Arquivo mensal: junho 2011

A Resposta Católica: “Música e Liturgia”

Padre Paulo Ricardo como sempre muito esclarecedor em seus videos, esse video deve ser passado para muitas comunidades que ultimamente tem feito um carnaval com a Liturgia para agradar o povo!

Baixar audio para escutar no seu mp3 no carro e poder levar para as comunidades e ministérios de música.

Fonte:http://padrepauloricardo.org/audio/27-a-resposta-catolica-musica-e-liturgia/

‘É um desrespeito, um deboche”, afirma o cardeal Dom Odilo sobre uso de imagens de santos na Parada Gay

Como Já era de se esperar o Brasil está em decadencia cultural aonde o desrespeito e o deboche  por partes dos homossexuais na parada gay, eles querem os direitos deles porém não tem capacidade de respeitar o direito religioso nosso (Cristãos), Graças a Deus ainda temos padres sérios  nesta Santa Igreja como vemos Dom Odilo, vejamos o video:
O cardeal d. Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, classificou como “infeliz, debochada e desrespeitosa” a colocação de cartazes com imagens de santos católicos em postes da Avenida Paulista, durante a Parada Gay. Para o cardeal-arcebispo, o “uso instrumentalizado” das imagens por parte da organização do evento “ofende o sentimento da Igreja Católica”.”A associação das imagens de santos para essas manifestações da Parada Gay, a meu ver, foi infeliz e desrespeitosa. É uma forma debochada de usar imagens de santos, que para nós merecem todo respeito”, disse d. Odilo. “Vamos refletir sobre medidas cabíveis para proteger nossos símbolos e convicções religiosas. Quem deseja ser respeitado também tem de respeitar.”Para o cardeal, a organização da Parada Gay pregou os cartazes “provavelmente” para atingir a Igreja Católica. “Porque a Igreja tem manifestado sua convicção sobre essa questão e a defende publicamente.”
O cardeal também voltou a manifestar posição contrária ao slogan escolhido pela organização da Parada, “Amai-vos uns aos outros” (parte de versículo do Evangelho de São João). “Jesus recomenda “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. O uso de somente parte dessa recomendação, fora de contexto, em uma Parada Gay, é novamente um uso incorreto, instrumentalização da palavra de Jesus.”
Segundo explica a nota do Estadão “em 170 cartazes distribuídos em postes por todo o trajeto, 12 modelos masculinos, representando ícones como São Sebastião e São João Batista, apareciam seminus ao lado das mensagens: “Nem Santo Te Protege” e “Use Camisinha”
“Instrumentalizar essas palavras sagradas para justificar o contrário do que elas significam é profundamente desrespeitoso e ofensivo, em relação àquilo que os cristãos têm como muito sagrado e verdadeiro”, afirmou também Dom Odilo.Antes do desfile homossexual do domingo, decorrido em meio do caos gerado por arrastões, denúncias de roubos e participantes apreendidos com drogas, o Cardeal arcebispo de São Paulo, em um artigo intitulado “Homem e Mulher ele os criou”, afirmou que a Igreja Católica “vê com preocupação a crescente ambiguidade quanto à identidade sexual, que vai tomando conta da cultura”.“Não é possível que a natureza tenha errado ao moldar o ser humano como homem e mulher. Isso tem um significado e é preciso descobri-lo e levá-lo a sério”, afirmava Dom Odilo.

“Para quem deseja a verdade e busca conformar sua vida ao desígnio de Deus, permanece o convite a se deixar conduzir pela luz da Palavra de Deus e pelo ensinamento da Igreja também no tocante à moral sexual. O 6º mandamento da Lei de Deus (“não pecar contra a castidade”) não foi abolido e significa, positivamente, viver a sexualidade de acordo com o desígnio de Deus”, concluía Dom Odilo no seu artigo publicado no dia 21 de junho no Jornal Arquidiocesano O São Paulo.

Fonte: estadão.com.br

Hinos para a Solenidade de Corpus Christi

Neste dia da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor, dois dos principais hinos, compostos por Santo Tomás de Aquino: o Adoro te devote e o Lauda Sion, que é a sequência de hoje.

Aprendendo o Latim (Parte IV)

Publicada por Cleiton Robson.
É a análise sintática que identifica as funções de cada termo de uma oração. No latim, substantivos, adjetivos e pronomes têm seis flexões no singular e seis no plural para indicar essas funções. São os chamados casos. Por exemplo, uma mesma palavra assume, no singular e no plural, diversas flexões, de acordo com sua função na oração. Seja a palavra frater, irmão. De acordo com sua função na oração e seu número, pode figurar como frater, fratris, fratri, fratre, fratrem, fratres, fratrum, fratribus. Em português você diria o irmão, do irmão, ao irmão, com o irmão, o irmão, os irmãos, dos irmãos, aos irmãos, com os irmãos, etc. Complicado, não é? Não, se você tiver bons conhecimentos de análise sintática!
Toda oração tem necessariamente sujeito e predicado. Se a oração for mais longa, pode ter obejto ou objetos diretos, objeto ou objetos indiretos, adjuntos adnominais, complementos nominais, adjuntos adverbiais, etc.
Pedro caminha.
Os dois termos isolados não fazem uma oração. Eu sei apenas quem é Pedro e sei que caminhar significa mover-se com as duas pernas. Mas, se uno os dois termos, sei que é Pedro que faz a ação de caminhar. Logo, Pedro é o sujeito da oração, que faz a ação indicada pelo predicado caminha, o verbo.
Nesta ação de caminhar, só Pedro é envolvido, isto é, a ação de Pedro fica nele. Mas, há casos em que a ação indicada pelo verbo transita, isto é, passa do sujeito para terceiros. Diz-se, nesse caso, que o verbo é transitivo. A ação do sujeito atinge, direta ou indiretamente, um terceiro. O termo que representa esse terceiro chama-se objeto (direto ou indireto).
Pedro disse a verdade.
Nesta oração, a ação verbal passa do sujeito para um terceiro elemento. Se eu disser apenas Pedro disse, sem dúvida há uma oração: sujeito e predicado. Mas é incompleta, porque logicamente até uma criança perguntaria: disse o quê? A resposta direta ao verbo, sem preposição, é o objeto direto. No caso, a verdade é objeto direto do verbo dizer.

Aqui o áudio da oração “Regina Caeli“, própria do Tempo Pascal, com seu responsório e oração:

Regina Caeli

Regína caeli, laetáre, allelúia. Quia quem meruísti portáre, allelúia. Resurréxit, sicut dixit, allelúia. Ora pro nobis Deum, allelúia.

V. Gaude et laetáre, Virgo Maria, allelúia.
R. Quia surréxit Dóminus vere, allelúia.

Oremus. Deus, qui per resurrectionem Filli tui Dómini nostri Iesu Christi mundum laetificare dignatus es, praesta, quaesumus, ut per eius Genitricem Virginem Mariam perpetuae capiamus gáudia vitae.
Per Christum Dominum nostrum. Amen.

c) Pronúncia eclesiástica ou italiana.


Durante a Idade Média o latim era pronunciado segundo as regras fonéticas da língua mãe do falante. Assim, na Galiza e Portugal era falado ao jeito “português”, em Castela doutro diferente (“à espanhola”), nos países de língua catalã e occitana de mais outro, na Lombardia, na Itália, na França, na Escandinávia, nos países germânicos e eslavos, etc., cada um segundo o seu próprio sistema fonético, empregando fonemas alheios ao latim original. A Igreja tentou seriamente unificar, pelo menos no seu seio, todas as pronúncias para lograr uma língua litúrgica unificada, com bem pouco sucesso. A escolha fonética, ficando lá o Vaticano, foi a da pronúncia italiana do latim, que tem as regras desta língua e que só agora está conseguindo êxito fora do Vaticano.
Pronúncia das vogais:
Os ditongos ae e oe são sempre pronunciados como a vogal e aberta
Pronúncia das consoantes:
Pronúncia do C:
Como o ch dos dialetos do norte português (ou do galego), antes de i e de e
Como o tch da palavra tchau
Pronúncia do G:
Como dj
Exemplo: Regina (rainha) lê-se /redjina/
Pronúncia do R:
Como o r da palavra caro.

A Morte de Deus e a Morte de Cristo

Traduzido por Eliel Vieira
Questão:

Olá Dr. Craig,

Eu gostaria primeiramente de agradecê-lo pelo tempo e trabalho que você dispensa ao seu ministério. Tem me beneficiado grandemente e foi o seu exemplo que me fez estudar e conseguir uma graduação em filosofia.

Sobre a minha questão, eu nunca consegui uma resposta clara a ela. Quando Jesus morreu na cruz, Deus morreu? Se sim, a essência de Jesus verdadeiramente morreu?

Esta questão realmente me incomodou enquanto eu estava escutando a música “And Can it Be?” [E pode ser?]. Tem uma parte nela, no fim do coro, que diz “Amazing Love! How can it be that Thou my God shoudst die for me? Amen!” [Grande amor! Como pode ser, Tu, meu Deus, morrer por mim? Amém!].

Eu nunca consegui uma resposta clara e concisa para esta questão e parecem existir diferentes opiniões entre os teólogos sobre a natureza desta questão. O pastor John MacArthur parece acreditar que Deus morreu, uma vez que Jesus é Deus. Já R. C. Sproul discorda e acredita que Deus não pode morrer.

Eu não consigo entender como pode ser possível que Deus pudesse verdadeiramente morrer. Por que se Deus pudesse, Ele não seria um Ser metafisicamente necessário. Mas isto é impossível porque, por definição, Deus deve ser necessário. Assim, quando Cristo morreu na cruz, foi apenas sua parte humana que morreu?

Esta é uma questão difícil, e eu apreciaria muito se você pudesse lançar alguma luz sobre ela.

Muito obrigado,

Jesse

Resposta do Dr. Craig:

Não pude resistir à sua questão, Jesse, uma vez que ela apela ao meu hino favorito, o magnífico “And Can it Be?”, de Charles Wesley. Eu desafio qualquer cristão que conheça apenas músicas de louvor e a adoração a ouvir este hino e contemplar sua maravilhosa letra sobre o incrível amor de Deus.

Sua questão é uma das que confunde nossos amigos mulçumanos e é, portanto, muito urgente. Felizmente, a Igreja cristã histórica já discutiu esta questão de forma clara.

O Concílio de Calcedônia (451) declarou que o Cristo encarnado era uma pessoa com duas naturezas, uma humana e outra divina. Isto gerou conseqüências muito importantes. Isto implica que, uma vez que Cristo exista antes de sua encarnação, ele era um ser divino antes de falarmos sobre sua humanidade. Ele foi e é a segunda pessoa da Trindade. Na encarnação, esta pessoa divina assume uma natureza humana também, mas não há outra pessoa em Cristo além da segunda pessoa da Trindade. Existe um acréscimo de natureza humana que o Cristo pré-encarnado não tinha, mas não há acréscimo algum de uma pessoa humana à pessoa divina. Existe apenas uma pessoa, com duas naturezas.

Portanto, o que Cristo disse e fez, Deus disse e fez, uma vez que quando falamos de Deus, estamos falando sobre uma pessoa. Esta é a razão do Concílio falar de Maria como “a mãe de Deus”. Ela carregou no ventre uma pessoa divina. Infelizmente, esta linguagem tem sido desastrosamente interpretada, porque soa como se Maria tivesse dado a luz à natureza divina de Cristo quando de fato ela deu a luz à natureza humana dele. Maomé aparentemente ensinou que os cristãos acreditavam que Maria era a terceira pessoa da Trindade, e Jesus era o descendente da relação entre Deus Pai e Maria, uma visão que ele corretamente rejeitou como blasfema, não obstante nenhum cristão ortodoxo a abraçasse.

Para evitar tais desentendimentos, é proveitoso falar do que ou como Cristo fez em relação a uma das suas naturezas. Por exemplo, Cristo é onipotente em relação a sua natureza divina, mas é limitado em poder em relação a sua natureza humana. Ele é onisciente em relação a sua natureza divina, mas ignorante sobre vários fatos em relação a sua natureza humana. Ele é imortal quando nos referimos a sua natureza divina, mas mortal quando nos referimos a sua natureza humana.

Você provavelmente já consegue entender agora aonde eu quero chegar. Cristo não poderia morrer em relação a sua natureza divina, mas ele poderia morrer em relação a sua natureza humana. O que é a morte humana? É a separação da alma do corpo quando o corpo cessa de ser um organismo vivo. A alma sobrevive ao corpo e se unirá com ele novamente algum dia em forma ressurreta. Foi isto que aconteceu com Cristo. Sua alma se separou do seu corpo e seu corpo cessou de viver. Por alguns instantes ele desencarnou. No terceiro dia Deus o ressuscitou dos mortos em um corpo transformado.

Em parte, sim, nós podemos dizer que Deus morreu na cruz porque a pessoa que submeteram à morte era uma pessoa divina. Então Wesley estava totalmente correto em perguntar “Como pode ser, Tu, meu Deus, morrer por mim?”. Mas dizer que Deus morreu na cruz é conduzir erradamente a questão, da mesma forma como fazem quando dizem que Maria era a mãe de Deus. Assim eu acho melhor dizer que Cristo morreu na cruz em relação a sua natureza humana, mas não em relação a sua natureza divina.

Fonte:http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&id=8059

Mitos anti-católicos sobre as Cruzadas

O perito historiador Dr. Paul F. Crawford do Departamento de História e Ciências Políticas da Universidade de Pensilvânia (Estados Unidos), desmente quatro mitos anti-católicos sobre as Cruzadas, como por exemplo que os participantes teriam se fartado de riquezas quando na verdade aconteceu é que muitos terminaram na ruína financeira.

O investigador das Cruzadas assinala em um artigo publicado em abril deste ano que com frequência “as cruzada são mostradas como um episódio deploravelmente violento no qual libertinos ocidentais, que não tinham sido provocados, assassinavam e roubavam muçulmanos sofisticados e amantes da paz, deixando padrões de opressão escandalosa que se repetiriam na história subsequente”.

“Em muitos lugares da civilização ocidental atual, esta perspectiva é muito comum e demasiado óbvia para ser rebatida”, prossegue.

Entretanto, precisa o perito autor do livro “The Templar of Tyre”, a “unanimidade não é garantia de precisão. O que todo mundo ‘sabe’ sobre as cruzadas poderia, de fato, não ser certo”.

Seguidamente rebate, um por um, quatro mitos que terminam por mostrar algo que, em realidade, não foram as Cruzadas.

Primeiro mito: “as cruzadas representaram um ataque não provocado de cristãos ocidentais contra o mundo muçulmano”

Crawford assinala que “nada poderia estar mais longe da verdade, e inclusive uma revisão cronológica esclareceria isso. No ano 632, Egito, Palestina, Síria, Ásia Menor, o norte da África, Espanha, França, Itália e as ilhas da Sicília, Sardenha e Córsega eram todos territórios cristãos. Dentro dos limites do Império Romano, que ainda era completamente funcional no Mediterrâneo oriental, o cristianismo ortodoxo era a religião oficial e claramente majoritária”.

Por volta do ano 732, um século depois, os cristãos tinham perdido a maioria desses territórios e “as comunidades cristãs da Arábia foram destruídas completamente em ou pouco tempo depois do ano 633, quando os judeus e os cristãos de igual maneira foram expulsos da península. Aqueles na Pérsia estiveram sob severa pressão. Dois terços do território que tinha sido do mundo cristão eram agora regidos por muçulmanos”.

O que aconteceu, explica o perito, a maioria das pessoas sabem mas só lembra quando “recebem um pouco de precisão”: “A resposta é o avanço do Islã. Cada uma das regiões mencionadas foi tomada, no transcurso de cem anos, do controle cristão por meio da violência, através de campanhas militares deliberadamente desenhadas para expandir o território muçulmano a custa de seus vizinhos. Mas isto não deu por concluído o programa de conquistas do Islã”.

Os ataques muçulmanos contra os cristãos seguiram já não só nessa região mas contra a Europa, especialmente Itália e França, durante os séculos IX, X e XI, o que fez que os bizantinos, os cristãos do Império Romano do Oriente, solicitassem ajuda aos Papas. Foi Urbano II quem enviou as primeiras cruzadas no século XI, depois de muitos anos de ter recebido o primeiro pedido.

Para o Dr. Crawford, “longe de não terem sido provocadas, então, as cruzadas realmente representam o primeiro grande contra-ataque do Ocidente cristão contra os ataques muçulmanos que se deram continuamente desde o início do Islã até o século XI, e que seguiram logo quase sem cessar”.

Quanto a este primeiro mito, o perito faz uma singela afirmação para entender um pouco melhor o assunto: “basta perguntar-se quantas vezes forças cristãs atacaram Meca. A resposta é obvia: nunca”.

Segundo mito: “os cristãos ocidentais foram às cruzadas porque sua avareza os motivou a saquear os muçulmanos para ficarem ricos”

“Novamente –explica– não é verdade”. Alguns historiadores como Fred Cazel explicam que “poucos cruzados tinham suficiente dinheiro para pagar suas obrigações em casa e manter-se decentemente nas cruzadas”.

Desde o começo mesmo, recorda o Dr. Paul F. Crawford, “as considerações financeiras foram importantes no planejamento da cruzada. Os primeiros cruzados venderam muitas de suas posses para financiar suas expedições que geraram uma estendida inflação”.

“Embora os seguintes cruzados levaram esta consideração em conta e começaram a economizar muito antes de embarcar nesta empresa, o gasto seguia estando muito perto do proibitivo”, acrescenta.

Depois de recordar que o que alguns estimavam que as Cruzadas iam custar era “uma meta impossível de ser alcançada”, o historiador assinala que “muito poucos se enriqueceram com as cruzadas, e seus números foram diminuídos sobremaneira pelos que empobreceram. Muitos na idade Média eram muito conscientes disso e não consideraram as cruzadas como uma maneira de melhorar sua situação financeira”.

Terceiro mito: “os cruzados foram um bloco cínico que em realidade não acreditava nem em sua própria propaganda religiosa, senão que tinham outros motivos mais materiais”

Este, assinala o perito historiador em seu artigo, “foi um argumento muito popular, ao menos desde Voltaire. Parece acreditável e inclusive obrigatório para gente moderna, dominada pela perspectiva do mundo materialista”.

Com uma taxa de mortes que chegava perto de 75 por cento dos que partiam, com uma expectativa de voltar financeiramente quebrado e não poder sobreviver, como foi que a predicação funcionou de tal forma que mais pessoas se unissem?, questiona o historiador.

Crawford responde explicando que “as cruzada eram apelantes precisamente porque era uma tarefa dura e conhecida, e porque empreender uma cruzada pelos motivos corretos era entendido como uma penitência aceitável pelo pecado. Longe de ser uma empresa materialista, a cruzada não era prática em termos mundanos, mas valiosa para a alma”.

“A cruzada era o exemplo quase supremo desse sofrimento complicado, e por isso era uma penitência ideal e muito completa”, acrescenta.

O historiador indica logo que “com o complicado que pode ser para que as pessoas na atualidade acreditem, a evidência sugere fortemente que a maioria dos cruzados estavam motivados pelo desejo de agradar a Deus, expiar seus pecados e colocar suas vidas ao serviço do ‘próximo’, entendido no sentido cristão”.

Quarto mito: “os cruzados ensinaram aos muçulmanos a odiar e atacar a cristãos”

Última Cruzada – derrota cristã
Outra vez, esclarece Paul Crawford, que nada está mais afastado da verdade. O historiador assinala que “até muito recentemente, os muçulmanos recordavam as cruzadas como uma instância na que tinham derrotado um insignificante ataque ocidental cristão”.

A primeira história muçulmana sobre as cruzadas não apareceu senão até 1899. Por isso então, o mundo muçulmano estava redescobrindo as cruzadas, “mas o fazia com um giro aprendido dos ocidentais”.

“Ao mesmo tempo, o nacionalismo começou a enraizar-se no mundo muçulmano. Os nacionalistas árabes tomaram emprestada a ideia de uma longa campanha europeia contra eles da escola europeia antiga de pensamento, sem considerar o fato de que constituía realmente uma má representação das cruzadas, e usando este entendimento distorcido como uma forma para gerar apoio para suas próprias agendas”.

Então, precisa o Dr. Crawford, “não foram as cruzadas as que ensinaram o Islã a atacar e odiar os cristãos. Os fatos estão muito longe disso. Essas atividades tinham precedido as cruzadas por muito tempo, e nos conduzem até à origem do Islã. Em vez disso, foi o Ocidente quem ensinou o Islã a odiar as Cruzadas. A ironia é grande”.

Fonte: http://www.regina-apostolorum.com/2011/06/mitos-anti-catolicos-sobre-as-cruzadas.html

Técnica: Onisciência contra Livre-Arbítrio

Uma das questões que, por vezes, os adversários (intelectuais) levantam é sobre uma suposta incompatibilidade entre onisciência e livre-arbítrio. Se Deus sabe antes que eu vou fazer algo, então eu não tomei a decisão de fazer esse algo livremente. Portanto, onisciência entra em conflito com livre-arbítrio.

Para discutir esse problema, alguns pontos devem estar em mente. De forma fundamental, precisamos esclarecer três pontos: aquilo que é a onisciência,  o que é uma ação livre e a nossa visão da relação de Deus e o tempo.

Em primeiro lugar, vamos com a onisciência. Podemos defini-la da seguinte maneira:

  • O: Uma pessoa S é onisciente se e somente se S sabe toda e qualquer verdade;

Talvez essa não seja a definição última de onisciência, mas é útil para o trabalho e vamos utilizá-la. Podemos trabalhar com uma definição de ato livre como em:

  • L: Um ato é livre se não é suficientemente causado por nenhum agente externo ao agente;

Novamente, talvez ela não seja a versão definitiva do termo, mas nos dá uma base para prosseguir. Se sou EU que decido sair para jantar (e não um conjunto de leis da natureza externas sobre as quais eu não tenho nenhum poder que determinaram meu agir), então meu ato foi livre.

Na Filosofia do Tempo, as coisas nunca foram exatamente muito claras. Assim, era de se esperar que a relação de Deus com o tempo também não fosse das mais evidentes. Isso levou a algumas polêmicas entre os filósofos teístas e algumas posições diferentes emergiram, historicamente, dessas disputas. Basicamente, temos três modelos de relação de Deus com o tempo, que seriam:

  • (1) Deus é atemporal;
  • (2) Deus é atemporal (contingentemente), depois temporal;
  • (3) Deus é eterno e temporal;

Talvez a primeira visão seja defendida por Tomás de Aquino; a segunda é defendida por William Lane Craig e a terceira é defendida por filósofos como Richard Swinburne. Notei que os leitores do blog normalmente pensam em Deus como atemporal de uma forma definitiva.  Mas isso não é consensual, sendo disputa de vários argumentos. Richard Swinburne dá uma pincelada da seguinte maneira sobre essa questão em um dos seus papers:

‘Deus como atemporal tem sido a visão teológica  dominante de pelo menos a partir do quarto século. No entanto, a meu ver, os autores bíblicos pensam em Deus como eterno e a eternidade de Deus não foi objeto de definição dogmática. O conhecido livro de Nelson Pike “God e Timelessness” (London: Routledge e Kegan Paul, 1970) termina com a observação de que ele não foi capaz de “encontrar qualquer base para [a doutrina da atemporalidade divina] na literatura bíblica ou na literatura confessional de qualquer das Igrejas, seja Católica ou Protestante’ (Richard Swinburne, God as The Simplest Explanation of The Universe)

Todas as visões são plausíveis, embora obviamente só uma esteja correta. Meu ponto, hoje, não é discutir qual dessas visões é a certa; somente vou focar no tema principal do post, falando sobre as alternativas e deixando você pensar qual é a melhor.

Na visão (1) – atemporalista – não faz sequer sentido dizer que se Deus acreditava “antes”, pois para Deus não haveria antes e depois. No atemporalismo, Deus viveria num momento indiferenciado de momentos e instantes. Ele têm uma visão privilegiada, de onde Ele vê todos os eventos que para nós constituem o “presente” de uma vez só. Como diz Aquino na Suma Teológica, “Deus vê as coisas tudo de uma vez só, não sucessivamente”. Assim, quando Deus sabe que eu estou escrevendo esse post, é porque ele vê no meu presente que eu estou escrevendo esse post (ou que eu estou sentado). E a necessidade de estar sentado não é a necessidade de um objeto necessariamente ter que estar sentado, mas sim a necessidade de tudo que está sentado, está sentado.

Mas talvez alguém não seja um atemporalista, como Aquino; talvez ele seja mais como Craig e Swinburne e acredite que Deus está relacionado com o tempo de uma maneira similar a que nós estamos. Pode essa pessoa arranjar uma solução para o problema do post?

Ao que tudo indica, sim. Há duas soluções. Lembre-se, primeiro, da nossa definição de onisciência:

  • O: Uma pessoa S é onisciente se e somente se S sabe toda e qualquer verdade;

Isso é a mesma coisa que, basicamente, dizer que para toda proposição p, Deus sabe se p é verdade ou não. Mas futuros eventos contingentes não possuiriam valor de verdade. Pense um pouco: hoje, não seria nem verdade nem mentira de a frase “(A) Snowball vai aceitar um comentário amanhã”. A verdade depende de COMO eu vou agir amanhã – e só vira verdade ou não no futuro. Então, Deus não pode acreditar hoje que (A), pois Deus só acredita em verdades e só vai ser verdade ou não no momento em que eu tomar essa decisão no dia de amanhã. Como observou Peter Van Inwagen, isso não diminui a onisciência de Deus, pois não é possível para um ser saber proposições que não têm valor de verdade. Ele ainda seria metafisicamente o maior ser possível com o maior conhecimento possível dentre desse framework. Então Deus novamente não acredita “antes” que eu vou tomar uma decisão tal no futuro.

Existe uma segunda alternativa na visão temporalista. Nela, trabalhamos com a noção de mundos possíveis. A idéia básica de um mundo possível é um modo como as coisas poderiam ter sido. É uma descrição completa ou máxima da uma mundo. Nesse modelo, Deus teria aquilo que se chama de conhecimento médio das ações livres das criaturas. Sabendo de todas as circunstâncias, Deus saberia como uma pessoa S iria livremente escolher entre as opções disponíveis estando em um mundo possível. Algo como:

  • (CM) Se uma pessoa S estivesse na circunstância C, então S livremente escolheria X;

E (CM) tem valor de verdade. Portanto, Deus sabe disso. Pensando em um exemplo:

  • (CM) Se uma Raquel estivesse na circunstância C, então Raquel livremente aceitaria a proposta de casamento de Rafael;

A circunstância C engloba toda a descrição de um mundo possível. Claro que C também possui vários detalhamentos, como:

  • (1) Raquel desejava, no momento da proposta, casar com Rafael;
  • (2) Os pais de Raquel adoram Rafael;
  • (3) Rafael possui um bom emprego;
  • (4) Rafael nunca tratou mal Raquel;
  • (5) Raquel deseja ter filhos e considera que Rafael seria um bom pai;
  • (6) Etc;

E o fato de Deus saber qual seria a decisão livre de Raquel impede que essa decisão seja livre, i.e., tenha sido tomada por Raquel? Não é o caso. Liberdade não é a mesma coisa que impredictibilidade. É logicamente possível que alguém seja capaz de prever ações livres. Somente perderíamos a liberdade se a crença de Deus fosse causalmente determinante da ação. Mas é justamente o contrário. A relação da crença de Deus com Raquel é no máximo uma relação semântica. É Raquel, quem ela é, como ela toma suas decisões, etc, que causa a crença de Deus e não o inverso.

Seria como um goleiro muito bom que quase sempre acerta o canto no pênalti. O batedor sempre vai escolher livremente e o goleiro sempre tem o palpite certo. Mas isso não significa que ele determinou o canto ao pular. Não foi ele que determinou o canto; ele somente adivinha muito bem. E o mesmo iria para um goleiro que sempre acerta. Assim como aquele que quase sempre acerta, seu pulo não determina a ação livre do batedor.

Existem outras soluções, mas preferi comentar só essas três. Enfim, deve-se escolher um modelo e avaliar sua coerência. Mas a conjunção de “Deus é onisciente” e “Algumas criaturas fazem atos livres”, de acordo com as explicações, está de pé.

Fonte: http://quebrandoneoateismo.com.br/2011/06/20/tcnica-oniscincia-contra-livre-arbtrio/

A Verdade e as “verdades”

 

Autor: Carlos Ramalhete

Uma das mais básicas noções de Lógica é o chamado Princípio da Não-Contradição. Ele pode ser expresso de maneira bastante simples: se duas afirmações se contradizem (por exemplo, “A capital do Brasil é Brasília” e “A capital do Brasil é Buenos Aires”), ou uma delas está certa e a outra errada ou ambas estão erradas.

Deus, que é infinitamente perfeito, evidentemente não pode entrar em contradição conSigo mesmo. Assim sendo, a Verdade só pode ser uma só, e tudo o que a contradiz é errado. Nosso Senhor Jesus Cristo disse que Ele é “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Do mesmo modo, a Sagrada Escritura nos adverte que há apenas “Um só Senhor, uma só Fé, um só Batismo” (Ef 4,5). Nosso Senhor, antes de ser preso e crucificado, afirma que deu aos Seus discípulos (os Apóstolos, a Igreja) a glória que o Pai Lhe deu para que sejam um, como Cristo e o Pai são Um (Jo 17,22). Isto mostra que, evidentemente, o princípio da não-contradição é válido ao tratarmos da Verdade. O Senhor é único, a Verdade é única, o Caminho é único (Ele não disse que era “uma verdade”,  ou que era “as verdades”; não disse que era “um caminho”,  ou que era “os caminhos”); a Fé é única, o Batismo é único. A Igreja verdadeira é também uma só.

Encontramos porém hoje em dia muitas pessoas que negam este princípio básico da Lógica, ao menos no que se aplica ao Cristianismo. Eles afirmam que a Igreja é composta invisivelmente da soma de todos os que crêem em Jesus e O aceitam como Salvador. Há porém um problema seriíssimo neste raciocínio:

Em que Jesus eles crêem? Cada grupo, cada protestante que se afirma salvo crê em um “jesus” diferente. O “jesus” dos batistas nega a eficácia do Batismo, que para ele é simbólico. O “jesus” dos metodistas afirma que o Batismo é eficaz e faz da pessoa um filho de Deus. O “jesus” dos adventistas preocupa-se quase que exclusivamente com a manutenção do sábado dos judeus – sendo que guardar o domingo seria para este “jesus” a marca da Besta – gastando ainda uma certa dose de energia para proibir fumar cigarros, comer carne ou beber cafeína – ao passo que outros “jesuses” mandam descansar no domingo, ou até em dia nenhum.

O “jesus” de uma conhecida modelo “disse a ela em seu coração” que não haveria problema algum em apresentar um programa de venda por telefone de produtos de sex-shop e posar nua para uma revista; dificilmente seria esta o mesmo “jesus” da “Assembléia de Deus”, que exige saias abaixo do joelho para as mulheres!

Esta multidão de “jesuses” faz com que seja bastante fácil, na verdade, “aceitar Jesus”. Basta procurar uma seita que tenha um “jesus” suficientemente parecido com o que a própria pessoa deseja e o problema está resolvido. Uma conhecida figura política carioca queria viver com uma pessoa que já era casada. O “jesus” de sua seita, entretanto, não permitia segundas núpcias. Nada mais fácil: bastou passar a “congregar” em outra seita cujo “jesus” permitia a legitimação do adultério e o “casamento” pôde ser feito.

Para os protestantes da primeira seita, porém, esta pessoa continua sendo uma “evangélica” em boa situação, pertencente à “Igreja invisível” que reúne todos os que aceitam um “jesus” fabricado por encomenda em seus corações! O fato dela ter escolhido reunir-se (“congregar-se”) com outras pessoas cuja crença está em contradição com a crença da seita em que saiu não é em absoluto motivo suficiente para ela deixar de ser “contada entre os eleitos” por aqueles que ela deixou. O fato dela ter escolhido uma “verdade” que esta em contradição com a “verdade” pregada pela seita de que saiu, na opinião deles, não significa que ela não siga a (um) “jesus” e assim seja parte desta “Igreja invisível” e auto-contraditória.

Como isso pode ocorrer? Como o princípio de não-contradição pode ser tão soberbamente ignorado? É simples: o orgulho humano prefere criar um “jesus” a sua imagem e semelhança que aceitar Nosso Senhor Jesus Cristo, cujas palavras são freqüentemente duras de ouvir (Jo 6,61). Esta idolatria (não há outro nome para a adoração de uma criação humana) é infelizmente a marca do protestantismo. Não há, para eles, uma só Fé, um só Batismo, um só Caminho, uma só Verdade. Há apenas a união no ódio à Igreja verdadeira e na negação de aceitar o Verdadeiro Cristo, substituído por uma criação humana que por ter sido apelidada por seus criadores de “jesus” poderia, acham eles, salvar.

Saiba mais: Catecismo da Igreja Católica, 811-870

Fonte:http://www.reinodavirgem.com.br/igreja/a-verdade.html

Formação católica: pra quê?

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Santa Igreja
Formação católica: pra quê?

Francisco Dockhorn (Maio de 2009)

O Brasil já foi referido muitas vezes como o maior país católico do mundo. Uma conhecida pesquisa mostrou recentemente que cerca de 74% da população brasileira se declara católica.

Mas quantos destes conhecem realmente a doutrina católica?

Quantos destes procuram viver de acordo com os mandamentos de Deus e os preceitos da Santa Igreja?

E talvez não procurem viver assim porque nem conheçam a doutrina católica…

A situação torna-se mais complicada ainda quando presenciamos instituições que se denominam católicas e mesmo parte do clero defendendo idéias contrárias à doutrina católica.

Com efeito, o saudoso Papa João Paulo II, na sua fabulosa Encíclica Veritatis Splendor (1993), mostrou grande preocupação em relação à idéias contrárias à doutrina católica sendo defendidas em instituições que se denominam católicas (n.116).

A importância de se conhecer a fé e a moral católica, em uma formação consistente, é muitas vezes negligenciada pelos próprios católicos, ignorando que:

A fé NÃO é um sentimento, e sim uma adesão à um conjunto de verdades que são apreendidas intelectualmente (Catecismo da Igreja Católica, 155)

Muitos deixam de ser católicos por terem conhecido pouco os fundamentos da fé católica, e acabam aderindo ao protestantismo, ao espiritismo, ao ateísmo, ao agnosticismo, ao indiferentismo religioso, ao relativismo, ao socialismo ou outras doutrinas incompatíveis com a fé católica

A vida moral é condição necessária para a salvação; embora muitos possam se salvar na ignorância invencível, através da busca sincera da verdade e da vivência da lei natural, existe também um tipo de ignorância que é culposa, quando não se procura suficientemente a verdade e o bem (Catecismo da Igreja Católica, 1790-1791)

A vida moral é condição necessária para a plena realização humana e a justa ordem social (se a Lei Divina fosse observada, não haveria homicídios voluntários, roubos, assaltos, estupros, drogas, corrupção, adultérios, abortos, invasões de terras, governos totalitários, nacionalismos desordenados, etc)

Pouco se ama o que pouco se conhece, muito se ama o que muito se conhece. Conhecendo a doutrina católica, mais se ama a Deus, as Suas Obras e a Sua Santa Igreja, mais se deseja realizar a Sua Vontade, mais se deseja o Céu.

É impossível realizar um apostolado eficaz e dialogar com quem pensa diferente, sem conhecer a doutrina católica. Já dizia São Josemaria Escrivá: “Para o apóstolo moderno, uma hora de estudo é uma hora de oração”.
Já dizia Nosso Senhor Jesus Cristo: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará.” (Jo 8, 32)

Em tudo isso vemos que não basta, então, ter uma vida espiritual; é preciso também o conhecimento de um conjunto de verdades necessárias para dar a direção adequada a esta vida espiritual.

É como um barco à vela: não basta que ele se mova, mas é preciso se mover para a direção certa.

Para combater, portanto, um relativismo doutrinal “politicamente correto” que muitas vezes é ensinado, em 1992 o saudoso Papa João Paulo II determinou a publicação do “Catecismo da Igreja Católica”, contendo um resumo oficial da doutrina católica. Pela sede que o ser humano naturalmente tem de conhecer à Deus e Sua Verdade, o Catecismo tem se difundido cada vez mais. Mas infelizmente, muitos católicos ainda não tem contato com ele.

Muitos falam da necessidade de conhecer-se a Bíblia, mas ignoram o fato que a Bíblia NÃO contém toda a Verdade Revelada por Deus (há ainda a Tradição Apostólica), e só pode ser autenticamente interpretada pelo Sagrado Magistério da Igreja, que nos transmite a Escritura (a Bíblia) e a Tradição. Diz o Concilio Vaticano II: “O ofício de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo.” (Dei Verbum, n. 10)

Sem a autoridade do Magistério, portanto, a Bíblia como temos hoje nem existiria, pois foi o próprio Magistério quem definiu os livros que deveriam fazer parte da Sagrada Escritura (os chamados “canônicos”) e quais não deveriam (os chamados “apócrifos”), no pontificado do Papa São Dâmaso, próximo ao Concílio de Éfeso (século IV). A Bíblia sem o Magistério da Igreja é perigosa, pois pode levar à interpretações equivocadas e com péssimas conseqüências em todos os sentidos.

Assim, é fundamental que cada católico tenha à mão um Catecismo, tanto para um estudo sistemático, como para ser fonte de consulta quando houver necessidade.

O Catecismo pode ser encontrado, em geral, nas livrarias católicas, tanto em sua versão completa como na sua versão em compêndio (na forma de perguntas e respostas).

A versão eletrônica do Catecismo pode ser encontrada em: http://www.vatican.va/archive/ccc/index_po.htm

Fonte:http://www.reinodavirgem.com.br/igreja/formacao-catolica-pra-que.html

Adolf Hitler era um Cristão?

Ultimamente tenho visto no orkut e outros sites ateus uma certa desonestidade em relação ao que se refere a religião e a ideologia de Adolf Hitler!
Seria Adolf Hitler um Cristão Católico???Vejamos o video abaixo.

Tradução:

HITLER ERA CRISTÃO?

Por: Dinesh d’Souza – 05/11/2007

Traduzido e adaptado por: Maximiliano Mendes

O artigo original pode ser acessado aqui:

http://townhall.com/columnists/DineshDSouza/2007/11/05/was_hitler_a_christian

Com vergonha do legado assassino dos regimes comunistas ateus do Século XX, os líderes ateístas buscam empatar o placar com os crentes ao retratar Adolf Hitler e seu regime nazista como sendo teístas, mais especificamente Cristãos. Os websites ateístas rotineiramente alegam que Hitler era Cristão porque nasceu Católico, nunca renunciou ao seu Catolicismo e escreveu em Mein Kampf: “Ao me defender dos Judeus, defendo o trabalho do Senhor”. Os escritor ateu Sam Harris escreve que “o Holocausto marcou o auge de … 200 anos dos Cristãos fulminando os Judeus”, portanto, “sabendo disso ou não, os nazistas eram agentes da religião”.

Quão persuasivas são essas alegações? Hitler nasceu Católico assim como Stálin nasceu na tradição da Igreja Ortodoxa Russa e Mao Tsé Tung foi criado como Budista. Esses fatos não provam nada, pois muitas pessoas rejeitam sua criação religiosa, como esses três fizeram. O historiador Allan Bullock escreve que desde cedo, Hitler “não tinha tempo algum para os ensinos do Catolicismo, considerando-o como religião adequada somente para os escravos e detestando sua ética”.

Então como nós explicamos a alegação de Hitler de que ao conduzir seu programa anti-semítico estava sendo um instrumento da providência divina? Durante sua ascensão ao poder, ele precisava do apoio do povo alemão – tanto os Católicos da Bavária quanto dos Luteranos da Prússia – e para se assegurar disso ele utilizava retórica do tipo “Estou fazendo o trabalho do Senhor”. Alegar que essa retórica faz de Hitler um Cristão é confundir oportunismo político com convicção pessoal. O próprio Hitler diz em Mein Kampf que seus pronunciamentos públicos deviam ser entendidos como propaganda, sem relação com a verdade, mas planejados para influenciar as massas.

A idéia de um Cristo ariano que usa a espada para purgar os Judeus da Terra – o que os historiadores chamam de “Cristianismo Ariano” – era obviamente um afastamento radical do entendimento Cristão tradicional e foi condenado pelo Papa Pio XI no tempo. Além do mais, o anti-semitismo de Hitler não era religioso, era racial. Os Judeus foram atacados não por causa de sua religião – aliás, muitos Judeus alemães eram completamente seculares em seus estilos de vida – mas por causa de sua identidade racial. Essa era uma designação étnica e não religiosa. O anti-semitismo de Hitler era secular.

Hitler’s Table Talk [“Conversas informais de Hitler”, um livro] uma coleção reveladora das opiniões privadas do Führer, reunida por uma assistente próxima durante os anos de guerra, mostra Hitler como sendo furiosamente anti-religioso. Ele chamava o Cristianismo de uma das maiores “calamidades” da história, e disse sobre os alemães: “Vamos ser as únicas pessoas imunizadas contra essa doença”. Ele prometeu que “por intermédio dos camponeses seremos capazes de destruir o Cristianismo”. Na verdade, ele culpava os Judeus pela invenção do Cristianismo e também condenou o Cristianismo por sua oposição à evolução.

Hitler guardava um desdém especial pelos valores Cristãos da igualdade e compaixão, os quais ele identificou com a fraqueza. Os principais conselheiros de Hitler, como Goebbels, Himmler, Heydrich e Bormann eram ateus que odiavam a religião e buscavam erradicar sua influência da Alemanha.

Em sua História em vários volumes do Terceiro Reich, o historiador Richard Evans escreve que “os nazistas consideravam as igrejas como sendo os reservatórios mais fortes da oposição ideológica aos princípios nos quais eles acreditavam”. Quando Hitler e os nazistas chegaram ao poder lançaram uma iniciativa cruel para subjugar e enfraquecer as Igrejas Cristãs na Alemanha. Evans aponta que após 1937, as políticas do governo de Hitler se tornaram progressivamente anti-religiosas.

Os nazistas pararam de celebrar o Natal, e a Juventude de Hitler recitou uma oração agradecendo ao Fuhrer, ao invés de Deus, por suas bênçãos. Aos clérigos considerados como “problemáticos” era ordenado que não pregassem, centenas deles foram aprisionados e muitos foram simplesmente assassinados. As Igrejas estavam constantemente sob a vigilância da Gestapo. Os nazistas fecharam escolas religiosas, forçaram organizações Cristãs a se dissolverem, dispensaram servidores civis praticantes do Cristianismo, confiscaram propriedade da igreja e censuraram jornais religiosos. O pobre Sam Harris não é capaz de explicar como uma ideologia que Hitler e seus associados entendiam como uma renúncia ao Cristianismo pode ser apresentada como o “auge” do Cristianismo.

Se o nazismo representava o auge de algo, era o auge do Darwinismo social do final do Século XIX e início do XX. Como documentado pelo historiador Richard Weikart, tanto Hitler quanto Himmler eram admiradores de Darwin e freqüentemente falavam do papel deles como promulgadores de uma “lei da natureza” que garantiria a “eliminação dos ineptos”. Weikart argumenta que o próprio Hitler “construiu sua própria filosofia racista baseado em grande parte nas idéias do Darwinismo social” e conclui que embora o Darwinismo não seja uma explicação intelectual “suficiente” para o nazismo, é uma condição “necessária”. Sem o Darwinismo, talvez não houvesse nazismo.

Os nazistas também se inspiraram no filósofo Friedrich Nietzsche, adaptando a filosofia ateísta dele aos seus propósitos desumanos. A visão de Nietzsche do ubermensch [super-homem] e sua elevação a uma nova ética “além do bem e do mal” foram adotadas de forma ávida pelos propagandistas nazistas. A “sede pelo poder” de Nietzsche quase se tornou um slogan de recrutamento nazista. Em nenhum momento estou sugerindo que Darwin ou Nietzsche teriam aprovado as idéias de Hitler, mas este e seus comparsas aprovavam as idéias daqueles. Sam Harris simplesmente ignora as evidências das afinidades nazistas por Darwin, Nietzsche e o ateísmo. Então que sentido tem sua alegação de que os líderes nazistas eram “sabendo disso ou não” agentes da religião? Evidentemente, nenhum sentido.

Então, à montanha de corpos que os regimes misoteístas [que odeiam Deus] de Stálin, Mao, Pol Pot e outros produziram, nós devemos adicionar os mortos do regime nazista, também misoteísta. Assim como os comunistas, os nazistas deliberadamente atacaram os crentes, pois eles queriam criar um novo homem e uma nova utopia livre das amarras da religião e moralidade tradicional. Em um artigo anterior eu perguntei qual é a contribuição do ateísmo para a civilização. Uma resposta àquela questão: genocídio.
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fonte site: crentinho.wordpress.com/2008/…/hitler-era-cristao

Fonte: http://darwinismo.wordpress.com/2011/01/23/era-hitler-um-cristao/