Arquivo mensal: setembro 2011

A verdade sobre Galileu Galilei

Vejam neste resumido e esclarecedor vídeo o que aconteceu de fato acerca das relações de Galileu com a Igreja:

Para quem quiser se aprofundar no tema:
http://auladout.tripod.com/caso_galileu.pdf

 

 

Veja mais detalhes interessantes em “Um mártir da Ciência“:

A única penalidade que a Inquisição lhe impôs foi de uma benevolência quase obscena, que hoje soaria como favorecimento ilícito: ele foi condenado a rezar uma vez por semana, durante três anos, os sete salmos penitenciais, podendo fazê-lo em privado, isto é, sem nenhum controle da autoridade. A coisa inteira levava quinze minutos no máximo, e ele ainda não precisava submeter-se à penitência pessoalmente, podendo solicitar que suas duas filhas, ambas freiras, a fizessem em seu lugar. “Nisso consistiu o “martírio” do grande homem.

Fonte: Seteiras Certeiras


Fonte: http://www.padredemetrio.com.br/2011/07/a-verdade-sobre-galileu-galilei/

“Imparcialidade” Ateísta

O neo-ateu é sempre alguém tão imparcial, justo e coerente consigo mesmo nos debates, não é? Bom, não na minha experiência. Eles se mostram totalmente parciais e até incoerentes consigo mesmos nas suas argumentações.

Particularmente, não acho que o vídeo que vou apresentar abaixo consegue ser total no tema proposto por ele: A “imoralidade” Bíblica. Ainda não fiz um post sobre isso, mas vou fazê-lo algum dia. É importante entender que estou expondo esse vídeo mais pela primeira parte dele(do início até mais ou menos 5 minutos), quando ele demonstra toda a parcialidade ateísta nas suas argumentações de um modo bastante engraçado.

Não é um tanto cômico? Os nossos amigos que se dizem racionais, céticos e geniais não conseguem nem ao menos ser imparciais em uma argumentação. A pergunta que fica é a seguinte: Encontrando um neo-ateu com esse comportamento, o que deve ser feito? Simples: Mostrar a farsa e completa parcialidade do argumento neo-ateísta. Se ele insistir nesses argumentos, o melhor a fazer é deixá-lo falando sozinho. Com gente desonesta é simplesmente impossível vencer um debate.

Espero que tenham gostado.

Fonte: http://catolicoresp.wordpress.com/2011/09/09/imparcialidade-ateista/#comment-318

As origens do pensamento neo-ateísta: As loucuras de Friedrich Nietzsche.

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Nietzsche, Freud e Marx, possivelmente, são, hoje, a maior das coqueluches dos intelectuais dos brasileiros de universidades e etc. E, naturalmente, essa adoração acaba se espalhando pelas camadas mais periféricas por meio da divulgação e “status” que figuras como essa ganham via estratégia gramsciana.

Estando consciente dessa possibilidade, acabamos nos deparando, naturalmente, com opiniões e “fatos” propostos por esses três de forma direta ou indireta.

Ontem mesmo, durante um debate, um usuário me apresentou, enquanto criticavamos a postura de Richard Dawkins, um trecho inteiro retirado diretamente de um livro de Nietzsche como indicação de que o neo-ateísmo era uma posição respeitável.

O problema é que em vez de demonstrar que o neo-ateísmo era uma possível respeitável, ele REFORÇOU a tese de que um movimento com um pé (ou dois) no fanatismo e no radicalismo.

Reproduzo a infamidade abaixo:

Lei contra o cristianismo

Artigo Primeiro – Qualquer espécie de antinatureza é vício. O tipo de homem mais vicioso é o padre: ele ensina a antinatureza. Contra o padre não há razões: há cadeia.

Artigo Segundo – Qualquer tipo de colaboração a um ofício divino é um atentado contra a moral pública. Seremos mais ríspidos com protestantes que com católicos, e mais ríspidos com os protestantes liberais que com os ortodoxos. Quanto mais próximo se está da ciência, maior o crime de ser cristão. Conseqüentemente, o maior dos criminosos é filósofo.

Artigo Terceiro – O local amaldiçoado onde o cristianismo chocou seus ovos de basilisco deve ser demolido e transformado no lugar mais infame da Terra, constituirá motivo de pavor para a posteridade. Lá devem ser criadas cobras venenosas.

Artigo Quarto – Pregar a castidade é uma incitação pública à antinatureza. Qualquer desprezo à vida sexual, qualquer tentativa de maculá-la através do conceito de “impureza” é o maior pecado contra o Espírito Santo da Vida.

Artigo Quinto – Comer na mesma mesa que um padre é proibido: quem o fizer será excomungado da sociedade honesta. O padre é o nosso chandala – ele será proscrito, lhe deixaremos morrer de fome, jogá-lo-emos em qualquer espécie de deserto.

Artigo Sexto – A história “sagrada” será chamada pelo nome que merece: história maldita; as palavras “Deus”, “salvador”, “redentor”, “santo” serão usadas como insultos, como alcunhas para criminosos.

Artigo Sétimo – O resto nasce a partir daqui.

Nietzche – O Anticristo. (pág. 60)

O sujeito, depois de postar isso (fazendo questão de sublinhar a parte em que ele manda prender os padres!) fez que questão de dizer que CONCORDAVA com essa loucura e disse que “se é assim, eu quero ser chamado de neo-ateu então”.

O que é vergonha para o homem comum, para os neo-ateus deveria ser LEI. Vejamos um resumo de como as idéias de Nietzsche podem ser interpretadas no trecho acima:

  1. Prisão para padres, por divulgarem uma posição baseada em idéias pró-família e pró-dignidade sexual, ao contrário do que o autor gosta
  2. Criminalização mais grave do cristianismo para intelectuais, seja cientistas ou filósofos
  3. Destruição de marcos históricos relacionados à religião cristã
  4. Remodelação do conceito de dignidade sexual para promiscuidade
  5. Tratamento cruel para religiosos
  6. Tornar a menção de palavras como “Deus” como algo que ofenda os outros
  7. Renascimento/Remodelação  da humanidade a partir desse ponto

E como explicar um caso desses?

Que Nietzsche ficou senil no fim da sua vida (alguns dizem ser por causa de uma doença sexualmente transmissível), passando dias e dias achando que era o próprio Jesus Cristo, não há dúvidas. Mas é inevitável concluir que ele também já não era muito bom da cachola na época em que escreveu trechos como o visto acima. A hipótese plausível que podemos apresentar é a velha constatação do fenômeno da mentalidade revolucionária/interpretação delirante, conforme ensinada por Olavo de Carvalho (assunto já tratado aqui antes, mas que é sempre importante rever).

Abaixo, um trecho do livro “O Jardim das Aflições”, de Olavo de Carvalho, para entendermos o que é esse fenômeno:

“Mentalidade revolucionária” é o estado de espírito, permanente ou transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remodelar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou passada, só tendo satisfações a prestar ao “tribunal da História”. Mas o tribunal da História é, por definição, a própria sociedade futura que esse indivíduo ou grupo diz representar no presente; e, como essa sociedade não pode testemunhar ou julgar senão através desse seu mesmo representante, é claro que este se torna assim não apenas o único juiz soberano de seus próprios atos, mas o juiz de toda a humanidade, passada, presente ou futura. Habilitado a acusar e condenar todas as leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas as épocas sem poder ser por sua vez julgado por nenhuma delas, ele está tão acima da humanidade histórica que não é inexato chamá-lo de Super-Homem. Autoglorificação do Super-Homem, a mentalidade revolucionária é totalitária e genocida em si, independentemente dos conteúdos ideológicos de que se preencha em diferentes circunstâncias e ocasiões.

Olavo explica mais sobre a questão moral:

Em função da crença num futuro utópico dado como certo e determinado, em direção ao qual a sociedade caminha sem qualquer possibilidade de desvio, a mente revolucionária acredita que esse futuro utópico inexorável é isento de “mal” – esse futuro será perfeito, isento de erros humanos. Por isso, em função desse futuro utópico certo e dado como adquirido, todos os meios utilizados para atingir a inexorabilidade desse futuro estão, à partida, justificados. Trata-se de uma moral teleológica: os fins justificam todos os meios possíveis.

(Visite a comunidade de Olavo de Carvalho no orkut e veja seus comentários em vídeo no Youtube.)

As propostas de Nietzsche são um exemplo CLARO de mentalidade revolucionária, principalmente no último ponto, que inclui a “renascimento” em nova construída a partir da destruição do Cristianismo. Como a “nova era”, sem o Cristianismo, será o lugar do “bem”, a utopia a ser alcançada, todos os atos estão justificados a priori para alcançar esse objetivo, mesmo os mais cruéis e totalitários. O conceito de “übermensch” [Super-homem/além-do-homem] é uma bobagem ingênua proposta por Nietzsche que não sobrevive ao ceticismo, mas  se encaixa perfeitamente no esquema de lavagem cerebral necessário para a transformação de uma mente sadia em uma mente revolucionária.

Alias, não é surpresa que VÁRIOS dos itens dessa agenda nietzscheana foram e estão sendo aplicadas, de alguma maneira (como quando Sam Harris diz que Francis Collins não deveria ser eleito diretor do NIH por ser religioso [ponto 2], ou as tentativas rotineiras de exterminar qualquer menção da palavra “Deus” na esfera pública por ser “ofensiva” [ponto 6]. Também temos a estratégia soviética de destruir vários e vários templos religiosos, como você ver aqui [ponto 3], ou a tentativa de criminalizar os padres e religiosos por divulgarem sua opinião de moral sexual pró-família através de projetos como o PNDH-3 e o PL 122 [ponto 1]).

Adeptos da mentalidade revolucionária são, na sua versão mais radical, malucos e devem ser tratados como tal. Qualquer pessoa com bom senso seria contra prender padres e jogá-los para morrer de fome no deserto simplesmente por eles dizerem que a fidelidade conjugal é mais importante que o prazer da promiscuidade. Mas mentes revolucionárias, como os neo-ateus mais fanáticos, declaram achar esse ato PERFEITO moralmente.

Com tipos que apoiam atos monstruosos como esse, não se pode dialogar. O que temos que fazer é promover o desmascaramento público desses cidadãos, antes que seja tarde demais. Nazistas e comunistas também tinha projetos sociológicos da construção do “novo homem”. A sociedade não deu bola, foi deixando, ninguém os desmascarou… até que um dia eles chegaram ao poder.

E o resultados todos nós sabemos…

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Fonte: http://teismo.net/quebrandoneoateismo/2010/08/28/as-origens-do-pensamento-neo-ateista-as-loucuras-de-friederich-nietzsche/

O princípio da ordem como prova da existência de Deus

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ESCRITO POR KLAUBER CRISTOFEN PIRES | 06 SETEMBRO 2011

Como atribuir a existência do princípio de ordem, que é justamente a essência do método científico, ao mero acaso, antes do que – como seria apenas lógico pensar – a um Ser Inteligente?

Como é amplamente sabido, o pensamento predominante nos meios científico e acadêmico busca invalidar a existência de Deus ao submetê-lo ao crivo do método científico. Em síntese, o argumento é este: se não podemos tocá-lO, vê-lO, nem reconhecê-lO por nenhum dos conhecidos métodos de observação empírica, logo, podemos negá-lo.

Em seus ensinamentos, Thomas E. Woods Jr. nos descortina uma completa desmistificação da alegada e tão propalada incompatibilidade entre a ciência e a religião. Com efeito, sob o patrocínio da Igreja Católica, inúmeras descobertas científicas valiosas vieram ao mundo e dentre elas, talvez a mãe de todas, a do próprio método científico.

Em uma de suas apresentações gravadas em vídeo, o sábio professor toca no ponto crucial: nenhum dos povos não-cristãos do mundo foi capaz de levar adiante um projeto científico continuado e consistente simplesmente por falta da compreensão de um fator de origem divina: o princípio de ordem. O princípio de ordem é aquele segundo o qual Deus criou leis imutáveis e eternas para o funcionamento de sua criação e sobre as quais Ele próprio, por questão de coerência, dispõe-se a cumprir.

Ao exemplificar o caso de outros povos não-cristãos, Woods demonstra como a crença em um deus caprichoso, capaz de dar ordens e de em seguida revogá-las ao seu bel-prazer inviabilizou-lhes completamente a compreensão do sentido de ordem e por conseguinte, de implementar um progresso científico continuado. Ora, se eu puder visualizar uma entidade qualquer que diz algo aqui e a desmente ali logo em seguida, ou que faz algo e depois nega que o fez ou o desfaz, etão eu diria estar na frente de Lula, e não de algo que se chame dignamente de Deus.

Quando invocamos a observação e a experimentação como meios válidos para a obtenção do conhecimento, o que tentamos, em fundamento, é buscar na repetição dos fenômenos o princípio da ordem. Tivéssemos um universo caótico, absolutamente nenhum experimento científico teria sentido, vez que os resultados sempre restariam aleatórios, por desconectados das causas que lhes dariam origem.

Como se vê, aí temos então um sério problema para os defensores do cientificismo materialista. Até que dá para empurrar goela abaixo de uma plateia crédula a ideia de átomos que atritando-se durante milhões ou bilhões de anos terminam ao acaso criando uma célula, isto é, um primeiro ser vivo. Entretanto, como atribuir a existência do princípio de ordem, que é justamente a essência do método científico, ao mero acaso, antes do que – como seria apenas lógico pensar – a um Ser Inteligente?

Assim, o que temos é que, reductio ad absurdum, os adeptos do cientificismo materialista, sem o saberem, ao fazerem uso do que se denomina de método científico, se utilizam de um princípio de origem divina para buscar desqualificar a existência de Deus. E agora?

Fonte: http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/12394-o-principio-da-ordem-como-prova-da-existencia-de-deus.html

A Missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum

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Recebi por e-mail um antigo artigo do Zenit com citações de Adélia Prado sobre a Santa Missa. É interessantíssimo ver como a alma poética consegue superar os limites estreitos do racionalismo e perceber a profundidade teológica que muitos teólogos sem fé jamais ousariam afirmar.
Ao defender o esmero com as celebrações litúrgicas e a beleza como uma «necessidade vital» que deve permeá-las, a escritora brasileira Adélia Prado afirma que «a missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum».
«A missa é a coisa mais absurdamente poética que existe. É o absolutamente novo sempre. É Cristo se encarnando, tendo a sua Paixão, morrendo e ressuscitando. Nós não temos de botar mais nada em cima disso, é só isso», enfatiza.
Poeta e prosadora, uma das mais renomadas escritoras brasileiras da atualidade, Adélia Prado, 71 anos, falou sobre o tema da linguagem poética e linguagem religiosa essa quinta-feira, em Aparecida (São Paulo), no contexto do evento «Vozes da Igreja», um festival musical e cultural.
Ao propor a discussão do resgate da beleza nas celebrações litúrgicas, Adélia Prado reconheceu que essa é uma preocupação que a tem ocupado «há muitos anos». «Como cristã de confissão católica, eu acredito que tenho o dever de não ignorar a questão», disse.
«Olha, gente – comentou com um tom de humor e lamento –, têm algumas celebrações que a gente sai da igreja com vontade de procurar um lugar para rezar.»
Como um primeiro ponto a ser debatido, Adélia colocou a questão do canto usado na liturgia. Especialmente o canto «que tem um novo significado quanto à participação popular», ele «muitas vezes não ajuda a rezar».
«O canto não é ungido, ele é feito, fazido, fabricado. É indispensável redescobrir o canto oração», disse, citando o padre católico Max Thurian, que, observador no Concílio Vaticano II ainda como calvinista, posteriormente converteu-se ao catolicismo e ordenou-se sacerdote.
Adélia Prado reforçou as observações, enfatizando que «o canto barulhento, com instrumentos ruidosos, os microfones altíssimos, não facilita a oração, mas impede o espaço de silêncio, de serenidade contemplativa».
Segundo a poeta, «a palavra foi inventada para ser calada. É só depois que se cala que a gente ouve. A beleza de uma celebração e de qualquer coisa, a beleza da arte, é puro silêncio e pura audição».
«Nós não encontramos mais em nossas igrejas o espaço do silêncio. Eu estou falando da minha experiência, queira Deus que não seja essa a experiência aqui», comentou.
«Parece que há um horror ao vazio. Não se pode parar um minuto». «Não há silêncio. Não havendo silêncio, não há audição. Eu não ouço a palavra, porque eu não ouço o mistério, e eu estou celebrando o mistério», disse.
De acordo com a escritora mineira (natural de Divinópolis), «muitos procedimentos nossos são uma tentativa de domesticar aquilo que é inefável, que não pode ser domesticado, que é o absolutamente outro».
«Porque a coisa é tão indizível, a magnitude é tal, que eu não tenho palavras. E não ter palavras significa o quê? Que existe algo inefável e que eu devo tratar com toda reverência.»
Adélia Prado fez então críticas a interpretações equivocadas que se fizeram do Concílio Vaticano II na questão da reforma litúrgica.
«Não é o fato de ter passado do latim para a língua vernácula, no nosso caso o português, não é isso. Mas é que nessa passagem houve um barateamento. Nós barateamos a linguagem e o culto ficou empobrecido daquilo que é a sua própria natureza, que é a beleza.»
«A liturgia celebra o quê?» – questionou –. «O mistério. E que mistério é esse? É o mistério de uma criatura que reverencia e se prostra diante do Criador. É o humano diante do divino. Não há como colocar esse procedimento num nível de coisas banais ou comuns.»
Segundo Adélia, o erro está na suposição de que, para aproximar o povo de Deus, deve-se falar a linguagem do povo.

«Mas o que é a linguagem do povo? É aí que mora o equívoco», – disse –. «Não há ninguém que se acerca com maior reverência do mistério de Deus do que o próprio povo».
«O próprio povo é aquele que mais tem reverência pelo sagrado e pelo mistério», enfatizou.
«Como é que eu posso oferecer a esse povo uma música sem unção, orações fabricadas, que a gente vê tão multiplicadas e colocadas nos bancos das igrejas, e que nada têm a ver com essa magnitude que é o homem, humano, pecador, aproximar-se do mistério.»
Segundo a escritora brasileira, barateou-se o espaço do sagrado e da liturgia «com letras feias, com músicas feias, comportamentos vulgares na igreja».

«E está tão banalizado isso tudo nas nossas igrejas que até o modo de falar de Deus a gente mudou. Fala-se o “Chefão”, “Aquele lá de cima”, o “Paizão”, o “Companheirão”.»
«Deus não é um “Companheirão”, ele não é um “Paizão”, ele não é um “Chefão”. Eu estou falando de outra coisa. Então há a necessidade de uma linguagem diferente, para que o povo de Deus possa realmente experimentar ou buscar aquilo que a Palavra está anunciando», afirmou.
Para Adélia Prado, «linguagem religiosa é linguagem da criatura reconhecendo que é criatura, que Deus não é manipulável, e que eu dependo dele para mover a minha mão».
Com esse espírito, enfatizou, «nossa Igreja pode criar naturalmente ritos e comportamentos, cantos absolutamente maravilhosos, porque verdadeiros».
Ao destacar que a missa é como um poema e que não suporta enfeites, Adélia Prado afirmou que a celebração da Eucaristia «é perfeita» na sua simplicidade.
«Nós colocamos enfeites, cartazes para todo lado, procissão disso, procissão daquilo, procissão do ofertório, procissão da Bíblia, palmas para Jesus. São coisas que vão quebrando o ritmo. E a missa tem um ritmo, é a liturgia da Palavra, as ofertas, a consagração… então ela é inteirinha.»
«A arte a gente não entende. Fé a gente não entende. É algo dirigido à terceira margem da alma, ao sentimento, à sensibilidade. Não precisa inventar nada, nada, nada», disse Adélia.

E encerrou declamando um poema seu, cujo um fragmento diz:
Ninguém vê o cordeiro degolado na mesa,
o sangue sobre as toalhas,
seu lancinante grito,
ninguém”.

Fonte:http://www.padredemetrio.com.br/2011/05/a-missa-e-como-um-poema-nao-suporta-enfeite-nenhum/