Arquivo diário: 26 de julho de 2011

Amor ao próximo.

“Acredito que o mundo hoje está de ponta
cabeça e sofre muito porque existe tão pouco
amor no lar e na vida familiar. Não temos
tempo para nossas crianças, não temos
tempo para nos darmos uns aos outros, não
temos tempo para apreciarmos uns aos outros.”
Madre Teresa de Calcutá

Leio sobre muitos assuntos e temas desde política, ciências até filosofia e religião e na minha opinião muito das desgraças que estão ocorrendo no mundo resume-se em “falta de amor ao próximo”.
No evangelho de Marcos 12:29-31 está escrito:
29 Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é este: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor; 30 amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças. 31 Eis aqui o segundo: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Outro mandamento maior do que estes não existe.

Madre Teresa disse uma vez:
“O amor começa em casa; o amor habita nos lares e é por isso que existe tanto sofrimento e tanta infelicidade no mundo… Todos, hoje em dia, parecem estar com tanta pressa, ansiosos por grandes desenvolvimentos e grandes riquezas e assim por diante, de modo que as crianças não têm tempo para os pais. Os pais têm pouco tempo para darem-se uns aos outros, e no próprio lar começa a destruição da paz do mundo.”

Se pararmos para refletir a esse assunto passaria dias e escreveria um enorme livro… E não precisamos ir muito longe para encontrar vestígios de que nós colaboramos para essa destruição, quantas vezes me pego com pensamentos errados sobre as pessoas ou me pego pensando em que fazer para que eu me torne uma pessoa melhor para “mim” e não para o próximo e essa vaidade faz com que perca esse amor ao próximo, podemos até tentar fugir dos nossos pensamentos maliciosos com a desculpa que só é um pensamento… Porém nosso Senhor nos disse em Mateus 5:28
Ora, eu vos digo: todo aquele que olhar para uma mulher com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela em seu coração.
Ou seja ninguém comete um pecado sem antes ter pensado em seu coração.
Hoje em dia a pratica de amar ao próximo está mais em uma base de troca de amor do que um amor sem interesses( Agápe ). Acredito que o mais difícil no Cristão é amar quem não te ama…
E Jesus nos ensina mas uma vez em Mateus 5:44

Eu, porém vos digo: Amai a vossos inimigos, bem-dizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; Para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que recompensas havereis? Não fazem os pagãos também o mesmo? E, se saudares unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os pagãos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.

Eu acredito que o ato de amar é gradual. Quanto mais se conhece mais se ama.(Quem nos conhece no mais intimo dos intimos mais que Deus! ?Então imagine o tão grande é o amor Dele por ti.)

Analisando o livro “Confissões” de Santo Agostinho sobre o amor.

Analisando alguns capítulos das “Confissões” percebemos que o amor para
Agostinho é uma lei existencial. É infeliz, para ele, o homem que não ama. Todavia,
devido às fraquezas humanas, não consegue amar de forma ordenada, caindo na
concupiscência, que é o desvirtuamento do uso da vontade exercida sobre o ser,
que lhe provoca grande culpa. O ser humano é capaz de se regenerar e recomeçar
a amar, não se basta a si mesmo, necessita do outro. No entanto, não pode
permanecer inerte, pois, se quer amar, tem de se movimentar, ou seja, sair de si e ir
ao encontro de outrem. Assim, ao encontrar-se com o outro, precisa conhecê-lo e
dar-se a conhecer.
Aquele que ama expressa a sua totalidade amorosa no outro. E ao fazê-lo,
surge o respeito mútuo. No respeitar-se mutuamente, cada um assume o outro como
prolongamento de si mesmo. O amor, como prolongamento de si mesmo, é capaz
de transformar o outro. Percorrido esse caminho, surge a felicidade que é também o
grande desejo de Agostinho, porque para ele o amor dá significado à existência humana.

E creio que esse Amor é Deus… Porque??
Por que está claro nas Sagradas Escrituras. Em 1 João 4:15-20

Todo aquele que professa que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus.

E nós, que cremos, reconhecemos o amor que Deus tem para conosco. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece em Deus, e Deus permanece nele. Nisto se realiza plenamente o seu amor para conosco: em que tenhamos firme confiança no dia do julgamento; pois tais como é Jesus, somos nós neste mundo. No amor não há temor. Ao contrário, o perfeito amor lança fora o temor, pois o temor implica castigo, e aquele que teme não chegou à perfeição do amor. Nós amamos, porque ele nos amou primeiro. Se alguém disser: “Amo a Deus”, mas odeia o seu irmão, é mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê.

Peço as pessoas que lerem este texto que tentem colocar em pratica este amor que nos foi passado e que se move até nós em toda Santa Missa pela Sagrada Eucaristia, que estejamos sempre em comunhão com este Amor e sempre confessarmos nossos pecados para que esse Amor não encontre as portas de nossos corações fechadas para Ele!

Fernando

Pax Christi

Aprendendo o Latim (Parte VI)

Publicada por Cleiton Robson.
A Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis, do Santo Padre Bento XVI, no nº 62 fala explicitamente quanto ao uso da língua latina (grifos nossos): “… A fim de exprimir melhor a unidade e a universalidade da Igreja, quero recomendar o que foi sugerido pelo Sínodo dos Bispos, em sintonia com as diretrizes do Concílio Vaticano II: excetuando as leituras, a homilia e a oração dos fiéis, é bom que tais celebrações sejam em língua latina; sejam igualmente recitadas em latim as orações mais conhecidas da tradição da Igreja e, eventualmente, entoadas algumas partes em canto gregoriano. A nível geral, peço que os futuros sacerdotes sejam preparados, desde o tempo do seminário, para compreender e celebrar a Santa Missa em latim, bem como para usar textos latinos e entoar o canto gregoriano; nem se transcure a possibilidade de formar os próprios fiéis para saberem, em latim, as orações mais comuns e cantarem, em gregoriano, determinadas partes da liturgia.
E isto para enfatizar o intento que o Salvem a Liturgia vem fazendo com esta série de postagens, em consonância com o Magistério e com o Santo Padre o Papa!
Aqui é bom entendermos o porquê de algumas palavras variarem em suas terminações. No latim, substantivos, adjetivos e pronomes não têm uma forma fixa como em português,que só varia em gênero e número, isto é, masculino e feminino, singular ou plural. O latim não tem artigos; as desinências indicam, simultaneamente, não só o gênero e o número da palavra, mas também a sua função sintática.
Os substantivos declináveis em latim figuram, nos dicionários, em dois casos, o nominativo e o genitivo. Por exemplo, tabula, ae; dominus, i; lex, legis; manus, us; dies, ei (ae genitivo da primeira declinação; i da segunda; is, da terceira; us, da quarta, e ei da quinta).
Conhecido o genitivo, dele se extrai o radical para formar os demais casos. O radical é obtido destacando-se a desinência do genitivo. Exemplo: Dominus, Domini. Radical: Dominus menos us = Domin.
Os termos em us fazem o vocativo em e. Ex.: Benedictus (Bento), Benedicte (Ó, Bento). Mas, Deus (Deus), agnus (cordeiro) e chorus (coro) têm o vocativo igual ao nominativo, isto é, us. Ex.: Agnus Dei, miserere nostri (Cordeiro de Deus, tem piedade de nós).
Os casos em latim são seis e regem a terminação que a palavra vai receber. Na maioria das vezes:
O nominativo indica o sujeito da oração e normalmente é traduzido por “o algo” / “algo”.
O genitivo indica o adjunto adnominal restrivo, passa a idéia de posse e normalmente é traduzido por “de algo”.
O dativo indica o objeto indireto e normalmente é traduzido por “a algo”.
O acusativo indica o objeto direto e normalmente é traduzido por “o algo”.
O ablativo indica um adjunto adverbial e normalmente é traduzido por “para algo”.
Assim, quando foi anunciado o novo Papa, em 19 de Abril de 2005, o Cardeal protodiácono Jorge Medina Estévez, proclamou:
Annuntio vobis gaudium magnum;
habemus Papam:
Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum,
Dominum Josephum
Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem Ratzinger
qui sibi nomen imposuit Benedictum (i) decimi sexti
.
Anuncio-vos uma grande alegria;
Temos um Papa:
O eminentíssimo e reverendíssimo Senhor,
Senhor Joseph
Cardeal da Santa Romana Igreja Ratzinger,
que se impôs o nome de Bento dezesseis.

Ao anunciar o nome do papa recém-eleito, é dito o nome de nascimento do novo papa ou o primeiro nome em latim, caso acusativo (ex. Angelum Iosephum, Ioannem Baptistam, Albinum, Carolum, Iosephum), o sobrenome do novo pontífice é anunciado na língua original (por exemplo, Roncalli, Montini, Luciani, Wojtya, Ratzinger). O nome pontifício do novo papa é normalmente pronunciado em latim, no caso genitivo (ex. Ioannis vicesimi Tertii, Ioannis Pauli primi, e etc), embora também possa ser utilizado o caso acusativo em latim (como foi o caso em 1963, quando o nome papal de Paulo VI foi anunciado como Paulum Sextum e do atual papa Benedictum).

Áudio da Salve Rainha, com o link para download:
Escutar ou baixar AQUI
Salve, Regina, mater misericordiae; vita, dulcedo, et spes nostra, salve. Ad te clamamus, exsules filii Evae. At te suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum valle. Eia, ergo, advocata nostra, illos tuos misericordes oculos ad nos converte. Et Iesum, benedictum fructum ventris tui, nobis post hoc exsilium ostende. O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria. Amen.