Arquivo mensal: maio 2011

Os pecados da Igreja Católica

Conta-se que Napoleão, o vencedor de tantas batalhas, após ter mantido o Papa Pio VII prisioneiro em Fontainebleau por longo tempo, queria tomar a Igreja Católica sob a sua tutela para assim alcançar a hegemonia total na Europa. Com isso em mente, redigiu uma Concordata que entregou ao Secretário de Estado, o cardeal Consalvi. O imperador disse ao cardeal que voltaria no dia seguinte e que queria o documento assinado.

Após ler a Concordata, Consalvi informou Sua Santidade de que assinar o documento equivaleria a vender a Igreja ao Imperador da França e, por conseguinte, implorou-lhe que não o assinasse. Quando Napoleão voltou, o cardeal informou-o de que o documento não havia sido assinado. O imperador começou então a usar um dos seus conhecidos estratagemas: a intimidação. Teve uma explosão de raiva e gritou: “Se este documento não for assinado, eu destruirei a Igreja Católica Romana”. Ao que Consalvi calmamente retrucou: “Majestade, se os papas, cardeais, bispos e padres não conseguiram destruir a Igreja em dezenove séculos, como Vossa Alteza espera consegui-lo durante os anos da sua vida?”

Tenho um motivo real para relatar esse episódio. Consalvi deixa claro que embora existam inumeráveis pecadores no seio da Igreja, também em posições de governo, a Igreja conseguiu subsistir por ser a Esposa Imaculada de Cristo, santa e protegida pelo Espírito Santo. Como disse certa vez Hilaire Belloc, se a Igreja fosse uma instituição simplesmente humana, não teria sobrevivido aos muitos prelados medíocres e irresponsáveis que já a lideraram. Por que a Igreja sobrevive e continuará a sobreviver? A resposta é simples. Cristo nunca disse que daria líderes perfeitos à Igreja. Nunca disse que todos os membros da Igreja seriam santos. Judas era um dos Apóstolos, e todos aqueles que traem o Magistério da Esposa de Cristo tornam-se Judas. O que Nosso Senhor disse foi: As portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16, 18).

A palavra “Igreja” tem dois sentidos: um sobrenatural e outro sociológico. Para todos os não-católicos e, infelizmente, também para muitos católicos de hoje, a Igreja é uma instituição meramente humana, constituída por pecadores, uma instituição cuja história está carregada de crimes. É preocupante o fato de que o significado sobrenatural da palavra “Igreja” – a saber, a santa e imaculada Esposa de Cristo –  seja totalmente desconhecida da esmagadora maioria das pessoas, e até de um alto percentual de católicos cuja formação religiosa foi negligenciada desde o Vaticano II. Por isso, quando o Papa ou algum membro da hierarquia pede perdão pelos pecados dos cristãos no passado, muitas pessoas acabam pensando que a Igreja –  a instituição religiosa mais poderosa da terra – está finalmente a admitir as suas culpas e que a sua própria existência foi prejudicial à humanidade.

Na realidade, a Esposa de Cristo é a maior vítima dos pecados dos seus filhos; no entanto, é ela que implora a Deus que perdoe os pecados daqueles que pertencem ao seu corpo. É a Santa Igreja que implora a Deus que cure as feridas que esses filhos pecadores infligiram a outros, muitas vezes em nome da mesma Igreja que traíram.

Somente Deus pode redimir os pecados; é por isso que a liturgia católica é rica em orações que invocam o perdão de Deus. As vítimas dos pecados podem (e devem) perdoar o mal que sofreram, mas não podem de forma alguma perdoar o mal moral em si, e, caso se recusem a perdoar, movidas pelo rancor e pelo ódio, Deus, que é infinitamente misericordioso, nunca nega o seu perdão àqueles que o procuram de coração contrito.

A Santa Igreja Católica não pode pecar; mas muitas vezes é a mãe dolorosa de filhos díscolos e desobedientes. Ela dá-lhes os meios de salvação, dá-lhes o pão puro da Verdade. Mas não pode forçá-los a viver os seus santos ensinamentos. Isto aplica-se tanto a papas e bispos como aos demais membros da Igreja. Cristo foi traído por um dos seus Apóstolos e negado por outro. O primeiro enforcou-se; o segundo arrependeu-se e chorou amargamente.

A diferença entre os sentidos sobrenatural e sociológico da Igreja deve ser continuamente enfatizada, pois fatalmente causa confusão quando não é explicitada com clareza.

Assim como os judeus que aderem ao ateísmo traem tragicamente o seu título de honra – serem parte do povo escolhido de Deus –, assim os católicos romanos que pisoteiam o ponto central da moralidade – amar a Deus e, por Ele, o próximo –, traem um princípio sagrado da sua fé.

Por outro lado, em nome da justiça e da verdade, é forçoso mencionar que os católicos verdadeiros (aqueles que vivem a fé e enxergam a Santa Igreja com os olhos da fé) sempre ergueram a voz contra os pecados cometidos pelos membros da Igreja. São Bernardo de Claraval condenou em termos duríssimos as perseguições que os judeus sofreram na Alemanha do século XII (cf. Ratisbonne, Vida de São Bernardo). Os missionários católicos no México e no Peru protestavam constantemente contra a brutalidade dos conquistadores, geralmente movidos pela ganância. A Igreja deve ser julgada com base naqueles que vivem os seus ensinamentos, não naqueles que os traem. Recordo-me das palavras com que um amigo meu, judeu muito ortodoxo, lamentava o fato de muitos judeus se tornarem ateus: “Se somente um judeu permanecer fiel, esse judeu é Israel”. O mesmo pode ser dito com relação à Igreja Católica; apenas as pessoas fiéis ao ensinamento de Cristo podem falar em seu nome. Ela deve ser julgada de acordo com a santidade que alguns dos seus membros alcançam, não de acordo com os pecados e crimes de inúmeros cristãos que julgam os seus ensinamentos difíceis de praticar e que por isso traem a Deus na sua vida cotidiana.

Os pecadores, aliás, estão igualmente distribuídos pelo mundo e não são uma triste prerrogativa da religião católica. Se fosse assim, estaria justificada a afirmação de um dos meus alunos judeus em Hunter, feita diante de uma sala lotada: “Teria sido melhor para o mundo que o cristianismo nunca tivesse existido”. A história julgará se o conflito atual entre judeus e muçulmanos é moralmente justificável.

Este modesto comentário foi motivado pelo que disse um rabino à televisão, um dia após o pronunciamento histórico de João Paulo II na Basílica de São Pedro, a 12 de março de 2000, quando o Santo Padre pediu perdão pelos pecados dos cristãos no passado. O rabino não apenas achou o pedido de desculpas de Sua Santidade “incompleto” por não mencionar explicitamente o Holocausto (esquecendo-se de mencionar que os católicos eram e são minoria na Alemanha, país basicamente protestante), como também disse que os pecados cometidos pela Igreja foram freqüentemente endossados pelos seus líderes, dando a entender que o anti-semitismo faria parte da própria natureza da Igreja.

É digno de nota que somente o Papa tenha pedido desculpas pelos pecados cometidos pelos membros da Igreja. Não deveriam fazer o mesmo os hindus, por terem praticamente erradicado o budismo da Índia e forçado os seus membros a fugir para o Tibet, a China e o Japão? Não deveriam os anglicanos pedir desculpas por terem assassinado São Thomas More, São John Fisher e São Edmund Campion, para mencionar apenas três nomes? E quanto ao extermínio de um milhão de armênios pelos turcos em 1914? Ninguém fala a respeito desse “holocausto”; ninguém parece saber dele. E o extermínio de cristãos que acontece agora no Sudão? E a Inquisição Protestante ? (Grifos Meu)

Tal afirmação deixa claro que o rabino não tem a menor idéia daquilo que os católicos entendem por Esposa Imaculada de Cristo – uma realidade que não pode ser percebida ou compreendida por aqueles que usam os óculos do secularismo. Pergunto-me quando o “mundo” considerará que a Igreja já pediu desculpas suficientes. Por séculos a Igreja tem sido o bode expiatório ideal. O que os seus acusadores fariam se ela deixasse de existir?

Aqueles que a acusam de “silêncio” não estão apenas desinformados, mas pressupõem que eles próprios seriam heróicos se estivessem na mesma situação. Como o Papa Pio XII disse a meu marido numa entrevista privada, quando ainda era Secretário de Estado: “Não se obriga ninguém a ser mártir”. Quantas pessoas se julgam heróicas sem nunca terem sido realmente testadas! Quantos judeus arriscariam a vida para salvar católicos perseguidos? Por que esquecem que milhões de católicos também pereceram nos campos de concentração? Se a Gestapo tivesse apanhado o meu marido, considerado o inimigo número um de Hitler em Viena, tê-lo-ia feito em pedaços. Ele lutava contra o nazismo em nome da Igreja e perdeu tudo porque odiava a iniqüidade. Quantas pessoas fariam o mesmo – não na sua imaginação, mas na realidade?

Também não devemos esquecer que inúmeros católicos foram (e são) perseguidos por causa da sua fé. Mas um verdadeiro católico não espera desculpas dos seus perseguidores. Perdoa os seus perseguidores, quer eles lhe peçam desculpas, quer não. Reza por eles, ama-os em nome dAquele que padeceu e morreu pelos pecados de todos. É sempre lamentável ouvir um católico dizer: “Fulano e beltrano devem-me desculpas”.

Somente a pessoa que enxerga a Santa Igreja Católica (chamada santa cada vez que o Credo é recitado) com os olhos da fé, só essa pessoa compreende com imensa gratidão que a Igreja é a Santa Esposa de Cristo, sem ruga nem mácula, por causa da santidade do seu ensinamento, porque aponta o caminho para a Vida Eterna e porque dispensa os meios da graça, ou seja, os sacramentos.

O pecado é uma realidade medonha e que os pecados cometidos por aqueles que se dizem servos de Deus são especialmente repulsivos. Nunca serão excessivamente lamentados, mas devemos ter presente que, apesar de muitos membros da Igreja serem – infelizmente – cidadãos da Cidade dos Homens e não da Cidade de Deus, a Igreja permanece santa.

Hildebrand, Alice von. Os pecados da Igreja. Catholic Net. [Traduzido por Silva Mendes]. Disponível em: http://www.catholic.net/rcc/Periodicals/Homiletic/2000-06/vonhildebrand.html – Acesso em:  15 de Maio de 2011
 
Fonte: http://igrejamilitante.wordpress.com/
 
 

Aprendendo o Latim (Parte I)

Importância e valor histórico
Dizem que o latim é língua morta, só porque já não é falado como no tempo dos patrícios romanos, de Cícero, Virgílio, etc. Ora, com este argumento, poder-se-ia dizer que o português falado no tempo de Camões é língua morta, pois ninguém hoje fala o português de quinhentos anos atrás. Mas Portugal, Brasil e outros países lusófonos da África e da Ásia continuam falando, fundamentalmente, a mesma língua de Camões, de Manuel Bernardes e Pe. Antônio Vieira.
Neste sentido, o latim continua sendo falado na Itália, na Espanha, em Portugal, na França, na Romênia e nos demais países de cultura latina. E se considerarmos a preponderância latina na modelação da própria cultura ocidental, o latim está hoje presente em todo o mundo, graças à expansão comercial e cultural do inglês. Apesar de suas raízes e de seu espírito saxônico, setenta por cento do vocábulos da língua inglesa são de origem latina. O latim chegou à Inglaterra trazido primeiro pelas legiões romanas, depois pelos missionários de Roma e mais tarde pela invasão normanda. Até o século XVI, a corte e as universidades inglesas tinham ainda o latim como língua oficial.
Hoje, pode-se afirmar sem risco de exagero, que o latim está presente em todas as principais línguas do mundo. Mais da metade da população do mundo fala línguas derivadas do latim ou de línguas que sofreram influência da cultura latina. Os antigos navegadores e colonizadores europeus deixaram, por onde passaram, a marca da cultura ocidental que é fundamentalmente latina.
Por que, precisamente nos países de língua latina, o latim é tão esquecido e até considerado como algo inútil, exótico, sem serventia nem utilidade?
Precisamos nos conscientizar de que falamos o latim. O português é o latim falado, no século XX, em Portugal, no Brasil, nos países lusófonos da África e da Ásia. O conhecimento do latim original é, no mínimo, necessário para o fortalecimento de nossa cultura, para melhor compreensão de nossa gramática, para aumentar nossa capacidade de raciocínio (para o que tem excepcional serventia) e nos manter cada vez mais fiéis a nossas raízes históricas e culturais.
O conhecimento básico da língua latina nos ajuda a falar e escrever melhor. Quem possui razoáveis conhecimentos do latim sabe, com facilidade, por exemplo, quando uma palavra se escreve com “z” ou com “s”; domina a sintaxe, por isso sabe pontuar corretamente as orações; aprende com facilidade outras línguas irmãs, o espanhol, o francês, o italiano e o romeno. O latim ajuda os juristas na compreensão dos princípios e das normas do Direito; os filósofos e teólogos a precisarem seus conceitos sem comprometimentos semânticos e ambiguidades; os cientistas a fixar os termos de suas descobertas e de suas definições; os filólogos a criar neologismos compatíveis com o espírito da língua, etc.
Fôssemos nós mais ciosos da riqueza de nossas origens, não estaríamos sofrendo hoje o vexame de receber termos latinos via idioma inglês e de os introduzir erroneamente no vernáculo. Querem um exemplo? O termo privacidade é uma excrescência linguística. A gramática e o espírito da língua portuguesa têm normas próprias para a formação e derivação de seus vocábulos. Jamais teríamos substituído privatividade por privacidade (de “privacy”), se tivéssemos mais conhecimento da nossa própria língua e mais amor às suas origens.
É isso que o Salvem a Liturgia também quer proporcionar aos seus leitores: uma formação básica acerca do latim!
A língua latina passou por uma longa evolução histórica, só vindo a alcançar seu apogeu cultural no século I antes de Cristo. Os estudiosos distribuem a evolução do latim em quatro etapas:
a) Latim pré-literário: até 250 a.C.
b) Latim arcaico: 250 a.C. a 106 a.C. Tradução da Odisséia por Lívio Andrônico (240 a.C.). Ortografia ainda não padronizada.
c) Latim clássico: 106 a.C. a 14 d.C. Ovídio, Cícero, Vergílio, Horácio, Tito Lívio, etc.
d) Latim pós-clássico: 14 d.C. até a Idade Média.
Santo Agostinho é considerado o último dos clássicos latinos. Na Idade Média, o latim era idioma corrente nas universidades, nas cortes, além de ser a língua oficial da Igreja – e isto, depois de utilizar por séculos o grego. Até o Concílio Vaticano II, toda a liturgia da Igreja Católica ocidental era em latim. A Igreja mantém como sua língua oficial, embora, depois do Vaticano II, tenha, em geral, caído em desuso. Até há três décadas, em Roma, nos institutos Gregorianum, Angelicum e outros, todas as atividades curriculares, escritas e orais, eram em latim. Não se admitia o uso de qualquer outro idioma, nem mesmo o italiano. Todos os documentos oficiais pontifícios (encíclicas, bulas, breves, decretos de nomeação de bispos, canonizações, etc) são registrados oficialmente em latim, em geral com grande apuro de estilo.

Foi na Idade Média que teve início a formação das chamadas línguas românticas ou neolatinas (o francês, o espanhol, o italiano, o português, o romeno, o provençal, o catalão e outras de menor importância) que resultaram da maneira de falar o latim em diferentes regiões da Europa.

Aqui, o áudio da primeira oração do Cristão: o Sinal da Cruz e também o Glória ao Pai, que você ouvir e também fazer download. A cada módulo do “Aprendendo o Latim“, você poderá ouvir e também guardar as orações do cristão.

Signum Crucis:
In nómine Patris + et Fílii + et Spíritus + Sancti. Amen.
Download

Gloria Patri
Glória Patri et Fílio et Spiritui Sancto.
Sicut erat in princípio et nunc et semper et in saecula saeculórum. Amen.
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Fonte: http://www.salvemaliturgia.com/2010/05/aprendendo-o-latim-parte-i.html

A Resposta Católica: “Culto aos santos e suas imagens”

Fonte: http://padrepauloricardo.org/audio/20-a-resposta-catolica-culto-aos-santos-e-sua-imagens/

Resumo da auto contradição do Socialismo

Para um conceito abstrato se transmutar em realidade concreta, a primeira coisa que ele tem que fazer é se transformar no seu contrário.
Podemos observar as transformações que o conceito de socialismo tem que passar. Para ele passar do papel para a realidade. Para existir uma coisa chamada socialismo. . .

Vejamos um resumo.

O que  chamamos de socialismo?A definição de socialismo é a propriedade estatal dos meios de produção. Propriedade portanto legal. Porém acontece que o conceito de propriedade legal, só existe dentro do conceito burguês, o que justamente o socialismo pretende destruir, então isto quer dizer que propriedade estatal por meio  de produção, não é propriedade legal.

Não há mais legalidade quando você faz essa transição, você destrói não só à propriedade legal, mas a própria noção de ordem legal.

Um (vamos dizer)dos pontos de honra do socialismo é ele jamais ceder ao formalismo jurídico, pois o socialista quer raciocinar na base de realidade concreta.

Então eles entendem que a propriedade estatal dos meios de produção não é  propriedade legal, mesmo por que  eles tendo a propriedade legal eles passam a ter a responsabilidade legal também. Por exemplo: Um empresário que tem uma propriedade legal de uma empresa ele também tem a responsabilidade legal por ela e se ele cometer alguma infração ele pode ser processado, ora quem vai processar o estado comunista, socialista?Ninguém!!

Então o estado socialista por definição, se coloca acima da ordem legal, portanto, o que ele busca não é a propriedade legal dos meios de produção, e sim o seu controle efetivo. É o poder sobre ela, não a propriedade legal.

E ora, a experiência socialista demonstrou que a estatização completa dos meios de produção é impossível, por que  como demonstra  o economista Ludwig von Mises na década de 20. Ludwig von Mises disse o seguinte: se você implanta o socialismo, você elimina o mercado; se elimina o mercado, as coisas não têm preço; se não têm preço, não dá para fazer cálculo de preço então precisa do governo para controlar os preços. Quem pode? Que ser humano pode calcular os preços de todas as coisas que existem? Ninguém pode fazer isso!! Só Deus pode fazer isso. (até São Tomás de Aquino já dizia que: “ O preço justo é o preço do mercado por que é um calculo que foi Deus quem fez. Ninguém mais pode fazer, ninguém pode ter o controle disso”.)

Então não podendo haver controle de preço, não poderá haver economia planejada, portanto não pode haver socialismo, socialismo jamais existirá.

O que  vai existir é um socialismo meia bomba, que vai  controlar uma parte e deixá-la à parte de livre mercado clandestino, como aconteceu na Rússia como aconteceu na China etc…

Então o que existe na verdade não é o socialismo ou estado socialista e sim o estado socializante, quer dizer o estado que vai avançando cada vez mais no controle da economia, sem nunca chegar ao controle total que  seria a estatização  que seria auto contraditório. Então esqueça o socialismo, não existe o estado socialista, existe o estado socializante.

O estado socializante é aquele que vai controlando cada vez mais os meios de produção! Ora quanto mais controle você faz, controle fiscal, controle trabalhista, controle policial, controle técnico, etc , etc, etc…e resultado, as pequenas firmas não aguentam, então elas vão a falência ou então elas são vendidas paras as grandes empresas.

Então quem é que ganha com o estado socializante? Os grandes capitalistas e é por isso mesmo que  eles fomentam o socialismo à pelo menos 70 anos, por que eles sabem que não existe risco de estatização total, não existe risco hoje e não existira jamais!

O que existe os próprios socialistas não a querem, por que se fizer a estatização total acaba a economia. Como aconteceu na China com o negocio da grande fome de Mao, e mostra que quando Mao estatizou a agricultura na China morreram só nisso ai (em 6anos)45milhões de pessoas de FOME. Então isso foi a prova prática que a estatística da estatização completa é impossível.

Se analisar o próprio conceito veria que ele auto contraditório, e como já dizia Hegel “ Quando você tenta realizar um conceito contraditório, o que acontece? Você gera contradições reais, não só apenas contradições lógicas, são contradições materiais insolúveis”. Resultado, você acaba realizando uma coisa completamente diferente do que estava no conceito, isso sempre foi assim e sempre será.

Exemplo fácil: Se você fala que vai fazer uma galinha que dá leite, você vai fazer uma merda qualquer, menos uma galinha que dá leite.

Riqueza e religião

Um rapaz chamado Daniel Fraga, vlogger e palpiteiro já comentado em outra postagem, aparentemente não se cansa de mentir e ser desonesto em seus vídeos, cujo conteúdo revela uma trágica falta de conhecimento sobre os assuntos que ele mais frequentemente trata em seu canal. Sempre com um clichê neo-ateísta na manga, um dos últimos vídeos dele despertou a atenção de muitos teístas, que ficaram indignados com a desonestidade intelectual do sujeito, enquanto, curiosamente, a maioria dos ateus disse: “Amém”.
Vamos a análise do conteúdo. Segundo pesquisa feita em 114 países, divulgada pela Gallup, “quanto mais religioso, mais pobre tende a ser um país” (http://www1.folha.uol.com.br/quanto-mais-religioso-mais-pobre-tende-a-ser-um-pais.shtml). O próprio artigo atenta para detalhes importantes na interpretação dos dados levantados. Nele lemos: “Desde o século 19, a sociologia tem preferido apostar na tese de que a pobreza facilita a expansão da religião”, e essa frase é muito importante para que não se construa, a partir da pesquisa, uma argumentação equivocada sobre a relação entre a pobreza e a religião. Aí sugere-se que a pobreza facilita a expansão da religião, e não que a religião facilita a expansão – ou é a causa – da pobreza.
Citemos alguns exemplos práticos dessa realidade. Philip Jenkins, em A Próxima Cristandade, expõe alguns dados interessantes: Há um século, menos de 10% da África era cristã, mas hoje esse número subiu para 50% – dez milhões, em 1900, para trezentos e cinquenta milhões, hoje. Vale ressaltar que esse crescimento não se deu em consequência da colonização europeia no continente africano, no século XVIII, mas após o fim dessa colonização. De modo geral, a África não tem crescido economicamente, mas a religião, em contra-partida, tem crescido de forma implacável, e, mais importante, pela livre e espontânea vontade de seu povo; em alguns casos, mesmo em face de terríveis perseguições, comuns em regiões majoritariamente islâmicas. Dinesh D’Souza escreve que, “enquanto os pregadores ocidentais normalmente imploram às pessoas que venham à Igreja aos domingos ocupar os bancos, alguns pregadores africanos pedem a seus membros que se limitem a participar dos cultos a todo segundo ou terceiro domingo, a fim de darem oportunidade para que outros ouçam a mensagem” (Dinesh D’Souza, A Verdade Sobre o Cristianismo, pág. 29).

The Christian Martyrs’ Last Prayer, de Leon Gerome
E não se pode esquecer que o próprio surgimento e crescimento do cristianismo se deu entre os humildes, leigos, que também foram duramente perseguidos. Ser cristão nos primeiros séculos era saber que a própria vida corria grande risco – muitas vezes era a certeza de uma sentença de morte -, mas isso não impediu que o número de cristãos crescesse de forma inexplicável, tornando insignificante o efeito de qualquer perseguição contra o povo, que ao invés de amedrontar as pessoas, parecia dar-lhes uma coragem sobrenatural. Se o sr. Daniel Fraga supõe que associando pobreza ao cristianismo está desferindo aos seus seguidores um golpe doloroso, é porque desconhece a verdadeira história dessa religião que tanto despreza.
Mas, voltando à pesquisa, o próprio título já revela uma forma desonesta de expor o que foi pesquisado, uma vez que o mais adequado seria Quanto mais pobre, mais religioso tende a ser um país, o que para os leigos palpiteiros seria extremamente esclarecedor e evitaria muita bobagem em consequência de uma desonestidade que já começou na mídia (que surpresa!). Para melhorar, a notícia da Folha apresenta algo que, para pessoas sérias, só pode ser entendido como uma piada de mal gosto: não daquelas que incomodam, mas que fazem gargalhar de verdade. Falo da opinião de Daniel Sottomaior, presidente da ATEA, cujas declarações revelam um sujeito que, longe de conhecer o mínimo do assunto ali abordado, faz papel de garoto propaganda de uma causa que só pessoas igualmente ingênuas seriam capazes de abraçar.
Segundo ele, a própria religião é a causa da pobreza; ele chega a chamá-la de “fator ópio do povo”, e diz que “ela promove o fatalismo e o deus-dará”. Ora, essa ideia de que os teístas devem se auto-definir como seres inúteis que devem esperar que a intervenção divina seja o motor de suas vidas é um dos clichês ateístas mais repetidos nos últimos tempos; o que, de forma alguma, o torna verdadeiro. Analisemos, portanto, a afirmação do sr. Sottomaior à luz de alguns exemplos contra essa ideia de “sentar e esperar”. Especialmente para os cristãos, agir em benefício de toda a espécie humana em vez de esperar que um milagre aconteça levou-os a presentear todos os seres humanos com uma das práticas mais bem-vistas no mundo: a caridade. Qual é o sentido em juntar pessoas e arrecadar fundos para ajudar os necessitados, se basta esperarmos que um milagre aconteça? Não é mais fácil ajoelhar-se e pedir a Deus que alimente o faminto, que efetivamente ir até o faminto e alimentá-lo o mais rápido possível? É óbvio que os cristãos confiam e esperam em Deus, mas não é por isso que se projetam como seres passivos cuja vida limita-se a pedir que recebam um milagre; pelo contrário, é justamente por confiarem e esperarem em Deus que projetam-se como o próprio milagre, e por conta própria – e inspirados por Deus – tentam fazer a diferença para os que deles precisam.
Voltaire, conhecido pelo seu rígido anti-catolicismo, declarou: “Talvez não haja nada maior na terra que o sacrifício da juventude e da beleza com que belas jovens, muitas vezes nascidas em berço de ouro, se dedicam a trabalhar em hospitais pelo alívio da miséria humana, cuja vista causa tanta aversão à nossa sensibilidade. Tão generosa caridade tem sido imitada, mas de modo imperfeito, por gente afastada da religião de Roma” (Michael Davies, For Altar and Throne: The Rising in the Vendée, pág. 13). Será que é plausível crer que a religião causa nas pessoas essa característica de sentar e não agir por conta própria, como sugere o presidente da ATEA? Vamos mais longe: segundo William Lecky, “não se pode sustentar nem na prática, nem na teoria, nem nas instituições fundadas, nem no lugar que a ela foi atribuído na escala dos deveres, que a caridade ocupasse na Antiguidade um lugar comparável àquele que atingiu no cristianismo” (William E.H. Lecky, History of European Morals from Augustus to Charlemagne, vol. 1, pág. 83).
Cristo nos manda que amemos uns aos outros, inclusive os nossos inimigos. Ele nos manda que amemos a todos os seres humanos, e amor é algo muito maior que uma expressão banalizada pelos jovens do século XXI; é o mais nobre dos sentimentos humanos, capaz de levar alguém a dar a própria vida pelo bem de outro, e o bem dos outros é urgente, pois nenhum ser humano que tem amor pelo próximo consegue sentir conforto com a miséria alheia e esperar que essa miséria desapareça magicamente. Quem ama o próximo só se alegra quando toda a tristeza do próximo está aliviada, e não há sentido em esperar que este alívio venha milagrosamente se ele pode vir através dos nossos próprios atos. E que não pensem que estas palavras tentam excluir o papel de Deus em todas as coisas, pois, como já exposto antes, por que esperarmos pelo milagre se, de certa forma, podemos ser o milagre – ainda que não literalmente?

Que Daniel Sottomaior guarde suas propagandas para os associados da ATEA, porque é isso que ele revela em suas afirmações: apenas propaganda. Outros exemplos desse caráter propagandístico do rapaz já foram expostos e desmascarados no Quebrando o Encanto do Neo-Ateísmo (campanha-atea-porto-alegre-e-salvador/; campanha-atea-nao-vai-mais-circular/).

À luz da História, é falso que a religião “não apenas não gera valor como sequestra bens, dinheiro e mentes que deixam de ser empregados em atividades econômicas e de desenvolvimento”. Aliás, sendo para os ateus tão importante insistir na questão econômica e no desenvolvimento, cabe refletir sobre o papel da religião nesses aspectos fundamentais à sociedade. Comecemos por um gigante: a agricultura. O papel dessa arte prática ao longo da História é facilmente reconhecido por todas as pessoas, não só pelo que representou no passado, bem como pelo que representa ainda hoje, mas o que poucos sabem é da relação que os monges tiveram com tal prática. Segundo o historiador francês François Guizot, “os monges beneditinos foram os agricultores da Europa; transformaram-na em terras de cultivo em larga escala, associando agricultura e oração” (John Henry Newman, Essays and Sketches, vol. 3, págs. 264-5). Henry Goodell declarou, no início do século XX: “Eles salvaram a agricultura quando ninguém mais poderia fazê-lo. Praticavam-na no contexto de uma nova forma de vida e de novas condições, quando ninguém mais ousava empreendê-la” (Henry H. Goodell, The Influence of the Monks in Agriculture, discurso em 23/08/1901).
O historiador Thomas E. Woods escreve: “Aonde quer que tenham ido, os monges introduziram plantações, indústrias ou métodos de produção desconhecidos do povo. Aqui introduziam a criação de gado e de cavalos, ali a elaboração de cerveja, a criação de abelhas ou a produção de frutas. Na Suécia, o comércio de cereais deve a sua existência aos monges; em Parma, a produção de queijo; na Irlanda, a pesca do salmão e, em muitos lugares, as vinhas de alta qualidade. Os monges represavam as águas das nascentes a fim de distribuí-las em tempos de seca. Foram os monges dos mosteiros de Saint Laurent e Saint Martin que, observando as águas das fontes espalharem-se inutilmente pelos prados de Saint Gervais e Belleville, as canalizaram para Paris. Na Lombardia, os camponeses aprenderam dos monges a irrigação, o que contribuiu poderosamente para tornar a região tão famosa em toda a Europa pela sua fertilidade e riqueza (Thomas E. Woods, Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental, págs.32-3). É necessário ressaltar que este parágrafo descreve muito pouco das contribuições dos monges à civilização: para um aprofundamento mais detalhado, consultar o capítulo 3 do livro referido.
Mais notável é que esses monges compõem apenas um dos vários grupos cristãos que contribuíram de forma louvável ao Ocidente. Aqui os uso apenas como exemplo para questionar as alegações de Sottomaior, já mostradas falsas. Negligenciar o papel dos monges no desenvolvimento da Europa é apenas uma das várias formas de admitir para o público, ainda que não de forma explícita, que naquelas declarações não há preocupação com a verdade, mas com um mero marketing ateísta.
Quando se fala em economia, a situação termina ainda mais embaraçosa para os ateus, especialmente para Daniel Fraga, que tanto discorreu sobre a riqueza em seu vídeo. A própria ciência econômica possui raízes no pensamento cristão, em que destacam-se os escolásticos. Jean Buridan (1300-1358) demonstrou que o dinheiro surgiu livre e espontaneamente no mercado, como meio de simplificar as trocas (Murray N. Rothbard, An Austrian Perspective on the History of Economic Thought, vol. 1, págs. 73-4), o que veio a ser confirmado pelo grande economista Ludwig von Mises, no século XX. Nicolau Oresme (1325-1382) escreveu Um tratado sobre a origem, natureza e transformação do dinheiro, considerado “um marco na ciência monetária”. Oresme foi chamado “o pai e fundador da ciência monetária” (Jörg Guido Hülsmann, Nicholas Oresme and the First Monetary Treatise, http://mises.org/daily/1516). Schumpeter escreveu sobre os escolásticos: “Foram eles, mais do que qualquer outro grupo, os que chegaram mais perto de ser os fundadores da ciência econômica” (Joseph A. Schumpeter, History of Economic Analysis, pág. 97). Aqui também é preciso ressaltar que, não só os escolásticos contribuíram muito mais à Economia do que esta descrito no parágrafo, como contribuíram abundantemente a várias outras disciplinas.
Ora, não se pode alcançar riqueza sem que se proponham meios adequados para fazê-lo. Entra aí, mais uma vez, o papel fundamental da religião, e novamente o cristianismo mostra-se indispensável. É sabido que tanto católicos quanto protestantes contribuíram para o desenvolvimento do pensamento econômico, e caso o sr. Fraga não ache justo negligenciar a História como ela é, deveria reconhecer esse papel e rever seus conceitos ao tentar rivalizar o progresso e a religião. Ela não é a causa da pobreza, e é fácil até para uma criança entender que a Europa está se tornando menos religiosa conforme sua população apega-se mais vigorosamente às conquistas materiais, e não conquistando algo a mais por tornar-se menos religiosa.
Dizer que os Estados Unidos são uma exceção, e que, portanto, é irrelevante ao caso abordado é a prova definitiva da ignorância do sujeito. Ora, se um país religioso não é necessariamente pobre, fica claro que não é, pois, a religião a causa da pobreza, e que essa causa precisa ser averiguada em outra pesquisa. Aliás, os EUA não são o único exemplo de país rico e religioso, e o próprio gráfico da pesquisa mostra isso. O salto lógico de Daniel Fraga – a religião é a causa da pobreza – é insustentável perante os próprios dados fornecidos pela pesquisa, e muito mais sob uma análise devida dos argumentos por ele expostos. Esta era a ideia central que precisava ser refutada; o resto do vídeo consiste na apresentação de vários red herrings, como a tentativa de expor como inimigas a razão e a religião, considerando que a razão é o motor do progresso, e não a religião. A razão é, de fato, o motor do progresso, mas a religião é o motor da razão e, portanto, a incoerência só existe na cabeça do sr. Fraga. A cereja do bolo vem em frases de efeito de velhos conhecidos nossos, como Richard Dawkins e Ayn Rand. Não se pode dizer que o sujeito não é divertido, afinal…
Em resposta às alegações acima analisadas, foi postado um vídeo bastante interessante, por Leonardo Bruno, do blog http://cavaleiroconde.blogspot.com/:
Não é necessário comentar o vídeo, mas é bom atentar para o que o próprio Daniel Fraga comentou ali. Vejam: a religião, em países pobres, é a causa da pobreza, porém, em países comunistas, o ateísmo não tinha nada a ver com nada; a culpa era apenas do comunismo. Concordo com ele, o ateísmo não é a causa do atraso em países comunistas, mas, pela lógica dele mesmo, é possível concluir que o ateísmo seja essa causa – não por ter sido, de fato, mas por que a lógica é falha. Não se chega a uma conclusão verdadeira dispondo de premissas falsas. Quando Daniel Fraga diz que a razão é a fonte do progresso, supõe que a religião é inimiga da razão, e, portanto, inimiga do progresso. Mas a religião não é inimiga da razão, e por isso foi fácil mostrar que também não é inimiga do progresso.
Ademais, se ele não se confundiu com as palavras, admitiu que a religião foi, historicamente, o motor do desenvolvimento, ressaltando, no entanto, que poderia ter sido diferente. Agora, perguntemo-nos o seguinte: devemos nos basear na realidade como ela é ou em como ela poderia ter sido? Para alguém que repete exaustivamente a importância da razão, não convém aceitar a realidade objetiva, em vez de propor realidades hipotéticas para negligenciar o papel de algo com o qual não se parece simpatizar?
A religião é o motor do progresso, bem como o ateísmo é o motor do comunismo. Historicamente foi e continua sendo assim, então, qual o sentido em propor algo que poderia ser diferente, se, efetivamente, a especulação pode seguir qualquer caminho, mas jamais possuir evidências que corrobore para nenhum? Que não se conclua, também, como é comum entre os ateus, que dizer que o ateísmo é parte fundamental do comunismo implica em dizer que todo ateu é comunista ou coisas relacionadas. De fato, é muito difícil para os ateus admitirem que o ateísmo era fundamental ao comunismo, principalmente para aqueles que gostam de culpar as religiões pacíficas pelo terrorismo de Bin Laden, por exemplo. Se o ateu aplica a si mesmo o seu próprio critério, estará chamando para si a responsabilidade que obviamente não é dele, mas que, pela própria incoerência, acaba o afetando.
Seja como for, fiquemos atentos às típicas desonestidades ateístas, principalmente com essas que parecem encontrar fundamentos em dados autênticos, publicados por institutos de pesquisa sérios, etc. Saber interpretar os dados é fundamental, mas mais importante é saber identificar as fraudes intelectuais de pessoas desonestas que tentam ofender descaradamente a própria sensatez humana, independente do humano que a defende. A argumentação neo-ateísta é aquela de sempre, e quando o debate já está perdido, nada tão eficaz quanto apelar para a ridicularização somada ao ataque em bando…

A perda da dignidade de Stephen Hawking: “Paraíso é para quem tem medo do escuro”

Stephen Hawking, físico inglês, voltou a destilar seu veneno e sua ignorância em assuntos que não entende.

Explico: Hawking agora resolveu alegar,  em entrevista ao The Guardian, que o paraíso é somente um escapismo para pessoas com medo do escuro.

Reproduzo a notícia abaixo:

Um dos mais renomados físicos do mundo, Stephen Hawking causou polêmica em uma entrevista publicada no jornal britânico “Guardian” ao dizer que não existe paraíso após a morte. Hawking, que tem a maior parte de seu corpo paralisado pela esclerose lateral amiotrófica, já havia afirmado no passado que não acredita na existência de Deus.

“Acredito que o cérebro é um computador que para de funcionar quando todos os seus componentes falham. Não existe nenhum paraíso ou vida após a morte para computadores quebrados; isso é um conto de fadas para pesssoas com medo do escuro”, disse o cientista.

(…) Em 2010, o físico recebeu críticas de líderes religiosos ao afirmar que não existia a necessidade de um criador para explicar a existência do Universo. Na entrevista desta semana ao Guardian, ele disse que o “universo é governado pela ciência”. Como “conselho”, disse que a humanidade deve “procurar o maior valor para nossas ações”.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/05/em-entrevista-fisico-stephen-hawking-diz-que-nao-existe-paraiso.html

O fato é que Hawking (depois do aviso para nos protegermos de alienigienas, e declarações de pura propaganda como “A Ciência vai vencer a religião, pois a ciência funciona” e “A Filosofia está morta”) já deve estar ficando fora da casinha.

Essa sua besteira de “O Paraíso é um conto de fadas para pessoas com medo do escuro” entra na mesma lista de pérolas.

A existência do paraíso é baseada em um argumento LÓGICO.

Se eu aceito o Argumento Moral ou o Argumento Ontológico, então eu tenho uma base para afirmar não só que Deus existe, mas também que ele é o próprio locus de toda moral. Ou seja, a própria natureza de Deus é a fonte dos valores morais na realidade.

E, naturalmente, um dos valores morais é a justiça. Deus é naturalmente justo. Sendo naturalmente justo, iria corrigir as injustiças que existem no mundo depois da ida de cada um. E isso é o que normalmente se entende por “Paraíso” e “Inferno”: justiça aplicada aos bons e aos maus.

Bertrand Russel expôs esse argumento (como se fosse válido por si só) na sua palestra “Por que não sou Cristão”:

Há uma outra forma muito curiosa de argumento moral, que é a seguinte: dizem que a existência de Deus é necessária a fim de que haja justiça no mundo. Na parte do universo que conhecemos há grande injustiça e, não raro, os bons sofrem e os maus prosperam, e a gente mal sabe qual dessas coisas é mais molesta; mas, para que haja justiça no universo como um todo, temos de supor a existência de uma vida futura para reparar a vida aqui na Terra. Assim, dizem que deve haver um Deus, e que deve haver céu e inferno, a fim de que, no fim, possa haver justiça

Concordo que o argumento analisado em si mesmo não se sustenta. Mas como continuação do Argumento Moral, é um argumento bastante coerente.

Agora vejamos o absurdo do argumento reproduzido na notícia:

  • (1) Acredito que o cérebro é um computador;
  • (2) Não há paraísos para computadores quebrados;
  • (3) O céu é um conto de fadas para pessoas com medo do escuro;

Só o fato de ele utilizar o Argumento da Incredulidade Pessoal na primeira premissa já seria o suficiente para mandá-lo de volta para casa no primeiro semestre de Filosofia. A pífia tentativa da técnica Ateus são fortes, Teístas São Fracos [Crença por necessidade] na terceria premissa também mostra sua “qualidade intelectual” no assunto.

Isso não impediu que um forista do Orkut, anti-religioso até a medula, comemorasse pateticamente a notícia, é claro:

Não gostou? Prefere as palavras do papa ou dos desconhecidos que escreveram a bíblia? Se quiser pode reclamar com o autor do pensamento, o magnífico cientista Stephen Hawking.

Detalhe: desde quando o “magnífico cientista” tem autoridade para falar no assunto? Essa é a falácia ad verecundiam/magister dixit.
Em questões como a existência do Paraíso, Hawking é tão especialista quanto Einstein era em Economia. Seria o mesmo que chamar o Papa para analisar a Física Quântica ou o Dalai Lama para opinar sobre o fluxo do dinheiro na minha conta bancária.
As opiniões dessas pessoas simplesmente não tem valor argumentativo nessas áreas.
Comemorar a opinião de Hawking é comportamento de cheerleader, não de um debatedor com honestidade intelectual.

Diante de declarações absurdas como essa, líderes religiosos estão perdendo tempo em dar revides histórico, similarmente ao que sugeriu Luciano Ayan no caso Bolsonaro. Seria a hora de um líder religioso, de evidência internacional, ir à imprensa e dizer:

Minha crença no Paraíso é só um conto de fadas para pessoas com medo no escuro? Pois eu desafio Stephen Hawking a vir aqui e VALIDAR sua alegação, sob monitoramente de câmeras e diante de uma bancada de filósofos e céticos. Se Hawking não conseguir, sua fala deverá ser tratada como aquilo a que ficará prova: pura difamação.

Não há mais como defender Hawking.

E o que justamente falta, diante disso, é uma resposta a altura que o coloque em seu devido lugar.

Fonte:Quebrando o Encanto do Neo-Ateísmo

Craig responde: Liberdade e a Habilidade de Escolher o Mal

Liberdade e a Habilidade de Escolher o Mal

Tradução: Fabrs

Pergunta:

Dr. Craig,

Um conhecido meu recentemente me perguntou por que é necessário que sejamos aptos a escolher o mal pra termos livre-arbítrio, enquanto não é necessário que Deus seja apto a escolher o mal para que Ele tenha livre-arbítrio. Ele pensa que não há resposta para sua questão, e que, portanto, identificou uma inconsistência lógica dentro do teísmo que conta contra sua veracidade.

Eu respondi questionando seu entendimento de liberdade, bem como o seu pressuposto de que a verdadeira liberdade da vontade implica a capacidade de escolher o mal. Escrevi o seguinte:

“Sua objeção assume que um requisito necessário para a liberdade da vontade é a capacidade de escolher tanto o mal quanto o bem. Não vejo nenhuma razão para aceitar isso como verdade, não só de Deus, mas também dos seres humanos. Embora seja de fato verdade que a liberdade da nossa vontade inclui a nossa capacidade de escolher o mal, isso não é verdade necessariamente. Pois a vontade ser livre exige apenas que as nossas escolhas não sejam determinadas por fatores causais fora do nosso próprio poder volitivo. Uma pessoa pode ser livre, mesmo se só possa escolher o bem, e não o mal.

William Lane Craig oferece uma experiência de pensamento perspicaz para demonstrar que não é preciso ser capaz de escolher B para fazer sua escolha de A ser livre e significativa:

‘Imagine um homem com eletrodos secretamente implantados em seu cérebro que é apresentado a uma escolha entre fazer A ou B (para nossos propósitos, vamos definir A como bem e B como mal). Os eletrodos ficam inativos desde que o homem escolha A; mas se ele for escolher B, então os eletrodos são ligados e o forçarão a escolher A. Se os eletrodos se ativarem, levando-o a escolher A, sua escolha de A claramente não será uma escolha livre. Mas suponha que o homem realmente queria A e escolhe tal opção por sua própria vontade. Nesse caso, sua escolha de A é totalmente livre, mesmo que o homem seja literalmente incapaz de escolher B, já que os eletrodos não funcionaram e não tiveram efeito em sua escolha por A. O que faz sua escolha livre é a ausência de quaisquer fatores causando sua escolha por A. Essa concepção de liberdade libertária [N.T.: “libertarian freedom”, no original] tem a vantagem de explicar como a escolha de Deus em ser bom é livre, mesmo sendo impossível a Deus escolher o pecado: sua escolha não ser determinada por restrições causais. Assim, a liberdade libertária da vontade não requer a habilidade de escolher outra opção além daquela escolhida.’

Uma limitação no leque de escolhas não é o mesmo que não ter escolha alguma. Se A, B e C são boas escolhas, e D, E e F são más escolhas, a inaptidão de alguém para escolher D, E e F não nega o fato de que ele ainda pode escolher A, B ou C. Quando vou ao supermercado comprar sorvete, eles podem ter disponíveis apenas 15 dos 100 sabores de sorvete existentes. O fato de eu não poder escolher 85 dos sabores não nega o fato de que eu ainda posso escolher livremente dentre os 15. Da mesma forma, a falta de aptidão de Deus para escolher o mal não significa que Deus não tenha livre-arbítrio. No máximo, significa que sua gama de escolhas é mais restrita do que a nossa.”

Embora pareça certo para mim que a liberdade humana não exige a capacidade de escolher o mal, isto conflitua com a teodicéia do livre-arbítrio (que eu sempre achei convincente). A teodicéia do livre-arbítrio argumenta que é logicamente impossível para Deus criar um mundo em que humanos desfrutam do livre-arbítrio, e ainda são incapazes de usá-lo para escolher o mal. Por conta disso, a capacidade de escolher o mal não é verdade só fatualmente, mas necessariamente. Mas, como afirmei acima, parece-me que Deus poderia ter-nos feito livres, sem a capacidade de escolher o mal.

Onde está o erro? Está no meu argumento de que a liberdade humana não necessita da capacidade de escolher o mal? Está no meu entendimento da teodicéia do livre-arbítrio? Em ambos? Gostaria muito de receber uma resposta.

Jason

Resposta do Dr. Craig:

Acho que posso resolver seu dilema, Jason! Mas primeiro deixe-me dizer que belo trabalho você fez ao responder à questão do seu amigo. Quero fazer apenas um pequeno ajuste.

Deixe-me dizer, também, que a ilustração que dei não é originalmente minha, e sim ideia do filósofo Harry Frankfurt, cujo trabalho tem gerado uma grande discussão de ilustrações desse tipo. Observe, também, quão útil é a análise da liberdade libertária no entendimento da liberdade de Cristo ao resistir à tentação. Como a segunda pessoa da Trindade, Cristo foi impecável (i.e. incapaz de pecar). No entanto, ele resistiu à tentação livremente. Como isso é possível? Afinal, em seu estado de humilhação (seu estado encarnado pré-ressureição) ele experimentou limites cognitivos consistentes com uma genuína consciência humana e por isso sentiu o fascínio da tentação. Mas a isso ele livremente resistiu por seu próprio poder sem influência causal externa.

Agora, como isso é compatível com a afirmação da teodicéia do livre-arbítrio de que “é logicamente impossível para Deus criar um mundo no qual humanos gozam de livre-arbítrio, e ainda são incapazes de usar essa liberdade para escolher o mal”? Observe que a teodicéia do livre-arbítrio não comporta essa afirmação. É consistente com a teodicéia do livre-arbítrio que, embora existam mundos possíveis como você descreveu, eles tenham outras deficiências que os fazem menos preferíveis a mundos nos quais os humanos podem escolher tanto o bem quanto o mal. O ateísmo deve provar que, necessariamente, Deus iria preferir um mundo sem mal (por qualquer motivo) a qualquer mundo com o mal se ele quiser provar que Deus e o mal são logicamente incompatíveis.

No entanto, eu acho duvidoso que Deus poderia criar uma criatura que tem a capacidade de escolher livremente somente o bem. Essa possibilidade parece pertencer adequadamente apenas a uma natureza que tem a propriedade de perfeição moral, uma propriedade que pertence somente a Deus. Um ser livre, que possui uma natureza que se caracteriza por menos que a perfeição moral completa (N.B. [nota bene, veja bem] que a perfeição moral difere da mera inocência!) não tem o poder de escolher infalivelmente o bem. Para Deus, criar um ser que tem a capacidade de escolher infalivelmente o Bom seria, com efeito, criar outro Deus, o que é logicamente impossível, uma vez que Deus é essencialmente sem causa, e, claro, a onipotência não implica a capacidade de fazer o logicamente impossível.

Isso não é dizer que é logicamente impossível que, de fato, seres humanos escolham sempre o bem e nunca pequem. Esse é um mundo logicamente possível. Pelo contrário, é melhor dizer que seres humanos tem a capacidade inerente de escolher o mal, ou melhor, falta a capacidade de escolher infalivelmente o bem. Mesmo que eles não pequem, eles podem.

Em resposta a esta posição, você expressa a preocupação “Desde que somos necessariamenete finitos, segue disso que nossa capacidade de escolher o mal é necessária, também. Enquanto isso salva a teodicéia da vontade, isso conflitua com meu argumento de que a capacidade de escolher o mal não é necessária para uma verdadeira liberdade da vontade”. Não, não conflitua! Você respondeu ao seu amigo “questionando seu entendimento de liberdade, assim como sua suposição de que a liberdade verdadeira necessita da capacidade de escolher o mal”. Ambos os desafios permanecem. Então você só precisa ajustar as sentenças no seu parágrafo de abertura, no qual você afirma que humanos podem ter a habilidade de escolher só o Bom. Você respondeu à objeção do seu amigo mostrando que a liberdade da vontade por si só não necessita de liberdade para escolher o mal e explicando por que é que, no caso de pessoas finitas como seres humanos, liberdade para fazer escolhas significativamente morais necessariamente implica na habilidade de escolher o mal tanto quanto o bem.

Fonte: Quebrando o Encanto do Neo-Ateísmo

VÍDEO AULA – O SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA

Culpando a religião pelas guerras… Não tão rápido assim

Uma das alegações sociológicas contra a religião que costumam aparecer em debates é que “a religião é má, pois causou a maior parte das guerras da humanidade” (ou variando em detalhes, sendo o essencial isso).

Como é evidente, essa alegação não pode passar sem um crivo cético de análise.

Será mesmo que tantas guerras assim foram causadas pela religião? Como saber se foram ou não?

O meu critério é simples: para algo ser “uma guerra religiosa”, deve ser um fato SUFICIENTEMENTE causado por uma crença religiosa.

Caso contrário, não será uma “guerra religiosa” e sim um conflito COMUM, dotado de elementos acessórios relacionados com à religião.

Aplicando o critério, vejamos o caso prático (e similar, já que não é uma guerra) de Wellington, atirador do Rio de Janeiro. Ele possuía (1) graves distúrbios psicológicos e (2) sofreu humilhações (principalmente por parte de garotas, até onde se sabe) e, ao que parece, (3) era uma Testemunha de Jeová convertida ao Islamismo.

A partir daí, ele resolveu se vingar do mundo e matar várias garotas e garotos (mas especialmente garotas) numa escola desprotegida.

Agora vamos imaginar um contrafactual constituído de um cenário onde ele tenha sido criado por pais ateus, mas tenha sofrido as mesmas influências de (1) e (2).

O fato de ele ter sido criado no ateísmo (ou no neo-ateísmo) IMPEDE ele de causar o mesmo evento nesse mundo possível? Não vejo porque dizer que impede. Se foi suficientemente causado por algo, foi por (1) e (2). Tire a doença mental dele (que gerou agressividade) e as humilhações (que retira a necessidade de vingança) e imagine o que acontece. Aí sim é difícil pensar que ele atacaria a escola. Mas o fato dele ser ateu ou religioso está mais para um elemento acessório (que variam de acordo com o lugar e a situação) do que para fator causador do evento.

Assim, culpar a “religião” pelo evento é picaretagem intelectual.

O mesmo vale para o neo-ateu. Se ele não trouxer uma listagem de todas guerras já existentes, explanando-as em detalhes e demonstrando que não existe contrafactuais onde o evento poderia ter acontecido sem a religião, não é uma “guerra religiosa”.

Será que ele consegue (e tem o dado) ou é uma bobagem aprendida pelo senso comum vindo de professores marxistas e etc?

Algumas vezes vemos esse tipo de argumento sendo utilizado. Por exemplo, a campanha da ATEA utiliza a imagem do 11/09 (segunda imagem, na parte de cima):


Claro que podemos facilmente parodiar, lembrando também dos genocídios cometidos por ateus:

E antes que alguém diga que esses eventos “não tinham relação com o ateísmo, mas com a ideologia comunista”, faço a referência para meu post onde já refutei essa reclamação: Marxistas mataram por influência de tudo, menos do ateísmo

E os neo-ateus ainda tem MAIS alguns problemas para lidar.

O primeiro deles é que críticas sociológicas para a religião são apenas… críticas sociológicas para a religião. Essa crítica não valida o ateísmo, nem obriga a pessoa a deixar de ser religiosa ou a torna injustificada em o ser. Lembrem-se do seguinte artigo, onde já expliquei o assunto: Críticas sociológicas a religião validam o ateísmo

Ou seja… não é com falácias ad consequentiam que você vai vencer o debate.

E se ele não acredita em valores morais reais (v. Um pouco sobre teoria moral objetiva e subjetiva), como ele pode criticar moralmente dessa forma supostas “guerras religiosas”? Desde quando se utiliza uma ILUSÃO (social ou individual) para formar um argumento?

Se ele não providenciar um base objetiva consistente para o mal no ateísmo, a coisa já para por aí. Não é preciso discutir mais, pois ele mesmo se enforca.

Além do fato, é claro, de assassinatos como esses serem cometidos CONTRA a moral religiosa. Se eu mato outra pessoa, eu estou indo CONTRA as regras do Cristianismo. Ou seja, se eu tivesse o seguido, não teria cometido o ato.

Eu até podia aproveitar a deixa para fazer mais uma imagem dos “loops”, colocando de um lado “A moral é só uma adaptação de acordo com o tempo e o lugar, sem valor real” e do outro “A religião é imoral e precisa ser exterminada da história humana”…

Enfim, seja como for, só uma dose de ceticismo já destrói a fraude das “guerras religiosas”.

Fonte:http://quebrandoneoateismo.com.br/2011/04/27/culpando-a-religio-pelas-guerras-no-to-rpido-assim/#comment-3653

RICHARD DAWKINS TEME UM MUNDO NÃO-CRISTÃO

É O COLAPSO DE CRISTANDADE NA GRÃ-BRETANHA QUE ABRE AS PORTAS A ISLAME?

Professor Richard Dawkins, outrora um ateísta militante, está adquirindo-se agora importunado que o colapso da cristandade na Grã-Bretanha está destruindo ‘um bastião contra algo pior’.
From the Times of London (Graças à  Trencherbone):

“Na Grã-Bretanha a crença religiosa está na queda livre, segundo as figuras mais recentes do Centro Nacional da Pesquisa Social. Junto a duas décadas passadas o número da gente que se descreve como ateísta ou agnóstico aumentou a 37 por cento, enquanto os que se identificam como cristão caíram de 66 por cento a 50 por cento.
Mesmo entre os ateístas do mundo mais famosos, a crise da fé entre Cristãos na Europa foi encontrada com o assunto.

Richard Dawkins, o autor de Deus um Delirio, disse: “não há nenhum Cristão, pelo que eu saiba, dinamitando edifícios. Não sou consciente de nenhum avião de bombardeio de suicídio cristão. Não sou consciente de nenhuma denominação cristã principal que acredita que a multa da apostasia é a morte. Misturei sensações sobre o declínio da cristandade, já que a cristandade poderia ser um bastião contra algo pior.”

Peter Tatchell, o defensor de direitos humano e um dos organizadores do Protesto a manifestação de Papa na Catedral de Westminster no fim de semana passado, veio à defesa de um pregador de rua cristão que foi multado 1,000 libras esterlinas no Glasgow para dizer que o homossexualismo foi um pecado.
Shawn Holes, um Batista da América, foi acusado “com a espressão Verbal de observações homofóbicas” em uma violação da paz que os demandantes disseram foi “agravado pelo preconceito religioso”.

Sr. Tatchell disse: “O preço da liberdade do discurso é que às vezes temos de levantar com opiniões que são sujeitas a objeções e ofensivas. Tão como a gente deve ter o direito de criticar a religião, a gente da fé deve ter o direito de criticar o homossexualismo.”

Ele é um sinal de como as más coisas ficaram isto os inimigos da fé parecem agora estar defendendo-a. ”

Fonte:http://ibloga.blogspot.com/2010/04/is-collapse-of-christianity-in-britain.html