chamada Sumo Sacerdócio. Sua essência reside no poder de o Bispo se perpetuar a si mesmo, no poder de ordenar sacerdotes e de consagrar outros bispos , garantindo assim a sucessão apostólica que é um poder que jamais poderá se perder. Esta consagração juntamente com o poder de santificar, confere também os poderes de ensinar e governar, os quais só podem ser excercidos em comunhão hierárquica com a cabeça e os membros do colégio episcopal. Quando a graça do Espírito Santo, se une a imposição das mãos e as palavras da consagração, é impresso no Bispo o caráter sagrado, de tal modo que estes representam de forma absoluta o próprio Cristo, mestre, pastor e pontífice e atuam pela Igreja no lugar d`Ele, confirmando assim, a sobrenaturalidade e força da Igreja de Cristo neste mundo, dando a certeza de que tudo que Ela faz, através de seus servos, o faz pelo Cristo que dela é a cabeça. Falando em comunhão hierárquica, é preciso compreender que a unidade do colégio dos Bispos é importante para que se cumpra de fato a vontade de Deus neste mundo, através de Sua Igreja, que é caminho e sacramento de salvação aos homens, pelo qual Cristo morreu. O perpétuo e visível fundamento da unidade é o Romano Pontífice, sucessor de Pedro, tanto dos Bispos quanto do povo de Deus; e o Bispos em suas igrejas fazem este papel de princípio e fundamento desta unidade, pelo que, cada um dos Bispos representa a sua igreja e, todos em união com o Papa, no vínculo da paz, do amor e da unidade, a Igreja inteira.

” Pai santo, que conheceis os corações, dai a este vosso servo, por Vós eleito para o Episcopado, que apascente o vosso povo santo, exerça de modo irrepreensível diante de Vós o sumo sacerdócio” (Rito da Ordenação do Bispo: Oração de Ordenação.)

O Tríplice Ministério dos Bispos: Ensinar, Santificar e Reger

Ensinar: A Pregação do Evangelho ocupa posição de destaque na missão conferida por Cristo ao Bispo, já que cabe a este instruir o povo de Deus naquilo que seja necessário a sua salvação, acompanhando-o para que este não se desvie do reto caminho, que é um só, Jesus, em Sua Igreja Santa. O Bispos são verdadeiros doutores já que expõem sem erros a revelação do Senhor, seja por atos, palavras e documentos, mas sempre em total concordância com o Sumo Pontífice. São de fato, testemunhas da Verdade divina e Católica. Pelo ministério da palavra, os bispos comunicam a força de Deus , para a salvação dos que crêem (cfr. Rom. 1,16).

Santificar:Por estar revestido da plenitude do sacramento da Ordem, o Bispo é o administrador da graça do supremo sacerdócio, principalmente na Eucaristia, símbolo do amor e da unidade do corpo místico, sem o qual não pode haver salvação, que ele mesmo oferece ou delega a outro para que seja oferecida, pela qual vive e cresce a Igreja. Portanto, por meio dos sacramentos, santificam os fiéis, cuja distribuição é sempre ordenada por sua autoridade.

Reger: Devido a plenitude de seu encargo pastoral, ao Bispo é confiado a regência e o governo das ovelhas que Cristo lhe destinou, agindo como uma pai de famíla, que cuida dos seus na verdade, retidão e zelo constante, tendo como exemplo o Bom Pastor, Jesus, que não se poupou, mas deu sua vida por estas mesmas ovelhas, confiadas agora a ele. Por ser tão fraco como elas, pode-se compadecer delas, mas como é revestido com o poder e a graça que emana de Deus, pode então levá-las ao verdadeiro caminho, ajudando-as a se firmarem na rocha que é o próprio Cristo.

O Caminho Espiritual do Bispo

Por ser um servidor de Cristo, o Bispo deve como filho de Deus e como pastor de seu povo, se conformar a Cristo que é e sempre será seu modelo. Apesar de sua eleição, deve buscar sem cessar a plenitude das virtudes, para tanto é preciso que este busque a todo instante a santidade e o caminho da perfeição para chegar a estatura de Cristo, seu Senhor. Este caminho tem sua raiz na graça sacramental do batismo e confirmação, assim como todos nós cristãos que precisamos também percorrer este caminho de perfeição. Aqui se aplica as palavras de Santo Agostinho; cheias de realismo e sabedoria sobrenatural: ”Atemoriza-me o que sou para vós; consola-me o que sou convosco. Pois para vós sou Bispo; convosco sou cristão. Aquilo é um dever; isto, uma graça. O primeiro é um perigo; o segundo, salvação” (Exortação Apostólica Pastores Gregis – Sumo Pontífice João Paulo II – Santo Agostinho – Sermo 340, 1: PL 38, 1483). Sua vida deve se basear na leitura assídua da palavra de Deus, na oração incessante, na Eucaristia e por ser também frágil humanamente falando, deve sempre que necessário recorrer ao sacramento da penitência. Maria a Santísima mãe deve ser modelo de humildade, obediência e virtude.

O Papa, Bispo de Roma e Chefe Supremo da Igreja

São Cirilo, Bispo Alexandrino, diz: “A fim de permanecermos unidos ao nosso chefe apostólico, que ocupa o trono dos Pontífices Romanos, de quem nos compete receber o que devemos crer e professar, nós o veneramos e a ele rogamos, de preferência a todos os mais. Porque só ele pode repreender, corrigir, determinar, dispor, desatar e ligar, em lugar do fundador da Igreja, que a nenhum outro, só a ele, se deu a plenitude do poder; a quem todos, por direito divino, inclinam a cabeça e os mais elevados chefes do mundo lhe obedeçam como ao próprio Senhor Jesus Cristo. Logo, os Bispos dependem por direito divino, de um superior. Em toda parte onde muitos governantes dependem de um só, há de necessariamente haver um regime universal superior aos regimes particulares. Porque em tôdas as virtudes e em todos os atos, como diz Aristóteles, a ordem depende da ordenação dos fins. Ora, o bem comum é mais divino que o bem particular. Por onde, além do poder governamental, que visa o bem particular, deve haver um poder universal, que visa o bem comum; do contrário não poderia haver redução à unidade. Por isso, sendo toda a Igreja um só corpo, é necessário, para conservar essa unidade, haver um poder governativo da Igreja universal, superior ao poder episcopal a que obedece cada igreja especial. E esse é o poder do Papa” (Santo Tomás – Suma Teológica questão XL, cap VI, III)

“Como Bispo de Roma, o Papa exerce as funções normais dos Bispos residenciais e nessa qualidade é sucessor de São Pedro como primeiro Bispo da cidade. Mas é ao mesmo tempo, sucessor do Príncipe dos apóstolos a quem Jesus confiou a missão se assegurar a unidade da Igreja, não só como figura simbólica, mas com os poderes para isso requeridos de garante das verdades da fé, governo universal e juiz supremo. Nesta qualidade, goza em toda a Igreja de “poder ordinário, supremo, pleno, imediato e universal, que pode exercer livremente”, de forma que “contra uma (sua) sentença não há apelação nem recurso”. Exerce as suas funções em comunhão com os outros Bispos e com a ajuda deles, nomeadamente através do Sínodo dos Bispos , dos cardeias, e ainda de outras pessoas e instituições ligadas à Cúria Romana. (cf. CDC 331- 335 – Dom Manoel Franco Falcão)

Nós, Seus Filhos Espirituais

“É muito antiga a tradição que apresenta o Bispo como imagem do Pai, o qual, segundo Santo Inácio de Antioquia, é como que o Bispo invisível, o Bispo de todos. Por conseguinte, cada Bispo ocupa o lugar do Pai de Jesus Cristo, devendo, em virtude precisamente d’Aquele que representa, ser reverenciado por todos. Em nome desta estrutura simbólica que, especialmente na tradição da Igreja do Oriente, evoca a autoridade paterna de Deus, a cátedra episcopal só pode ser ocupada pelo Bispo. Da mesma estrutura deriva, para cada Bispo, o dever de cuidar, com amor de pai, do povo santo de Deus e guiá-lo – juntamente com os presbíteros, colaboradores do Bispo no seu ministério, e com os diáconos – pelo caminho da salvação. E vice-versa os fiéis, como adverte um texto antigo, devem amar os Bispos que são, depois de Deus, pais e mães. Por isso, segundo costume existente nalgumas culturas, beija-se a mão do Bispo como a do pai amoroso, dispensador de vida”. (Exortação Apostólica Pastores Gregis – Sumo Pontífice João Paulo II – n.7)

Portanto nós filhos do Pai Altíssimo, devemos por amor a Cristo e Sua Igreja, acolher, amar e sobretudo obedecer com diligência e solicitude o parecer dos Bispos, quando estão em comunhão com o Romano Pontífice, vendo neles de fato, o representante de Deus, um pai para nos instruir, um mestre para nos conduzir ao reto caminho, rumo a morada celeste, já que detém a autoridade do próprio Cristo para suceder o Colégio Apostólico, sustentáculo da Igreja e da Verdade. A ele toda nossa obediência e reverência, isto é bom e agradável ao Pai.

Fonte: Sociedade Católica (http://www.sociedadecatolica.com.br)

Há mitos na Bíblia? Adão e Eva não existiram? Então há Poligenismo?

É patente alguns acharem lícito responder sim as perguntas do título, confirmando que nas Sagradas Palavras de Deus, contém inverdades como a Arca de Noé, Jonas e o “grande peixe”, que segundo os indivíduos que fazem estas prerrogativas, não existiram verdadeiramente e que na mesma Escritura existem mitos como o caso de Adão e Eva, que em tese seriam “metáforas” ou outros tipos de figuras de linguagem que não refletem a realidade e veracidade em si, esta linha de pensamento é norteada e proposta também por alguns teólogos católicos tendo como principal nome Teilhard de Chardin, que influenciados pelo modernismo teológico (evolução, modificação ou transformação do dogma) do séc. XIX constituíram uma tentativa de conciliar a crença evolucionista com a narração da Criação bíblica, aliando a teologia ao pensamento cientifico o que é típico do pensamento teológico modernista.

Sobre tal defronta ou sobreposição entre as ciências humanas e a doutrina revelada, disse (Pio XII) “Se tais conjecturas opináveis se opõem direta ou indiretamente à doutrina que Deus revelou, então esses postulados não se podem admitir de modo algum”.

Hoje essas afirmações estão presentes na chamada ‘Nova Teologia’ entre outros equívocos, acreditam estes no (Poligenismo) crença em que Adão e Eva prefiguram os “casais que originaram a raça humana” não foram nossos primeiros pais na realidade, sim alusão a os “vários pais”, contrariando o ensinamento católico (Monogenismo) crença na existência de Adão e Eva nossos únicos pais cujo descendemos, o Poligenismo é rejeitado pela Igreja por contradizer o pecado original e sua transmissão assim como a outros pontos teológicos. Se não existiram realmente Adão e Eva, não houve pecado original, onde fica então a redenção operada por Cristo na Cruz? É pretensiosa e de má fé esta crença.

O Concílio de Trento, (Sess. 5, can. 1): “o primeiro homem, Adão, transgrediu o mandamento de Deus”; can. 2: “o pecado de Adão afetou toda a descendência deste, à qual comunica culpa e morte”; e can. 3: “o pecado de Adão é um ato único; transmite-se por geração, não meramente por imitação”.

O Catecismo da Igreja Católica, no número 390 vêm dizer: “A Revelação dá-nos a certeza de fé de que toda a história humana está marcada pelo pecado original cometido pelos nossos primeiros pais.” (CIC nº 390)

Pio XII disse que não há liberdade nesta discussão estendida aos leigos sobre este assunto :

“Mas, tratando-se de outra hipótese, isto é, a do poligenismo, os filhos da Igreja não gozam da mesma liberdade, pois os fiéis cristãos não podem abraçar a teoria de que depois de Adão tenha havido na terra verdadeiros homens não procedentes do mesmo protoparente por geração natural, ou, ainda, que Adão signifique o conjunto dos primeiros pais; já que não se vê claro de que modo tal afirmação pode harmonizar-se com o que as fontes da verdade revelada e os documentos do magistério da Igreja ensinam acerca do pecado original, que procede do pecado verdadeiramente cometido por um só Adão e que, transmitindo-se a todos os homens pela geração, é próprio de cada um deles” [cf. Rom 5, 12-19]. (Papa Pio XII, Humani Generis, 35-39: 12 de agosto de 1950).

Mais voltando ao assunto especifico e central as Sagradas Escrituras contém mitos, metáforas, narrações imaginarias e etc. observando o contexto histórico dos escritos, retórica e Inerrância bíblica.

A exegese e hermenêutica tradicional da Igreja Católica, vetam a existência de tais argumentos encontrados entre os teólogos modernos, uns sucateiam as Escrituras e tentam rebaixá-las, desfiguradas, como ficaria a Inspiração do Espírito de Deus? Se nas mesmas existissem mitos, seriam então literalmente falsas algumas partes e narrativas da bíblia, tudo isto proporcionaria um passo para extrair a confissão de que há erros na Bíblia? Ou que pior que a Ressurreição de Cristo foi uma metáfora, mais não um fato histórico.

Obviamente é uma heresia, um erro gravíssimo, visto que “a inspiração divina estende-se a todas as partes da Bíblia sem a menor exceção, não podendo haver erro no texto inspirado” (Papa Bento XV, na Encíclica “Spiritus Paraclitus”). Infelizmente a propaganda teológica moderna traz confusão para alguns católicos pouco “letrados”.

“Todavia, o que se inseriu na Sagrada Escritura tirado das narrações populares, de modo algum deve comparar-se com as mitologias e outras narrações de tal gênero, as quais procedem mais de uma ilimitada imaginação do que daquele amor à simplicidade e à verdade que tanto resplandece nos livros do Antigo Testamento, [..]” (Papa Pio XII, Humani Generis).

Concílio Ecumênico Vaticano II, no documento Dei Verbum, declarou:

“Porque a sagrada Escritura é a Palavra de Deus tal como foi consignada por escrito sob a inspiração do Espírito Santo […] a Palavra de Deus que foi confiada por Cristo e pelo Espírito Santo aos Apóstolos”

Leão XIII complementa sobre a assistência aos textos dizendo;

“Escreviam unicamente aquelas coisas que o Espírito Santo os ordenava escrever” (Papa Leão XIII, na Encíclica “Providentissimus Deus”)

É certo que nossos primeiros Pais foram Adão e Eva, e que antes deles não existiram outros homens e nem houve ser humano posterior que não descenda deles. Assim ensina a Santa Igreja.

As figuras históricas de Adão e Eva e todo o episódio do pecado original, é testificada pelo exegeta francês, altamente autorizado pela Igreja, o Pe. Luís  Claúdio Fillion:

“a narração é de uma grande beleza; todos seus detalhes são históricos e reais, de nenhum modo alegóricos ou figurados [….]  A serpente [….] o que nos mostra que já, sob o reptil material e vulgar se escondia aquele que os primeiros rabinos chamavam, em lembrança a esse episódio, ‘a serpente antiga’, o chefe dos demônios. Porque o mal já havia penetrado no mundo” (L.-CL. Fillion, La Sainte Bible Commentée d’après la Vulgate et les textes originaux, Letouzey et Ané, Éditeurs, Paris, 1899, tomo I,  p. 30).

Há ainda outros que duvidem dos livros que compõem o Pentateuco e sua autoria, então no séc. XIX a Comissão Pontifícia para os estudos bíblicos enviou ao arcebispo de Paris, dando parecer por carta sobre estas duvidas em torno da autenticidade do Pentateuco:

Dúvida I: Se os argumentos, acumulados pelos críticos para combater a autenticidade mosaica dos livros sagrados que se designam com o nome de Pentatêuco são de tanto peso que, sem ter em conta os muitos testemunhos de um e outro Testamento considerados em seu conjunto, o perpétuo consentimento do povo judeu, a tradição constante da Igreja, assim como os indícios internos que se tiram do próprio texto, dêem direito a afirmar que tais livros não têm a Moisés por autor, mas que foram compostos de fontes, na maior parte, posteriores à época mosaica. Resposta: negativamente”. (Resposta da Comissão Bíblica em 27 de Junho de 1906. Cfr. Denzinger, 1996).

Sobre esta carta lembrou o Papa Pio XII:

“Essa carta adverte claramente que os onze primeiros capítulos do Gênesis, embora não concordem propriamente com o método histórico usado pelos exímios historiadores greco-latinos e modernos, não obstante, pertencem ao gênero histórico em sentido verdadeiro, que os exegetas hão de investigar e precisar; e que os mesmos capítulos, com estilo singelo e figurado, acomodado à mente do povo pouco culto, contêm as verdades principais e fundamentais em que se apóia a nossa própria salvação, bem como uma descrição popular da origem do gênero humano e do povo escolhido. Mas, se os antigos hagiógrafos tomaram alguma coisa das tradições populares (o que se pode certamente conceder), nunca se deve esquecer que eles assim agiram ajudados pelo sopro da divina inspiração, a qual os tornava imunes de todo erro ao escolher e julgar aqueles documentos.”

“Os livros inspirados ensinam a verdade. «E assim como tudo o que os autores inspirados ou hagiógrafos afirmam, deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo, por isso mesmo se deve acreditar que os livros da Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro, a verdade que Deus quis que fosse consignada nas sagradas Letras em ordem à nossa salvação»” (CIC nº 107).

Já no século passado alertava o Papa Pio XII “é deplorável a maneira extraordinariamente livre de interpretar os livros históricos do Antigo Testamento.” O que diria ele hoje da interpretação moderna que tem sido construída sobre os textos sagrados.

Mas observemos o que diz Cristo o consumador de nossa fé: “Passarão os céus e a terra, mas minhas palavras não passarão” (Mc. 8, 31; Lc. 21, 33; Mt 24, 35).

Fonte:http://www.veritatis.com.br/doutrina/a-palavra-de-deus/935-ha-mitos-na-biblia-adao-e-eva-nao-existiram-entao-ha-poligenismo

DILMA x DILMA — Qual delas prevalecerá?

É público e notório o quanto Dilma Rousseff já se manifestou a favor da legalização do aborto. Entretanto, nestes últimos dias a candidata do PT procurou ocultar sua posição abortista.

— Por que?
— Claro, devido à enorme reação anti-aborto por parte da opinião pública brasileira, Dona Dilma quer conquistar votos até mesmo daqueles que são contrários ao aborto. Pelo menos, conquistar os votos dos incautos anti-abortistas, que, ingenuamente, poderiam acreditar em sua “conversão” — sem antes ter ela passado pelo “Caminho de Damasco”… (a respeito, vide post mais abaixo).

Sobre esta “mudança”, o jornal “O Estado de São Paulo” de anteontem (30-9-10) publicou uma interessante análise, assinada pela jornalista Vera Rosa. Seguem alguns trechos:

Polêmica do aborto leva Dilma a igrejas
  • Vera Rosa

BRASÍLIA — Preocupada com a perda de votos entre cristãos, atribuída por sua campanha à polêmica sobre o aborto, Dilma Rousseff reuniu ontem padres e pastores, em Brasília, para negar já ter defendido a interrupção da gravidez.

A polêmica é alimentada por declarações dadas por Dilma em outras ocasiões, antes da reta final da campanha. Na tarde de ontem, porém, a petista disse que é contrária até mesmo a um plebiscito sobre o tema, como prega Marina Silva. “Plebiscito divide o País e vai todo mundo perder, seja qual for o resultado”, insistiu a candidata.

Diante de 27 líderes de denominações cristãs — católicas e evangélicas —, Dilma desmentiu categoricamente que algum dia tenha afirmado que “nem Jesus Cristo” tiraria a vitória dela no primeiro turno, marcado para domingo.

Há um mês, a candidata divulgou manifesto batizado de Carta ao Povo de Deus, no qual pedia “oração” e “voto”. O documento dizia que cabe ao Congresso Nacional a função básica de encontrar o “ponto de equilíbrio” nas posições que envolvem valores éticos, como aborto e uniões entre pessoas do mesmo sexo.

No encontro de ontem, Dilma foi além: garantiu que, se for eleita presidente, não enviará ao Congresso qualquer projeto de lei com o objetivo de ampliar a cobertura do Estado para casos de aborto. “Do jeito que está, está pacificado”, comentou. “Eu, pessoalmente, sou contra o aborto e considero a questão como de saúde pública.”

Em discurso sob medida para agradar aos cristãos, Dilma afirmou que é “a favor da vida” e pregou a liberdade de credo. Disse, ainda, que é católica. Em 2007, durante sabatina do jornal Folha de S. Paulo, ela disse ter ficado muito tempo “meio descrente”.

O que Dilma já disse

  • “Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre porque tenta abortar em condições precárias. Se a gente tratar o assunto de forma séria e respeitosa, evitará toda sorte de preconceitos. Essa é uma questão grave que causa muitos mal-entendidos.” (À revista Marie Claire, edição 217, abril de 2009)
  • “O que nós defendemos é o cumprimento estrito da lei, que prevê casos em que o aborto deve ser feito e provido pelo Estado.” (Em 22 de junho de 2010, em entrevista reproduzida pela Agência Estado) 
  • “Não se deve tratar a questão como religiosa, mas de saúde pública.” (idem)
  • “Se houver conflito entre as legislações quem tem de fazer essa solução é a Justiça. A lei é clara e tem de ser cumprida.” (No debate Folha/UOL, em 18 de agosto de 2010)
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Como perguntar não ofende, encerro este post com algumas perguntas que não querem calar: Se a candidata petista for eleita, qual das duas Dilmas governará? Aquela anterior às disputas eleitorais, ou aquela que emergiu só recentemente?

— Como acreditar em alguém que diz uma coisa (ser favorável à legalização do aborto — como declarou à revista Marie Claire, em abril/2009), e depois outra (“sou a favor da vida” — como declarou anteontem).

— Como acreditar em alguém que disse “Acho que não é cabível vestir o boné do MST. Governo é governo, movimento é movimento. Não concordo que alguém do governo assuma a bandeira do MST”.

Entretanto esta mesma pessoa está na foto abaixo… usando o boné do MST… Sem comentários…

Dilma Rousseff, com o boné do MST, na convenção estadual do PT-SE em 24-6-10. Tal convenção não divulgaria esta cena (cômica?), mas foi flagrada por uma emissora de TV de Sergipe…

PS: Relembrando: Também Lula quando candidato em 2002, para conquistar votos, prometeu que se fosse eleito presidente não promoveria o aborto e o “casamento” homossexual… Entretanto ele abraçou por inteiro essas duas causas anti-família. Causas, aliás, defendidas fanaticamente pelo Partido dos Trabalhadores. Se alguém duvidar, aconselho assistir o vídeo no post mais abaixo: Sob pretexto de “saúde pública”, pretende-se legalizar crime hediondo: o aborto.

E por falar nesse partido, mais uma recordação: José Dirceu afirmou peremptoriamente que a eleição de Dilma é um projeto do PT… Como sabemos ela tem um outro cabo-eleitoral também “polêmico”: Hugo Chávez. Este afirmou: “Dilma Rousseff é minha candidata”. Também neste caso, se alguém precisar ver para crer, eis um vídeo:

Fonte:http://blogdafamiliacatolica.blogspot.com/2010/10/dilma-x-dilma-qual-delas-prevaecera.html