Arquivo mensal: agosto 2011

Exame de consciência para a Confissão

Autor: Apostolado Reino da Virgem Mãe de Deus
Publicação original: Fevereiro de 2009

Diz o Catecismo da Igreja Católica:

“O pecado é uma falta contra a razão, a verdade, a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro, para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens. Fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana. Foi definido como uma palavra, um ato ou um desejo contrário à lei eterna. ” (n. 1849)

“Para que um pecado seja mortal (ou pecado grave) requerem-se rês condições ao mesmo tempo: é pecado mortal todo pecado que tem como objeto uma matéria grave, e que é cometido com plena consciência e deliberadamente (plena liberdade).” (n. 1857)

“O pecado é um ato pessoal. Além disso, temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quando neles cooperamos.” (n. 1968)

“O perdão dos pecados cometidos após o Batismo é concedido por um sacramento próprio chamado sacramento da Conversão, da Confissão, da Penitência ou da Reconciliação. (…) O sacramento da Penitência é constituído de três atos do penitente, e da absolvição dada pelo sacerdote. Os atos do penitente são: o arrependimento, a confissão ou declaração dos pecados ao sacerdote e o propósito de cumprir a penitência e as obras de reparação. (…) Aquele que quiser obter a reconciliação com Deus e com a Igreja, deve confessar ao sacerdote todos os pecados graves que ainda não confessou e de que se lembra após examinar cuidadosamente sua consciência.” (n. 1486-1493)

A lista abaixo NÃO esgota necessariamente todas as variedades possíveis de pecado. Ela pretende, porém, auxiliar um bom exame de consciência. Foi feita com base no Catecismo, números 2030 a 2557.

1º mandamento (“Amar a Deus sobre todas as coisas”)

  • Duvidei da existência de Deus?
  • Duvidei de alguma verdade de fé ou moral definida pela Igreja?
  • Busquei ou acreditei em falsas doutrinas (astrologia, magia, espiritismo, etc)?
  • Deixei de cumprir promessas ou votos que fiz?
  • Recusei a obediência às autoridades da Igreja?
  • Comunguei sabendo que estava em pecado mortal?

2º mandamento (“Não tomar seu Santo Nome em vão”)

  • Blasfemei a Deus ou as coisas de Deus?
  • Desrespeitei a Deus ou as coisas de Deus?
  • Jurei falso ou sem necessidade?

3º mandamento (“Guardar domingos e festas de guarda”)

  • Faltei a Santa Missa Dominical ou em festas de preceito?
  • Trabalhei no Domingo sem necessidade?

4º mandamento: (“Honrar pai e mãe”)

  • Deixei de cumprir meus deveres com meus pais (respeito, gratidão, obediência e ajuda) e minha família?
  • Não cumpri os justos deveres de um cidadão?

5º mandamento: (“Não matar”)

  • Cometi homicídio voluntário?
  • Abortei?
  • Apoiei a eutanásia ou o suicídio?
  • Levei outra pessoa a pecar, por ação ou omissão?
  • Deixei de cuidar da minha saúde?
  • Usei drogas?
  • Expus a situação de risco a minha vida ou a de outras pessoas?
  • Cometi atos contrários à dignidade da pessoa?
  • Odiei, desprezei, maltratei alguém?
  • Não perdoei?

6º mandamento (“Não pecar contra a castidade”) e

9º mandamento (“Não desejar a mulher do próximo”)

  • Eu me masturbei?
  • “Fiquei” sem a intenção de namorar com a pessoa?
  • Traí meu namorado (a) ou fui cúmplice de traição?
  • Tive relações sexuais antes do casamento?
  • Cometi adultério?
  • Cometi práticas homossexuais?
  • Expus meu corpo com roupas escandalosas?
  • Eu me expus a ocasiões de pecado (imagens pornográficas, locais, conversas, etc)?
  • Consenti em olhares, pensamentos ou outros atos impuros?
  • Utilizei métodos contraceptivos artificiais?
  • Espacei o nascimento dos filhos sem razão justa?
  • Fiz inseminação artificial?

7º mandamento (“Não furtar”) e

10º mandamento: (“Não cobiçar as coisas alheias”)

  • Roubei?
  • Despeitei os bens das outras pessoas ou a justiça social?
  • Desrespeitei a criação de Deus?

8º mandamento (“Não levantar falso testemunho”)

  • Menti?
  • Pensei mal de alguém sem motivo?
  • Caluniei ou difamei?

 

Mandamentos da Santa Igreja

  • Passei o ano sem me confessar?
  • Deixei de comungar na Páscoa?
  • Jejuei e abstive-me de carne na preparação das festas litúrgicas como manda a Igreja?
  • Deixei de ajudar as necessidades materiais da Igreja segundo minhas possibilidades?

 

Pecados capitais

“Os vícios podem ser classificados segundo as virtudes que contrariam, ou ainda ligados aos pecados capitais (…). São chamados capitais porque geram outros pecados, outros vícios. São o orgulho, a avareza, a inveja, a ira, a impureza, a gula e a preguiça.” (Cat., 866)

 

Fonte: http://www.reinodavirgem.com.br/vidacrista/exame-de-consciencia.html

Técnica: Moralidade de Deus é julgada pelas moralidade dada aos humanos. Ou ainda: a bactéria santa.

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Esse é um estratagema tolo, que consiste em dizer que para julgarmos o “caráter” de Deus, o meio usado deverá ser a moralidade dada aos humanos. Esse é mais um das “dicas filosóficas” ilógicas propostas por Sam Harris. Para funcionar, deve pressupor que (1) Deus está no mesmo plano de ação dos humanos e que (2) Deus está colocando como norma moral aquilo que ele mesmo faz no “dia-a-dia”. Basicamente, o que o neo-ateu diz, em um momento desses, é o seguinte:

é certo para deus matar ou não (animais e pessoas)?

se for afirmativo ele esta em sintonia com a propria criação pois ele colocou isso como instinto

se for negativo deus entra em conflito com sí proprio entrando em contradição

dizer que é de vontade divina que devemos ter moral isso faz desse deus um ser contraditorio pois entra em conflito com o que ele propos como intinto, afinal a criação (toda ela )tem que ter a essencia do seu criador

Algum pingo de razão?

É claro que não.

Vejamos as características que são normalmente aceitas para descrever objetivamente Deus:

  • Perfeito
  • Ilimitado
  • Sem Necessidades
  • Único e Superior a tudo que existe

Já para os humanos, temos:

  • Imperfeito
  • Limitado em todos os aspectos (Inteligência, Sabedoria, etc.)
  • Precisa satisfazer suas necessidades constantemente
  • Igual a outros 6.000.000.000 existentes

Então Deus é igual ou está no mesmo plano que os humanos? Mesmo?

Como explica Theodore Beale em The Irrational Atheist:

Deveria ser óbvio que não podemos usar, numa perspectiva cristã, a moralidade humana para estabelecer a moralidade divina. Basta ver os Dez Mandamentos. Deus tem alguma inclinação em acreditar em outro Deus além dele mesmo? Deus tem um vizinho com quem ele pode cometer adultério com a esposa? Quem é o pai de Deus e como ele falha em respeitá-lo?

Como podemos ver, essa afirmação só faria algum sentido se Deus também fosse um animal. Fica bem claro que a moralidade foi dada para o trato dos homens uns com os outros. Além do mais, podemos dizer que a moralidade está de acordo com a natureza e os aspectos qualitativos de cada ser. Como se tratam de tipos de entidades com naturezas diferentes, não podemos usar o parâmetro (02) para julgar o ser (01). Da mesma forma que podemos, normalmente, aceitar que um pai discipline fisicamente um filho de 4 anos de idade por não se comportar na frente dos outros colegas, mas normalmente não aceitamos que os outros colegas juntem-se e deêm uma surra no infante que não se comporta.

Como se vê, é basicamente um estratagema de apelo emocional, não tendo muito de razão.

Ainda temos uma segunda alegação, mais tola ainda, que é (1) afinal a criação (toda ela )tem que ter a essencia do seu criador.

Hehehe. Podemos ver que nessa versão bizarra do Cristianismo, TODA a criação, até as bactérias, foram feitas à Imago Dei!

Sendo que é justamente isso que diferencia os homens dos outros seres…

Os animais não são agentes morais. Não podemos cobrar que eles tenham ações corretas ou ainda usar seus parâmetros de ação para definir o que é certo ou o que é errado.

Ou alguém propõe em uma bactéria que pratique o bem e se arrependa de seus erros?

Pelo visto, vem por aí a mais nova descoberta da teologia: a bactéria santa! E que os seres da foto que se arrependam de estar fumando e usando armas…

Fonte:http://teismo.net/quebrandoneoateismo/2010/08/10/tecnica-moralidade-de-deus-e-julgada-pelas-moralidade-dada-aos-humanos/

20 coisas [ridículas] que é preciso acreditar para ser ateu

1. Acreditar que o universo criou-se a si mesmo. Rejeitando a proposição “Deus criou o universo”, a única alternativa é que as leis que funcionam dentro do universo são também responsáveis pela criação desse mesmo universo.

2. Acreditar que a vida criou-se a si mesma. Essencialmente, é o mesmo que o anterior mas aplicado às formas biológicas. O ateu é forçado a acreditar que, de alguma forma, as “forças naturais” (seja lá o que isso for, dentro do ateísmo) foram capazes de criar o que seres inteligentes como nós temos grandes dificuldades em imitar.

3. Acreditar que essa vida, de alguma forma desconhecida da ciência, conseguiu criar os seus próprios sistemas para ver, respirar, navegar, auto-curar, alimentar, e tudo o mais.

4. Acreditar que essa forma de vida gerou os seus próprios órgãos reprodutores, e que “por acaso”, nas proximidades havia outra forma de vida que tinha órgãos reprodutores compatíveis de forma a que a reprodução sexual começasse a fazer parte da história da vida.

5. Acreditar que formas de vida marinhas “quiseram” ir viver para terra firme, embora estivessem bem adaptadas à vida nos mares.

6. Acreditar que durante o processo de se transformar em forma de vida terrestre, os seus órgãos internos e externos foram-se adaptando de forma calculada e simultânea de forma a que essa forma de vida não se tornasse incapaz de nadar mas fosse ainda incapaz de caminhar.

7. Acreditar que, já em terra, essa forma de vida tivesse sido acompanhada pela “esposa” de forma a que ambos pudessem continuar com a linhagem.

8. Acreditar que essa forma de vida se foi transformando de modo a que gerasse animais perfeitamente adaptados à vida em terra, embora tivesse vindo de um ambiente totalmente distinto como a água.

9. Acreditar que, depois do aparecimento dos mamíferos, um deles “sentiu saudades” da vida na água, e evoluiu para algo que deu origem às baleias, golfinhos e outros mamíferos marinhos. Mais uma vez, e sempre de forma aleatória e não direccionada, os órgãos internos e externos tiveram que se modificar de forma coordenada e bem calibrada de forma a que o animal não se tornasse incapaz de viver em terra e nas profundezas marinhas.

10.Acreditar que um réptil evoluiu para um pássaro, embora a mínima modificação da forma de caminhar dos pássaros signifique morte instantânea.

11. Acreditar que os dinossauros viveram há “milhões de anos atrás” embora tenha sido encontrado material orgânico dentro de ossos de dinossauro em bom estado de preservação. Isto contradiz a tese de que eles viveram há milhões de anos.

12. Contradizer-se ao afirmar que, por um lado, os conceitos do “bem” e do “mal” são relativos às sociedades que as promovem, mas que ao mesmo tempo, é absolutamente errado roubar, matar, e ensinar o Criacionismo nas escolas.

13. Afirmar que todo o comportamento humano pode ser explicado segundo a interação das leis naturais na nossa constituição material, mas ao mesmo tempo devemos usar a “razão” (uma entidade não-física) para resolver os problemas morais da existência humana.

14. Defender a tese de que o Cristianismo é mau para a sociedade, embora estudos científicos mostrem que aqueles que subscrevem a visão Bíblica do mundo são, em geral, mais saudáveis, mais otimistas, mais generosos e mais altruístas, e menos propensos a comportamentos auto-destrutivos.

15. Acreditar que se o mundo optasse pelo ateísmo, tudo seria bem melhor, pese embora o fato de o ateísmo ser responsável pela morte de mais de 100 milhões de seres humanos em menos de 70 anos.

16. Acreditar que a ciência é algo que suporta o ateísmo, embora a ciência moderna seja o resultado da visão Bíblica do mundo (1, 2, 3, 4, 5) e o ateísmo nada tenha feito para o avanço da ciência.

17. Acreditar que, se os cristãos quiserem sobreviver neste mundo “científico”, eles vão ter que rejeitar muitas das suas crenças “arcaicas”, pese embora o fato de que igrejas que fizeram isso mesmo estarem a morrer espiritualmente.

18. Aceitar que a homossexualidade é um comportamento natural e não-reversível, embora haja ampla documentação que mostre que o comportamento homossexual, como comportamento auto-destrutivo que é, possa ser alterado.

19. Aceitar que não há problemas nenhum em abortar bebês, pese embora o fato de que mulheres que fazem abortos serem mais susceptíveis de contrairem câncer de mama e serem mais propensas a terem problemas psicológicos.

20. Aceitar a noção de que após a morte, entramos num estado permanente de não existência, apesar de Alguém tenha vindo do mundo dos mortos e tenha dito que há vida para além da sepultura.

“E eu, quando O vi, caí aos Seus Pés, como morto; e Ele pôs sobre mim a Sua dextra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o Primeiro e o Último; E o que Vivo e fui Morto, mas eis aqui estou Vivo para todo o sempre. Ámen. E tenho as chaves da morte e do inferno.”
Ap 1.17,18

Além de rejeitar as evidências médicas e científicas que mitigam contra algumas das mais profundas crenças que o ateísmo ensina, há também o facto de o ateu fazer toda a sua existência depender de algo que é refutado por Alguém que tem todo o conhecimento que alguma vez existiu, existe e vai existir:

“Em Quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e daciência.”
Cl 2.3

Conclusão: Para ser um “ateu consistente”, é preciso acreditar em coisas inconsistentes.

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Fonte: http://darwinismo.wordpress.com (Adaptado)

Fonte:http://respostasaoateismo.blogspot.com/2011/06/20-coisas-ridiculas-que-e-preciso.html

Católico e Espírita?

O Concílio Vaticano II chamou os leigos a participarem ativamente da vida da Igreja. Através do Decreto Apostolicam Actuositatem pede:

“Grassando na nossa época gravíssimos erros que ameaçam inverter profundamente a religião, este Concílio exorta de coração todos os leigos que assumam mais conscientemente suas responsabilidades na defesa dos princípios cristãos” (AA,6).

Em que pese a doutrina da Igreja, bem como a sua Tradição e o seu Magistério, mostrarem a radical incompatibilidade entre o Cristianismo e o espiritismo, muitos “católicos”, fracos na fé e pouco conhecedores da doutrina, teimam em persistir neste sincretismo perigoso. Vão à missa e ao culto espírita, como se isto não fosse proibido pela fé católica.

É preciso ficar bem claro que o espiritismo (bem como suas derivações) contradiz “frontalmente” a doutrina católica em muitos pontos, sendo, portanto, impossível a um católico ser também espírita.

Em 1953, os Bispos do Brasil disseram que o espiritismo é o desvio doutrinário “mais perigoso” para o país, uma vez que “nega não apenas uma ou outra verdade da nossa fé, mas todas elas, tendo, no entanto, a cautela de dizer´se cristão, de modo a deixar , a católicos menos avisados, a impressão erradíssima de ser possível conciliar catolicismo com espiritismo” ( Espiritismo, orientação para os católicos, D.Boaventura Kloppenburg, Ed. Loyola, 5ªed, 1995,pag.11).

Muitas passagens da Bíblia comprovam o que está dito acima. A principal delas é a que está no livro do Deuteronômio:

“Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha [magia negra], nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feitichismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou à evocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas…” (Deutr 18,9´13).

Essas palavras da Bíblia são muito claras e fortes e não deixam dúvida sobre a proibição “radical” de Deus a todas as formas de ocultismo e busca de poder ou de conhecimento fora da vontade de Deus. E isto é um perigo para a vida cristã, porque “contamina” a alma. Deus “abomina” aqueles que se dão a essas práticas, diz a Palavra de Deus. Abomina quer dizer, detesta, odeia, rejeita. Não consigo imaginar nada pior nesta vida do que uma pessoa ser abominável a Deus, por própria culpa.

O livro do Levítico traz a mesma condenação:

“Não vos dirijais aos espíritas nem aos adivinhos: não os consulteis para que não sejais contaminados por eles” (Lev 19,31).

Essa “contaminação” espiritual é perigosa para o cristão. Por se tratar de um pecado grave, essa prática o coloca sob a influência e dependência do mundo tenebroso dos demônios.

A primeira consequência para a pessoa que se dá a essas práticas proibidas, é um “esfriamento” espiritual. Começa a esfriar na fé, deixa a oração, os sacramentos, e torna´se fraco na fé, na esperança e na caridade, até, digamos, morrer espiritualmente.

Se você entra num ambiente espírita, de macumba, candomblé, etc, mesmo que seja apenas por curiosidade, “sem maldade”, você está pecando e colocando´de sob o jugo do demônio. Neste assunto, é a “curiosidade” que leva muitos católicos ao pecado.

Sabemos que o demônio pode se fazer presente nesses ambientes, já que a Igreja nos garante que nenhum “espírito” dos mortos andam perambulando pelo mundo e, muito menos “baixando” em lugar algum. Os espíritos que baixam nesses “centros”, se baixam, são certamentes espíritos malignos.

Repete a Palavra de Deus, pelo livro do Levítico:

“Se alguém se dirigir aos espíritas ou aos adivinhos para fornicar com eles, voltarei o meu rosto contra esse homem…” (Lev 20,6).

Por “adivinhos” devemos entender todas as formas de se buscar o conhecimento de realidades ocultas, conhecer o futuro, etc. Entre essas práticas estão, entre outras, a invocação dos mortos ( necromancia ), a leitura das mãos (quiromancia), a astrologia, os búzios, cartomancia, consultas aos cristais, tarôs, numerologia, etc.

Uma verdade bíblica que todo católico precisa saber, é o que disse São Paulo aos coríntios:

“As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam´nas aos demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou quereis provocar a ira do Senhor?” (1 Cor 10,20´22).

Qual é o grande ensinamento que esta Palavra nos traz?

Que todo culto que se presta a uma entidade espiritual, é recebido ou por Deus ou por Satanás. Como os pagãos não prestam o seu culto a Deus, então, por exclusão, quem o recebe é o demônio. Daí podermos entender porque Deus abomina aqueles que se dão a essas práticas pagãs já citadas. Neste caso, Deus é rejeitado, é traido. E daí podemos entender também porque o “ambiente” fica propício à presença e manifestação do Mal.

O Antigo Testamento está repleto da “fúria” de Deus para com o seu povo eleito, quando esse povo “prevaricava”, isto é, praticava a idolatria. Nessas situações, Deus abandonava o seu povo nas mãos dos seus inimigos, que os vencia nos combates, e muitas vezes os escravizava. O socorro de Deus só chegava depois que o povo se arrependia do mal que praticara. Pela boca do profeta Jeremias o Senhor diz:

“Eu os condenarei pelos males que cometeram, por me haverem abandonado, ofertando incenso a outros deuses e adorando a obra de suas mãos” (Jer 1,16).

“Ó céus, plasmai, tremei de espanto e horror …

Porque o meu povo cometeu uma grande perversidade: abandonou´me, a mim, fonte de água viva, para cavar cisternas, cisternas fendidas que não retém a água”(Jer 2,11´13).

E o povo de Deus tinha plena consciência de que era a prática da idolatria que atraia sobre ele os castigos:

“Porque decretou o Senhor contra nós todos esses flagelos? Qual é o pecado, qual é o crime que cometemos contra o Senhor nosso Deus? Tu lhe dirás: É que vossos pais me abandonaram ´ oráculo do Senhor ´ para correr após outros deuses, rendendo´lhes um culto e diante deles se prosternando. E porque me abandonaram e deixaram de cumprir a minha lei, e porque vós mesmos fizestes pior que vossos pais, cada qual, sem me ouvir, obstinou´se em seguir as más tendências de seus corações. Assim, expulsar´vos´ei desta terra para vos lançar numa terra que não conhecestes, nem vós, nem vossos pais. Lá, dia e noite, rendereis culto aos deuses estranhos, porque eu não vos perdoarei”(Jer16,10´13).

Os Atos dos Apóstolos, escrito por S. Lucas, contam que S. Paulo expulsou um “espírito de adivinhação” de uma moça escrava que, com suas adivinhações dava muito lucro a seus senhores. Disse S. Paulo a esse espírito de adivinhação:

“Ordeno-te em nome de Jesus Cristo que saias dela”. “E na mesma hora saiu” (At 16,16´18).

É óbvio que S. Paulo não falara a um “fantasma” ou a algo inexistente, apelando para a autoridade do Nome de Jesus. São Paulo expulsou da escrava um demônio, um espírito de adivinhação que estava na moça e dava´lhe o poder de adivinhar.

Isso muitas vezes ocorre nos centros espíritas e nos terreiros de macumba. O demônio sabe se “transfigurar em anjo de luz” (II Cor 11,14), como nos alerta São Paulo. E muito católico desavizado cai nas suas armadilhas. Como ele é um anjo, embora decaído, conserva os seus poderes superiores aos nossos. Sua inteligência é muito mais perfeita que a dos homens. E ele faz também os seus “milagres”. Para conferir isto com a Palavra de Deus, basta ler o que São Paulo fala na carta aos tessalonicenses:

“A manifestação do ímpio será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda a sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar” ( 2 Ts 2,9´10).

O espiritismo nega pelo menos 40 verdades da fé cristã:

  1. Nega o mistério, e ensina que tudo pode ser comprendido e explicado.
  2. Nega a inspiração divina da Bíblia.
  3. Nega o milagre.
  4. Nega a autoridade do Magistério da Igreja.
  5. Nega a infalibilidade do Papa.
  6. Nega a instituição divina da Igreja.
  7. Nega a suficiência da Revelação.
  8. Nega o mistério da Santíssima Trindade.
  9. Nega a existência de um Deus Pessoal e distinto do mundo.
  10. Nega a liberdade de Deus.
  11. Nega a criação a partir do nada.
  12. Nega a criação da alma humana por Deus.
  13. Nega a criação do corpo humano.
  14. Nega a união substancial entre o corpo e a alma.
  15. Nega a espiritualidade da alma.
  16. Nega a unidade do gênero humano.
  17. Nega a existência dos anjos.
  18. Nega a existência dos demônios.
  19. Nega a divindade de Jesus.
  20. Nega os milagres de Cristo.
  21. Nega a humanidade de Cristo.
  22. Nega os dogmas de Nossa Senhora (Imaculada Conceição, Virgindade perpétua, Assunção, Maternidade divina).
  23. Nega nossa Redenção por Cristo (é o mais grave! ).
  24. Nega o pecado original.
  25. Nega a graça divina.
  26. Nega a possibilidade do perdão dos pecados.
  27. Nega o valor da vida contemplativa e ascética.
  28. Nega toda a doutrina cristã do sobrenatural.
  29. Nega o valor dos Sacramentos.
  30. Nega a eficácia redentora do Batismo.
  31. Nega a presença real de Cristo na Eucaristia.
  32. Nega o valor da Confissão.
  33. Nega a indissolubilidade do Matrimônio.
  34. Nega a unicidade da vida terrestre.
  35. Nega o juízo particular depois da morte.
  36. Nega a existência do Purgatório.
  37. Nega a existência do Céu.
  38. Nega a existência do Inferno.
  39. Nega a ressurreição da carne.
  40. Nega o juízo final.

Apesar de tudo isso muitos continuam a proclamar que “o espiritismo e o Cristianismo ensinam a mesma coisa…”

Na verdade é o “joio no meio do trigo” (Mt 13,28), que o inimigo semeou na messe do Senhor. Nada como o espiritismo nega tão radicalmente a doutrina católica.

Ouçamos, finalmente, a palavra oficial da nossa Mãe Igreja, que tão bem nos ensina através do Catecismo:

“Todas as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas que erroneamente se supoem “descobrir” o futuro. A consulta aos horóscopos, a astrologia, a quiromancia (leitura das mãos), a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão (bolas de cristais), o recurso a médiuns escondem uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e finalmente sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Estas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus” (N° 2116).

“O espiritismo implica frequentemente práticas de adivinhação ou de magia. Por isso a Igreja adverte os fiéis a evitá´lo” (N° 2117).

Os católicos que se deram a essas práticas condenadas pela Igreja podem e devem abandoná´las com urgência. Devem procurar um sacerdote, fazer uma confissão clara dos seus pecados e prometer a Deus nunca mais se dar a essas práticas.

É preciso também destruir todo material (livros, imagens, gravuras, vestes, etc) usadas e consagradas nesses cultos.

O pecado dessas práticas é contra o primeiro mandamento da Lei de Deus: “Amar a Deus sobre todas as coisas”. A gravidade está no fato da pessoa ir buscar poder, fama, dinheiro, consolação, etc, num lugar e numa prática não permitida por Deus e pela Igreja. Isto ofende a Deus.

Essas práticas eram usadas na Mesopotâmia antiga, no Egito, entre os povos de Canãa, enfim, entre os pagãos, e eram terminantemente proibidas por Deus ao seu povo.

Parece que hoje, grande parte do povo, volta ao paganismo e às suas práticas idolátricas. Isto nega o Cristianismo. A Igreja, como Mãe bondosa e cautelosa não quer que os seus filhos se percam.

 

Prof. Felipe Aquino

 

Fonte: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=SEITA&id=sei0850

Podemos ser bons sem Deus?

Fonte: http://feracional.net/2011/02/24/podemos-ser-bons-sem-deus/

O Sacerdócio edifica a Igreja

Autor: Pe. Demétrio Gomes da Silva (Diretor do Instituto Filosófico e Teológico do Seminário São José da Arquidiocese de Niterói-RJ)
Publicação: Julho de 2009
Saiba mais: Catecismo da Igreja Católica, n. 1322-1498;1536-1600; 1667-1673.

Ao proclamar o Ano Sacerdotal, com ocasião da comemoração do 150º aniversário do dies natalis de São João Batista Maria Vianney o Santo Padre, Papa Bento XVI, disse que pretendia “contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo”. Este Ano Sacerdotal deve ser um tempo no qual não só os sacerdotes, mas todos os fiéis redescubramos a beleza deste grande dom que o Senhor confiou à Sua Esposa, a Igreja.

Se todo cristão é um «Outro Cristo» – Alter Christus -, com muito mais razão o é o sacerdote. Homem configurado ao Senhor não só em virtude do sacramento batismal, mas também pela ordenação sacerdotal, que realiza nele uma identificação total com Cristo, Cabeça da Igreja. Podemos dizer que tal identificação é tão profunda, que já não existe uma alteridade perfeita entre Cristo e o sacerdote. Ele já não é somente um Alter Christus, mas Ipse Christus, o mesmíssimo Cristo.

Estritamente falando, só existe um Único Sacerdote: Jesus Cristo. Todos aqueles que recebemos o dom do sacerdócio por imposição das mãos dos Apóstolos e seus sucessores somos sacerdotes n’Ele, isto é, participamos do seu único e sempiterno sacerdócio.

O sacerdote perpetua a presença do Senhor na história dos homens de todos os tempos. Ele é chamado a fazer de sua voz, a voz de Seu Senhor; do seu olhar, o mesmo olhar amoroso do Mestre; de suas mãos, mãos que seguem curando e levantando aqueles que sofrem sob o peso de seus pecados. Parafraseando a Bem Aventurada Madre Teresa de Calcutá, podemos dizer, em uma palavra, que o sacerdote permite que Cristo siga amando através dele.

Por mais que quiséssemos, jamais conseguiríamos abarcar por completo este mistério na Igreja de Deus. O Santo Cura d’Ars dizia aos seus, que se entendêssemos o que é um sacerdote, morreríamos, não de susto, mas de amor. Afirmava também que só no Céu, o sacerdote entenderá bem a si mesmo.

A dignidade dos sacerdotes – a qual todos somos chamados a redescobrir neste Ano Sacerdotal – não consiste nas qualidades pessoais daqueles que são chamados a este ministério. Na verdade, parece que essas são inclusive bem escassas naqueles a quem o Senhor chama. Se Ele fosse seguir a lógica humana, certamente escolheria a outros. Há seguramente muito mais pessoas eloqüentes por aí, mais inteligentes, e até mesmo mais santas. Por certo, a criatura mais perfeita e bela que saiu das mãos de Deus, a Virgem Maria, não foi chamada ao sacerdócio. Aqui cai por terra a débil argumentação feminista, segundo a qual as mulheres deveriam ser também ordenadas, pois possuem a mesma dignidade que os homens. Em parte é verdade, mulheres e homens possuem a mesma dignidade diante de Deus, mas a dignidade do sacerdote – ignoram os feministas – não reside em que ele humanamente seja mais ou menos digno, mas no tesouro sobrenatural que ele porta, apesar do pobre vaso que é, na eleição que o próprio Deus fez dele.

O Senhor chama aqueles que Ele quis (Cf. Mc 3,13). Essa é a razão suprema do chamado sacerdotal: o querer libérrimo de Deus, totalmente independente das qualidades pessoais daquele que é chamado. A vocação sacerdotal é, por isso, dom totalmente gratuito. Ninguém tem “direito” a recebê-la.

A presença do sacerdote no mundo é absolutamente necessária para que a redenção alcance a todos os homens. A ação mais sublime que um homem pode realizar na terra – consagrar o Corpo e o Sangue do Senhor, e perdoar os pecados – só pode ser realizada por um sacerdote. “O padre possui a chave dos tesouros celestes: é ele que abre a porta; é o ecônomo do bom Deus; o administrador dos seus bens (…). Deixai uma paróquia durante vinte anos sem padre, e lá adorar-se-ão as bestas” (São João Maria Vianney).

Sem padre, não há Eucaristia, e, sem Eucaristia, não há Igreja. O teólogo francês, Henri de Lubac, afirmava que a “Eucaristia edifica a Igreja”. Podemos aqui acudir também a uma paráfrase e dizer que “o sacerdócio edifica a Igreja”. O caminho inverso, infelizmente, também é verdadeiro. Se alguém quiser desedificar a Igreja, tentará fazê-lo procurando destruir o sacerdócio. O demônio e os seus amigos sabem muito bem disso, e, como não tiram férias, tentam a todo o momento macular a imagem dos sacerdotes entre os homens.

Essa é a única razão pela qual os pecados dos ministros de Cristo são lançados aos quatro ventos, para que todos os contemplem e deixem de perceber o tesouro que escondem por detrás de suas fragilidades humanas. Não sejamos ingênuos: qual outra razão teriam em publicar em diversos meios de comunicação as misérias desses homens?

É verdade, lamentavelmente, que existem – sejamos realistas – sacerdotes que profanam o seu celibato com toda a espécie de corrupção sexual que a criatividade dos filhos de Adão pode imaginar, sacerdotes que se vendem por dinheiro, que desobedecem às normas da Igreja, enfim. Como afirmou o Papa Bento XVI, “nada faz a Igreja, Corpo de Cristo, sofrer mais que os pecados dos seus pastores, sobretudo daqueles que se convertem em “ladrões de ovelhas” (João 10, 1ss)”. É um dano inimaginável o que esses maus pastores podem causar às almas de quem eles deveriam salvar, sobretudo porque um sacerdote nunca se condena sozinho. Porém, devemos estar muito vigilantes para que jamais sejamos tomados de certo espírito pessimista, que nos leve a pensar que todos os sacerdotes estão corrompidos, que nos faça, enfim, deixar de contemplar a beleza do ministério sacerdotal, e maravilhosa ação que Deus prodigaliza por meio desses homens.

Diante de tantas sombras, temos que afirmar – também com realismo -, que a imensa maioria dos sacerdotes temos o desejo de sermos fiéis à nossa vocação. Ainda com toda nossa debilidade, que compartilhamos com os nossos irmãos homens, temos o anseio sincero de conversão, de santidade, e para isso, nos confessamos, buscamos uma direção espiritual, e aproveitamos todos os meios ascéticos para colaborar com a graça de Deus em nós. Quantos são os sacerdotes que se consomem diariamente, nos altares de distantes igrejas, no silêncio dos confessionários, nos hospitais, e em tantos outros lugares, para conduzir ao Céu aquelas almas que lhe são confiadas, ocultos aos olhos dos meios de comunicação?

Aproveitemos esta inspirada iniciativa do Santo Padre para fazer novamente brilhar o esplendor do sacerdócio na Igreja Católica. Esplendor que, nem sequer, a miséria dos pastores enfermos – não existem maus pastores, mas pastores doentes – poderão roubar da Santa Igreja. Resgatar práticas simples, mas carregadas de fé, como, por exemplo, pedir a bênção aos sacerdotes. Incentivá-los a que se vistam como padres. Rezar muito pela sua conversão. Fazer, de alguma forma, com que nós mesmos redescubramos o tesouro que recebemos em nossa ordenação e recuperemos nossa identidade diante da Igreja e do mundo.

Certa vez ouvi dizer que a sociedade civil é um reflexo da sociedade eclesiástica. Se isso é verdade, pense no que poderíamos fazer no mundo com um punhado de sacerdotes santos?

 

Fonte:http://www.reinodavirgem.com.br/liturgia/sacerdocio-edifica-igreja.html

Dobradinha no programa escola da fé.( Pe.Paulo Ricardo e Pe. Demétrio)

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Terrorista se proclamava como darwinista, não cristão

Terrorista se proclamava como darwinista, não cristão
Manifesto de norueguês mostra Breivik como não religioso e não tendo nenhuma fé pessoal

WASHINGTON, EUA — Uma análise do manifesto de 1.500 páginas de Anders Behring Breivik mostra que a atitude dos meios de comunicação de apressadamente caracterizar o terrorista norueguês como “cristão” pode ser incorreta do mesmo jeito que foi incorreto chamar Timothy McVeigh, o terrorista do ataque a bomba na Cidade de Oklahoma, de cristão.

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Anders Behring Breivik
Breivik foi preso no final de semana, acusado de dois ataques brutais em Oslo, Noruega, e nas redondezas dessa cidade, inclusive uma explosão na capital que matou 7 pessoas e uma orgia de tiros num retiro político de jovens na ilha de Utoya que matou mais de 80 vítimas.
Juntando os pedaços das várias postagens de Breivik na internet, muitas reportagens dos meios de comunicação caracterizaram o terrorista — que diz que estava transtornado com as políticas multiculturalistas impulsionadas pelo Partido Trabalhista da Noruega — como “extremista de direita e cristão fundamentalista”.
Entretanto, embora McVeigh tivesse rejeitado Deus completamente, Breivik escreve em seu manifesto que ele não é religioso, tem dúvidas acerca da existência de Deus, não ora, mas afirma a supremacia da “cultura cristã” da Europa bem como sua própria cultura nórdica pagã.
Por outro lado, Breivik louva Charles Darwin, cujas teorias da evolução se opõem às afirmações da Bíblia, e afirma: “Quanto à Igreja e à ciência, é essencial que a ciência tenha uma prioridade indiscutível sobre os ensinos da Bíblia. A Europa sempre foi o berço da ciência, e deve sempre prosseguir desse jeito. Com relação ao meu relacionamento pessoal com Deus, imagino que não sou um homem excessivamente religioso. Sou em primeiro lugar um homem de lógica. Contudo, apoio uma Europa cristã monocultural”.
O terrorista de forma franca também confessa que não encontra apoio, nem nas igrejas protestantes nem católicas, para suas ideias violentas.
“Tenho a confiança de que a futura liderança de uma hegemonia conservadora cultural na Europa garantirá que a atual liderança eclesiástica seja substituída e os sistemas sejam de certo modo reformados”, escreve ele. “Temos de ter uma liderança eclesiástica que apoie uma futura cruzada com a intenção de libertar os Bálcãs, a Anatólia e criar três estados cristãos no Oriente Médio. São necessárias inciativas para facilitar a desconstrução das igrejas protestantes, cujos membros devem se converter de volta ao catolicismo. As igrejas protestantes tiveram um papel importante em outros tempos, mas suas metas originais já foram alcançadas e contribuíram para reformar a Igreja Católica também. A Europa tem de ter uma Igreja unida liderada por um papa justo e não suicida que tenha disposição de lutar pela segurança de seus súditos, principalmente com relação às atrocidades islâmicas”.
Embora Breivik tenha dito que se considera “100 por cento cristão”, ele também expressa orgulho em suas raízes genealógicas.
“Tenho orgulho de minha herança Viking”, escreve ele. “Meu nome, Breivik, é o nome de uma localidade do Norte da Noruega, e dá para datá-lo até mesmo antes da era Viking. Behring é um nome germânico de antes da era cristã, o qual é derivado de Behr, a palavra germânica que significa Urso (ou ‘aqueles que são protegidos pelo urso’)”.
E embora ele tivesse se caraterizado como “cristão” e “protestante”, Breivik disse que apoia “uma reforma do protestantismo que o leve a ser absorvido pelo catolicismo”.
De forma semelhante, as reportagens dos meios de comunicação caracterizavam McVeigh como um “cristão”, embora ele tivesse de forma categórica negado toda e qualquer convicção e crença religiosa — colocando sua fé na ciência.
Breivik acrescenta: “Fui de moderadamente agnóstico para moderadamente religioso”.
Numa seção de perguntas e respostas de seu manifesto, Breivik se pergunta: “Quais deveriam ser nossos objetivos civilizacionais? Como você imagina uma Europa perfeita?”
Sua resposta dificilmente se parece com a resposta de um “utópico cristão”: “O pensamento ‘lógico’ e racional (certo grau de darwinismo nacional) tem de ser a base fundamental de nossas sociedades. Apoio a propagação do pensamento racional coletivo, mas não necessariamente num nível pessoal”.
O manifesto de Breivik nunca menciona adoração e estudo religioso como parte da rotina dele para se preparar para sua missão de assassinatos em massa. Ao discutir seus preparativos para o ataque, ele escreve: “Tem sido um processo de longo prazo desde que decidi pela primeira vez que eu queria contribuir. Mas não é como se eu tivesse estado isolado há anos. Tenho vivido uma vida quase normal até agora. Ainda tenho um relacionamento íntimo com meus amigos e família, não tão estreito quanto costumava ser. Quanto à minha situação atual, venho trabalhando num livro agora por quase dois anos. É essencial que você se recompense e goze a vida nesse período. Você pode fazer coisas que normalmente você não faria. Você pode basicamente viver uma vida normal se escolher; você tem de ter cuidado extra. Venho praticando certos rituais e meditação para fortalecer minhas crenças e convicções. Para mim, o ritual mais comum é dar uma longa caminhada escutando minha música favorita no meu iPod”.
Breivik também aponta para o fato de que sua ligação com os valores culturais cristãos tem como base a conveniência política, não a fé ou um compromisso religioso.
“Minha escolha não tem nada a ver com o fato de que não tenho orgulho de minhas próprias tradições e herança”, explica ele. “Minha escolha foi baseada puramente no pragmatismo. Todos os europeus estão neste barco juntos. Portanto, temos de escolher uma plataforma mais moderada que possa apelar para um número maior de europeus — preferivelmente até 50 por cento (realisticamente até 35 por cento)”.
Breivik também afirma ser membro da maçonaria, que muitos cristãos consideram como uma organização religiosa esotérica.
Mais especificamente, ele se chama de juiz dos Templários e explica o que isso significa na medida do possível como crença no Cristianismo:
“Considerando que essa é uma guerra cultural, nossa definição de ser cristão não necessariamente significa que você é obrigado a ter um relacionamento pessoal com Deus ou Jesus”, escreve ele. “Ser cristão significa muitas coisas; que você crê e quer proteger a herança cultural cristã da Europa. A herança cultural europeia, nossas normas (inclusive códigos morais e estruturas sociais), nossas tradições e nossos modernos sistemas políticos são baseados no Cristianismo — protestantismo, catolicismo, cristianismo ortodoxo e o legado do iluminismo europeu (a razão é a principal fonte e legitimidade para a autoridade). Você não é obrigado a ter um relacionamento pessoal com Deus ou Jesus a fim de lutar por nossa herança cultural cristã e os costumes europeus. De muitas formas, nossas modernas sociedades e secularismo europeu são consequência da Cristandade europeia e do iluminismo. Portanto, é essencial entender a diferença entre uma ‘teocracia fundamentalista cristã’ (tudo o que não queremos) e uma sociedade europeia secular baseada em nossa herança cultural cristã (o que queremos). Por isso, não, você não precisa ter um relacionamento pessoal com Deus ou Jesus para lutar por nossa herança cultural cristã. Basta que você seja um agnóstico cristão ou ateu cristão (um ateu que quer preservar pelo menos os fundamentos do legado cultural cristão da Europa (feriados cristãos, Natal e Páscoa). Por isso, os PCCTS, os Cavaleiros Templários não são uma organização religiosa, mas em vez disso uma ordem militar ‘culturalista’ cristã”.
De modo bastante repetitivo, Breivik faz tudo o que pode para deixar claro para os leitores de seu manifesto que ele não é motivado pela fé cristã.
“Não vou fingir que sou um homem muito religioso, já que isso seria uma mentira”, diz ele. “Sempre fui muito pragmático e influenciado por meu ambiente secular. No passado, lembro-me de que costumava pensar: ‘A religião é uma muleta para as pessoas fracas. De que vale crer num poder mais elevado se tenho confiança em mim mesmo!? É de dar pena’. Talvez isso seja verdade em muitos casos. A religião é uma muleta para muitas pessoas fracas, e muitas abraçam a religião por razões egoístas como uma fonte de onde extrair força mental (para alimentar sua fraca condição emocional, por exemplo, durante uma enfermidade, morte, pobreza, etc.). Já que não sou hipócrita, direi diretamente que essa é a minha agenda também. No entanto, não senti ainda a necessidade de pedir força a Deus, ainda”.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: Terrorist proclaimed himself ‘Darwinian’, not ‘Christian’
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Fonte: http://juliosevero.blogspot.com/2011/07/terrorista-se-proclamava-como.html