Grandes mitos sobre a Igreja Católica #2


As Cruzadas, o Islã e a “intolerância” cristã
Sem dúvidas, as Cruzadas representam a série de episódios mais violentos da história do cristianismo. No entanto, o mais interessante não é a violência, as mortes e tragédias, mas a desonestidade que se comete quando se inicia uma discussão sobre as Cruzadas sem mencionar o Islã e os motivos que as levaram a acontecer. Muito será dito aqui sobre casos não relacionados às Cruzadas, para que se entenda o contexto das coisas, tanto hoje como no passado.

Ora, guerras são violentas e desencadeiam tragédias, mas é evidente que muitas guerras se justificam, enquanto outras, obviamente, nem com muita cara de pau. Tenhamos em mente o conceito de justiça: aquele que fere garante ao ferido o direito de ferir quem o implicou ferimento; aquele que ofende, dá o direito de ser ofendido; aquele que sufoca, dá o direito de ser sufocado. Há fatores que atuam sobre a justiça humana, e muitas vezes o assassino não será condenado, e mesmo o mais impuro pode ser perdoado. Deus, sendo misericordioso, amoroso e benevolente, é capaz de perdoar a injustiça e oferecer redenção ao injusto, mas se a injustiça não pode ser reparada através do amor, exigirá que se repare por si mesma.

São Tomás de Aquino
Isto significa dizer que, diante da ação injusta que nem pelo amor e perdão pode ser contida, só mesmo a reação em sentido contrário e com força equivalente pode restaurar a justiça de novo. Nesse sentido, a justiça opera como uma lei da natureza. O que Newton descreve em sua terceira lei relativa ao movimento de objetos físicos, equivale ao que nós, humanos, podemos chamar de justiça pura.
Em Apocalipse 13: 10, está revelado: “Aquele que levar para o cativeiro, irá para o cativeiro: aquele que matar à espada, importa que seja morto à espada“. Ao tentar absorver valores como o amor e a compaixão pregados por Cristo, podemos entender a injustiça e dar ao injusto uma segunda chance, mas quando a segunda chance é descartada, ou a terceira e quarta, não faremos errado em agir com justiça, “pagando com a mesma moeda”, pois ser justo também é recomendação de Deus. Certamente, nem sempre a justiça será agradável aos olhos de terceiros. Se somos feridos e, em seguida, ferimos, não seremos diferentes de quem nos feriu, e por isso não é errado que perdoemos.

No entanto, não é certo que, quando vemos o próximo sendo ferido, fiquemos parados. Se o assassino mata o pai e a mãe e se dirige à irmã, que deve fazer o filho? Assistir imóvel e conformado? É certo que não. Uma reação, neste caso, é fruto direto da busca pela manutenção da justiça. Em um quadro maior, em que um povo extermina injustamente a outro, a reação do povo que está sendo exterminado é lícita e se justifica no próprio conceito de justiça: esta absoluta e transcendental, que se nota além do da própria humanidade.

Diante disto, é certo que há guerras que se justificam: as guerras justas. De acordo com Santo Agostinho, uma guerra “só se justifica pela injustiça de um agressor, e que essa injustiça constitua fonte de sofrimento para algum homem bom, sendo isso uma injustiça humana“. Na Summa theologiae, São Tomás argumenta que “requer-se uma causa justa, ou seja, que aqueles que são atacados o mereçam por terem cometido alguma falta“. E segundo Francisco de Vitória, teólogo do Século XV, “quando rebenta uma guerra por uma causa justa, não deve ser empreendida para destruir o povo contra o qual é dirigida, mas somente para obter os direitos e a defesa do próprio país e para que, com o tempo, dessa guerra possam advir a paz e a segurança“.

Feita esta introdução, olhemos para as Cruzadas. Costuma-se pensar que as Cruzadas ocorreram sem motivo, sem causa justa, como forma de impor o cristianismo pela espada àqueles que ainda não faziam parte do Império Cristão. Nada se fala sobre Jihad e expansionismo islâmico, e quando se fala, é incrível a desonestidade. Em artigo intitulado “Compreendendo a Realidade do Islam e dos muçulmanos” (http://www.arresala.org.br/not_vis.php?op=112&data=0&cod=555), lê-se o seguinte: “a pretensão de se aliar o Islam a ideia da violência se deve principalmente a seu caráter expansionista. Em geral, os historiadores cometem um erro crasso ao atribuir a expansão islâmica a uma fantasiosa ‘propagação da fé pela espada’. Isto […] não foi verdadeiro no passado, como não tem sido na atualidade“.

O autor ainda acrescenta: “Se é uma verdade que todas as grandes civilizações e religiões possuem um histórico sangrento, é igualmente verdadeiro que nenhuma delas cometeu maiores atrocidades, massacres e genocídios em nome da fé do que o Cristianismo. […] A fé cristã sim, foi imposta à força pelos europeus, e todo derramamento de sangue perpetrado teve a chancela da ‘salvação oferecida aos povos’. Este é um fato histórico indiscutível“. E, sobre a veracidade histórica das acusações contra o Islã, afirma que “o expansionismo islâmico, e os historiadores modernos em sua maioria concordam, não se operou através dessa crença da ‘conversão pela espada’ pois o próprio texto alcorânico a invalida“.

Lendo tais afirmações, não mais penso que os professores marxistas são campeões em desonestidade e difamação baseados em mentiras que nem a uma criança de doze anos parecem cabíveis, na tentativa desesperada de doutrinação. Antes de refutar as afirmações, ressalto o trecho que diz que “os historiadores modernos em sua maioria concordam” que o Islã não converteu pela espada, porque é fácil afirmar que a maioria dos historiadores dizem isso ou aquilo sem ter nenhuma referência. Ou melhor, é citado apenas duas referências: Lacy O’Leary, que nem mesmo era historiador e James Michaner, que afirma que “o Alcorão é explícito no apoio à liberdade de consciência“. Será?

Lemos no texto que “o Profeta […], no cumprimento de sua missão, se dirigiu aos cristãos e judeus com respeito e dialogou com eles. Ordenou pessoalmente e por escrito decretou a proibição de qualquer agressão ou perturbação dos monges e seus monastérios“. No entanto, “o Estado Islâmico tem o direito de exigir um tributo dessas comunidades e de exigir que não alimentem revoltas ou sedições ou ainda que não pratiquem proselitismo“.

Essas informações são suficientes, e todas merecem uma boa atenção. Enquanto os Islâmicos pousam de bonzinhos pro Ocidente cristão, negam o holocausto e chamam o cristianismo de religião mais genocida da história, o que acontece se um cristão ousar falar contra Maomé? Bom, vejamos o recente exemplo de Asia Bibi, a cristã condenada à enforcamento, por blasfêmia, no Paquistão. Como informa a Folha, “um grupo de camponesas muçulmanas […] protestou, afirmando que uma mulher não muçulmana não deveria tocar o jarro d’água do qual elas também beberiam. Dias depois, o grupo de muçulmanas procurou um clérigo local e denunciou Asia, indicando que ela teria feito comentários depreciativos sobre o profeta Maomé. O juiz Navid Iqbal, que a condenou à morte por enforcamento, ‘excluiu completamente’ qualquer hipótese de que a ré tivesse sido falsamente acusada“. (http://www1.folha.uol.com.br/mundo/829174-mulher-crista-e-condenada-a-morte-por-enforcamento-no-paquistao.shtml).

A mãe de cinco filhos, portanto, será enforcada por ter sido acusada de blasfêmia, ainda que não haja evidências para tal atitude, depois de clara manifestação de intolerância e desprezo de muçulmanas para com a cristã por causa de um balde de água. Isto os muçulmanos chamam de compreensão, aparentemente. Tal compreensão é bem evidenciada pelo presidente Ahmadinejad, que afirma que conter o Estado judeu é um “princípio humanitário“, e pergunta: “Se o Holocausto, como eles dizem, é verdade, por que não oferecem provas?

Ora, este é o mesmo presidente que persegue e executa homossexuais, e condena adúlteros ao apedrejamento, amigo de Luiz Inácio. Podem pensar: mas o Irã e Paquistão estão, de fato, cumprindo os mandamentos de seu Livro Sagrado? Não tenham dúvida! Quanto ao relacionamento com judeus e cristãos, que no texto apresentado, é retratado como respeitoso e privado de desarmonia, lê-se na Sura 5: 51: “Ó fiéis, não tomeis por confidentes os judeus nem os cristãos; que sejam confidentes entre si. Porém, quem dentre vós os tomar por confidentes, certamente será um deles; e Deus não encaminha os iníquos“. Ou seja, é proibida a confidência e acusado de iníquo o que não obedece a ordem.

No vídeo “Kill the Jews” (mate os judeus), uma criança com aparentes dez anos de idade diz que “o julgamento final não acontecerá até que os muçulmanos combatam os judeus. E os muçulmanos os matarão, e os judeus se esconderão atrás de pedras e árvores, e as pedras e árvores dirão: ‘ó muçulmano, ó servo de Allah, há um judeu atrás de mim, venha e mate-o“. Várias crianças repetindo tais barbaridades… é chocante!

Quanto ao tratamento com judeus, cristãos e pagamento de tributo ao Estado, diz a Sura 9: 29: “Combatei aqueles que não creem em Deus e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o Jizya [imposto]”. Quanto aos ateus, também são intrigantes as recomendações: “Quando encontrar os descrentes na Jihad, corte suas cabeças e, quando você os derrubar, amarre seus cativos firmemente” (Sura 47: 4); e “Logo infundirei o terror nos corações dos incrédulos; decapitai-os e decepai-lhes os dedos!” (Sura 8: 12).

Não se iludam, as instruções do profeta são todas neste nível de “compreensão”, “carinho” e “afeto”. A Jihad é uma obrigação:   Está-vos prescrita a luta [Jihad: pela causa de Deus], embora o repudieis. É possível que repudieis algo que seja um bem para vós e, quiçá, gosteis de algo que vos seja prejudicial; todavia, Deus sabe todo o bem que fizerdes, Deus dele tomará consciência” (Sura 2: 216). A imposição do Islã por combate, seja aos cristãos, judeus ou descrentes, é clara na Sura 8: 39: “Combatei-os até terminar a intriga, e prevalecer totalmente a religião de Deus“. Obviamente, a “religião de Deus” refere-se ao Islamismo, e a sugestão de combate é clara.

Somando as palavras de Maomé às evidências do que é praticado em solo muçulmano, que é hoje como foi no passado, não fica dúvidas de que o Islã deve ser imposto pela espada e mantido pela força: em combate direto com todos os potenciais inimigos e oprimindo completamente o povo através do Estado. Espada, ogiva nuclear, homens-bomba, 9/11, negação do holocausto, tentativa de destruir Israel, perseguição a homossexuais e execução por “crimes” banais: não são coincidências! É assim que o Islã funciona, pois é assim que o profeta recomenda. Não é a toa que os direitos humanos são tão desprezados em países islâmicos.

Em seu livro “The Politically Incorrect Guide to Islam (and the Crusades)”, Robert Spencer aborda o mito de que o cristianismo e o islamismo se espalham da mesma maneira. Diz ele: “É verdadeiro que nenhum grupo, religioso ou não religioso, tenha monopólio sobre maldades ou virtudes, mas daí não se conclui que todas as tradições religiosas são iguais, seja em natureza de ensinamentos, seja na capacidade desses ensinamentos inspirarem violência. Por volta dos seus três primeiros séculos, o cristianismo foi proscrito e sujeito à perseguições esporádicas. Não apenas a religião não foi espalhada pela violência, mas a lista de mártires são cheias de nomes de pessoas sujeitas à violência porque se tornaram cristãs. Em contraste, no tempo da morte de Maomé, os muçulmanos não enfrentaram oposição organizada ou contínua, e ainda assim continuaram pegando em suas espadas pela sua fé“.

A discussão da interpretação do Corão é longa, no entanto, a história de Maomé, independente de seus escritos, é fundamental e reveladora. Se a religião é pacífica e benevolente, podemos encontrar em Maomé a personificação de suas próprias palavras, como percebemos com Jesus? Foi Maomé o bom exemplo que todo muçulmano deve seguir, ou teria sido ele, de fato, um verdadeiro saqueador que crescia pela espada?

A primeira coisa que devemos fazer, é olhar para o mundo tal como o conhecemos hoje. Responda a seguinte questão: você preferiria viver em um país cristão, democrático, ou em um país muçulmano, autoritário? O que vemos no Ocidente é uma guerra contra a “intolerância” do cristianismo contra os gays, contra os ateus, etc., mas ainda nos casos que a intolerância existe, é diferente da intolerância islâmica. No Brasil, os políticos e militantes da causa homossexual afirmam que há perseguição contra homossexuais no país, porque em 2009 foram registrados 195 mortes por motivação homofóbica, segundo o Relatório Anual de Assassinato de Homossexuais. O Grupo Gay da Bahia afirma que “nosso país continua sendo o campeão mundial de homicídios contra LGBT“. De acordo com o site, de “1980 a 2009 foram documentados 3.196 assassinatos de gays, travestis e lésbicas no Brasil, concentrando-se 18% na década de 80, 45% nos anos 90 e 37% (1.366 casos) a partir de 2000“.

Mas o que o site escondeu? Vejamos: segundo o IBGE, “entre 1980 e 2000, no Brasil, foram vítimas de homicídios 598.367 pessoas; dois terços delas (369.101) na década de 1990“, ou seja, o total de homossexuais mortos em vinte anos equivale a 0,53% do total de mortes por homicídio no mesmo período. Hoje, a média anual de homicídios no Brasil é de 50.000, e com 192 homossexuais mortos, temos que, no ano de 2009, essas mortes equivalem a aproximadamente a 0,38% do total. Mas ainda fica pior, pois existe a porcentagem alta de homossexuais mortos por homossexuais, mortos por envolvimento com tráfico (ambiente de risco), e por roubos ou latrocínio (comuns a toda população); uma análise mais detalhada pode ser encontrada no site Quebrando o Encanto do Neo-AteísmoA Farsa do “Homocausto” na Prova do ENEM e MEC e a Doutrinação Escolar.

Resumindo, a intolerância de que acusam os brasileiros, motivados pela Igreja, é completamente falsa e fácil de desmentir. Os grupos homossexuais se mostram tão aflitos pelos seus semelhantes brasileiros, mas o curioso é que não manifestam semelhante aflição – nem mesmo se importam, na verdade – pelos homossexuais do Irã. Enquanto nenhum homossexual é executado pelo Estado no Brasil – ser gay não é crime no nosso país, não temos pena de morte, etc. -, no Irã, não só são executados homossexuais simplesmente por serem homossexuais, como os números de execuções supera o número de assassinatos contra homossexuais no Brasil em duas décadas de maneira absurda.

Em trinta anos, foram executados 4.000 homossexuais no Irã, média de aproximadamente 133 por ano. Nesse espaço de tempo, temos uma média populacional de cerca de 65 milhões de habitantes, ou seja, a média de gays executados seria proporcional a aproximadamente 392 por ano no Brasil; mais de 100% a mais que os casos já registrados aqui, mesmo em um intervalo maior de tempo (uma década a mais). Ainda deve-se acrescentar o número de homossexuais assassinados por outros civis, algo que acontece, naturalmente, em qualquer país, assim como são assassinados os héteros, também. Temos um esboço de um quadro muito mais absurdo que o pintado pelos brasileiros, e, consequentemente, os gritos contra o Irã deveriam ser muito mais fortes. Um país com muito menos da metade da população brasileira comete muito mais que o dobro de homicídios contra homossexuais – só as execuções já superam o dobro do número brasileiro, portanto, não se pode conceder ao Brasil o título de campeão de homicídios contra LGBT.

Arsham Parsi fugiu do Irã em 2005, e relata que “para conseguir viver e até mesmo sobreviver, os homossexuais iranianos precisam deixar o país ou, na melhor das hipóteses, viver escondidos […] para escapar de surras, prisões e até mesmo da morte“. (http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL109937-5602,00-COM+MEDO+DE+MORRER+HOMOSSEXUAIS+FOGEM+DO+IRA.html). Quando, então, um brasileiro homossexual reclamar da “intolerância tipicamente cristã” brasileira, junte um dinheiro e o ofereça uma passagem para o país de Ahmadinejad, onde a tolerância é tão linda e os gays são tão amados.

O que é preciso entender, é que a religião islâmica pode não ser, por si só, perigosa, mas o Estado islâmico é, sem dúvida. Onde são minoria, não vemos muçulmanos violando os direitos humanos e agindo violentamente, mas onde governam e são maiores, é assim que são, e isto é ruim para muitos dos próprios muçulmanos, pois é claro que muitos deles também sofrem pelas próprias leis a que estão submetidos. Quanto à mansidão quando pequenos, o próprio Maomé foi assim: enquanto pequeno e sozinho, era manso; quando conseguiu aliados na sua causa, a Jihad, saqueou, assassinou, combateu e conquistou seus inimigos e outros que tiveram o azar de aparecer em seu caminho. É exatamente a partir de Maomé que se deve analisar as Cruzadas.

Spencer argumenta que “Maomé já possuía experiência como combatente antes de assumir seu papél como profeta. Ele havia participado de duas guerras locais entre sua tribo Quraysh e seus rivais vizinhos Banu Hawazin. Mas seu papel como soldado-profeta viria depois. Após receber as revelações de Allah através do anjo Gabriel em 610, ele começou apenas pregando à sua tribo o culto de Um Deus e sua própria posição como profeta. Mas ele não foi bem recebido por seus companheiros Quraysh da Meca, que rejeitaram com desdém seu chamado profético e se recusaram a desistir de seus deuses. A frustração e ódio de Maomé se tornaram evidentes. Quando mesmo seu tio, Abu Lahab, rejeitou sua mensagem, Maomé o amaldiçoou e a sua mulher, em linguagen violenta que foi preservada no Corão, o Livro Sagrado do Islã: ‘Que pereçam as mãos de Abu Lahab! Que ele mesmo pereça! Em nada deve sua saúde e ganhos auxiliá-lo. Ele deve ser queimado em chamas de fogo, e sua mulher, queimada com lenha, deve ter uma corda de fibra em volta de seu pescoço!’ (Sura 111: 1-5)“.

Não é necessário ouvir um cristão ou judeu falando sobre o islamismo para causar medo em qualquer pessoa que pertence ao Ocidente. Neste vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=Wp3Eam5FX58), o muçulmano ensina como o homem deve bater na esposa. É impressionante: existem, na verdade, vários tutoriais explicando como a mulher deve ser castigada pelo marido. Busque “how to beat you wife” no Youtube e confira alguns dos resultados. Os ensinamentos de Maomé, como vai ficando evidente, dificilmente serão aceitos, por qualquer homem racional, como divinamente inspirados. Spencer explica que Maomé, ao escrever o livro, buscava justificar todos os seus atos, ou seja, tudo o que ele pretendia fazer – bem ou mal -, justificava como ordem divina. Não é de se espantar que as palavras lutar e matar apareçam no Corão com mais freqüência do que as palavras oração e amor.

“Eu não vou rir quando disserem que Islã significa paz”

O livro “The Truth About Muhammad”, de Spencer resultou em outro livro: The Lies About Muhammad, e muitas campanhas tem sido promovidas no Ocidente afirmando que “O Islã é Paz”. Antes que eu pudesse considerar tal afirmação, eu perguntaria a este autor e a estes que marcham sob este banner: quantos livros estão sendo publicados em países islâmicos sobre as “Mentiras sobre Jesus” que tanto são contadas pelos islâmicos?

Ou quantos cristãos estão divulgando a mensagem de Cristo e distribuindo cartazes que defendam o cristianismo em solo muçulmano? A resposta, obviamente, seria o silêncio. Como o próprio autor do texto que citei anteriormente reconhece, é proibido professar outras religiões no Estado islâmico. Nem mesmo panfletos para serem distribuídos entre os próprios cristãos são permitidos. Soma-se isso ao que já lemos do profeta, aos ensinamentos dirigidos à crianças de dez anos, instruções de como bater na própria esposa e a execução de homossexuais – dentre várias outras coisas -, e o que temos é a “religião de paz”, certo?

Eu não duvido que Spencer esteja errado sobre muitas de suas afirmações sobre Maomé, mas a injustiça deste cenário é evidente: aqui os muçulmanos estão livres para se defenderem dos erros cometidos contra eles, mas os cristãos não tem liberdade nenhuma para se defenderem no islã. Enquanto os muçulmanos escrevem livros para defenderem sua fé, judeus e cristãos pagam para terem o direito de viverem no Estado islâmico. Os judeus, hoje em tão pequeno número, são, com certeza, os que mais sofrem. Israel é, hoje, odiado pelo mundo todo. A mídia não poupa ofensas ao tratar do país mais caluniado dos últimos tempos, mas quando falamos de países islâmicos, somos todos bondosos e compreensivos. Não nos ofende ver nosso presidente abraçando Ahmadinejad, mas nos ofende que Israel se defenda das armadilhas que armam contra seu povo, como foi possível notar no caso do Mavi Marmara, em que houve grande repercussão o ataque ao navio “humanitário”, mas nada se noticiou quando foi desmascarada a armadilha (http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/oriente-medio/11122-flotilha-humanitaria.html).

Eu não me preocupo com a refutação dirigida a Spencer. O que alguns poucos jornais noticiam hoje, o que as câmeras já gravaram e o que os próprios islâmicos confirmam é que o islã, de pacífico nada tem. O que as câmeras não puderam registrar séculos atrás, os historiadores podem confirmar. O terror que os islã pratica hoje é o mesmo que motivou a Primeira Cruzada em 1096. À todos que pensavam que as Cruzadas foram investidas católicas a fim de conquistar e converter povos não-cristãos – os primeiros sinais de imperialismo, como dizem -, saibam que as Cruzadas se caracterizaram, antes de mais nada, como ato legítimo de defesa.

Como sabemos, as Cruzadas e a Inquisição correspondem às duas séries de episódios que definem a “história sangrenta” do cristianismo. Outros eventos são comumente citados, como a chegada dos brancos ao novo mundo, mas estes dois são, sem dúvidas, os protagonistas. Como foi demonstrado em texto anterior, a Santa Inquisição não foi a máquina de matar que retratam os livros de história, e quando condenou alguém à morte, estava condenando os próprios cristãos. Portanto, é bom que as Cruzadas apresentem números assombrosos, seja injustificável, digna de nossa repulsa e desprezo, não é mesmo?

Vejamos o que algumas autoridades no assunto, como Steven Runciman, Robert C. Davis, M.A. Khan, Rodney Stark, Thomas E. Woods, Raphael Moore e Jonathan Riley-Smith têm a dizer. Eu acredito que a confiabilidade da informação que prestamos está intimamente ligada às referências que oferecemos. Escrever, acusar, afirmar e não evidenciar nossos pontos é algo que só os muito desonestos são capazes de fazer. Como sabemos, estes muito desonestos existem aos montes, e é justamente por isso que pesquisas sérias devem ser realizadas e evidências acuradas devem ser oferecidas, para que a razão de quem lê toque sua consciência. Dizer que o islã não se espalhou pela espada e que é uma religião de paz, é tão justo quanto dizer que o holocausto é uma mentira. O que será apresentado aqui pode surpreender.

Não existe “amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos têm ódio e orai pelos que vos perseguem e caluniam” vindo de Maomé. Na verdade, o profeta recomenda o combate e a guerra em diversas situações, como já foi apresentado anteriormente. Os cristãos, budistas, hindus, judeus, descrentes, etc. devem ser eliminados. No vídeo ao lado, líderes islâmicos anseiam exterminar os judeus, os chamam de inimigos de Allah e afirmam que o que Hitler fez contra os judeus foi um castigo merecido.

Bill Warner, diretor do Centro para o Estudo do Islã Político (CSPI), revela que “em Bukhari [o Hadith: tradições sobre Maomé], 97% das referências à jihad são sobre guerra e 3% sobre luta interior“. Isso depõe em favor de uma doutrina pacífica? Ele mesmo afirmou: “Eu sou o profeta que ri enquanto mato meus inimigos“. Warner ainda acrescenta que “pelo menos 75% da Sira (vida de Maomé) é sobre a jihad. Cerca de 67% do Corão escrito em Meca é sobre os infiéis ou política. Do Corão de Medina, 51% é dedicado aos infiéis. Cerca de 20% do Hadith de Bukhari é sobre a jihad e política. Religião é a parte menor dos textos islâmicos fundamentais“.

E Conclui: “Há 146 referências ao Inferno no Corão. Só 6% daqueles que estão no Inferno estão lá por faltas morais – assassinato, roubo, etc. Os outro 94% das razões para estar no Inferno são pelo pecado intelectual de discordar de Maomé, um crime político. Logo, o Inferno Islâmico é uma prisão política para aqueles que falam contra o Islã. Maomé pregou sua religião por 13 anos e amealhou apenas 150 seguidores. Mas quando ele se voltou para a política e a guerra, em um período de 10 anos ele se tornou o primeiro governante de toda a Arábia, com uma média de um evento de violência a cada sete semanas, durante 9 anos. Seu sucesso não veio como líder religioso, mas como líder político“.

O legado de Maomé dá início ao que resultaria nas Cruzadas. Thomas Woods, Ph. D., comenta: “Mesmo a Primeira Cruzada não foi o verdadeiro começo da história. O verdadeiro começo veio no século que seguiu a morte de Maomé em 632. Durante aqueles incríveis cem anos, os muçulmanos espalharam sua religião pela força por toda a Arábia, e no Oriente Médio moderno, incluindo o Irã, Iraque, Líbano, Palestina e Síria, bem como no Egito, África do Norte e Espanha. É facilmente esquecido que alguns desses territórios eram fortemente cristãos quando os muçulmanos os tomaram. Ninguém, hoje, pensa na Síria e Egito como centros cristãos, mas no Século VII eles certamente eram. A antiga cidade de Antioquia tinha sido o lar de uma escola do pensamento Cristão atrás apenas de Alexandria, e o Egito havia sido o berço do monasticismo Cristão“.

No Século XI, com a expansão islâmica chegando ao Império Bizantino, chegamos aos eventos fundamentais que levaram à Primeira Cruzada. Segundo Steven Runciman: “Em 1059, tropas turcas avançaram pela primeira vez rumo ao coração do território imperial, à cidade de Sebastea. Tughril Bey morreu em 1063. Ele mesmo não teve muito interesse na sua fronteira norte-ocidental. Mas seu sobrinho e sucessor, Alp Arslan, nervoso com a possível aliança entre os Bizantinos e os Fatímidas , procurou se proteger do primeiro conquistando a Armenia antes de prosseguir seu principal objetivo contra o segundo. Invasões ao Império se intensificaram. Em 1064, a velha capital da Armenia, Ani, foi destruída; e o príncipe de Kars, o último governador armênio independente, entregou alegremente suas terras ao Imperador em troca de imóveis nos Montes Taurus. […] De 1065 em diante a grande fortaleza fronteiriça de Edessa fora atacada anualmente; mas os turcos ainda eram inexperientes no campo de guerra. Em 1066 ocuparam as passagens do Montes Armanus, e na primavera seguinte saquearam a metrópole da Capadócia, Cesareia. No inverno, os exércitos Bizantinos foram derrotados na Malatya e Sebastea. Essa vitória deu aos Turcos controle completo da Armenia. Nos anos seguintes eles invadiram mais para dentro do Império, para Neocaesarea e Amarium em 1068, para Iconium em 1069, e para Chonae em 1070, perto da costa do Egeu“.

Diante dessas invasões sucessivas, “o governo imperial foi forçado a agir“, completa Runciman. A política de redução das forças armadas de Constantino X, morto em 1067, era a grande responsável pela situação. Em 1068 a imperatriz regente, Eudóxia, casou-se com o comandante-em-chefe Romano IV, que percebeu que a segurança do Império dependia da retomada de Armenia. Porém, o exército Bizantino não era mais a grande força que fora cinquenta anos antes. Ramano formou um exército de aproximadamente 100 mil homens: poucos eram soldados profissionais, e nenhum estava bem equipado. Com seu grande, mas inseguro exército, partiu na primavera de 1071 para reconquistar a Armenia. Quando partia da capital, notícias chegavam pela Itália de que Bari, a última posse bizantina na península, fora tomada pelos Normandos. Romano pretendia capturar e cercar com soldados a fortaleza armênica, antes que o exército Turco chegasse pelo sul.

Alp Arslan estava na Síria quando ouviu sobre o avanço Bizantino. Ciente do quão vital seria o desafio, apressou rumo ao norte para enfrentar o Imperador. Romano entrou na Armenia pela ramificação sul do Eufrates superior. Próximo ao Manzikert, ele dividiu suas forças. Ele mesmo foi ao Manzikert, enquanto mandou seus Francos e Cumanos para proteger a fortaleza de Akhlat, às margens do Lago Van. No Manzikert, recebeu notícias de que Arslan se aproximava; e ele dirigiu-se a sudoeste para reunir o exército antes que os Turcos chegassem nele. Desatento quanto ao primeiro princípio das táticas Bizantinas, se esqueceu de enviar observadores. Na sexta-feira, 19 de Agosto, enquanto se deitava em um vale no caminho de Akhlat esperava seus mercenários, Alp Arslan veio sobre ele. Seus mercenários nunca vieram em seu resgate. Romano lutou bravamente; mas Andronico Ducas, vendo que sua causa era perdida e prevendo que o próximo ato do drama aconteceria em Constantinopla, tirou as tropas sob seu comando para longe do campo de batalha e marchou para oeste, deixando o Imperador sob seu destino. Ao anoitecer o exército Bizantino fora destruído e Romano ferido e feito prisioneiro. (A History of the Crusades: The First Crusade and the Foundation of the Kingdom of Jerusalem, Steven Runciman, pág. 60-3).

Runciman diz que “a Batalha de Manzikert foi o desastre mais decisivo da história Bizantina“. Woods comenta que, “alarmado, Aleixo I Comneno emitiu um apelo ao Papa em Roma, de quem o mundo Oriental estava distante desde o Grande Cisma de 1054 [separação entre a Igreja de Roma e de Constantinopla]. Aquele Papa, Gregório VII, por mais que quisesse ajudar, acabara com outros assuntos pra resolver. Foi Urbano II que atendeu ao chamado para a cruzada em 1095“. De volta a Alp Arslan, seu objetivo estava completo: estava seguro e havia removido o perigo da aliança Fatímida-Bizantina. Morreu em 1072. Em 1073, os Turcos começaram as invasões na Ásia Menor.

De acordo com Jonathan Riley-Smith, “Aleixo I […] pedira ajuda contra os Turcos, cujos avanços através da Ásia Menor os deixaram a pouca distância de Constantinopla. Esse apelo desencadeou os eventos que levaram à Primeira Cruzada“. Todas essas conquistas islâmicas sobre os cristãos acarretavam graves consequências aos conquistados: o verdadeiro cristão não abandonaria sua fé em Cristo por convicção em Maomé, e isto implicava que, ou se convertia contra a vontade, ou morria por sua fé. Muitos foram dominados e escravizados, e é certo que as possíveis conversões se dariam motivadas por terror. Já aí se notava o tratamento que o muçulmano dirigia aos que não compartilhavam sua fé. A escravização de cristãos – não foi a única – que aí já se fazia presente, perdurou até alguns séculos atrás. Robert C. Davis, em seu livro “Christian Slaves, Muslim Masters” (Escravos Cristãos, Mestres Muçulmanos), é feita uma análise histórica e um levantamento de dados precisos sobre como os cristãos – homens, mulheres e mesmo crianças – eram escravizados pelos islâmicos. Cada década do período analisado – 1500 a 1800 – revela milhares de tragédias causadas pela Jihad e expansão do islã.

O cenário que se montava exigia uma intervenção do Ocidente: a Primeira Cruzada fora completamente necessária. A justiça precisava daqueles que por ela prezavam; o que se trata hoje como violência injustificável e sangue derramado por ambição política era, na verdade, o início de um legado heroico contra os verdadeiros sedentos por sangue. É possível que pensem: “talvez a expansão islâmica não tenha sido tão cruel assim”. Mas garanto que foi, e não é só dos cristãos que vem a confirmação, é do mundo todo. As estatísticas são tão assustadores que mais parecem invenção de gente louca. No entanto, é a conclusão formada pelas evidências que o politicamente correto não permite propagar.

Thomas Sowell, em seu livro “Race and Culture”, estima que os muçulmanos escravizaram e exportaram o singelo número de 29.000.000 negros, desde seu surgimento (pág. 188). Temos, então, uma média de mais de 2.000.000 de negros escravizados a cada século. Exagero? De acordo com David. B. Barret, o número de cristãos martirizados por muçulmanos foi de 9.000.000 (World Christian Trends, pág. 230); média de mais de meio milhão a cada século.

E quanto aos hindus? Segundo Koenraad Elst, a população da Índia caiu pela metade em relação à Índia Antiga, devido à Jihad. Estima-se que 80.000.000 de indianos tenham perecido sob ataques muçulmanos (Negationism in India, pág. 34). O historiador Will Durant afirma que “a conquista islâmica da Índia é provavelmente o episódio mais sangrento da história“. Também foram mortos 10.000.000 de budistas. Por que? Na Jihad, apenas os judeus e cristãos podem sobreviver como dhimmis (servos do Islam, pagando impostos); qualquer outro grupo deveria se converter ou seria morto. Por isso a destruição tão marcante da Índia com as conquistas islâmicas.

Esses números são difíceis de engolir; difíceis de acreditar, mas são a triste realidade (aproximada). Lembremos que, em média, o islamismo matou menos que o comunismo: 270 milhões em quatorze séculos pelo islã contra 100 milhões em um século pelos comunistas. Quando um muçulmano ousar dizer que sua religião nunca se espalhou pela espada, sinta-se a vontade para gargalhar, apesar de que seja muito triste se dar conta de números tão assombrosos. Fica menos difícil de entender porque afirmam, então, que o que Hitler fez com os judeus foi pouco perto do que eles farão com as próprias mãos, como dito no vídeo “Muslims hate jews”. Eu não estou inventando esses números, e faço questão de compartilhar de onde eles vieram, a fim de que se possa verificá-los. Em minha pesquisa sobre este tópico, fiquei chocado ao descobrir alguns números e algumas histórias, e confesso que ainda estou.

Listo aqui alguns vídeos e imagens fortes, para que confiram a crueldade que ainda hoje é tão marcante, ao contrário do que pregam alguns muçulmanos:

[não vejam/assistam se forem frágeis a cenas de dor]

Cristãos decapitados na Somália
Três estudantes cristãs de doze anos decapitadas
Bispo Católico esfaqueado até a morte na Turquia
Três jovens queimados vivos
Cristãos massacrados na Nigéria
12 cristãos mortos, 500 escravizados
Cristãos e Judeus perseguidos
Cristão esfaqueado até a morte

Mais casos estão listados nas referências e recomendações finais. Em todos esses casos, o motivo do crime foi: ser cristão, ser judeu, não se converter ao islã e se converter ao cristianismo ou judaísmo. Não são casos aleatórios de pessoas que por acaso eram de outra religião e por acaso foram assassinadas. Não é como estar dando uma volta no Rio de Janeiro e ser assassinado por reagir a um assalto. Longe disso, é o caso de ser vitimado justamente por aquilo que você é, mas, supostamente, não deveria ser.

Depois de tudo isso, não é difícil compreender porque as Cruzadas aconteceram, mas aparentemente as pessoas não querem explicar esse por quê. Os muçulmanos, como no caso do autor do texto “Compreendendo a Realidade do Islam e dos muçulmanos”, não estão preocupados em explicar a verdade, ou reconhecer como se deu a expansão do Islã pela Jihad. Eles não reconhecem o caráter defensivo das Cruzadas, e ainda acusam o cristianismo de ser a verdadeira religião da espada. Talvez tudo isso apresentado seja intrigada de um pobre cristão, e de judeus, e de hindus, e budistas, e etc. Talvez o islã seja a verdadeira vítima de uma cruel conspiração preocupada em mascarar a verdade e iludir as pessoas, não é mesmo?

Meu coração se parte por Maomé, que tão bom exemplo nos deu e hoje é tão caluniado. Como ousam?!
Thomas Woods explica que “os cristãos não se engajaram [nas Cruzadas] a converter muçulmanos à força – o que explicaria o motivo de, durante os anos que seguiram a Primeira Cruzada em que os cristãos ocuparam Jerusalem, os muçulmanos continuaram a grande maioria da população. Na verdade, se você perguntasse a um muçulmano no Século XVIII o que foram as Cruzadas, ele não faria ideia do que você estava falando. Da perspectiva muçulmana, as Cruzadas foram um pequeno caso que não valia nada“.

O autor não nega o caráter violento das Cruzadas e reconhece que tragédias aconteceram dos dois lados, mas, como bem sabemos, assim são as guerras. Em ordem, desvendamos que as Cruzadas foram uma resposta ao expansionismo islâmico que começara quando estes invadiram o Império. Cristãos foram aniquilados e escravizados. Gregório VII, já em 1071 foi aclamado por socorro.

Foi apenas em 1096 que o socorro chegou, quando Urbano II atendeu ao chamado. Como relata o historiador especialista nas Cruzadas, Riley-Smith, “Urbano convocara uma guerra de libertação, que seria travada por voluntários que prometeram lutar como um ato de penitência“. A prova de que as Cruzadas visavam apenas libertar os irmãos cristãos, é evidenciada pelo fato de que, como ressalta Woods, “em nenhum momento, as Cruzadas chegaram a algum lugar próximo da Arábia, o coração do Islã“. Os cristãos não estavam tentando conquistar, estavam – como já está claro – tentando defender.

Eu não imaginava que as Cruzadas fossem um tema tão interessante e que desperta tanto desejo de conhecimento. As centenas de páginas que me dispus a ler há algumas semanas com certeza não foram tempo perdido. Meu objetivo era fornecer detalhes e esclarecer a realidade que é tão distorcida, mas mal sabia que era tão rica essa história, e tanto há para descobrir. Minha conclusão inevitável é que os cristãos, através das Cruzadas, salvaram seus irmãos de um terror que, infelizmente, ainda está vivo no mundo. Mais do que isso, asseguraram o futuro de toda a nossa civilização. As tragédias na Índia, no Paquistão e Nigéria, por exemplo, continuam frequentes, e ao mesmo tempo que parte o coração descobrir tantas delas, conforta saber que, por enquanto ainda estamos seguros.

Entender o islã e compará-lo ao que temos no Ocidente é fundamental para o nosso futuro. O que vemos hoje são grupos ateístas, homossexuais, feministas, etc., acusando o cristianismo de crimes inadmissíveis, história suja de sangue e uma doutrina que deve ser eliminada. O que as evidências sugerem é que, com as Cruzadas, como também com a Inquisição, os católicos salvaram nossa civilização Ocidental. As pessoas olham para as Américas e veem liberdade, oportunidade e sorrisos, apesar de ainda estarmos longe da perfeição. Nosso país, os Estados Unidos e outros, são o reflexo do que o cristianismo nos proporcionou: democracia. O islã está crescendo, e os números sugerem que eles serão a cultura que resistirá e predominará no mundo. O mundo está contra o cristianismo, porque em países cristãos todos tem garantido o direito de se opor. Esses que tentam derrubar o legado de Cristo a todo custo não sabem que, se o cristianismo cair, eles também cairão.

O futuro do mundo, aparentemente, é o islã. Ninguém se levanta contra os muçulmanos, hora por medo; hora por covardia, e diante disto o cristianismo talvez não resista. Cada gay que se enfureceu contra a “intolerância” da Igreja, cada mulher que a acusou de preconceituosa e cada ateu que a acusou de assassina nos levarão à vitória do islã como fenômeno cultural, e consequentemente à sua consolidação.

Todos eles deveriam saber que, quando isto acontecer, não mais reclamarão de intolerância e preconceito, ou qualquer coisa que lhes permita sua imaginação. Não há espaço para incrédulos, homossexuais ou mulheres que se exaltam no mundo que segue o Corão. Eles não serão isso ou aquilo, eles simplesmente, mortos, nada serão.

Há quem tente abrir os olhos das pessoas no mundo todo; mas é certo que muitos não querem enxergar. As Cruzadas, todas juntas, mataram menos de 200.000 pessoas, e isso, senhoras e senhores, equivale ao que a Jihad matou em cada único ano de sua existência. Quem irá pensar nas Cruzadas como ato legítimo de defesa? E quem vai reconhecer sua importância na libertação das almas desamparadas de seu tempo? Alguém espera que as apostilas dos colégios atentem para suas mentiras? Certo estou de que nem precisaria propor tais questões. Me conforta saber que antes que o Islã domine este mundo, Deus terá levado daqui os Seus. Àqueles que não tem a mesma esperança, eu pergunto: que futuro escolherão? O mundo em que ensina-se a amar os inimigos, ou o mundo em que o inimigo agoniza com a espada em seu coração? A escolha é de vocês!

Referências e recomendações:

  1. Resposta às invasões muçulmanas
  2. The Legacy of Jihad: Islamic Holy War and the Fate of Non-Muslims
  3. Como funciona o Islã
  4. Maomé
  5. Myths of Islam
  6. Muhammad quotes
  7. Cristã condenada a enforcamento no Paquistão
  8. Ahmadinejad nega holocausto
  9. Com medo de morrer, homossexuais fogem do Irã
  10. Irã executa homossexuais
  11. 4000 gay men and lesbians executed in Iran since 1979
  12. Repúdio a Ahmadinejad une evangélicos, judeus e homossexuais
  13. A natureza violenta do islamismo
  14. IBGE: homicídios no Brasil
  15. World Bank: Iranian population
  16. Como vivem os cristãos sob o regime islâmico
  17. Irã: ódio aos judeus
  18. O mundo contra Israel
  19. The Great Schism of 1054
  20. Race and Culture
  21. Islamic conquest of India
  22. As Cruzadas
  23. A era das Cruzadas
  24. The truth about the Crusades
  25. The Crusades: Cause and Purpose
  26. As Cruzadas, a Jihad e certos professores
  27. The Crusades: seeking the truth
  28. A verdade sobre as Cruzadas
  29. Ato de defesa
  30. São Francisco
  31. The Politically Incorrect Guide to Islam (and the Crusades)
  32. Religion of Peace? Why Christianity Is and Islam Isn’t
  33. God’s Battalions: The Case for the Crusades
  34. Islamic Jihad: A Legacy of Forced Conversion, Imperialism, and Slavery
  35. Christian Slaves, Muslim Masters
  36. The Crusades: A History
  37. A History of the Crusades: The First Crusade and the Foundation of the Kingdom of Jerusalem
  38. Mártires cristãos
  39. Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental
  40. What’s So Great About Christianity
*Foi complicado encontrar livros e artigos relevantes ao meu propósito em português, e por isso a bibliografia está, em sua maior parte, em inglês. Os escravos brancos e as verdades sobre o Islã e sobre os eventos que justificam as cruzadas são politicamente incorretos, daí a escassez do material.
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Publicado em 14 de dezembro de 2010, em Catolicismo, Comunicados aos Cristãos. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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