Arquivo diário: 19 de julho de 2011

Aprendendo o Latim (Parte V)

Publicada por Cleiton Robson.
Pedro disse a verdade ao Pai.
Nesta frase, a expressão “ao pai” completa ainda mais o sentido do predicado. Disse a verdade a quem? Este outro objeto do verbo será a ele unido por meio de uma preposição, a. No primeiro caso – objeto direto – havia apenas o artigo – a verdade. Agora temos a+o pai, isto é, uma preposição a foi juntada ao artigo o. Então se diz que a ação do verbo passou ao outro elemento da frase por meio de uma preposição, isto é, não diretamente, mas indiretamente, por isso chama-se objeto indireto.
Pedro disse com franqueza a verdade ao pai.
A oração foi enriquecida com mais um detalhe que indica a maneira, o modo, o estado de espírito com que Pedro disse a verdade ao pai. O elemento da oração que indica alguma circunstância é chamado de adjunto adverbial. No caso, é um adjunto adverbial de modo, isto é, expressa a maneira, o modo como Pedro disse a verdade. Mas há também os adjuntos circunstanciais de tempo, lugar, intensidade, etc.
Pedro disse com franqueza a verdade do fato ao pai.
Um elemento novo  – de fato – enriqueceu ainda mais a oração. Não se trata de uma verdade qualquer, mas da verdade de um determinado fato. Houve uma restrição na generalidade do termo verdade. Por isso se diz que do fato é complemento nominal restritivo, porque complementou o sentido do nome – verdade – restringindo-lhe o âmbito.
Pedro disse ao pai, com franqueza, a verdade do fato lastimável.
Como você vê, a oração está crescendo com novos elementos. cada elemento excerce uma função diferente. Na ordenação de uma oração, os termos se unem uns aos outros para formar um sentido geral. Por isso é que se diz sintaxe (do grego, ordem conjunta), ordem na qual os termos se unem uns com os outros [syn (com)+taxe (ordem]. Agora, mais um termo foi acrescentado para qualificar o nome fato. O fato poderia ser agradável, feliz, mas aqui é lastimável. Esta função de um adjetivo (lastimável) que qualifica um substantivo (fato), chama-se em análise sintática, adjunto adnominal, isto é, um termo que se coloca junto (ad) a um nome para o  modificar, qualificar ou determinar.
Resumindo, os objetos, diretos e indiretos, só complementam verbos; adjuntos e complementos nominais, só nomes, e os adjuntos adverbiais referem-se a circunstâncias.

Aqui a oração do Pai Nosso, e em seguida, em gregoriano:

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Pater noster, qui es in caelis: sanctificetur nomen tuum; adveniat regnum tuum; fiat voluntas tua, sicut in caelo et in terra. Panem nostrum cotidianum da nobis hodie; et dimitte nobis debita nostra, sicut et nos dimittimus debitoribus nostris; et ne nos inducas in tentationem; sed libera nos a malo. Amen.

d) A pronúncia Restaurada.


Há, finalmente, a pronúncia restaurada, que busca falar o latim como teria sido pronunciado pelos autores da época clássica, como Cícero e César, aliás, kíkero e káesar.
A pronúncia restaurada é adotada, para mútua compreensão, nos encontros europeus e internacionais.
Vejamos suas principais características:
• Nos ditongos ae e oe, ambas as vogais são pronunciadas. No que diz respeito ao primeiro, continuo a preferir a pronúncia mais fácil, e, como no latim eclesiástico. Aliás, na história do latim, esse ditongo cedo desapareceu, substituído por e. Varrão já observara que o povo dizia Mesium, e não Maesium: “rustici Mesium dicunt, non Maesium”.
• As consoantes “c” e “g” são sempre guturais, mesmo antes das vogais “e” e “i”. Leia-se, portanto, kíkero, em vez de cícero; késar, em vez cezar; agnus, em vez de anhus.
• O “h” é pronunciado com leve aspiração.
• O “j” tem som de “i”.
• O “r” é sempre brando.
• O “s” é invariavelmente pronunciado como em “sim”.
• A sílaba ti, precedendo vogal, lê-se tal como escrita, donde: grátia, e não, grácia; skientia, e não, ciência.
• O “v”, consoante precedendo vogal, tem som de “v”, embora haja quem lhe atribua o som de u, que aliás resulta horrível, como em “uiuo”, em vez de “vivo”.
• O “x” soa como “cs”.
• O “y”, como o “u” da língua francesa.
• O “z”, como “ds”.

Vigarices educacionais: a farsa do “homocausto” do ENEM. Ou ainda: mais marxismo cultural em provas públicas

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Foi realizada ontem, em todo Brasil, a prova do ENEM. Como sempre, mais uma vez questões foram utilizadas para fazer propaganda do marxismo cultural, incluindo citações e referência a vários autores esquerdistas, como Bertold Brecth, Hobsbawn, Michel Foucault e outros, além. E não parou por aí. O teste ainda promoveu uma questão vergonhosa colocando a culpa dos crimes “homofóbicos” ao Cristianismo e à Igreja Católica. Reproduzo a porcaria abaixo:

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Confira: http://estaticog1.globo.com/2010/11/ENEMprova1.pdf

Sendo a resposta certa do gabarito a letra D, o texto é explícito: o assassinato de homossexuais está ligado diretamente ao passado cristão. Mas, ao analisarmos as variáveis, vemos que isso absolutamente NÃO é verdade. Trata de uma mentira que só funciona como chantagem emocional e que pode ser rapidamente desmascarada.

Primeiro, devemos lembrar que o Brasil tem cerca de 200 milhões de pessoas. Ora, se 15% são homossexuais ou bissexuais, como diz o lobby gay, então temos uns 30 milhões de gays e bissexuais no páis. Com 50.000 brasileiros mortos por ano, o número de 195 mortes, em um grupo de 30.000.000, é, de forma inescapável, relativamente baixo dentro desse conjunto.

A transsexual Rogéria, no programa Altas Horas, tem dignidade o suficiente para reconhecer esse dado:

Rogéria: Toda amiga francesa ou italiana que vem passar as férias aqui, a gente reclama, e elas respondem: vocês não sabem, mas isso aqui é um paraíso… O Brasil é um paraíso dos gays e dos travestis.

Groisman: Mas ainda tem muitos travestis e gays que apanham.

Rogéria: Apanham. Mas hoje em dia eles matam velhinho, professor, mulher grávida… Não são os gays que são mortos. Eles estão matando todo mundo.

Fonte: youtube, vídeo /watch?v=vF6WT0PnzxI

Esse fato beira o óbvio: não são os gays que são perseguidos – são os brasileiros em geral, grupo do qual os homossexuais obviamente fazem parte e estão sujeitos ao mesmo riscos.

Talvez alguém tente contra-argumentar dizendo que “Mas esses são só assassinatos movidos pelo ódio aos homossexuais; assassinatos com motivações comuns não estão contadas nos dados”.

Mas aí sim a perversidade fica ainda é maior. Conferindo o site indicado pela prova, vemos a estapúrdia dos assassinatos “homofóbicos”.

Segundo a delegada Rosimar Malafaia, citada na notícia, o principal problema nos crimes “homofóbicos” é identificação do suspeito, pois os gays fazem sexo com qualquer pessoa:

Ela acrescentou que a principal dificuldade nas investigações de assassinatos de homossexuais é a identificação do suspeito. “ A inconstância de parceiros, por exemplo, dificulta o trabalho policial. Muitas vezes, eles se relacionam com pessoas que sequer fazem parte do círculo de amizades”

Espere aí um pouquinho: o que a delegada está dizendo é que o sujeito foi lá, deu para alguém (muitas vezes, com quem não tinha nenhum vínculo), envolveu-se em algum confusão e acabou batendo as botas. E, mesmo sem conseguir identificar o suspeito, isso seria um caso de “crime de ódio motivado pela homofobia”.

Ah sim. O cara que transou com o gay decerto é um MACHÃO HETEROSSEXUAL. Ou talvez um puritano católico, um inquisidor do século XXI. A fraude está ficando explícita. O problema é de ambiente e de conduta pessoal, não é o passado católico do país. Mais um ponto é levantado por Marcelo Cerqueira, do GBB, confirmado a tese de ambiente de risco:

O Presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, considera que a solução contra os crimes homofóbicos passa por “ensinar à população a respeitar os direitos humanos dos homossexuais”. Além disso, ele considera essencial que “polícia e Justiça punam com toda severidade a homofobia e sobretudo, que os próprios gays e travestis evitem situações de risco, não levando desconhecidos para casa, evitando transar com marginais“.

O próprio presidente do movimento GBB (!) reconhece que o problema é de uma ordem sociológica bem diferente. Travestis que se prostituem, segundo a própria notícia, são o grupo com o maior número de vítimas. Vai ver eles não estão em um ambiente cheio de álcool, drogas, armas, violência em qualquer um poderia morrer. É tudo culpa do maléfico Cristianismo, mesmo – o ambiente e as condições poucam importam. Afinal, ninguém morre ao se envolver com àlcool, drogas, tráfico e armas, não é?

O irônica também é que esses crimes por “ódio aos homossexuais” são cometidos, várias vezes, por… HOMOSSEXUAIS! A própria notícia chega ao cúmulo de revelar que foram gays na prostituição que mataram onze vítimas específicas!

Entre as vítimas, constam sete pais de santo e quadro padres católicos. O nome desses sacerdotes católicos, segundo o GGB, constam no site da Conferência nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), contudo omitindo-se terem sido assassinados por rapazes de programa.

O jornal A Tarde complementa a informação:

O perfil dos criminosos é descrito da seguinte forma pelo relatório: “80% são desconhecidos, predominando garotos de programa, vigilantes noturnos, 65% menores de 21 anos” (…) Entre os assassinos de GLTB em 2008 predominaram os garotos de programa, vigilantes, pedreiros.

Pergunta:

  • Se são desconhecidos, como sabem que o crime foi motivo por homofobia e não por rixa pessoal, uso de drogas, àlcool, etc?
  • Esses garotos de programa mataram por “homofobia” ou por mau caratismo? Esses garotos, que vendem o próprio corpo para OUTROS HOMENS, são heterossexuais e homofóbicos, por acaso?

Mais informações do jornal A Tarde mostram que a motivação é ECONÔMICA, e não de ordem moral:

A metade dos criminosos praticaram latrocínio, roubando eletros-domésticos e o carro da vítima.

Ah sim! Outra informação que faltava! Realmente, esses latrocínios são por ódio! Os sujeitos não matam com o objetivo de possuir as propriedades da vítima, como o carro – matam porque, mesmo estando em relações homossexuais, odeiam homossexuais, por culpa da Igreja Católica, se lembrando de roubar e levar embora pertences domésticos da vítima por acidente depois do assassinato! É claro que ele não queria nada disso!

Se alguém ainda tinha esperanças de que os dados fossem confiáveis, o site Gays de Direita pôs um fim de uma vez por todas nessa palhaçada, analisando morte a morte das ditas “motivações homofóbicas”:

  • Jorge Pedra, jornalista e apresentador. Assassinado por garoto de programa, também homossexual, por motivo de roubo.
  • Zigomar Belo, assassinado pelo companheiro, também homossexual, um cabeleireiro com quem morava a 9 anos. O assassino declarou que o matou porque Zigomar havia o dopado para manter relações sexuais com ele.
  • Adriano Aquino Pereira, travesti, por dívida. O motivo da morte foi uma dívida de R$ 200, decorrida de programas. O assassino, também homossexual, mantinha relacionamento amoroso com a vítima desde 2008.
  • Jenifer, travesti, por dívida de drogas. Um morador do local contou que “Jenifer” certamente tinha envolvimento com a dupla de assassinos e devia aos traficantes que a assassinaram.
  • Dara, travesti, por dívida de drogas.
  • Anderson Silva dos Anjos e Anderson Xinha, por desconfiança de envolvimento no tráfico. Acredita-se que eles foram mortos por serem desconhecidos na área e as facções locais do comando terem desconfiado de que eles seriam algum tipo de X-9 de outra facção rival na disputa pelo comando na localidade.
  • Elson Anselmo Silva, assassinado por parceiro sexual, também homossexual. Élson Anselmo da Silva, de 30 anos, foi morto com um golpe de faca na altura do abdômen desferido por Jean de Oliveira Pio, de 27 anos. Segundo Oliveira, ele e Anselmo estavam mantendo relações sexuais na casa da vítima, que era passivo, e em dado momento ele quis reverter a posição e se impor como ativo se armando com uma faca e ameaçando Jean de morte caso ele não cedesse.
  • Elenir de Paula Teixeira, assassinado por homossexuais (possivelmente garotos de programa).
  • Benedito Juarez Silva, suspeito do crime o amante da vítima, por motivo de roubo.
  • Marcelo Zanardo, 47, dono de rotisseria, assassinado por jovem homossexual com quem mantinha relacionamento. O autor do crime confessou o assassinato, mas não relatou os motivos.
  • Jerônimo José de Faria, 69 anos – O autor do homicídio foi Ricardo dos Santos Sanches, 33 anos, sobrinho da vítima. De acordo com as informações, o caso começou a ser investigado após o Corpo de Bombeiros socorrer Ricardo Sanches, que foi encontrado caído perto da Rodoviária, às 3 horas da madrugada. Após ser levado para o hospital, Ricardo contou que estava na casa junto com Jerônimo, e após ingerir bebida alcoólica, entraram em luta corporal. Na luta, Ricardo desferiu uma facada no peito de Jerônimo, matando-o. Segundo o delegado Antônio Alicio Simões Júnior, Ricardo foi preso em flagrante após receber alta do hospital. Ele contou ao delegado que Jerônimo seria homossexual e queria manter relações com ele, o que gerou a briga. Os policiais apuraram que Jerônimo tinha uma passagem por homicídio, ocorrida em 1996 na cidade de Ribeirão Preto.
  • Israel Santos de Santana. Conforme a polícia, dois encapuzados procuravam por uma arma e, por não encontrá-la, atiraram contra Israel. Moradores do bairro desconfiam que o crime tenha relação com o assassinato de um filho de santo que aconteceu há dois meses. Logo após o crime, a vítima teria ido à delegacia prestar depoimento, o que pode ter desagradado traficantes do local.
  • Eusenilson Paulino, 23, travesti. Os autores dos disparos fugiram em uma moto. O caso, segundo a Polícia, estaria relacionado com tráfico de droga.
  • Jéferson Luis dos Santos Lima, usuário de drogas, já tinha tentado matar a própria mãe. “Segundo uma testemunha nos informou, o homem, que era usuário de drogas, foi morto a golpes de cacete por um cidadão identificado apenas como “Cabeludo”.
  • Raimundo José Martins Cerqueira, 34 anos, latrocínio. A princípio, a polícia investiga a hipótese de um latrocínio (roubo seguido de morte), já que a carteira de cédulas de Raimundo não foi encontrada durante a perícia. Segundo colegas, ele levava consigo o salário mensal, recebido horas antes do crime. Homossexual assumido, a vítima costumava sair com jovens recém-conhecidos, tornando-se vulnerável à ação de bandidos.
  • Padre Hidalbert Guimaraes, 48. (…)  A versão de Rafael é de que, depois de beberem cerveja, o padre lhe teria oferecido R$ 15,00 para que ele fizesse um programa. Daí teria havido discussão, seguida de luta corporal e do assassinato. Antes de deixarem a cena do crime, os dois rapazes furtaram um aparelho DVD e um tênis pertencente ao padre. Os dois teriam então rumado para casa, no bairro de Ponta Grossa, em um ônibus.
  • Padre Everaldo Martiol, 33 anos, trabalhava com jovens, vítima de latrocínio. O sacerdote foi vítima de latrocínio, roubo seguido de morte. Após sair de uma após, foi para a residência da mãe de outro padre. Quando retoanava para casa, pediram carona e o renderam no caminho. Ele foi levado a uma distância de 5 km fora da zona urbana de Caçador, onde quatro tiros foram disparados contra o sacerdote, que morreu na hora.
  • Luiz Gonzaga Alves, 75 anos, assassinado pelo companheiro com quem morava, por motivo de ciúme.
  • Carlos Antonio Costa, travesti, morta supostamente pelo namorado.
  • Jonas Terêncio da Silva, 61 anos, assassinado por parceiro sexual, também homossexual.
  • Edson Ravaglia, empresário, A Polícia Civil não descarta a hipótese de que o assassinato do empresário Edson Ravaglia tenha sido acerto de contas.
  • Bruno César de Araújo, de 31 anos, cabeleireiro, assassinado por dois homossexuais, seguido de roubo.
  • Diego Emerson de Araújo Daggy, de 22 anos, assassinado supostamente por duas mulheres lésbicas.
  • Rafael, 30 anos, caseiro. Assassino foi identificado como Álvaro da Silva, o Paulista, de 20 anos, com quem o caseiro morava e mantinha um relacionamento. Assassino declarou que matou o companheiro porque Rafael ameaçava atear fogo na casa.
  • Erisvaldo dos Anjos Santos, 29 anos, assassinado por suposto ciúme ou drogas.
  • Wanderley, 40 anos, trabalhador doméstico, companheiro tinha envolvimento com o crime.
  • Anderson de Azevedo dos Santos, 26 anos, assassinado por engano, ao entrar em área controlada por traficantes.
  • Walace de Souza, 34 anos, assassinado por companheiro, também homossexual.
  • Edson Gabriel de Souza, 42 anos, assassinado pelo amante, também homossexual.

E por aí vai.

Apenas nesse grupo (sem contar, por exemplo, os outros casos já vistos, como o dos sete pais de santos e de dois padres católicos que também foram mortos por homossexuais e o dado de que metade dos casos envolvem roubo, do jornal A Tarde), temos:

  • 71% dos homossexuais foram mortos por outros homossexuais, e, em vários casos, pessoas os quais mantinham relacionamento, o que já descarta a hipótese de “ódio a conduta homossexual”;
  • 32% dos casos estavam envolvidos com tráfico, uso de drogas ou álcool, o que é um ambiente de risco para qualquer pessoa, homem ou mulher, hetero ou não;
  • 25% dos casos envolveram roubos ou latrocínios, coisa frequente no Brasil para TODA população (isso sem levar em conta do Jornal A Tarde, que levanta esse número para 50% dos casos);

[OBS: a conta ultrapassa 100%, pois em um mesmo caso, o agente poderia estar envolvido tanto com drogas como ser homossexual, o que conta nos dois requisitos]

Os gays não estão morrendo pelo ódio gerado pelo passado católico (o que deveria gerar, por lógica, mortes também de promíscuos, pessoas que perdem a virgindade antes do casamento, onanistas e etc.) – e sim por motivações passionais e econômicas dos agentes ativos dos delitos. Não foi comprovada em lugar nenhum a causação entre Cristianismo (que prega o respeito ao pecador, é bom lembrar) e morte de gays. A imputação dos crimes “homofóbicos” selecionados cuidadosamente por ONGs de esquerda à Igreja Católica não só é uma farsa, como é um absurdo pelo qual os autores deveriam ser imputados judicialmente. Enquanto os cristãos assistirem espetáculos pirotécnicos como esse sentados, por medo do politicamente correto e pela vontade de “aparecer bem na fita”, o resultado lógico só pode ser um: a total dominação do gayzismo na sociedade. Na continuação desse artigo, falarei sobre mais ataques à religião no sistema público de ensino, inclusive com análise de documentos do MEC.

Fonte: http://quebrandoneoateismo.com.br/2010/11/07/vigarices-educacionais-a-farsa-do-homocausto-na-prova-do-enem-ou-ainda-mais-marxismo-cultural-em-provas-pblicas-parte-i/

Meu comentário:
Ps: Estou postando esse artigo para que possam entender para aonde a educação do Brasil está indo.( ou melhor para aonde o MEC está levando )
E para vocês terem noção da onde vem um pouco da idéia dessa terrivel “homofobia”.

A Confissão dos pecados

Todos os nossos pecados – passados, presentes e futuros – são perdoados de uma vez por todas quando nos tornamos cristãos? Não, de acordo com a Bíblia ou com os primeiros Padres da Igreja. A Escritura não afirma em nenhum lugar que os nossos pecados futuros são perdoados. Ao contrário, Ela nos ensina a orar: “E perdoai-nos as nossas dívidas, como nós também temos perdoado aos nossos devedores.” (Mt 6:12).

O meio pelo qual Deus perdoa pecados depois do batismo é a confissão: “Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniquidade.” (1Jo 1:9). Pecados menores ou veniais podem ser confessados diretamente a Deus, mas para pecados graves ou mortais, que esmagam a vida espiritual da alma, Deus instituiu um meio diferente para obter perdão: o sacramento conhecido popularmente como confissão, penitência ou reconciliação.

Este sacramento está enraizado na missão que Deus deu a Cristo como o Filho do Homem na terra para ir e perdoar pecados (cf. Mt 9:6). Assim, a multidão que testemunhou esse novo poder “glorificou a Deus por ter dado tal poder aos homens.” (Mt 9:8; observe o plural “homens”). Depois da Sua ressurreição, Jesus transmitiu Sua missão de perdoar pecados aos seus ministros, dizendo-lhes “Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós… Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.” (Jo 20:21–23).

Visto que não é possível confessar todas as nossas muitas faltas diárias, sabemos que a reconciliação sacramental é necessária apenas para pecados graves ou mortais – mas é necessária, senão Cristo não teria ordenado isso.

Ao longo do tempo, mudaram as formas que o sacramento foi administrado. Na Igreja primitiva, pecados publicamente conhecidos (como apostasia) foram muitas vezes confessados abertamente na igreja, embora a confissão privada com um sacerdote fosse sempre uma opção para os pecados cometidos particularmente. Ainda assim, a confissão não era apenas algo feito em silêncio a Deus por si só, mas algo feito “na igreja”, como o Didaqué (70 d.C.) indica.

As penitências também tendiam a ser executadas antes e não após a absolvição, e elas eram muito mais rigorosas que as de hoje (penitência de dez anos para o aborto, por exemplo, era comum na Igreja primitiva).

Mas o básico do sacramento sempre esteve lá, conforme revelam as citações seguintes. De especial significado é seu reconhecimento de que a confissão e a absolvição devam ser recebidas por um pecador antes de receber a Sagrada Comunhão, porque “todo aquele que… come o pão ou bebe o cálice do Senhor de forma indigna será culpado por profanar o corpo e o sangue do Senhor. “(1Cor 11:27).

 

A Didaqué

“Confessa teus pecados na igreja e não eleves tua oração com uma consciência má. Este é o modo de vida… No Dia do Senhor reuni-vos juntos, parti o pão e dai graças, depois de confessares tuas transgressões para que teu sacrifício possa ser puro.” (Didaqué 4:14, 14:1 [70 d.C.]).

 

A Carta de Barnabé

“Vós deveis julgar retamente. Vós não deveis fazer um cisma, mas deveis pacificar aqueles que lutam por trazer-vos reunidos. Vós deveis confessar vossos pecados. Vós não deveis ir à oração com uma consciência má. Este é o caminho da luz.” (Carta de Barnabé 19 [74 d.C]).

 

Inácio de Antioquia

“Para que todos quantos são de Deus e de Jesus Cristo estejam também com o bispo. E tantos quantos devam, no exercício de penitência, retornar para a unidade da Igreja, estes, também, devam pertencer a Deus, que eles possam viver de acordo com Jesus Cristo.” (Carta aos Filadelfienses 3 [110 d.C.]).

“Porque onde há divisão e ira, Deus não habita. A todos eles que se arrependem, o Senhor concede perdão, se eles apresentam penitência para a unidade de Deus e a comunhão com o bispo.” (idem, 8).

 

Ireneu

“[Os discípulos gnósticos de Marcos] têm iludido muitas mulheres… Suas consciências têm sido marcadas como acontece com um ferro quente. Algumas dessas mulheres fazem uma confissão pública, mas outras ficam envergonhadas de fazer isso, e, em silêncio, como se retirando de si mesmas a esperança de vida de Deus, elas apostatam inteiramente ou hesitam entre os dois cursos.” (Contra as Heresias 1:22 [189 d.C.]).

 

Tertuliano

“[Com relação à confissão, alguns] fogem deste trabalho como sendo uma exposição de si mesmos, ou eles adiam de dia para dia.

 

Hipólito

“[O bispo conduzindo a ordenação do novo bispo deve orar:] Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo… Derrame agora o poder que vem de Vós, do Vosso Espírito real, que destes ao Vosso amado Filho, Jesus Cristo, e que Ele deu aos seus santos apóstolos… e concedei a este Vosso servo, que Vós escolhestes para o episcopado, [o poder] para alimentar Vosso rebanho sagrado e para servir sem culpa como Vosso sumo sacerdote, ministrando dia e noite para propiciar incessantemente diante de Vosso rosto e para oferecer-Vos os dons da Vossa santa Igreja, e pelo Espírito de sumo sacerdócio ter a autoridade para perdoar pecados de acordo com Vosso mandamento.” (Tradição Apostólica 3 [215 d.C.]).

 

Orígenes

“[Um método final de perdão], embora difícil e trabalhoso, [é] a remissão dos pecados por meio da penitência, quando o pecador… não se retrai de declarar seu pecado a um sacerdote do Senhor e de buscar remédio, após a forma dele que diz: ‘Eu disse, “Ao Senhor acusar-me-ei de minha iniquidade”‘” (Homilias sobre Levítico 2:4 [248 d.C.]).

 

Cipriano de Cartago

“O apóstolo [Paulo] da mesma forma dá testemunho e diz: ‘… Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor.” (1Cor 11:27]. Mas [o impenitente] repele desdenhosamente e despreza todos esses avisos; antes de que seus pecados sejam expiados, antes de que eles tenham feito uma confissão de seus crimes, antes de que sua consciência tenha sido purgada na cerimônia e às mãos do sacerdote… eles fazem violência ao corpo e sangue [do Senhor], e com suas mãos e boca pecam contra o Senhor mais do que quando O negavam” (Os Decaídos 15:1–3 (251 d.C.]).

“De fé bem maior e temor salutar são aqueles que… confessam seus pecados aos sacerdotes de Deus de uma maneira franca e na tristeza, fazendo uma declaração aberta de consciência… Eu vos suplico, irmãos, que todos que pecaram confessem seus pecados enquanto ainda estão neste mundo, enquanto sua confissão ainda é admissível, enquanto a satisfação e a remissão feita através dos sacerdotes ainda são agradáveis diante do Senhor.” (idem., 28).

“[Os] pecadores podem fazer penitência para um tempo determinado, e de acordo com as regras de disciplina vêm à confissão pública, e por imposição da mão do bispo e clero recebe o direito de comunhão. [Mas agora alguns] com seu tempo [de penitência] ainda não cumprido… eles são admitidos à comunhão, e seu nome é apresentado; e enquanto a penitência ainda não é realizada, a confissão ainda não é feita, as mãos do bispo e clero ainda não são postas sobre eles, a Eucaristia é dada a eles; contudo está escrito, ‘Por isso, todo aquele que comer do pão ou beber do cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor.‘ [1Cor 11:27]” (Cartas 9:2 [253 d.C.]).

“E não penses, querido irmão, que vai ser reduzida a coragem dos irmãos, ou que os martírios falharão por esta causa, que a penitência seja diminuída para os decaídos, e que a esperança de paz [ou seja, a absolvição] seja oferecida ao penitente… Para os adúlteros mesmo um tempo de arrependimento é concedido por nós, e a paz é dada.” (idem., 51[55]:20).

“Mas eu me pergunto se alguns são tão obstinados para pensar que o arrependimento não seja concedido aos decaídos, ou supor que o perdão é para ser negado ao penitente, quando está escrito, ‘Lembra-te por que motivo estás caído, e arrepende-te, e faz as primeiras obras‘ [Ap 2:5], que certamente é dito a ele que evidentemente caiu, e a quem o Senhor exorta a levantar-se novamente por seus atos [de penitência], porque está escrito: ‘A esmola livra da morte.’ [Tb 12:9]” (idem, 51[55]:22).

 

O sábio persa Afrahat

“Vós [sacerdotes], então, que sois discípulos do nosso ilustre médico [Cristo], não deveis negar um curativo àqueles que necessitam de cura. E se alguém descobre a ferida dele antes de vós, dai-lhe o remédio do arrependimento. E aquele que tem vergonha de tornar conhecido sua fraqueza, encorajai-o para que ele não o esconda de vós. E quando ele vos tiver revelado, não o torne público, para que, por causa disso, o inocente possa ser considerado como culpado por nossos inimigos e por aqueles que nos odeiam.” (Tratados 7:3 [340 d.C.]).

 

Basílio, o Grande

“É necessário confessar nossos pecados àqueles a quem é confiada a entrega dos mistérios de Deus. Aqueles fazendo penitência de antigos são encontrados para tê-la feito antes dos santos. Está escrito no Evangelho que eles confessaram seus pecados a João Batista [Mt 3:6], mas em Atos [19:18] eles confessaram aos apóstolos.” (Regras Brevemente Tratadas 288 [374 d.C.]).

 

João Crisóstomo

“Os sacerdotes receberam um poder que Deus não deu nem aos anjos, nem aos arcanjos. Foi dito a eles: ‘Tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu’. De fato, os governantes temporais têm o poder de ligação; mas eles só podem ligar o corpo. Os sacerdotes, por outro lado, podem ligar com um vínculo que pertence à própria alma e transcende os próprios céus. [Deus] não lhes deu todos os poderes do céu? ‘Àqueles a quem perdoardes os pecados,’ diz, ‘ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.’ Que poder há maior do que este? O Pai deu ao Filho todo julgamento. E agora eu vejo o Filho colocando todo esse poder nas mãos dos homens [Mt 10:40; Jo 20:21–23]. Eles são elevados a esta dignidade como se eles já fossem recolhidos ao céu.” (O Sacerdócio 3:5 [387 d.C.]).

 

Ambrósio de Milão

“Para aqueles a quem foi dado [o direito de ligação e separação], é óbvio que ambos são permitidos, ou nenhum é permitido. Ambos são permitidos para a Igreja, nenhum é permitido para a heresia. Porque este direito foi concedido somente aos sacerdotes.” (Penitência 1:1 [388 d.C.]).

 

Jerônimo

“Se a serpente, o diabo, morde alguém secretamente, ele infecta essa pessoa com o veneno do pecado. E se quem foi mordido se mantém em silêncio e não faz penitência, e não quer confessar sua ofensa… então seu irmão e seu mestre, que têm a palavra [de absolvição] que vai curá-lo, não pode ajudá-lo.” (Comentário sobre Eclesiastes 10:11 [388 d.C.]).

 

Agostinho

“Quando tiveres sido batizado, mantém uma vida boa nos mandamentos de Deus para que possas preservar teu batismo até o fim. Não te digo que viverás aqui sem pecado, mas eles são pecados veniais os quais esta vida nunca está sem. O Batismo foi instituído para todos os pecados. Para os pecados leves, sem os quais nós não podemos viver, a oração foi instituída… Mas não cometas aqueles pecados por conta dos quais tu terias de ser separado do corpo de Cristo. Que pereça o pensamento! Porque aqueles a quem vês fazendo penitência cometeram crimes, também adultério ou algumas outras maldades. É por isso que eles estão fazendo penitência. Se os pecados deles fossem leves, a oração diária bastaria para apagá-los… Na Igreja, portanto, há três maneiras de os pecados serem perdoados: nos batismos, na oração e na humildade maior de penitência.” (Sermão aos Catecúmenos sobre o Credo 7:15, 8:16 [395 d.C.]).

 

Traduzido para o Veritatis Splendor por Marcos Zamith diretamente do original em inglês em http://www.catholic.com/library/Confession.asp

 

Fonte:http://www.veritatis.com.br/doutrina/sacramentos/1219-a-confissao-dos-pecados