Cantos Gregorianos,Alma de Cristo

Voltemos a “Arte e música sacra” a serviço da liturgia.

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Publicado em 4 de janeiro de 2011, em Cantos Gregorianos, Catolicismo, Comunicados aos Cristãos, Videos. Adicione o link aos favoritos. 10 Comentários.

  1. Realmente, a música sacra está para a liturgia como o Sacerdote para a Consagração Eucarística. Particularmente, acho uma pena que nos dias de hoje em cada 10 Paróquias, talvez uma ainda conserve a tradição musical católica.

    O catecismo da Igreja ainda reserva ao Orgão um lugar de destaque na Liturgia, e apenas aceita outros instrumentos como alternativa, mas não todos. Infelizmente, nem todo diretor musical sabe disso. Recentemente, participei de uma missa onde o músico não parou de torcar sua guitarra elétrica nem na hora da consagração!

    Aconselho a leitura de um dos livros do Santo Papa, escrito quando ainda era Cardinal: “The Spirit of the Liturgy”.

    No livro, o Papa trata de questões como
    a musica na liturgia, o uso da voz humana (do celebrante), postura, gestual, vestimentas, imagens sacras, participação ativa, etc…

    Enfim, é um belissimo livro que todo católico, principalmente nossos Padres deveriam a ler.

    Em Cristo,
    Helen

  2. Pax Christi!
    Olá querida Helen,Feliz Ano Novo!
    Este livro ainda não li!
    É que aqui no Japão é dificil chegar esses livros!
    Eu estou lendo um outro livro do Papa Bento
    XVI.
    Jesus de Nazare.que é um livro muito bom para combater contra esses hereges da TL.
    Vou ver se encontro esse livro que voce citou!

    In Corde Jesu, semper

  3. Oi amigo eu tenho muitas duvidas, alguém aqui nesse blog pode me ajudar?

  4. Eu gostaria de saber se Adão e Eva existiram mesmo?eu fiz algumas pesquisas mas não encontrei nada que me esclarecesse,se tiver algum lugar que me possa indicar,fico agradecido.fiquem com Deus

    • Oi João,vai aqui uma explicação teologica da questão: por D. Estevão Bettencourt

      Adão e Eva existiram verdadeiramente? – EB
      D. Estevão Bettencourt . osb – Mosteiro de S.Bento – Rio de Janeiro

      O livro do Gênesis, em seus três primeiros capítulos, usa de lin­guagem figurada para enunciar verdades perenes. Visto que já temos comentado tal matéria repetidarnente1, limitar-nos-emos abaixo a res­ponder estritamente a questão do título deste artigo, questão aliás freqüentemente formulada e nem sempre devidamente elucidada

      Eis o que se deve guardar a propósito:

      1) O Senhor Deus criou o ser humano masculino e feminino (sem que esteja excluída a evolução da matéria preexistente até chegar ao grau de complexidade do corpo humano);

      2) O Senhor concedeu aos primeiros pais urna especial graça espi­ritual chamada “justiça original”, que conferia ao homem eminente digni­dade;

      3) consequentemente o Criador indicou aos primeiros pais um modelo de vida, figurado pela proibição de comer a fruta da árvore da ciência do bem e do mal. Já que o homem era elevado a especial com­unhão com Deus, devia comportar-se não simplesmente de acordo com seu bom senso ou suas intuições racionais, mas segundo as normas correspondentes a sua dignidade de filho de Deus;

      4) O homem, por soberba, disse Não a esse modelo de vida ou ao convite do Criador, perdendo assim a justiça original.

      Pois bem. Adão e Eva representam o ser humano assim tratado por Deus. São tão reais quanto é real o gênero humano. Deus se apre­sentou ao homem nas suas origens, … ao homem real e não a um ser fictício. Verdade é que Adão e Eva são nomes de origem hebraica; não podem ser os nomes dos primeiros seres humanos, mas representam os primeiros seres humanos.

      Há quem indague a respeito do aspecto físico dos primeiros ho­mens: eram belos, como dão a entender certos quadrinhos e filmes catequéticos?

      Respondemos que a tradição judaico-cristã – sempre julgou que os primeiros pais eram dotados de harmonia ou beleza física correspondente as riquezas sobrenaturais de sua alma; terão perdido esse encanto após o pecado, gerando e então uma estirpe caracterizada por traços somáticos primitivos e cultura rudimentar; tal é, sim, a linhagem de que nos falam os fósseis. – Contudo não há necessidade de admitir que Adão tenha sido fisicamente mais belo e culturalmente mais evoluído do que os demais homens da pré-história; pode-se muito bem conceber que os dotes de alma que ele possuía, não se espelhavam sobre o seu corpo; a manifestação desses dons estava condicionada a perseverança de Adão no estado de inocência. O primeiro pai, porém, não perseverou; por isto, não se terá diferenciado, no plano meramente natural, dos demais ho­mens pré-históricos.

      Não se deve acentuar exageradamente a perfeição do estado pri­mitivo da humanidade dito “de justiça original”. Terá sido um estado digno de todo apreço, mas do ponto de vista religioso e moral apenas, não sob o aspecto da civilização ou da cultura. Os primeiros homens de que fala o Gênesis, podem muito bem ter tido a configuração rudimentar e grosseira de que dão indícios os fósseis da pré-história; não é necessá­rio que hajam vivido de modo diferente daquele que conjeturam as ciên­cias naturais. Mesmo as idéias religiosas de Adão poderão ter sido pu­ras, sim, mas sob a forma de intuições concretas semelhantes as dos povos primitivos e das crianças; não se tratava de altos conhecimentos teológicos. – Vê-se, pois, que as clássicas descrições do “paraíso terres­tre” não devem em absoluto ser identificadas com a doutrina da fé.

      Ver PR 390/1994, pp. 521ss; 343/1995, pp. 55s; 425/1997, pp. 442ss.
      Fonte:Cleofas

    • Tem outro texto também muito bom que é este!

      Adão e Eva – EB

      Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”

      D. Estevão Bettencourt, osb

      Nº 320 – Ano 1989 – p. 1

      Começamos novo ano pouco depois que a imprensa chamou a atenção do público para a criação do mundo e de Adão e Eva (ver JB, 29/11/88, p. 5, 1.º Cad.).

      Os relatos bíblicos da origem do mundo (Gn 1-3) não pretendem ser narrações científicas, mas querem ensinar, em estilo primitivo, que tudo o que existe é criatura de um só Deus (não há astros nem animais nem bosques divinos!). Tal mensagem se compatibiliza bem com a tese da evolução; Deus pode ter criado a matéria inicial dando-lhe as leis de sua evolução até o nível do primata superior. Quando este se achava suficientemente organizado, Deus terá infundido a alma (princípio vital intelectivo, que não é material, mas espiritual) a esse organismo. Assim terá tido origem a criatura humana. Esta hipótese (que realmente não passa de hipótese) já foi aceita pelo S. Padre Pio XII em sua Encíclica Humani Generis (1950).

      Quando a Bíblia diz que Deus criou o homem a partir do barro e nele soprou o princípio de vida, está recorrendo a uma imagem literária freqüente entre os antigos. Ela quer dizer o seguinte: como o oleiro está para o barro, assim Deus para o homem; donde se segue que a sabedoria, o carinho, o domínio, a providência… que todo oleiro exerce para com o seu barro, Deus os exerce, de maneira infinitamente perfeita, para com o homem. Tal modo de falar não exclui o evolucionismo indicado nos termos acima; ao contrário, criação e evolução se conciliam muito bem na concepção cristã da origem do mundo e do homem.

      À luz destas verdades, vemos que não se pode dizer que Adão e Eva nunca existiram ou são mito e lenda. Existiram de modo tão real quanto é real a existência do gênero humano, cuja origem é abordada em Gn 1-3. A Bíblia quer precisamente narrar o que se deu com o homem nos primórdios da sua história: logo depois de criado por Deus, foi elevado à dignidade de filho de Deus (com os dons da chamada “justiça original”); submetido a uma prova para que se confirmasse na filiação divina, o homem disse Não a Deus num ato de soberba e desobediência, cujo teor é descrito figuradamente pela Bíblia (“fruta proibida”). A elevação inicial e a queda (o pecado original) do homem são proposições essenciais da fé cristã. S. Paulo desenvolve sobre elas a doutrina do segundo Adão, Jesus Cristo, novo Cabeça do gênero humano: como por Adão entrou no mundo o pecado e, pelo pecado, a morte, por Jesus Cristo (novo Adão; cf. Rm 5, 12-14) nos foram devolvidas a graça e a vida. Por conseguinte, não é lícito a um cristão volatizar os primeiros capítulos do Gênesis como se fossem histórias fictícias. Ao contrário, a Bíblia, já no séc. IX a.C., professava a verdade da criação do mundo e do homem (sem excluir a evolução), ultrapassando todas as concepções filosóficas e religiosas da época pré-cristã!

      Fonte: Cleofas

      Espero ter ajudado fique com Deus.

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