Arquivo mensal: março 2013

HabemusPapam. Papa Francisco I

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℣. Oremus pro Pontifice nostro.
℟. Dominus conservet eum, et vivificet eum, et beatum faciat eum in terra, et non tradat eum in animam inimicorum eius.

℣. Tu es Petrus,

℟. Et super hanc petram aedificabo Ecclesiam meam.

Oremus.

Deus, omnium fidelium pastor et rector, famulum tuum Franciscum,  quem pastorem Ecclesiae tuae praeesse voluisti, propitius respice: da ei, quaesumus, verbo et exemplo, quibus praeest, proficere: ut ad vitam, una cum grege sibi credito, perveniat sempiternam.
Per Christum, Dominum nostrum.
℟. Amen.
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“Sempre foi preocupação dos Sumos Pontífices até o tempo presente, que a Igreja de Cristo ofereça um culto digno à Divina Majestade ‘para louvor e glória de seu nome’ e ‘para nosso bem e o de toda sua Santa Igreja’.”

“Amados Irmãos, com ânimo grato e confiante, entrego ao vosso coração de Pastores estas páginas e as normas do Motu Proprio. Tenhamos sempre presente as palavras dirigidas pelo Apóstolo Paulo aos anciãos de Éfeso:

«Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho, do qual o Espírito Santo vos constituiu vigilantes para apascentardes a Igreja de Deus, que Ele adquiriu com o sangue do seu próprio Filho» (Atos 20, 28).”

Motu Proprio Summorum Pontificum

Papa Bento XVI

2007 A.D.

Santa Missa “Pro eligendo Pontifice”

Ex-feminista Amparo Medina revela o plano da ONU e Fundação Rockefeller para redução populacional mundial

Devastadora conferência de uma ex-funcionária da ONU chamada Amparo Medina.

Ao ter trabalhado na ONU durante os anos em que os esse terrível vírus chamado “Política de Gênero” instalou a paranóia nas mentes femeninas (e masculinas) para conseguir separá-los.
Ex-feminista, Amparo revela com clareza como um grupo de ex-companheiras foram compradas pela Fundação Rockefeller e a ONU para eliminar, precisamente, a feminilidade da vida social e política sob o pretexto de extender a “igualdade”. Fala sobre o movimento gay e sobre as pílulas abortivas.
Sua paixão, unida a seu conhecimento, é um autêntico bálsamo para que a América Latina evite passar pela tragédia que vivem os europeus com esta guerra prá-fabricada.

Fonte: Rafapal

 

São Martinho de Tours Baluarte da Igreja no século IV

Numa época em que a Igreja apenas saíra das catacumbas, a Providência Divina suscitou este santo para combater as heresias de seu tempo

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No ano 313 de nossa era, Constantino Magno dava liberdade à Igreja Católica, que saía assim das catacumbas para evangelizar o mundo, seguindo o mandado de Nosso Senhor Jesus Cristo aos Apóstolos. Três anos depois, nascia em Sabaria da Panônia (Hungria), em uma família pagã, um de seus mais ilustres filhos, São Martinho de Tours. Seu pai, um veterano tribuno militar, odiava mortalmente o cristianismo, afirmando que não podia ser verdadeira uma Religião que ensinava a amar os inimigos e a dar a outra face.

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Catedral de Tours
Por razões de serviço, a família mudou-se para Pavia, na Itália, onde Martinho fez seus primeiros estudos e conheceu de perto a verdadeira Religião. A consideração das virtudes e exemplos dos cristãos muito impressionou o menino de apenas 10 anos de idade. Iluminado pela graça, ele conseguiu inscrever-se, sem conhecimento dos pais, no número dos catecúmenos.

Aos 12 anos começou a sonhar com uma vida recolhida, na qual pudesse entregar-se inteiramente à contemplação e à busca da perfeição. Mas o pai de modo algum queria ouvir falar disso. Descontente com a influência que a Religião cristã estava exercendo sobre o filho, quis afastá-lo dela. Aproveitou-se de um edito imperial mandando que os filhos dos oficiais se alistassem no exército, para aí inscrever Martinho apesar de ele ter apenas 15 anos de idade.

“Deus, que o destinava a ser mais tarde o modelo dos solitários, dos bispos e dos apóstolos, quis antes mostrar aos jovens militares, em sua pessoa, que a alma mais pura pode conservar-se intacta sob as armas; que uma fé sólida e piedosa se alia admiravelmente com a coragem do herói”.(1)

Os filhos dos tribunos eram logo nomeados ao que corresponde hoje à categoria de sub-oficiais. Nessa qualidade, Martinho recebeu um ordenança para atendê-lo. Praticava com ele a mais extrema caridade cristã, o que era inteiramente novo entre aqueles militares endurecidos pelo paganismo nos campos de batalha. Distribuía entre os pobres e necessitados quase todo seu soldo.

O historiador Sulpício Severo, contemporâneo e biógrafo do santo, diz que ele soube, no exército, conciliar seus novos deveres com as aspirações de sua alma, levando uma vida de monge e de soldado – casta e sóbria, amável e valorosa.

O memorável fato do manto dividido

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São Martinho representado na glória celestial
Martinho estava no exército e era ainda catecúmeno, quando se deu o fato que é narrado em todas as suas biografias. Certo dia de inclemente inverno, estando as tropas aquarteladas em Amiens, saiu para dar uma batida nos arredores da cidade. Às suas portas foi abordado por um mendigo quase desnudo, tremendo de frio, que lhe pediu uma esmola. Não encontrando nada para dar-lhe, cortou seu manto de lã ao meio e lhe deu uma parte.

Na noite seguinte, viu em sonhos anjos que cobriam a espádua de Nosso Senhor com a metade do manto dado por ele. O divino Salvador disse então: “Martinho, embora ainda catecúmeno, deu-me esta veste”. Pouco depois, pela Páscoa do ano 339, recebeu finalmente o batismo, mas não conseguiu licença para deixar o exército.

Dois anos depois os francos invadiram as Gálias, e o imperador do Ocidente, Constâncio, convocou seu exército às armas. Para conquistar o ânimo de seus soldados, quis ele mesmo dar-lhes uma certa quantia em dinheiro como incentivo para a batalha. Quando chegou a vez de Martinho recebê-la, pediu ao imperador licença para deixar o exército e entrar no serviço de Deus. Irritado com o que julgava uma defecção às vésperas do combate, Constâncio chamou-o de covarde, querendo fugir por temor à batalha. Cheio de dignidade, ele respondeu:“Para que vejais que esse não é meu pensamento, amanhã eu me colocarei na primeira linha do combate, sem elmo nem couraça, protegido apenas pelo sinal da cruz, e assim romperei sem temor a linha do inimigo. Se voltar são e salvo, será somente pelo nome de Jesus, a quem desejo servir daqui para a frente”.

Deus poupou-lhe essa manifestação de fé e coragem, levando os francos a pedirem a paz.

Discípulo de Santo Hilário de Poitiers
Por esse tempo, Santo Hilário de Poitiers iluminava a Gália com a luz de sua ortodoxia e ciência. Como as virtudes se atraem, Martinho foi ter com o “Atanásio do Ocidente” — assim chamado por seu estrênuo combate ao arianismo — para tornar-se seu discípulo. O grande Doutor da Igreja reconheceu nele o mérito extraordinário, e quis comunicar-lhe as ordens sacras. Por humildade ele consentiu em receber somente a última delas, a do exorcistado, que bastava para ligá-lo à sé de Poitiers.

Pouco depois Martinho resolveu voltar a sua pátria, a fim de tentar converter seus idosos pais. Sua mãe havia outrora secundado suas boas disposições para a virtude, e teve a dita de converter-se à verdadeira fé católica. O pai, no entanto, obstinou-se em seu ódio ao cristianismo e permaneceu pagão.

Nesse meio tempo Santo Hilário tinha sido exilado para Milão. Martinho foi ter com ele, mas o bispo ariano Maxêncio o expulsou da cidade. Resolveu retirar-se então para uma inóspita ilha, a Insula Gallinaria, perto de Gênova, onde viveu alguns anos em recolhimento e contemplação. Quando Santo Hilário voltou para Poitiers, foi novamente procurá-lo. Introduziu aí a vida monástica, com as bênçãos de Santo Hilário, fundando nas proximidades de Poitiers um mosteiro chamado Ligue. Em pouco tempo, 80 monges lá cantavam os louvores de Deus. Desse mosteiro Martinho saía para evangelizar os povoados e os campos ainda dominados pelo paganismo.

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Morte de São Martinho
Com o poder de seus milagres e a força de sua doutrina, ia destruindo templos e ídolos, pregando a verdadeira Religião por toda parte. Para pregar as verdades do cristianismo, ele se valia dos “dogmas” fundamentais do druidismo (religião pagã dos celtas), como a imortalidade da alma e a recompensa futura aos guerreiros valorosos. Aproveitava-se também dos festivais pagãos para substituí-los por festas cristãs, além de transformar seus lugares de peregrinação em santuários dedicados aos santos católicos. “É assim que, por um profundo entendimento da natureza humana, ele não se esquecia de conservar, tanto quanto possível, a celebridade que lhes havia feito a superstição e o concurso dos pagãos, a fim de ganhar mais facilmente os povos e favorecer a propagação da fé.(2)

Certo dia o santo pregava num povoado pagão em que os habitantes, na primavera, adornavam com flores um sepulcro que alegavam pertencer a um grande mártir. Mas ninguém sabia informar quem era, nem como tinha morrido, e quis acabar com esse culto supersticioso. Aproximou-se do túmulo e disse com voz imperativa: “Quem quer que sejas, mártir ou não, em nome de Deus eu te mando que nos digas quem és”. Uma sombra pavorosa saiu do sepulcro e disse com voz lamurienta: “Sou a alma de um ladrão justiçado por seus delitos. Nada tenho de mártir. Enquanto eles gozam da glória, eu estou ardendo nas chamas do inferno”. Os camponeses, horrorizados, destruíram imediatamente o túmulo.

Entre os milagres atribuídos ao santo durante sua vida, consta a ressurreição de um catecúmeno, para que pudesse receber o batismo. Ressuscitou também o criado de um nobre romano que se tinha enforcado, para tirá-lo das portas do inferno.

Contra sua vontade, fazem-no bispo de Tours
Em 371 faleceu o bispo de Tours, São Lidório. Os diocesanos pensaram em Martinho para substituí-lo, mas havia dois problemas: ele pertencia à diocese de Poitiers; e por humildade não consentiria em ser bispo. Usaram então de um estratagema: um dos principais cidadãos de Tours foi ao mosteiro e lhe suplicou insistentemente que fosse atender sua esposa, que estava muito doente. A compaixão o fez acompanhá-lo, e acabaram por sair da diocese de Poitiers e entrar na de Tours. Nesse momento um grupo de fiéis pegou-o à força e o levou à catedral, onde foi sagrado bispo.

Como bispo-missionário, continuou a evangelização não só da sua diocese, mas de toda a Gália. Ao impulso de sua atividade apostólica, nasceram na França as paróquias rurais onde anteriormente havia focos de idolatria. Ele se tornaria o mais insigne bispo das Gálias, grande taumaturgo, patrono e protetor perpétuo da nação francesa.

Qual era o segredo de São Martinho para alcançar tanto sucesso em sua evangelização? Dizem seus biógrafos que era a grande paz e bondade de coração. Jamais foi visto triste ou irritado. Brilhava em seu rosto uma alegria celestial, que comunicava aos outros. Era de extrema misericórdia para com todos, mesmo para os pecadores mais endurecidos. O mundo era para ele um livro de teologia, que o levava a amar a Deus em todas as suas obras.

São Martinho de Tours entregou a alma a Deus no ano 397, tornando-se um dos santos mais populares da Europa. Sua festividade é celebrada no dia 11 deste mês.

Fonte: http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=276B9ED0-3048-313C-2E066A1BAE414F53&mes=Novembro2010

História da Igreja (parte 2)

História da Igreja parte II

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OS TEMPOS BÁRBAROS (400-1050)

Depois vieram os terríveis tempos bárbaros; quando então desabou a
civilização romana; prevaleceu durante os séculos V a XI. Foram seis
séculos em que se formaram os mais variados povos e civilizações, uma
verdadeira encruzilhada da História na qual a Igreja começou a desempenhar o papel de “guia moral e espiritual” (D. Rops) desse mosaico de povos bárbaros que ocuparam a Europa. Nenhuma Instituição ficou de pé, a não ser a Igreja Católica.

No Ocidente, as invasões das tribos germânicas causaram devastações
a partir do século IV; houve em consequência, o despovoamento de várias regiões. Em virtude da situação caótica assim instaurada a implantação do cristianismo foi mais lenta do que no Oriente. Ainda em fins do século VI, o Papa São Gregório I Magno 590-604 referia-se ao paganismo existente nas ilhas da Sardenha, da Córsega e em regiões distantes, O número de cristãos no Ocidente, por volta do ano de 600, era de 7 a 8 milhões numa população global de cerca de 10 milhões. Por esses números verificamos que o Cristianismo se impôs pela força de sua doutrina e capacitação dos seus filhos monges e bispos. (D. Rops)
Nem todos esses cristãos haviam recebido, porém., sólida catequese;
os povos germânicos se convertiam ao Evangelho coletivamente, seguindo o exemplo de seu chefe, como era a norma dos povos antigos. Havia muitos batizados ministrados sem a devida catequese; por isso, esses cristãos guardaram ainda muitas das suas práticas supersticiosas (magia, astrologia…) e não podiam dar um testemunho de vida fervoroso e coerente como as comunidades dos primeiros séculos ofereciam ao mundo pagão.
Não é difícil entender esta realidade; a catequese não se faz de maneira rápida.

A AÇÃO EVANGÉLICA DA IGREJA

A Igreja, através dos seus bispos e missionários, dedicou-se à ação
evangelizadora desses povos para converter em verdadeiros cristãos aqueles que haviam abraçado a fé superficialmente. A obra missionária foi grandemente favorecida pelo conteúdo da mensagem evangélica. Este era muito superior ao das crenças pagãs. O anúncio das verdades cristãs, corriqueiras para quem já nasceu em civilização cristã, era altamente significativo para os pagãos.
Assim, já nos tempos de Constantino e Juliano séc. IV) as instituições e as normas do Direito Civil foram sendo impregnadas de espírito cristão, sobretudo no que diz respeito à mulher à criança, à família, ao trabalho e até à guerra. Era algo novo para os bárbaros e os conquistava.
Além da função evangelizadora, os Bispos tiveram que assumir também tarefas de ordem temporal, pois o Ocidente se achava debaixo das, invasões bárbaras e os Imperadores, residentes em Bizâncio (Oriente),
pouco se importavam com as populações ocidentais. E bom recordar que em 313 o Imperador Constantino transferiu a sede do Império para
Bizâncio, cujo nome passou a ser Constantinopla, hoje Istambul, na
Turquia.
Em meio à desordem, os Bispos tiveram que administrar os bens materiais das suas comunidades, como também foram levados a proteger,
alimentar e abrigar as populações mais carentes. Em particular, destacou-se a figura do Papa São Leão Magno (440-461): era romano, de
caráter nobre e corajoso. Foi ao encontro de Atila, rei dos Hunos, nas
proximidades de Mântua em 452, persuadindo-o a não destruir Roma;
em 455, dirigiu-se ao rei dos vândalos, Genserico, que, atendendo ao
Papa, renunciou a depredar a cidade de Roma.

  Leão Magno Socorreu os romanos com os seus bens, fazendo o que não fazia o representante do Imperador residente em Ravena.
Outra figura de Bispo notável foi a de São Martinho de Tours (316.397) na Gália, França. Recebeu o Batismo aos dezoito anos de idade; tornou-se monge e, depois, foi feito Bispo. Introduziu o monaquismo na França e mandou ordenar como presbíteros os seus monges; em conseqüência, os monges na França se tornaram os mestres de espiritualidade e os responsáveis pela configuração da Igreja. Além disso, São Martinho se dedicou intensamente à evangelização das zonas rurais, onde o apego aos costumes próprios resistia à penetração do Evangelho: montado em um jumentinho e pobremente equipado, ia          S. Martinho de aldeia em aldeia chamando para Cristo todos os homens.
Outros grandes nomes de Bispos defensores das populações e da civilização podem ser citados: São Paulino de Nola (353-431),         S. Máximo de Turim (465), S. Agostinho de Hipona (430), S. Hilário de Poitiers (315-367), S. Pedro Crisólogo (450) de Ravena, e outros.
Pode-se dizer que foi a Igreja quem salvou a Civilização na tempestade das invasões bárbaras e assegurou a união dos habitantes do Império Romano. Na falta de um Governo forte no Ocidente, os Bispos tinham que assumir não somente a pregação do Evangelho, mas também a administração dos bens da sua Comunidade, o contato com os bárbaros, a
proteção e a alimentação das populações carentes. Daí já é possível começar a entender por que a Igreja liderou o Ocidente, por tanto tempo.

A Igreja Católica foi a única Instituição a permanecer de pé entre os
escombros do Império Romano; e ficou em seus ombros a responsabilidade de “defensora da cidade” no momento em que os povos bárbaros assaltavam a Europa. Foi uma hora difícil: a decadência do mundo antigo era clara e inevitável, mas a cultura e a civilização estavam ligadas a este mundo, e coube à Igreja o difícil e sábio papel de conservar o que era necessário salvar e construir a nova Civilização.
Os bárbaros, apesar de se sua brutalidade, representavam o futuro, e
a Igreja soube entender isso mesmo no meio do caos social que se seguiu às invasões. Ela então passou à ofensiva, numa obra missionária corajosa e perseverante como fizeram os primeiros Apóstolos. Começou então a conquistar para Cristo os povos célticos do Norte, irlandeses e bretões, e estabeleceu a base que lhe permitiu, reconquistar depois a Gália (França) e a Península Ibérica, para depois avançar até ao próprio centro do paganismo germânico, a Saxônia e os países nórdicos. (D. Rops)
Em 476 a cidade de Roma caiu nas mãos dos godos. O primeiro rei godo, Odoacro, foi assassinado, após deixar o trono, em 493. Sucedeu-lhe Teodorico, que tentou unificar os monarcas do Ocidente numa espécie
de confederação por ele governada; haveriam de aliar-se entre si francos, burgúndios, visigodos, vândalos, alamanos, turíngios… mas faltava, porém, a essa pretensa confederação uma cultura única: os súditos romanos e os guerreiros godos não tinham nem a mesma nacionalidade nem a mesma religião, formavam um mosaico de povos. Muitos bárbaros tinham  tornado cristãos arianos, seguidores da heresia de Ario; isto dificultou muito a sua evangelização.
Por outro lado, Clóvis, rei dos francos, converteu-se ao verdadeiro
cristianismo com seu povo, em 496, quando S. Remígio, bispo de Reims
o batizou. Conseguiu, pela mesma fé católica, unir entre si francos e
romanos. Todavia a dinastia que se seguiu, chamada de merovíngia, se
entregou ao declínio moral.
No Oriente, pelo contrário, Constantinopla, a antiga Bizâncio, isolou
se, e o domínio que os imperadores orientais (Basileus) quiseram exercer sobre a Igreja (o cesaropapismo), que cada vez mais chamavam para a si as questões de doutrina e de fé, deu origem a muitas discussões e disputas. Os desentendimentos enfraqueceram o cristianismo oriental, tornando-o presa fácil dos muçulmanos (maometanos), que surgiram a partir do século VII, e acabaram por conduzir a Igreja do Oriente ao rompi- mcnt() definitivo com a Igreja de Roma por ocasião do cisma de Cerulário, no século XI. Em 1054 a Igreja Ortodoxa se separou da Igreja Católica.
Um grande problema para a Igreja foram as heresias, que começaram
a surgir no seio da Igreja a partir do século III. Começou com o gnosticismo combatido por Santo Irineu de Lião (202), e continuou nos séculos IV a VIII. Surgiram as chamadas heresias cristológicas, sobre a Pessoa de Jesus Cristo e suas duas naturezas. A Igreja soube superar as heresias nos Concílios. Houve também um grande trabalho apostólico que chamará para Cristo toda a Europa oriental e a imensa nação da Rússia.
O Império romano do Oriente, por sua vez, se desinteressava por

Roma, além disso vivia a difícil disputa iconoclasta (heresia que mandava quebrar as imagens) que dividia ainda mais os latinos e gregos. Os imperadores de Constantinopla (bizantinos) favoreciam o iconoclasmo e desprezavam os ocidentais. isto gerou muitas discórdias.
O Papa Estêvão 11(752), então, houve por bem apelar para os francos, que se haviam tornado “a nação primogênita da Igreja”, porque
foram os primeiros bárbaros que foram batizados desde o rei Clóvis. O
administrador do palácio dos reis merovíngios era Pepino, o Breve, que
governava sem ser rei (o rei reinava, mas não governava). Houve, então,
um acordo entre Pepino e Estêvão II. O Papa reconheceu Pepino como
rei dos francos e Pepino reconheceu o Estado Pontifício confiado à administração autônoma do Bispo de Roma.

Surgia assim o Estado Pontifício, em 752, não como produto de conquistas bélicas nem de ganância por parte do Papa, mas como efeito de doações espontaneamente feitas pelos nobres cristãos da península itálica, que, ao entrarem para o mosteiro ou ao morrerem, doavam seus territórios ao Pontífice; constituiu-se desta maneira o “Patrimônio de São Pedro”, ampla extensão territorial (uma parte da Itália de hoje) que o Papa administrava sem outro titulo, mas apenas como Pastor da Igreja, muito respeitado e estimado pelos fiéis como mantenedor da ordem no tempo das invasões bárbaras e do descaso bizantino. O Papa, portanto, que era “de fato” o senhor temporal desse território, tornou-se o senhor “de direito” (de jure) das mesmas terras, quando Pepino reconheceu o Estado Pontifício. Este Estado durou até 1870 quando foi tomado da Igreja por Vítor Emanuel II na guerra de unificação da Itália. A Igreja perdeu poder temporal, mas ganhou muito poder espiritual.

A nova dinastia franca chegou ao seu ponto alto Com Carlos Magno(768-8 14), filho de Pepino, o breve. Em 800, foi coroado Imperador, na
noite de’ Natal, pelo Papa Leão III (795-816), instaurando assim o “Sagrado Império Romano da Nação Franca” — o que muito ofendeu os
bizantinos por verem um franco à frente do antigo império romano. Este
evento foi de grande importância, pois dava continuidade entre o império Romano antigo e o medieval. A Renascença de Carlos Magno (carolingia) trouxe um novo brilho de cultura, agora enriquecida pela visão cristã.
A hegemonia franca foi sucedida pela germânica, já que cm 962; com
Oto I se formou o “Sagrado Império Romano da Nação Germânica”.
Nesses séculos, o profano e o religioso se entrelaçavam. Pairava ante os olhos dos responsáveis o ideal da “Cidade de Deus”, já apresentado por S. Agostinho na sua obra “De Civitate Dei” (413-426).
Em 3 de julho de 987 se deu um fato importante: a coroação na
Catedral de Reims, na França, pelo arcebispo Adalberão, de Hugo, cognominado Capeto, “glorioso duque dos francos”, descendente de Carlos Magno. Na cerimônia da coroação real, houve o célebre “juramento real” em que o príncipe jura defender a Igreja e fazer reinar a justiça; a “eleição” pronunciada pelo arcebispo e a unção feita com o óleo bento da “santa ampola”, que segundo a lenda um anjo trouxe do céu no batismo de Clovis no ano 500. (D. Rops) .

Na Inglaterra, em 1017, o filho de Swein, Knut, foi reconhecido “rei
de todos os ingleses , era cristão fervoroso, multiplicou os mosteiros,
apoiou a reforma dos costumes e deu à legislação um caráter cristão. Fez uma peregrinação a Roma antes de morrer, para redenção da sua alma e salvação do seu povo, e aí, colocou o seu reino sob a obediência direta do Papa. Eduardo, o Confessor (1035-1066), seu sucessor, é santo. Assim também a Inglaterra fez parte da monarquia cristã da Idade Média.

Depois do reinado de Carlos Magno, a decadência se instaurou novamente no seio da Europa por causa da segunda invasão dos bárbaros: húngaros e vikings. Mas durante esses tempos de decadência moral, sempre se ergueram os movimentos de reforma, impulsionado pelo monaquismo de São Bento ou de Cluny, ou por figuras de grandes papas e bispos, como Gregório Magno, São João Crisóstomo, São Pedro Damião, São Francisco, S. Ângelo, S. Domingos e tantos outros santos.
Se ao longo, por exemplo, do difícil século X, deixaram de ser cristãos imensos territórios, da Mesopotánia à Espanha, por outro lado, por volta do ano 1000, graças a missionários como São Patrício, São Columbano, São Bonifácio, São Cirilo e São Metódio, o cristianismo se espalhou da Groenlândia ao Tibet.
Neste período muito difícil para a Igreja, ficou mais uma vez claro
que a Igreja não pode perecer, porque Cristo prometeu que “as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela” (Mt 16,18).
Foi a Igreja que, nos seis séculos das invasões dos bárbaros, com S.Bento (séc. V) reconstruiu as elites dirigentes, preparou sem cessar o renascimento da civilização, enviou seus missionários ao núcleo das
massas bárbaras e convertendo os reis, preparou a fusão das raças de
onde nasceria a Europa. Foi a Igreja que nos seus conventos protegeu a
cultura e a arte; e foi ela que após Carlos Magno (f814), quando as
trevas de novo se abateram Contra a Igreja, impediu que a anarquia destruísse a Europa. (D. Rops)

 Fonte: Livro  ¨Uma História que não é contada¨ autor  Professor Felipe Aquino

Meus comentários

Obrigado leitores do blog, como havia prometido estou postando mais sobre a história da Igreja, acho que já deu para sentir o que nossa Santa Igreja fez para que nós tivéssemos tudo que nós temos hoje!
Sejamos gratos a Ela, Santa Igreja, esposa de Cristo! Continuem acompanhando o blog, colocarei as vidas dos Santos citadas nesse post.
Pax Domine,

Projeto Quebrando o Encanto do Neo-ateísmo

O paradoxo da pedra já foi bastante popular em debates, mas hoje não parece estar muito em voga. De qualquer forma, volta e meia alguém aparece propondo em discussões e, por isso, é necessário abordá-lo de forma a dissipar qualquer dúvida.Esse truque é, antes de tudo, um truque de lógica. Vamos analisá-lo dessa maneira. A argumentação vai mais ou menos assim:
  1. Se Deus é onipotente, então ele pode fazer tudo;
  2. Se ele pode fazer tudo, então ele pode fazer até mesmo uma pedra que nem ele mesmo pode levantar;
  3. Mas se ele não pode levantar a pedra, então ele não é onipotente;
  4. E se ele não pode criá-la, então ele também não é onipotente;
  5. Logo, Deus não é onipotente, pois não pode criar uma pedra que nem ele mesmo possa levantar.

Na verdade, essa forma contém um erro, pois Deus poderia criar a pedra (1ª situação), enfraquecer a si mesmo…

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