Arquivo mensal: novembro 2012

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O Banquete do Cordeiro (Parte 6)

Frutos Proibidos: As Vinhas da Ira

Por que um Deus misericordioso castigaria desse jeito? Por que atribuímos essa ira ao Cordeiro divino, a própria imagem da indulgencia? Porque a ira de Deus é misericórdia. Mas, para entender esse paradoxo, precisamos primeiro examinar a psicologia do pecado, com alguma ajuda de São Paulo.

O uso que Paulo faz da palavra “cólera” (sinônimo de “ira”) na Epístola aos Romanos é esclarecedor: “Com efeito, a cólera de Deus se revela do alto do céu contra toda impiedade e toda injustiça dos homens que mantem a verdade cativa da injustiça: pois o que se pode conhecer de Deus é para eles manifesto: Deus lho manifestou…eles são pois inescusáveis, visto que, conhecendo a Deus, não lhe renderam nem a glória, nem a ação de graças que são devidas a Deus; pelo contrário, eles se transviaram em seus vãos raciocínios e o seu coração insensato se tornou presa das trevas” (Rm 1,18-21).

Isso resume bem o “caso” contra Jerusalém apresentado no tribunal celeste: Deus deu a Israel sua revelação, na verdade a plenitude de sua revelação em Jesus Cristo; porém o povo não lhe rendeu glória nem lhe deu graças; na verdade, suprimiram a verdade, ao matar Jesus e perseguir sua Igreja. Assim,” a cólera de Deus se revela” contra Jerusalém.

O que aconteceu então? Lemos em Romanos: “Por isso Deus os entregou, pela concupiscência dos seus corações, à impureza na qual eles mesmos aviltam os próprios corpos” (Rm 1,24). Espere um pouco: Deus os entrega a seus vícios? Deixa-os continuar a pecar?

Viciado em uma Fraqueza.

Bem, sim, e essa é uma terrível manifestação da cólera de Deus. Talvez pensemos que os prazeres do pecado sejam preferíveis ao sofrimento e à calamidade, mas eles não são.
Temos de reconhecer o pecado como ação que destrói nosso laço de família com Deus e nos afasta da vida e da liberdade. Como isso acontece?

Primeiro, temos a obrigação de resistir à tentação. Se fracassamos e pecamos, temos a obrigação de nos arrepender imediatamente, Se não nos arrependemos, então Deus nos deixa conseguir o que queremos: permite que experimentemos as consequências naturais de nossos pecados, os prazeres ilícitos. Se ainda não nos arrependemos – por meio da abnegação e de atos de penitencia – Deus nos permite continuar no pecado, desse modo formando um hábito, um vício, que escurece nosso intelecto e enfraquece nossa vontade.

Quando nos viciamos em um pecado, nossos valores viram de ponta-cabeça. O mal se torna nosso “bem” mais indispensável, nosso anseio mais profundo; o bem representa um “mal” porque ameaça impedir-nos de satisfazer desejos ilícitos. A essa altura, o arrependimento é quase impossível, pois ele é, por definição, o afastamento do mal em direção ao bem; mas, a essa altura, o pecador redefiniu completamente o bem e o mal.

Isaías disse a respeito desses pecadores: “Ai dos que chamam de bem o mal e de mal, o bem”(Is 5,20).

Quando adotamos o pecado desta maneira e rejeitamos nossa aliança com Deus, só uma calamidade nos salva. Às vezes, a coisa mais misericordiosa que Deus faz a um beberrão, por exemplo, é permitir que destrua o carro ou seja abandonado pela esposa – qualquer coisa que o force a aceitar a responsabilidade pelos seus atos.
O que acontece, no entanto, quando toda uma nação cai em pecado sério e habitual? O mesmo princípio entra em ação. Deus intervém e permite depressão econômica, conquista estrangeira ou catástrofe natural. Com bastante frequência, nações provocam esses desastres por seus pecados. Mas, de qualquer modo, esses são os mais misericordiosos chamados a despertar. Às vezes, o desastre significa que o mundo que os pecadores conheciam precisa desaparecer. Mas, como Jesus disse: “E que proveito terá o homem em ganhar o mundo inteiro, se o paga com a própria vida?” (Mc 8,36). É melhor dizer adeus a um mundo de pecado do que perder sem esperança de arrependimento.

Quando as pessoas leem o Apocalipse, assustam-se com terremotos, gafanhotos, fomes e escorpiões. Mas Deus´só permite essas coisas porque nos ama. O mundo é bom – não se engane quanto a isso -, mas o mundo não é Deus. Se permitimos que o mundo e seus prazeres nos governem como um deus, a melhor coisa que o Deus verdadeiro pode fazer é começar a tirar as pedras que formam o alicerce de nosso mundo.

Adoração Eucarística

«Adoração é reconhecer que Jesus é meu Senhor, que Jesus me mostra o caminho a seguir, me faz entender que só vivo bem se conheço a estrada indicada por Ele, somente se sigo a via que Ele me mostra. Portanto, adorar é dizer: “Jesus, eu sou teu e sigo-te na minha vida, nunca gostaria de perder esta amizade, esta comunhão contigo”. Poderia também dizer que a adoração na sua essência é um abraço com Jesus, no qual eu digo: “Eu sou teu e peço-te que estejas também tu sempre comigo”.» [Bento XVI]

Adorar ou venerar?

Este é um problema que encontramos muitas vezes em pessoas que tiveram contato exagerado com algumas heresias modernas, especialmente o protestantismo: Como o protestante não tem a Missa, ele considera que veneração é adoração.

Venerar  é o que o filho faz em relação a seu pai: ele o louva, ele pede aquilo de que necessita, ele agradece a ele pelo que dele recebe.

Adorar  é oferecer sacrifício. O macumbeiro adora suas ¨entidades¨ ele oferece sacrifícios de animais a elas. O protestante venera a Deus, dando-Lhe louvor, pedindo-Lhe e agradecendo-Lhe graças recebidas. O católico porém adora a Deus . Esta adoração é feita pelo Sacrifício da Missa, oferecido pelo sacerdote na Pessoa de Cristo em nome de todos os Fiéis.

Fernando Vilares

Como viver o “Ano da Fé” – sugestões práticas

Como viver o “Ano da Fé” – sugestões práticas

Baseadas nas orientações da Congregação para a Doutrina da Fé, a Conferência Episcopal dos Bispos dos Estados Unidos apresentaram estas 10 sugestões. Algumas já são deveres dos católicos; outras podem ser vividas em qualquer ocasião, mas, especialmente, durante o Ano da Fé.
1. Ir à Missa – O Ano da Fé pretende promover o encontro com Jesus. Isso acontece mais imediatamente na Eucaristia. Ir à missa com frequência consolida a fé pessoal através das Escrituras, do Credo, de outras orações, da música sagrada,  da homilia, recebendo a Comunhão, e fazendo parte de uma comunidade de fé. A participação da missa dominical não é uma obrigação; antes, é uma necessidade de nossa alma. Mais: é um privilégio!
2. Ir à Confissão – Tal como pela Missa, os católicos encontram força e aprofundam a fé pela participação no Sacramento da Penitência e Reconciliação. A Confissão alenta as pessoas a regressarem a Deus, a expressarem arrependimento por terem caído e a abrirem as suas vidas para o poder curativo da graça de Deus. Perdoa as faltas do passado e dá força para o futuro.
3. Conhecer a vida dos santos – Os santos são exemplos intemporais de como se vive uma vida cristã, e dão-nos uma grande esperança. Eles foram pecadores que persistiram em estar mais perto de Deus, e além disso, apontaram caminhos por onde podemos servir a  Deus: no ensino, no trabalho missionário, na caridade, na oração, ou simplesmente procurando agradar a Deus nas ações e decisões correntes da vida diária.
4. Ler a Bíblia diariamente – A Escritura permite um acesso em primeira mão à Palavra de Deus e conta a história da salvação humana.  Os católicos podem e devem rezar as Escrituras (pela lectio divina ou por outros métodos) para ficar mais em sintonia com o Deus da Palavra. Em qualquer caso, a Bíblia é uma necessidade para crescer no Ano da Fé.
5. Ler os documentos do Vaticano II – O Concílio Vaticano II (1962-1965) marcou o início de uma grande renovação da Igreja. Teve impacto na forma de celebrar a Missa, no papel dos leigos,  na compreensão que a Igreja tem de si mesma e das suas relações com outros Cristãos e com não-Cristãos.  Para continuar essa renovação, os católicos precisam entender o que é que o Concílio ensinou e como é que isso beneficia a vida dos crentes.
6. Estudar o Catecismo- Publicado exatamente 30 anos depois do começo do Concílio, o Catecismo da Igreja Católica abrange as crenças, os ensinamentos morais, a oração e os sacramentos da Igreja Católica num só volume.  É um recurso para crescer na compreensão global da fé.
7. Ser voluntário na paróquia – O Ano da Fé não pode ser só estudo e reflexão.  A base sólida das Escrituras, do Concílio e do Catecismo deve ser traduzida para a ação. A paróquia é um bom lugar para começar, e os talentos de cada um ajudam a construir a comunidade. As pessoas serão bem vindas para tarefas de acolhimento, música litúrgica, leitores, catequistas e outros serviços na vida da paróquia. Apresente-se ao seu pároco!
8. Ajudar quem precisa – O Vaticano convida os católicos a dar ajuda material, tempo e carinho para ajudar os pobres durante o Ano da Fé.  Isto significa encontrar pessoalmente Cristo nos pobres, marginalizados e nos mais vulneráveis.  Ajudar os outros põe os católicos olhos nos olhos diante de Cristo e é exemplo para o mundo.
9. Convidar um amigo para a Missa – O Ano da Fé pode ser global na finalidade, focando na renovação da fé e na evangelização de toda a Igreja, mas a verdadeira mudança acontece ao nível local. Um convite pessoal pode fazer a diferença para alguém que se afastou da fé ou que se sente excluído da Igreja. Todos nós conhecemos pessoas assim, por isso todos nós podemos fazer um convite amável.
10. Viver as bem-aventuranças na vida diária – As bem-aventuranças (Mateus 5, 3-12) são um ótimo modelo para a vida cristã. A sua sabedoria pode ajudar todos a serem mais humildes, pacientes, justos, transparentes, amáveis, inclinados ao perdão e livres.  É precisamente o exemplo de fé vivida que vai atrair pessoas para a Igreja durante este ano.