Arquivo mensal: maio 2012

Papa: “Apesar das debilidades humanas (…), a Igreja é guiada pelo Espírito Santo.”

Olá queridos irmãos. Pax Domine.
Venho aqui re-postar um artigo do blog Ecclesia Una que fala de um assunto que está incomodando muitos fiéis católicos, o caso da apreensão do mordomo do Papa BentoXVI, e como imaginava a mídia sensacionalista fazendo um show de acréscimos nas noticias.
Oremos pelo nosso Santo Papa Bento XVI, oremos pelos fiéis a Igreja que vem sendo atacada de todas as formas e oremos a Deus pela nossa fé!
Matéria segue abaixo.

O Santo Padre comentou, durante a Audiência Geral desta quarta-feira (30), o Vaticano, crime queculminou com a detenção de um mordomo do Papa. Nas palavras de Bento XVI,

“Os fatos que vêm sucedendo nos últimos dias em torno da Cúria e de meus colaboradores provocam profunda tristeza em meu coração, mas nunca deixei de ter a certeza que, apesar das debilidades humanas, da dificuldade e da provação, a Igreja é guiada pelo Espírito Santo e o Senhor nunca deixará de oferecer-nos Sua ajuda para sustentá-la em seu caminho.”

“Há muitas intromissões, ampliadas por alguns meios de comunicação e especialmente gratuitas, que vão mais além dos fatos, oferecendo uma imagem da Santa Sé que não corresponde à realidade. Desejo renovar minha confiança e meu alento aos meus mais estreitos colaboradores e a todos os que cotidianamente, com fidelidade, espírito de sacrifício e em silêncio me ajudam no cumprimento do meu ministério.”

Fonte: http://beinbetter.wordpress.com/

O problema do mal

William Lane Craig

Examines whether God is timeless or everlasting throughout infinite time.

Originalmente publicado como: “The Problem of Evil”. Texto disponível na íntegra em: http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&id=5350 . Traduzido por Marcos Vasconcelos. Revisado por Djair Dias Filho.

O problema do mal é, com certeza, o maior obstáculo à crença na existência de Deus. Quando reflito a respeito tanto da extensão quanto da profundidade do sofrimento no mundo, quer se deva à falta de humanidade do homem contra o homem, quer se deva aos desastres naturais, devo confessar que acho difícil acreditar na existência de Deus. Sem dúvida muitos de vocês sentem a mesma coisa. Talvez todos devêssemos nos tornar ateus.

Mas esse é um passo imenso a ser dado. Como podemos ter certeza de que Deus não existe? Talvez haja alguma razão para que Deus permita todo o mal que há no mundo. Talvez o mal se encaixe de alguma maneira na estrutura maior das coisas, as quais só conseguimos discernir vagamente, se muito. Como podemos saber?

Como cristão teísta, tenho a convicção de que o problema do mal, por terrível que seja, no fim das contas não se constitui em uma prova contrária à existência de Deus. Antes, de fato, considero que o teísmo cristão seja a melhor última esperança do homem para resolver o problema do mal.

A fim de explicar porque penso assim, será proveitoso traçar algumas distinções para preservarem a clareza do nosso pensamento. Primeiro, devemos distinguir entre o problema intelectual do mal e o problema emocional do mal. O problema intelectual do mal refere-se a como dar uma explicação racional sobre a possibilidade de Deus e o mal coexistirem. O problema emocional do mal diz respeito a como desfazer o desagrado emocional das pessoas quanto a um Deus que permita o sofrimento.

Agora, vamos examinar primeiramente o problema intelectual do mal. Há duas versões desse problema: primeira, o problema lógico do mal; segunda, o problema probabilístico do mal.

De acordo com o problema lógico do mal, é logicamente impossível que Deus e o mal coexistam. Se Deus existe, o mal não pode existir. Se o mal existe, Deus não pode existir. Visto que o mal existe, deduz-se que Deus não existe.

O problema desse argumento é que não há razão para pensar que Deus e o mal sejam logicamente incompatíveis. Não há contradição explícita entre eles. Se o ateu pretende que haja alguma contradição implícita entre Deus e o mal, ele deve, então, assumir algumas premissas ocultas que tragam à superfície essa contradição implícita. O problema, entretanto, é que nenhum filósofo jamais foi capaz de identificar essas premissas. Logo, o problema lógico do mal não consegue provar nenhuma inconsistência entre Deus e o mal.

Mas mais do que isso: podemos provar de fato que Deus e o mal são logicamente consistentes. Veja, o ateu pressupõe que Deus não pode ter razões moralmente suficientes para permitir o mal no mundo. Todavia, essa suposição não é necessariamente verdadeira. Uma vez que seja possível que Deus tenha razões moralmente suficientes para permitir o mal, conclui-se que Deus e o mal são logicamente consistentes. E, não há dúvida, isso parece de fato logicamente possível. Assim, tenho a grata satisfação de poder informar que há, entre os filósofos contemporâneos, a concordância de que o problema lógico do mal foi desfeito. A coexistência de Deus e o mal é logicamente possível.

Ainda não escapamos da floresta. Agora, porém, enfrentamos o problema probabilístico do mal. Segundo essa versão do problema, a coexistência de Deus e o mal é logicamente possível, não obstante seja altamente improvável. A extensão e a profundidade do mal no mundo são tão grandes que é improvável que Deus poderia ter razões moralmente suficientes para permiti-lo. Logo, dada a existência do mal no mundo, é improvável que Deus exista.

Ora, esse argumento é muito mais forte, e, por isso, quero concentrar nossa atenção nele. Para responder a essa versão do problema do mal, quero estabelecer três pontos:

1. Não estamos em posição favorável para calcular a probabilidade de Deus ter ou não razões morais suficientes para o mal que ocorre. Como pessoas finitas, estamos limitados por tempo, espaço, inteligência e capacidade perceptiva. Mas o Deus soberano e transcendente vê o final desde o começo e ordena a história de modo providencial para que os propósitos divinos sejam plenamente alcançados mediante as livres decisões humanas. Para alcançar seus objetivos, é possível que Deus ature certos males ao longo do caminho. Males que, na nossa conjuntura limitada, parecem-nos despropositados podem ser vistos como justamente permitidos na conjuntura infinitamente maior de Deus. Tomando por empréstimo a ilustração de um campo científico em desenvolvimento, a Teoria do Caos, os cientistas têm descoberto que certos sistemas macroscópicos — por exemplo, sistemas climáticos ou populações de insetos — são extraordinariamente sensíveis às mínimas perturbações. Uma borboleta tremulando as asas num galho qualquer na África Ocidental poderia desencadear forças capazes de, no final, produzir um furacão sobre o Oceano Atlântico. A princípio, é impossível a alguém, observando essa borboleta batendo as asas num galho, predizer tal consequência. O assassinato brutal de alguém inocente ou a morte de uma criança por leucemia poderia produzir uma espécie de efeito propagador através da história, de tal modo que a razão moral suficiente de Deus para permitir esses acontecimentos só poderia vir à tona séculos mais tarde e talvez em outro lugar. Quando se pondera acerca da providência de Deus sobre toda a história, penso que seja possível ver quão impossível é para observadores limitados especular quanto à probabilidade de que Deus poderia ter uma razão moral suficiente para permitir determinado mal. Não estamos em posição favorável para calcular tais probabilidades.

2. A fé cristã requer doutrinas que aumentam a probabilidade da coexistência de Deus e o mal. Se assim for, essas doutrinas reduzem qualquer improbabilidade da existência de Deus decorrente da existência do mal. Quais são algumas dessas doutrinas? Permitam-me mencionar quatro:

a. O propósito principal da vida não é a felicidade, mas o conhecimento de Deus. Uma das razões por que o problema do mal parece tão enigmático é nossa tendência a pensar que, se Deus existe, o seu objetivo para a vida humana é a felicidade neste mundo. O papel de Deus é proporcionar ambiente confortável para seus seres humanos de estimação. Mas na visão cristã isso é falso. Não somos os animais de estimação de Deus, e o fim principal do homem não é a felicidade neste mundo, mas o conhecimento de Deus; esse conhecimento finalmente tornará verdadeira e eterna a plenitude humana. Na vida, acontecem muitos males que podem ser absolutamente inúteis quanto à meta de produzir a felicidade humana no mundo, mas não podem ser injustificados quanto a produzir o conhecimento de Deus. O sofrimento de seres humanos inocentes proporciona a oportunidade para dependência e confiança mais profundas em Deus, seja da parte de quem sofre ou daqueles que o circundam. Obviamente, se o propósito de Deus é ou não alcançado por meio do nosso sofrimento dependerá da nossa reação. Reagimos com rancor e amargura contra Deus ou nos voltamos a ele em fé, buscando força para suportar?

b. O estado da humanidade é de rebelião contra Deus e seu propósito. Em vez de se submeterem à vontade de Deus, as pessoas se rebelam contra ele e seguem seus próprios caminhos, tornando-se por isso alienadas de Deus, moralmente culpadas diante dele, tateando em trevas espirituais, indo atrás de falsos deuses criados por si mesmas. Os terríveis males humanos que há no mundo são o testemunho da corrupção do homem, nesse estado de alienação espiritual de Deus. O cristão não se surpreende com a maldade humana no mundo; antes, ele a tem como certeza. A Bíblia diz que Deus entregou a humanidade aos pecados que ela própria tem escolhido; ele não interfere a fim de pará-la, mas deixa que a depravação corra seu curso. Isso serve somente para destacar ainda mais a responsabilidade moral da humanidade perante Deus, bem como nossa perversidade e nossa necessidade de perdão e purificação moral.

c. O conhecimento de Deus deságua na vida eterna. Na visão cristã, esta vida não é tudo o que existe. Jesus prometeu a vida eterna a todo aquele que põe a sua confiança nele, como seu Salvador e Senhor. Na vida além, Deus recompensará com uma vida eterna de gozo indizível aqueles que suportaram o sofrimento de maneira firme e confiante. O apóstolo Paulo, que escreveu a maior parte do Novo Testamento, viveu uma vida de sofrimentos incríveis. Todavia, ele escreveu: “não desanimamos […] Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2Co 4.16-18). É como se Paulo imaginasse uma balança comum na qual, em um dos pratos, colocam-se todos os sofrimentos desta vida, e, no outro, coloca-se a glória que Deus concederá a seus filhos no céu. O peso de glória é tão grande que está literalmente fora de comparação com o sofrimento. Além disso, quanto mais permanecermos na eternidade tanto mais os sofrimentos desta vida se encolherão até se tornarem um momento infinitesimal. É por isso que Paulo pôde chamá-los de “leve e momentânea tribulação” — eles foram simplesmente aniquilados pelo oceano de eternidade e gozo divinos que Deus derrama liberalmente sobre os que confiam nele.

d. O conhecimento de Deus é um bem imensurável. Conhecer a Deus, a fonte de bondade e amor infinitos, é bem incomparável, é a plenitude da existência humana. Os sofrimentos desta vida não podem sequer ser comparados a ele. Assim, a pessoa que conhece a Deus, não importa o quanto sofra, não importa quão dolorosa seja a sua dor, ainda pode dizer “Deus é bom para mim”, simplesmente pelo fato de que ela conhece a Deus, um bem incomparável.

Essas quatro doutrinas cristãs reduzem grandemente qualquer improbabilidade que o mal pareceria lançar contra a existência de Deus.

3. Relativamente ao escopo total das evidências, a existência de Deus é provável. As probabilidades dependem relativamente das informações preliminares consideradas. Por exemplo, imaginemos que Joe estude na Universidade de Colorado. Agora, suponhamos que fomos informados de que 95% dos estudantes da Universidade de Colorado esquiam. Relativamente a essa informação, é altamente provável que Joe esquie. Mas imaginemos então que também sabemos que Joe tem membros amputados e 95% dos amputados da Universidade de Colorado não esquiam. De repente, a probabilidade de Joe ser esquiador diminuiu drasticamente!

Semelhantemente, se tudo o que se considera como informação preliminar for o mal que há no mundo, quase não surpreende que a existência de Deus pareça improvável relativamente a isso. Mas essa não é a questão real. A questão real é se a existência de Deus é improvável relativamente à evidência total disponível. Tenho a convicção de que, quando se considera a evidência total, então, a existência de Deus é bastante provável.

Permitam-me mencionar três evidências:

1. Deus proporciona a melhor explicação por que o universo existe em vez de nada. Já se perguntou alguma vez por que algo, em vez de nada, existe? Qual a origem de tudo? Tipicamente, os ateus afirmam que o universo é eterno e incausado. Porém, as descobertas da astronomia e da astrofísica ao longo dos últimos oitenta anos mostram que isso é improvável. Conforme o modelo de universo do big bang, toda matéria e energia — na verdade, até mesmo o espaço físico e o tempo — vieram a existir em algum momento cerca de 13,5 bilhões de anos atrás. Antes desse momento, o universo simplesmente não existia. Portanto, o modelo do big bang requer a criação do universo a partir do nada.

Ora, isso tende a ser muito embaraçoso para o ateu. O filósofo ateu Quentin Smith escreveu:

A reposta de ateus e agnósticos a essas novidades tem sido comparativamente fraca — na realidade, quase invisível. Um silêncio incômodo parece ser a regra, quando se levanta a questão entre incrédulos […] Não é difícil achar a razão para o constrangimento dos não-teístas. É o que sugere Anthony Kenny com a sua declaração: “Quem propõe a teoria [do big bang], ao menos se for ateu, tem de acreditar que a matéria do universo veio do nada e por nada”.

Essa dificuldade não afronta jamais o cristão teísta, uma vez que a teoria do big bang somente confirma o que ele sempre acreditou: no princípio, Deus criou o universo. Agora, pergunto-lhes: o que é mais plausível: que o cristão teísta esteja certo ou que o universo passou a existir incausado a partir do nada?

2. Deus proporciona a melhor explicação para a ordem complexa que existe no universo. Durante os últimos 40 anos, os cientistas têm descoberto que a existência de vida inteligente depende do complexo e delicado equilíbrio das condições iniciais dadas no próprio big bang. Sabemos agora que universos desfavoráveis à vida são vastamente mais prováveis do que qualquer universo favorável à vida, como o nosso. Quanto são mais prováveis?

A resposta é que as possibilidades para que o universo seja favorável à vida são tão infinitesimais quanto incompreensíveis e incalculáveis. Por exemplo, uma única mudança na força da gravidade ou na força nuclear fraca em apenas uma parte em 10100 impediria a existência de um universo favorável à vida. A dita constante cosmológica “lambda” que regula a expansão inflacionária do universo e é responsável pela recém-descoberta a aceleração da expansão do universo está ajustada precisamente em cerca de uma parte em 10120. Roger Penrose, físico da Universidade de Oxford, calcula que a probabilidade de a condição de entropia especialmente baixa do nosso universo, da qual depende nossa vida, ter subido totalmente por acaso é no mínimo tão pequena quanto cerca de uma parte em 1010(123). Penrose comenta: “Não me lembro jamais de ter visto na física algo cuja precisão conhecida se aproxime, mesmo remotamente, do número de uma parte em 1010(123)”. Há múltiplas quantidades e constantes que devem ser ajustadas com tal precisão para que o universo seja favorável à vida. E não basta que cada quantidade individual tenha de ser ajustada perfeitamente; as proporções entre elas também têm de ser ajustadas com precisão. Assim, improbabilidade multiplica improbabilidade que multiplica improbabilidade até que nossa mente esteja enrolada em números incompreensíveis.

Não existe nenhuma razão física para que essas constantes e quantidades sejam os valores que são. O físico Paul Davies, ex-agnóstico, comenta: “No curso do meu trabalho científico, passei a acreditar cada vez mais fortemente que o universo físico é formado com uma engenhosidade tão extraordinária que não posso aceitá-lo meramente como fato bruto”. Semelhantemente, Fred Hoyle observa: “A interpretação dos fatos pelo senso comum sugere que um superintelecto tem aprontado travessuras com a física”. Robert Jastrow, ex-dirigente do Instituto Goddard para Pesquisas Espaciais, da NASA, chama isso de a mais forte evidência que a ciência já produziu a favor da existência de Deus.

A visão que os teístas cristãos sempre defenderam — que existe um projetista inteligente do universo — parece fazer muito mais sentido do que a visão ateísta de que o universo, quando apareceu de modo incausado a partir do nada, foi ajustado pelo acaso com uma precisão incompreensível, para ser favorável à existência de vida inteligente.

3. Valores morais objetivos no mundo. Se Deus não existe, não existem valores morais objetivos. Há muitos teístas e ateus que concordam igualmente nessa questão. Por exemplo, o filósofo da ciência Michael Ruse explica:

A moralidade não é menos uma adaptação biológica do que mãos, pés e dentes. Considerada como um conjunto de alegações racionalmente justificáveis sobre coisas objetivas, a ética é ilusória. Acho louvável que, ao dizerem “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, as pessoas achem que estão se referindo acima e além de si mesmas. No entanto, tal referência é, de fato, desprovida de fundamento. A moralidade é somente um auxílio à sobrevivência e à reprodução […] e qualquer significado mais profundo é ilusório.

Friedrich Nietzsche, o célebre ateu do século XIX que proclamou a morte de Deus, entendia que a morte de Deus significava a destruição de todo sentido e valor da vida.

Acho que Friedrich Nietzsche estava certo.

Aqui é preciso ser muito cuidadoso. Neste ponto, a questão não é: “Temos de acreditar em Deus para viver vidas morais?”. Não estou afirmando que temos. A questão também não é: “Somos capazes de reconhecer valores morais objetivos sem acreditar em Deus?”. Penso que podemos.

Antes, ao contrário, a questão é: “Se Deus não existe, existem realmente valores morais objetivos?”. Assim como Ruse, não vejo nenhuma razão para pensar que, na falta de Deus, a moralidade gregária que evoluiu com o Homo sapiens seja objetiva. No fim das contas, se não há Deus, o que há de tão especial nos seres humanos? Eles não passam de subprodutos acidentais da natureza, que evoluiu até relativamente pouco tempo numa partícula infinitesimal de poeira perdida em algum lugar num universo hostil e irracional, condenados a perecer individual e coletivamente num intervalo de tempo relativamente curto. Do ponto de vista ateu, certas ações, digamos, como o estupro, podem não ser biológica nem socialmente vantajosas e, portanto, no curso do desenvolvimento humano tornaram-se tabu; isso, no entanto, não serve absolutamente em nada para provar que o estupro seja realmente errado. Do ponto de vista ateu, não há nada realmente errado ao estuprar alguém. Assim, sem Deus, não há nada absolutamente certo ou errado que se imponha à nossa consciência.

O problema é que valores objetivos realmente existem, e lá no íntimo profundo todos nós sabemos disso. Há tanta razão para negar a realidade objetiva de valores morais quanto para negar a realidade objetiva do mundo físico. Ações como estupro, crueldade e abuso infantil não são apenas comportamento social inaceitável: são abominações morais. Algumas coisas são realmente erradas.

Assim, de modo paradoxal, o mal serve de fato para estabelecer a existência de Deus. Pois, se valores objetivos não podem existir sem Deus e valores objetivos realmente existem — como evidenciado pela realidade do mal —, conclui-se inevitavelmente que Deus existe. Portanto, embora em certo sentido o mal ponha em dúvida a existência de Deus, em sentido mais fundamental ele demonstra a existência de Deus, visto que o mal não poderia existir sem Deus.

Esses argumentos são apenas parte das evidências de que Deus existe. O proeminente filósofo Alvin Plantinga apresentou aproximadamente duas dúzias de argumentos para a existência de Deus. A força cumulativa desses argumentos torna provável a existência de Deus.

Resumindo, se minhas três teses estiverem certas, o mal não torna improvável a existência do Deus dos cristãos. Antes, ao contrário, considerando-se o escopo total das evidências, a existência de Deus é provável. Assim, o problema intelectual do mal não consegue arruinar a existência de Deus.

Mas isso nos leva ao problema emocional do mal. Penso que a maioria das pessoas que rejeita Deus pela existência do mal no mundo não o faz realmente por dificuldades intelectuais; antes, é um problema emocional. Elas somente não gostam de um Deus que permite que elas e outros sofram e, portanto, não querem nada com ele. Elas adotam simplesmente um ateísmo de rejeição. Teria a fé cristã algo a dizer a tais pessoas?

Com certeza, tem! Pois ela nos diz que Deus não é um Criador distante nem um ser impessoal, mas um Pai amoroso que partilha conosco de nossos sofrimentos e feridas. O Prof. Plantinga escreveu:

Do modo como os cristãos veem as coisas, Deus não fica de lado sem fazer nada, observando friamente o sofrimento de suas criaturas. Ele participa e partilha de nossos sofrimentos. Ele suporta a angústia de ver seu Filho, a segunda pessoa da Trindade, enviado para a morte amarga, cruel e vergonhosa da cruz. Cristo estava pronto para suportar as agonias do próprio inferno […] para vencer o pecado, a morte e os males que afligem nosso mundo, e para conceder-nos uma vida mais gloriosa do que podemos imaginar. Ele estava pronto para sofrer em nosso lugar, para aceitar padecer aquilo que não somos capazes de imaginar.

Veja, Jesus suportou um sofrimento que ultrapassa qualquer compreensão: ele suportou o castigo pelos pecados do mundo inteiro. Nenhum de nós é capaz de compreender tal sofrimento. Embora fosse inocente, ele recebeu voluntariamente sobre si o castigo que nós merecíamos. E por quê? Porque ele nos ama. Como podemos rejeitar aquele que tudo deu por nós?

Quando compreendemos seu sacrifício e amor por nós, isso posiciona o problema do mal em perspectiva inteiramente diferente. Pois agora vemos claramente que o problema do mal é o problema no nosso mal. Cheios de pecado e moralmente culpados diante de Deus, a questão que enfrentamos não é como Deus pode se justificar diante de nós, mas como nós podemos ser justificados diante dele.

Assim, paradoxalmente, ainda que o problema do mal seja a maior objeção para a existência de Deus, no final das contas Deus é a única solução para o problema do mal. Se Deus não existe, estamos perdidos e sem esperança numa vida cheia de sofrimento gratuito e sem redenção. Deus é a resposta final para o problema do mal, porque ele nos redime do mal e nos traz para a alegria eterna e o bem imensurável da comunhão consigo mesmo.

Read more: http://www.reasonablefaith.org/portuguese/o-problema-do-mal#ixzz1wAvs80G8

A Marcha das Vadias e a intolerância do movimento feminista

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Cartaz anunciando a Marcha das Vadias – com tarja, claro.

Ano passado fiz uma rápida menção à Marcha das Vadias, aqui, neste espaço. Na ocasião, deplorava que mulheres saíssem quase à paisana pelas ruas, exigindo respeito, quando está claro que “a forma como uma mulher se veste interfere decisivamente na maneira como ela é tratada pelo homem”, como mostra uma pesquisa desenvolvida há algum tempo na Universidade de Princeton. Este feminismo agressivo, desnudo, não ajuda as mulheres. No decorrer dos últimos séculos, estas lutaram com bravura na defesa de seus direitos, obtiveram conquistas importantíssimas… só que os anseios deste novo movimento que se forma são terrivelmente perversos. Entre as bandeiras levantadas pelo grupo, podemos citar a legalização do aborto, a aceitação geral da libertinagem sexual e o ódio e fúria contra as manifestações religiosas de pensamento – das quais a cristã é a principal.

Neste sábado, dia 26, aconteceu novamente a Marcha das Vadias. A manifestação aconteceu em várias capitais brasileiras, e também em Toronto, no Canadá. “Nós estamos defendendo uma educação mais humanista contra a violência cometida contra a mulher. Queremos ter o direito de nos vestir como quisermos, sem dizer que estamos provocando o estupro e que a causa do crime é o estuprador”, disse uma professora, provavelmente organizadora do evento. O G1 publicou uma galeria de fotos da marcha – as manifestantes pintaram seus corpos e estenderam cartazes com frases do tipo “Sou livre”, “Meu corpo”, “Não vim da sua costela, você que veio do meu útero”, “Vadia hoje, vadia amanhã, vadia sempre” (!), “Nem santa, nem puta”, “Sim, nós gozamos” et caterva. No Rio, uma mulher se fantasiou de freira e escreveu a palavra “vadia” no peito. Em São Paulo, o protesto ocorreu com os seios à mostra.

Ainda no Rio, o mesmo G1 informa que “parte do grupo tentou entrar na igreja [de Nossa Senhora de Copacabana] e uma das manifestantes tirou a camisa, ficando com os seios de fora no pátio do templo”. E isto durante a celebração de uma Missa com crianças! Este protesto feminista já é um verdadeiro esculacho, mas elas não consideram isto suficiente. Têm que destilar sua intolerância contra a religião… E por quê? Porque a doutrina católica aponta as incoerências do seu proceder, porque o mistério do Cristianismo – do Deus que se fez Homem e se entregou por amor – incomoda estas pessoas que desconhecem a noção de sacrifício, de penitência. Que elas não acreditem em tudo isto… é direito delas! O que pedimos é respeito, o que pede a Constituição Federal é respeito. Mas, entende-se a situação: quem não consegue respeitar nem o próprio corpo, como pode respeitar a religião dos outros?!

A informação que chega até nós é a de que a Polícia Militar interveio “e um policial chegou a usar gás de pimenta para dispersar o grupo”. Só que “ninguém foi preso”.

Estamos na seguinte situação: uma pessoa invade um templo católico, exibe os peitos no interior da igreja e nada acontece. Mas se por acaso um pastor ou um padre católico decidem criticar o comportamento homossexual e as consequências funestas que daí advém, o discurso pode ser enquadrado como preconceituoso. Como é de conhecimento, uma reforma prevista no Código Penal pretende criminalizar a chamada “homofobia”, enquanto os atos de vilipêndio religioso que as paradas gays têm promovido nos últimos anos permanecem impunes.

Manifestações insidiosas estas que vêm acontecendo ultimamente. A culpa do crime de estupro não deve ser imputada à mulher – e não é isto que defendemos. Mas, sim, roupas indecentes desfiguram qualquer criatura. Boa parte de nossas mães e esposas não concorda com esta Marcha das Vadias, e o motivo é simples: para ser livre, uma jovem não precisa ser vadia; para ser livre, uma jovem precisa ser modesta.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima

Meus comentários: O Brasil chegou ao fundo do poço, se as autoridades eclesiásticas não tomarem providencia e entrarem com processos jurídicos contra esses vândalos a situação só pode piorar.
Como havia re-postado sobre as atitudes dos Bispos dos EUA assim o Bispos do Brasil tem que fazer!!
Esse pacifismo que existe em alguns membros da Igreja as vezes são dignos de pessoas covardes que preferem desagradar a Deus do que aplicar a disciplina JUSTAcontra esses arruaceiros que só querem baderna e desordem.
Entendam que não estou falando para aplicar violências físicas mas sim para que aplique as leis de acordo com a pena que lhe cabe. Muito fácil fazer baderna desrespeitar as pessoas e sair como se estivessem com toda razão e com um ar de missão cumprida!
Os brasileiros devem acordar para que essa baderna não se torne normal em nossos noticiários.
Se querem respeito então respeitem seu próximo.
Fonte: http://beinbetter.wordpress.com/2012/05/27/a-marcha-das-vadias-e-a-intolerancia-do-movimento-feminista/

Igreja Católica nos Estados Unidos REAGE e processa administração Obama em massa.

* Igreja Católica nos Estados Unidos REAGE e processa administração Obama em massa.

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A Arquidiocese de Nova York, liderada pelo Cardeal Timothy Dolan, a Arquidiocese de Washington, D.C., liderada pelo Cardeal Donald Wuerl, a Universidade de Notre Dame, e 40 outras dioceses católicas e organizações espalhadas pelo país anunciaram que estão processando a administração de Obama por violar sua liberdade religiosa, que é garantida pela Primeira Emenda Constitucional.

As dioceses e organizações, sob diferentes combinações, registraram 12 diferentes ações judiciais nas cortes federais ao redor do país.

A Arquidiocese de Washington, D.C. criou um website especial — preservereligiousfreedom.org — para explicar estas ações judiciais e apresentar novidades e a tramitação relacionadas a elas.

“Estas ações judiciais tratam de um ataque sem precedentes do governo federal contra uma das liberdades mais caras da América: a liberdade de praticar sua religião sem a interferência do governo,” diz a arquidiocese em seu website. “Não se trata de as pessoas terem acesso a determinados serviços; se trata de o governo poder forçar instituições religiosas e indivíduos a facilitar e custear serviços que violam suas crenças religiosas.”

As ações registradas pelas organizações católicas se concentram na regulamentação que a Secretária de Saúde e Serviços Humanos Kathleen Sebelius anunciou em Agosto passado e concluiu em Janeiro que solicitava a virtualmente todos os planos de saúde dos Estados Unidos a cobrirem esterilização e anticoncepcionais aprovados pela “Food and Drug Administration”, incluindo aqueles que podem provocar abortos.

A Igreja Católica ensina que esterilização, contracepção artificial e aborto são moralmente errados e que os católicos não devem se envolver com isso. Portanto, a regulamentação exigiria dos fiéis católicos e organizações católicas que agissem contra suas consciências e violassem os ensinamentos de sua fé.

Anteriormente, a Conferência dos Bispos Católicos dos Estadus Unidos chamou a regulamentação de “um ataque à liberdade religiosa sem precedentes” e solicitou à administração de Obama para rescindí-la.

“Nós tentamos negociar com a Administração e legislação com o Congresso – e prosseguiremos com isso – mas ainda não há reparação,” Cardeal Dolan, que também é o presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, disse em um comunicado divulgado pela conferência.

“O tempo está se esgotando, e nossos preciosos ministérios e direitos fundamentais estão na balança, então temos que recorrer aos tribunais agora,” disse o cardeal. “Embora a Conferência não faça parte das ações judiciais, nós aplaudimos este ato corajoso de tantas dioceses individuais, instituições de caridade, hospitais e escolas ao redor da nação, em coordenação com o escritório de advocacia Jones Day. É também um claro sinal da unidade da Igreja na defesa da liberdade religiosa. Além de ser uma grande demonstração da diversidade de ministérios da Igreja que servem o bem comum e que estão comprometidos com seus preceitos – ministérios dos pobres, dos doentes, e dos não educados, para pessoas de qualquer fé ou mesmo sem fé alguma.”

A Arquidiocese de Nova York do Cardeal Dolan registrou uma ação hoje na Corte Distrital dos EUA regional (Eastern District of New York). Unindo-se à arquidiocese como demandantes na ação estão a Catholic Health Care System, a Diocese Católica Romana de Rockville Centre, Cáritas de Rockville Centre, e a Catholic Health Services de Long Island.

Em sua ação, estes grupos elencaram a secretária Sibelius (HHS), a secretária do Trabalho Hilda Solis, o secretário do Tesouro Tim Geithner e seus departamentos como réus.

A arquidiocese de Wasington, D.C., conta em sua ação judicial com a Cáritas da Arquidiocese de Washington, o Consórcio das Academias Católicas da Arquidiocese de Washington (que inclui quatro escolas católicas/paroquiais), Colégio (Escola Secundária) Arcebispo Carroll, e a Universidade Católica da América.

“Esta manhã, a Arquidiocese de Washington registrou uma ação judicial para confrontar o mandato, recentemente expedido pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos, que fundamentalmente redefine a definição nacional de longa data do ministério religioso e requisitou que nossas organizações religiosas ofereçam aos seus funcionários cobertura para drogas que induzem ao aborto, contraceptivos, e esterilização, mesmo que fazer isso viole suas crenças religiosas,” disse o Cardeal Donald Wuerl de Washington em uma carta aberta publicada online esta manhã. “Assim como nossa fé nos obriga a defender a liberdade e dignidade dos outros, assim também, devemos defender a nossa própria.”

“A ação judicial de forma alguma desafia nem o direito legal já estabelecido de as mulheres obterem e usarem contraceptivos nem o direito dos empregados de terem cobertura particular para tal, se optarem por isso,” disse o Cardeal Wuel. “Esta ação judicial é sobre liberdade religiosa.”

“A Primeira Emenda consagra em nossa Constituição nacional o princípio de que organizações religiosas devem poder praticar sua fé livre de interferência do governo,” diz o Cardeal Wuerl.


Tradução: Bruno Linhares

(Fonte: http://cnsnews.com/news/article/breaking-cardinal-dolan-ny-cardinal-wuerl-dc-notre-dame-and-40-other-catholic-dioceses)

Nova página no blog. História da Igreja Católica

História da Igreja (Palestras Professor Felipe Aquino).

Profº Felipe Aquino

Felipe Rinaldo Queiróz de Aquino, nasceu em lorena em 1949, conhecido como Prof. Felipe Aquino, é um matemático brasileiro e doutor em engenharia mecânica. Atualmente é professor universitário da Faculdade de Engenharia Química de Lorena. Ligado à Renovação Carismatica Católica, atua também como apresentador de programas nas Rádio e TV Canção Nova, além de dedicar-se à pregação em encontros de aprofundamento em finais de semana, no Brasil e exterior, para jovens, noivos e casais. É autor de cerca de 60 livros dedicados à divulgação da doutrina católica.Graduou-se em matemática pela Faculdade de Filosofia de Itajubá, em 1971 Cursou mestrado em Engenharia Mecânica na Universidade Federal de Itajubá (1974) e doutorou-se em Engenharia Mecânica em Guaratinguetá pela Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho no ano de 2001, com tese intitulada Convecção Natural em Cavidades Triangulares. Concluiu o pós-doutorado em 2003 por esta mesma universidade. pelaAtualmente é professor doutor da Faculdade de Engenharia Química de Lorena, onde exerce atividades desde 1976. Foi diretor por mais de 20 anos da FAENQUIL (atual Escola de Engenharia de Lorena – USP). Foi também professor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, de 1976 a 2000, da Fundação de Ensino e Pesquisa de Itajubá (1973-1977), da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Lorena (1972-1977).Casado há mais de 35 anos e pai de cinco filhos, foi aluno de Dom Estavão Bittencourt, a quem considera seu mestre, doutor e diretor espiritual.
Escritor:
Já escreveu cerca de 78 livros de formação e doutrina católica pelas editoras Cléofas, Edições Loyola, Canção Nova e Raboni.
Livros do Prof. Felipe Aquino (ordem alfabética)

A Igreja (Papa João Paulo II)
A Intercessão e o Culto dos Santos – imagens e relíquias
Alimento Sólido (Editora Canção Nova)
A luta contra a depressão
A Minha Igreja
A Moral Católica
A Mulher do Apocalipse
A Nova Era (Prof. Felipe Aquino – org.)
A Virgem Maria (Papa João Paulo II)
Aborto?… Nunca!…
As sete palavras de Cristo na cruz
Carta aos amigos da Cruz (São Luís de Montfort)
Ciência e fé em harmonia
Coleção Escola da Fé – Vol I – A Sagrada Tradição
Coleção Escola da Fé – Vol II – A Sagrada Escritura
Coleção Escola da Fé – Vol III – O Sagrado Magistério
Coleção Sacramentos (Editora Canção Nova)
Credo do povo de Deus
Educar pela conquista e pela fé
Em Busca da Perfeição
Ensinamentos dos Santos (Prof. Felipe Aquino – org.)
Entrai pela porta estreita
Falsas Doutrinas – seitas e religiões
Família “Santuário da Vida”
Histórias para Meditar (Prof. Felipe Aquino – org.)
Jovem, levanta-te!
Maranathá
Na Escola dos Santos Doutores (Prof. Felipe Aquino – org.)
Namoro
Não vos conformeis com este mundo
O Catecismo da Igreja responde de A a Z (Prof. Felipe Aquino – org.)
O Espírito Santo (Papa João Paulo II)
O Glorioso São José
O Purgatório – o que a Igreja ensina
O que são as indulgências
O Segredo da Sagrada Eucaristia
O Socorro de Deus
Orações de todos os tempos da Igreja
Os Anjos
Os pecados e as virtudes capitais
Os Sete Sacramentos
Para entender A Inquisição
Para entender e celebrar a liturgia
Para ser feliz
Por que sou Católico
Problemas no Namoro (Lançamento)
Relação dos Santos e Beatos da Igreja (Prof. Felipe Aquino – org.)
Sabedoria em Gotas (Prof. Felipe Aquino – org.)
Sabedoria em Parábolas (Prof. Felipe Aquino – org.)
Sede Santos!…
Sereis uma só carne
Só por ti Jesus
Sofrendo na fé
Teologia da Libertação
Uma história que não é contada

Formação Sobre História da Igreja

A História da Igreja na idade Média

A instituicao da Igreja

Em defesa da Igreja

Escola da Fé

Escola da Fé – 06/08/2009 – Ciência e religião

Como a Igreja construiu a nossa civilização Pregação 1

Como A Igreja construiu a nossa civilização Pregação 2

Aulas de História da Igreja

História da Igreja séculos I ao II

História da Igreja século I

História da Igreja – Tempos Bárbaros

História da Igreja – Os Monges e os mosteiros

História da Igreja – A Idade Moderna

História da Igreja – Crise do Papado até a Idade Moderna

História da Igreja – Século X – Século de ferro e outros

História da Igreja – O Estado Pontifício

História da Igreja – Final da Idade Moderna e a Inquisição

Fonte deste material: http://pregacoescatolicasdownloads.blogspot.jp/2010/01/prof-felipe-aquino-felipe-rinaldo.html

Meus comentários: Para quem está em duvida sobre a história da Igreja e tem preguiça de ler, encontrei essas palestras do Professor Felipe Aquino, pessoa pela qual eu tenho uma admiração enorme! Foi através dos livros dele que hoje sou um verdadeiro católico que vai a Santa missa e segue o santo Papa como manda a mãe Igreja.
Escutem os audios e se tiverem algumas dúvidas sobre como baixar os audios para o seu PC ou mesmo IPhone, deixe um comentário e eu responderei com muito prazer!
Fiquem com Deus meus irmãos.

Salve Maria

O banquete do Cordeiro “Uma Mulher vestida de Sol”

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Apocalípse 12, a visão que João tem da mulher vestida de sol, retrata a essência do livro do Apocalípse. Com muitos níveis de sentido, mostra um acontecimento passado que prefigura um acontecimento do futuro distante.

Recapitula o AT ao mesmo tempo em que se completa o Novo. Revela o céu, mas em imagens da terra.

A visão de João começa com a abertura do templo de Deus no céu: ” e a arca da aliança apareceu em seu templo” (Ap 11,19). Talvez não apreciemos plenamente o valor do choque desse versículo. A arca da aliança não tinha sido vista durante cinco séculos. No tempo do cativeiro babilônico, o profeta Jeremias havia escondido a arca em um lugar que “ficará desconhecido até que Deus haja consumado a reunião do seu povo” (2Mc 2,7).

Essa promessa se cumpre na visão de João. O Templo apareceu e “houve relâmpagos, vozes, trovões, um terremoto e forte tempestade de granizo”. E então “Um grande sinal apareceu no céu: Uma mulher vestida de sol, a lua debaixo de seus pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça; estava grávida”(Ap 12,1-2).

João não introduziu a arca só para desistir dela imediatamente. Scott crê (com os padres da Igreja) que quando João descreve a mulher ele descreve a arca – da nova aliança. E quem é essa mulher? É aquela que dá à luz o filho varão que deve apascentar todas as nações. O menino é Jesus, sua mãe é Maria.

O que tornava a arca original tão santa? Não o ouro que revestia o exterior, mas os dez mandamentos no interior – a lei que o dedo de Deus escreveu nas tábuas de pedra. O que mais havia no interior? Maná, o pão milagroso que alimentou o povo na caminhada pelo deserto; o bastão de Aarão que floresceu como sinal de sua função de sumo sacerdote ( veja Nm 17).

O que torna a nova arca santa? A antiga arca continha a Palavra de Deus escrita em pedra; Maria trazia em seu seio a Palavra de Deus que se fez homem e habitou entre nós. A arca continha maná; Maria trazia o pão vivo descido do céu. A arca continha o bastão do sumo sacerdote Aarão; o seio de Maria continha o sacerdote eterno, Jesus Cristo. No templo celeste, a Palavra de Deus é Jesus e a arca onde ele habita é Maria, sua mãe.

Se o menino é Jesus, então a mulher é Maria. Essa interpretação foi aprovada pelos mais racionais dos Padres da Igreja, santo Atanásio, santo Epifânio e muitos outros. Contudo, ” a mulher” também representa mais. Ela é a “filha de Sião”, que criou o Messias de Israel. É também a Igreja sitiada por Satanás, mas preservada em segurança.

Como Scott disse antes, as riquezas das Escrituras são infinitas!

Outros biblistas argumentam que a mulher não é Maria pois, segundo a tradição católica, Maria não sofreu as dores físicas do parto.Entretanto, as dores da mulher não tem de ser dores físicas. São Paulo, por ex., descreveu como dores de parto sua agonia até Cristo ser formado em seus discípulos (veja Gl 4,19).Assim o que sofre a mulher pode ser descrito como sofrimento da alma – o que Maria conheceu perto da cruz , ao se tornar a mãe de todos os discípulos amados (veja Jo 19, 25-27).

Outros alegam que a mulher do Apocalípse não é Maria porque essa tem outros filhos e a Igreja ensina que Maria foi sempre virgem. Mas as Escrituras usam com frequência “prole” ( em grego, sperma)para descrever descendentes espirituais. Os filhos de Maria, sua prole espiritual, são “os que observam os mandamentos de Deus e guardam o testemunho de Jesus” (Ap 12,17). Somos a outra prole da mulher. Somos os filhos de Maria.

Assim, o Apocalípse também retrata Maria como a “nova Eva”, mãe de todos os viventes. No jardim do Édem, Deus prometeu por “hostilidade” entre satanás, a antiga serpente, e Eva – e entre a “descendência” de satanás e a dela (Gn 3,15).

Agora no Apocalípse, vemos o clímax dessa inimizade. A descendência da nova mulher, Maria, é o filho varão, Jesus Cristo, que vem derrotar a serpente (em hebraico, a mesma palavra, nahash, aplica-se ao dragão e a serpente).

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Esse é o admirável ensinamento dos Padres , Doutores, santos e papas da Igreja, antigos e modernos.É o ensinamento do Catecismo da Igreja Católica(veja n.1138). Entretanto, Scott precisa mencionar que não é apoiado por muitos biblistas de hoje.Contudo o ônus da prova cabe aos que discordam.

Na carta encíclica Ad Diem Illum Laetissimum, o papa são Pio X falou com eloquência pela Tradição:

Todos sabemos que essa mulher representa a Virgem Maria…Portanto, João viu a Santíssima Mãe de Deus já na eterna felicidade, mas em trabalho de um parto misterioso.Que parto é esse? Com certeza, era o nascimento de nós que, no exílio, ainda devemos ser gerados para a perfeita caridade de Deus e para a felicidade eterna.

Exorcista padre Rufus Pereira morre na Inglaterra.

O sacerdote indiano Padre Rufus Pereira faleceu na madrugada dessa quarta-feira, 2, de parada cardíaca durante o sono. A informação foi divulgada nesta quinta-feira por sua secretária pessoal, Érika Gibello.

O padre estava em sua residência em Londres, na Inglaterra, durante esta semana e aparentava estar bem, segundo divulgou a Irmã Kelly Patrícia, do Instituto Hesed, em suas redes sociais. A religiosa esteve com ele no último sábado, 28, e disse que ele “estava radiante, muito feliz”.
 


O corpo de padre Rufus permanecerá na Inglaterra até que terminem os preparativos para levá-lo à Índia, onde será sepultado. A data ainda não foi divulgada.

Padre Rufus completaria 79 anos neste domingo, 6, e era conhecido no mundo todo por seu ministério de exorcismo. Ele foi vice-presidente da Associação Internacional dos Exorcistas e iniciou a Associação Internacional para o ministério de libertação.

Ele esteve na sede da Comunidade Canção Nova sete vezes, conduzindo encontros de cura e libertação. “Padre Rufus era um santo, um homem incansável, pregador do Evangelho, apaixonado por Jesus Cristo e por sua missão”, lembra Vinícius Adamo, tradutor do sacerdote no Brasil.

Biografia

Padre Rufus foi sacerdote na Arquidiocese de Bombaim, Índia. Estudou Filosofia, Teologia e Sagrada Escritura em Roma, onde foi também ordenado em 1956. Era doutor em Teologia Bíblica.

Durante vários anos serviu como diretor de quatro escolas secundárias em Mumbai. Além de pregador de retiros, conferencista e professor de Bíblia, ele também era editor da Revista Nacional Carismática da India “Charisindia”. Foi professor de Sagrada Escritura em cursos de pós-graduação em vários Institutos Teológicos Pontifícios.

O sacerdote era também presidente da Associação Internacional para o Ministério de Libertação e vice-presidente da Associação Internacional de Exorcistas. Publicou numerosos artigos bíblicos e teológicos, especialmente, sobre evangelização e cura.

Conheceu a Renovação Carismática Católica (RCC), em 1972, logo quando esse movimento eclesial teve início na Índia. Foi designado pelo Arcebispo Cardeal Gracias para se dedicar exclusivamente a esse movimento. Desde então atuava pregando em encontros, retiros e missões por todo o seu país e também pela Ásia, África, Europa e em alguns lugares na América Latina, como o Brasil, onde esteve várias vezes, inclusive na Comunidade Canção Nova.

Padre Rufus também foi diretor do Instituto Bíblico Carismático Católico. E recentemente foi integrado ao International Catholic Charismatic Renewal Services (ICCRS), em Roma, como o responsável mundial pelo ministério de cura e libertação.

Uma entrevista com Padre Rufus Pereira feita pela Canção Nova:

 
Padre Rufus PereiraExorcista autorizado pelo Vaticano trata o tema da libertação do demônio

“Qualquer pessoa que não acredite na existência do demônio, não pode dizer-se católica”. É o que aponta o presidente da Associação Internacional para o Ministério de Libertação da Renovação Carismática Católica (RCC) e vice-presidente da Associação Internacional de Exorcistas, Padre Rufus Pereira.O exorcista autorizado pelo Vaticano e pároco da Arquidiocese de Bombaim, na Índia, esteve na sede da Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), entre os dias 14 e 23 deste mês. Conduziu dois Acampamentos de Cura e Libertação, um retiro com cerca de 100 padres e atendeu em coletiva de imprensa o Sistema Canção Nova de Comunicação.

Para padre Rufus, o motivo pelo qual muitos na Igreja não se preparam para ajudar os fiéis que sofrem interferência do demônio ocorre pelo fato de nunca terem tido uma experiência com o sofrimento dos possessos e nem terem visto como a libertação pode acontecer.

O sacerdote também é diretor do Instituto Bíblico Carismático Católico e foi recentemente integrado ao órgão internacional da RCC, o ICCRS, em Roma.


Canção Nova: A existência do demônio e sua ação sobre o mundo é algo que está na doutrina da Igreja. Mas por que muitos não acreditam na existência e no poder dele sobre a humanidade?

Padre Rufus: Bem, por um lado está bem claro em certo entendimento, no entendimento dos católicos, por meio da Bíblia, de todos os documentos da Igreja nesses dois mil anos e de todos os ministérios passados, nesses últimos anos, estão certos de que o demônio existe.

Infelizmente, muitos professores acadêmicos – tenho medo de que até homens da Igreja – negam a existência do demônio. Padre Gabrielle Amorth, presidente da Associação dos Exorcistas, na qual fui vice-presidente por 10 anos, é muito firme em dizer que qualquer pessoa que não acredite na existência do demônio, não pode dizer-se católica.

A razão pela qual eu acredito que muitos neguem a existência do demônio é porque eles nunca tiveram uma experiência com os sofrimentos de outras pessoas com relação a isso e nunca viram como elas podem ser libertas. Eu desafio todos os homens de dentro da Igreja: venham e vejam apenas um caso e saberão que o inimigo existe e que Jesus é o único que pode libertá-los.

Canção Nova: E a formação dos futuros sacerdotes, em grande parte dos seminários, que não aborda temas como a ação do demônio e não os ensina a lidar com este tipo de situação?

Padre Rufus: É muito, muito triste que, – os que estão sendo treinados para ser soldados de Cristo e alcançar a vitória para o bem de todos –, não saibam quem é realmente o inimigo de Deus. Felizmente, há alguns poucos lugares nos quais está havendo algumas mudanças. Um exemplo disso é que o reitor do seminário em Praga, na capital da Tchecoslováquia, convidou-me para dar um curso de cura e libertação aos seminaristas, como professor palestrante.

Na Índia, há duas grandes universidades de teologia, onde sou professor palestrante de teologia bíblica e ensino isto para todos aqueles que estão fazendo doutorado e PhD, todos os anos. Uma semana falo sobre o ministério de cura de Jesus; outra, sobre o ministério de libertação de Jesus. Uma pequena mudança está acontecendo, mas não é rápido o suficiente.

A Conferência dos Bispos da Itália teve a coragem de escrever uma carta na qual eles, unanimemente, dizem que os dois grandes problemas enfrentados na Igreja da Itália é que, de um lado, as pessoas, que se dizem católicas, são muito supersticiosas; do outro, que os católicos não estão cientes de que estão buscando ajuda em seitas inimigas.

Canção Nova: Qual é a realidade da América Latina, mais especificamente do Brasil, quanto ao trabalho de ministros de exorcismo no atendimento às pessoas?

Padre Rufus: Acredito que esta é uma situação também da América Latina, onde as pessoas mudam constantemente de religião. Elas são muito supersticiosas, exemplo disso é que elas acreditam muito em aspectos errados da religião e, por outro lado, elas estão indo atrás do inimigo. De forma que os trabalhos da Igreja são dois: alertá-las sobre o que Jesus disse sobre o perigo de ir até o inimigo e, por outro lado, mais importante, é apresentá-las a alternativa de uma forma poderosa em que Jesus, sozinho, pode resolver todo problema maligno, curá-las de qualquer doença física ou espiritual, libertá-las de qualquer opressão, seja ela humana, demoníaca ou de qualquer outro tipo.

Canção Nova: Qual a contribuição que a Renovação Carismática Católica (RCC) trouxe para a formação dos sacerdotes ministeriados em cura e libertação?

Padre Rufus: Bem, a Renovação Carismática Católica tem realizado duas coisas maravilhosas, como o ministério de cura, que é um presente da RCC para a Igreja e também o ministério de libertação. Infelizmente, enquanto muitos na RCC promovem e acreditam no ministério de cura e libertação, muitas coisas ainda não são feitas – até mesmo pela própria RCC –, para alertar as pessoas sobre a importância da libertação e para promover esse ministério. Então, a RCC, por si mesma, precisa fazer muito mais para conscientizar as pessoas sobre o ministério da cura e, especialmente, sobre o ministério de libertação. Eu sou muito grato porque, aqui no Brasil, a Canção Nova pensa da mesma forma que eu.

Canção Nova: Qual a recomendação para um padre que se sente despreparado para lidar com alguém influenciado pelo demônio?

Padre Rufus: Muitas vezes, as pessoas não têm conhecimento sobre este assunto, e a primeira coisa a fazer é ler os melhores livros disponíveis para esses tipos de problema. Um bom exemplo é ler o livro de Frei Francis chamado “Libertação dos espíritos malignos”. No apêndice desta obra há uma entrevista que ele fez comigo, há alguns anos. Você também pode ler os meus pequenos livros sobre alguns artigos sobre a ação do Espírito Santo, que nos explica que a nossa ignorância sobre o assunto é o grande problema.

Devido à falta de experiência, normalmente, a única forma de saber o que fazer é estar presente em um caso com um bom exorcista de libertação e ver o que acontece. Muitas pessoas, que fazem parte desses ministérios, como o padre Manuel Sabino (fiquei sabendo que ele esteve aqui na Canção Nova), me viram trabalhando com esses casos por dias e semanas, e, agora, estão caminhando com suas próprias pernas.

Videos:

Fontes:http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=286055
http://www.cancaonova.com/portal/canais/entrevista/entrevistas.php?id=562

Canal na Canção Nova:http://www.webtvcn.com/canal/padrerufus