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A MISTERIOSA RELAÇÃO DO VATICANO COM HITLER

17/03/2012
Novos estudos revelam que Igreja teria sido sempre contrária ao
nazismo, mesmo quando silenciou
Graça Magalhães-Ruether
graca.magalhaes@oglobo.com.br
O PAPA PIO XII e os nazistas: novos estudos dizem que, na verdade,
ele era contrário ao regime
Arquivo
Há 75 anos, no Domingo de Ramos de 1937, dia 21 de março, a Igreja
Católica conseguiu driblar a Gestapo distribuindo em toda a Alemanha
uma encíclica que definia um posicionamento claro contra o ditador
Adolf Hitler e a sua política racista. Em “Mit brennender Sorge” (“Com
profunda preocupação”, em português), a única encíclica já escrita em
alemão, a Igreja – que anos antes havia assinado um acordo com o
regime nazista, chamado Concordata – levantou pela primeira vez a
sua voz contra o fim das liberdades e as prisões em massa que
aconteciam há quatro anos na Alemanha. Novos estudos indicam que
esta mudança de posição em relação ao regime seria mantida mesmo
no papado seguinte, de Pio XII, que entrou para a História como o líder
católico que silenciou diante do extermínio dos judeus.
A encíclica de 1937, que criticava também o culto à figura do ditador,
foi lida em todas as igrejas do país naquele domingo. Hitler ficou
furioso. Entre as Waffen SS, as mais sangrentas tropas do regime, os
mais radicais queriam mandar prender e executar todos os bispos
alemães por “alta traição”. No final, o regime resolveu adotar uma
posição menos rigorosa, mandando confiscar os exemplares do texto,
prender padres que o liam ou fechar tipografias que o imprimiam.
Segundo o historiador René Schlott, da Universidade de Giessen, os
nazistas não reagiram de forma mais brutal por orientação do
perspicaz Joseph Goebbels, o ministro da propaganda.
– A ditadura tinha ainda apenas quatro anos e os nazistas não queriam,
nessa fase, comprar uma guerra aberta contra parte da população, o
que só foram fazer mais tarde – afirma.
A encíclica marcou também uma mudança de posição do Vaticano para
com o regime nazista. Em janeiro, o Papa Pio XI convidou os bispos
alemães para uma reunião, na qual encomendou ao cardeal Michael
von Faulhabe a redação da encíclica. Schlott afirma que o Papa teria se
arrependido da Concordata e queria manifestar à população sua
aversão ao regime. Negociada com a ajuda do então cardeal Eugenio
Pacelli (que a partir de 1939 se tornaria o Papa Pio XII), a Concordata
foi assinada em julho de 1933, meses depois da ascensão de Hitler ao
poder, e era vista pela Igreja com um meio de garantir a sua
sobrevivência no regime autoritário. Na verdade, porém, o acordo teve
o efeito de quebrar o isolamento internacional do regime. O Terceiro
Reich tirava proveito do reconhecimento internacional que obteve
graças ao acordo com a Igreja.
“Tudo o que tome a raça, o povo ou o Estado (…) como elementos
fundamentais da sociedade e os divinize com culto idolátrico perverte
e falsifica a ordem criada e imposta por Deus”, dizia a nova encíclica,
redigida em apenas 72 horas. Faulhaber escreveu à mão para evitar
que um número maior de pessoas tomasse conhecimento do projeto.
Depois de impresso no Vaticano, o documento foi transportado por
emissários da Igreja para Berlim, de onde foi distribuído para mais de
dez mil igrejas do país sem que a Gestapo tomasse conhecimento da
ação.
– Ao receber os textos, os sacerdotes o guardaram no altar até o dia
planejado para a sua divulgação na missa de domingo – conta Schlott.
Cada igreja recebeu duas cópias do documento, para garantir que,
mesmo no caso de uma eventual perda, o texto fosse lido
simultaneamente, no mesmo dia e na mesma hora. Segundo o
historiador, o projeto da encíclica de Pio XI foi “a ação mais
espetacular do Vaticano durante toda a ditadura nazista”. Nada menos
que 300 mil cópias de um texto que criticava abertamente Hitler foram
distribuídas em uma época em que criticar o ditador já era um motivo
de condenação à morte.
Mas a ação secreta do Vaticano contra Hitler quase terminou em um
fracasso e massacre dos seus envolvidos. Um dia antes do Domingo de
Ramos, no sábado, dia 20 de março de 1937, a Gestapo recebeu uma
cópia da encíclica, fornecida por delatores.
– Como era impossível, em poucas horas, confiscar o documento em
mais de dez mil igrejas espalhadas por toda a Alemanha, os agentes da
Gestapo tentaram atrapalhar a leitura do documento apenas em
algumas cidades – afirma Schlott.
Mesmo assim, a encíclica teve um efeito estrondoso. Os devotos, até os
protestantes, ficaram satisfeitos ao ver como a Igreja tomava partido
contra o regime, como relatou mais tarde o cardeal Faulhaber no
Vaticano. Mas houve também católicos adeptos do regime que
manifestaram irritação, e se afastaram da Igreja. Nada menos que 108
mil pessoas solicitaram oficialmente o desligamento da Igreja Católica
alemã.
Dias depois da leitura, os nazistas investiram com toda a fúria contra o
que julgavam uma audácia. Mais de mil sacerdotes foram presos,
sendo que 300 foram deportados para um campo de concentração.
Organizações e escolas católicas foram fechadas. Na sua residência de
Obersalzberg, na Baviera, Hitler reagiu dizendo: “Se procuram, através
de qualquer encíclica, assumir poderes que são do Estado, vão ser
pressionados a voltar a sua atividade espiritual.”
Se Pio XI não tivesse morrido, no início de 1939, o Vaticano teria
insistido mais na politica de confrontação, sustentam historiadores. Já
no seu leito de morte, ele ordenou a redação de uma outra encíclica,
que entrou para a História como “a encíclica escondida de Pio XI”. O
documento, redigido por dois jesuitas, denunciava o antissemitismo
fanático e o culto ao estado totalitário, mas foi engavetado com a
morte do Pontífice. Seu sucessor, Pio XII, foi várias vezes acusado de
ter sido conivente com o regime. Novos estudos mostram, no entanto,
que não só tinha a mesma posição de Pio XI, como teria, inclusive,
ajudado muitos judeus.
– Só com a abertura dos arquivos do Vaticano, dentro de alguns anos,
será possivel desvendar o enigma de Pio XII, que silenciou embora
fosse também contra a ditadura – conclui Schlott.

Jornal: O GLOBO Autor:
Editoria: Ciencia e_Vida Tamanho: 1007 palavras
Edição: 1 Página: 34
Coluna: Seção:
C aderno: Primeiro Caderno
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“180” Movie Holocausto e Aborto

Olá irmãos acabo de assistir este video e me alegrei a ponto de pedir para que todos os que assistirem este video repassem e divulguem de alguma maneira para seus parentes, amigos, conhecidos, em suas redes sociais etc, o video mostra uma visão muito coerente sobre o paralelo do Holocausto de Auschwitz e o aborto e como os jovens deste video tem uma convicção moral dentro de seus corações mas estão sendo enganados pela mídia e pela política que diz que o aborto é um direito de escolha de uma mulher.

Assistam o video e comente no post, se esse video mudou sua maneira de ver o aborto ou se não mudou em nada e porque não mudou.
Fiquem com Deus e espero seu comentário.

“Complete a frase para mim: ‘Não há problema em matar um bebê no útero quando…’”.

Com algumas perguntas simples, e apelando para a lógica mais elementar acerca do valor da vida de um bebê, um repórter esclarece jovens acerca da insanidade que é o aborto, e de quantos bebês já morreram nos Estados Unidos desde a legalização dessa prática assassina. Ele evoca a história da Alemanha, que por se deixar levar de forma irracional pelos slogans nazistas, fez o mundo mergulhar na maior guerra da história, com quase 60 milhões de mortos.

A relevância, a verdade e a justiça inerentes à doutrina cristã também são ressaltadas de forma incisiva no documentário.

Salve Maria

Um nazismo “bem intencionado” e “caridoso”

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Hitler estaria perfeitamente satisfeito com nossas democracias ocidentais. Aliás, não foram os alemães que votaram nele?

Ouvimos uma história trágica, para não dizer terrível: a de que famílias holandesas são autorizadas a praticar eutanásia contra parentes considerados “inválidos”. A atuação em si, já demonstra um sinal claro da mudança moral dos nossos tempos. Não vou longe: uma mudança para pior, uma baixeza moral com precedentes dos mais abjetos possíveis. Aquele zelo, aquele amor cristão, até então arraigado em nossa consciência sobre o sofrimento alheio, foi simplesmente apagado. Não vemos mais o incapaz, o aleijado, o inválido, como um irmão a ser cuidado. Eles agora são considerados tão somente um estorvo, um peso a ser carregado pela sociedade.

E é bem pior que isso: esse sentimento de estorvo, esse peso, essa carga de suposta inutilidade, está sendo internalizada pelas famílias, que vêem o pais, filhos, irmãos ou cônjuges como figuras dispensáveis, como meras quinquilharias jogadas ao buraco do lixo.

Tal reivindicação da eutanásia não se restringe à Holanda. Agora se torna moda no mundo europeu e também norte-americano. O argumento é sofrível: em nome da caridade ao doente, se mata. Tudo em nome de algo tão subjetivo como a tal “qualidade de vida”.

Este relativismo não é de hoje. Antes de patrocinar a política de extermínio dos judeus, Hitler já tinha movimentado a campanha de eutanásia por toda a Alemanha. Dezenas, senão centenas de milhares de pessoas deficientes e débeis mentais foram eliminadas. Isso incluía até crianças recém-nascidas portadoras de algum tipo de deficiência física ou mental. Ou seja, nem velhos, nem crianças, nem mulheres foram poupados. A campanha de eliminação dos incapazes só terminou em 1941, por pressão da opinião silenciosa dos alemães e de protestos da Igreja Católica.

Atualmente, o Estado não precisa mais aplicar esses expedientes. Basta legalizá-los e legitimá-los. As famílias de outrora que defendiam seus incapazes, agora são fiéis colaboradores da eliminação dos fracos. E tais práticas têm o beneplácito de uma boa parte da intelligentsia, seja ela a brasileira ou a mundial. Percebe-se, por todos os meios, a tentativa de dessacralizar a vida humana, reduzi-la ao status biológico de meros animais. Neste ínterim, os militantes pró-aborto, com sua pregação de niilismo e morte, são companheiros de viagem, junto com ONG’s riquíssimas, sustentadas por fundações bilionárias. Os argumentos pró-aborto não são os mesmos dos argumentadores pró-eutanásia e pró-eugenia? O de que a qualidade de vida ou a utilidade física e mental de alguém é um fator determinante para a sua existência? Sim, e com a ânsia de eliminar os fracos, os doentes, os incapazes, os pobres, os infelizes e demais rejeitados, tudo em nome da vida utópica e perfeita.

O governo brasileiro está perfeitamente concatenado com esse projeto demoníaco em escala mundial. A presidente Dilma Rousseff colocou como Ministra da Secretaria Especial das Políticas Públicas para As Mulheres uma açougueira determinada, uma Himmler de saias, ainda que não se saiba a verdadeira sexualidade dela. Se alguém visse as credenciais morais da nova ministra, ficaria assustado. Eleonora Meninucci mais parece um homem frio e misógino do que realmente uma fêmea. Não nos assustemos: ela tem credenciais petistas, e destes se espera qualquer coisa. Na verdade, Nelson Rodrigues tinha razão: a feminista é a inimiga da mulher. Como uma nazista caridosa para com os fracos, a ministra assevera, repetindo as ladainhas das ONG’s abortistas: matar nascituros é uma questão de saúde pública. Para ela, está se fazendo um grande favor à humanidade matar nascituros considerados indesejáveis.

Nada mais macabro do que uma ministra que se auto-intitula a “avó do aborto”: eis uma avó de netos inexistentes ou de cadáveres. Eis, aí, finalmente, uma caricatura grotesca da esterilidade feminina. Algo digno do jornalismo policial.

E o Senado, na calada da noite, com a colaboração de juristas esquerdistas, já aprovou um anteprojeto de legalização do aborto e da eutanásia. O pior de tudo é que os abortistas venderam a idéia de que não queriam legalizar o aborto, mas tão somente criar exceções à lei vigente. Aparecia na imprensa algum urso sábio da legalidade, com as seguintes palavras:

“Nossa proposta não despenaliza o aborto, mas ela leva em consideração a situação de mulheres que abortam, portanto, ela se preocupa com a saúde da gestante que hoje não está contemplada na Lei Penal.”

E o Ministro do STJ, Gilson Dipp, que presidia a comissão relatora do anteprojeto de lei, ainda acrescentou mais casos nos quais seria permitido o aborto:

“Quando a mulher for vítima de inseminação artificial com a qual não tenha concordância; e quando o feto estiver irremediavelmente condenado à morte por anencefalia e outras doenças físicas e mentais graves”.

Percebe-se o caráter semi-divino do ministro. Ele deve prever o futuro para justificar a eliminação dos doentes físicos e mentais graves que ainda vão nascer. Sem contar o precedente da inseminação artificial, onde uma mulher poderá abortar um filho se não for de acordo com o sexo ou a cor desejada.

Na Inglaterra já se pode abortar, se o sexo da criança não for satisfatório ao desejo dos pais.

Hitler estaria perfeitamente satisfeito com nossas democracias ocidentais. Aliás, não foram os alemães que votaram nele? Por que seria diferente com Dilma Rousseff e os seus capachos do Senado?

Fonte:http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/12944-um-nazismo-qbem-intecionadoq-e-qcaridosoq.html

04 – Marxismo Cultural e Revolução Cultural – Quarta Aula

Enquanto os EUA viviam Woodstock e a revolução cultural, o Brasil vivia um regime de exceção, de um governo civil-militar que foi instaurado para evitar a instalação do comunismo no Brasil. Em 1964, antes do início do processo mundial de transformações culturais, os militares estavam preocupadíssimos com a situação do comunismo no Brasil. A Igreja brasileira apoiava os militares, fazendo diversas manifestações populares contra o comunismo no país. A Igreja brasileira era conservadora e anticomunista.

Adolf Hitler era um Cristão?

Ultimamente tenho visto no orkut e outros sites ateus uma certa desonestidade em relação ao que se refere a religião e a ideologia de Adolf Hitler!
Seria Adolf Hitler um Cristão Católico???Vejamos o video abaixo.

Tradução:

HITLER ERA CRISTÃO?

Por: Dinesh d’Souza – 05/11/2007

Traduzido e adaptado por: Maximiliano Mendes

O artigo original pode ser acessado aqui:

http://townhall.com/columnists/DineshDSouza/2007/11/05/was_hitler_a_christian

Com vergonha do legado assassino dos regimes comunistas ateus do Século XX, os líderes ateístas buscam empatar o placar com os crentes ao retratar Adolf Hitler e seu regime nazista como sendo teístas, mais especificamente Cristãos. Os websites ateístas rotineiramente alegam que Hitler era Cristão porque nasceu Católico, nunca renunciou ao seu Catolicismo e escreveu em Mein Kampf: “Ao me defender dos Judeus, defendo o trabalho do Senhor”. Os escritor ateu Sam Harris escreve que “o Holocausto marcou o auge de … 200 anos dos Cristãos fulminando os Judeus”, portanto, “sabendo disso ou não, os nazistas eram agentes da religião”.

Quão persuasivas são essas alegações? Hitler nasceu Católico assim como Stálin nasceu na tradição da Igreja Ortodoxa Russa e Mao Tsé Tung foi criado como Budista. Esses fatos não provam nada, pois muitas pessoas rejeitam sua criação religiosa, como esses três fizeram. O historiador Allan Bullock escreve que desde cedo, Hitler “não tinha tempo algum para os ensinos do Catolicismo, considerando-o como religião adequada somente para os escravos e detestando sua ética”.

Então como nós explicamos a alegação de Hitler de que ao conduzir seu programa anti-semítico estava sendo um instrumento da providência divina? Durante sua ascensão ao poder, ele precisava do apoio do povo alemão – tanto os Católicos da Bavária quanto dos Luteranos da Prússia – e para se assegurar disso ele utilizava retórica do tipo “Estou fazendo o trabalho do Senhor”. Alegar que essa retórica faz de Hitler um Cristão é confundir oportunismo político com convicção pessoal. O próprio Hitler diz em Mein Kampf que seus pronunciamentos públicos deviam ser entendidos como propaganda, sem relação com a verdade, mas planejados para influenciar as massas.

A idéia de um Cristo ariano que usa a espada para purgar os Judeus da Terra – o que os historiadores chamam de “Cristianismo Ariano” – era obviamente um afastamento radical do entendimento Cristão tradicional e foi condenado pelo Papa Pio XI no tempo. Além do mais, o anti-semitismo de Hitler não era religioso, era racial. Os Judeus foram atacados não por causa de sua religião – aliás, muitos Judeus alemães eram completamente seculares em seus estilos de vida – mas por causa de sua identidade racial. Essa era uma designação étnica e não religiosa. O anti-semitismo de Hitler era secular.

Hitler’s Table Talk [“Conversas informais de Hitler”, um livro] uma coleção reveladora das opiniões privadas do Führer, reunida por uma assistente próxima durante os anos de guerra, mostra Hitler como sendo furiosamente anti-religioso. Ele chamava o Cristianismo de uma das maiores “calamidades” da história, e disse sobre os alemães: “Vamos ser as únicas pessoas imunizadas contra essa doença”. Ele prometeu que “por intermédio dos camponeses seremos capazes de destruir o Cristianismo”. Na verdade, ele culpava os Judeus pela invenção do Cristianismo e também condenou o Cristianismo por sua oposição à evolução.

Hitler guardava um desdém especial pelos valores Cristãos da igualdade e compaixão, os quais ele identificou com a fraqueza. Os principais conselheiros de Hitler, como Goebbels, Himmler, Heydrich e Bormann eram ateus que odiavam a religião e buscavam erradicar sua influência da Alemanha.

Em sua História em vários volumes do Terceiro Reich, o historiador Richard Evans escreve que “os nazistas consideravam as igrejas como sendo os reservatórios mais fortes da oposição ideológica aos princípios nos quais eles acreditavam”. Quando Hitler e os nazistas chegaram ao poder lançaram uma iniciativa cruel para subjugar e enfraquecer as Igrejas Cristãs na Alemanha. Evans aponta que após 1937, as políticas do governo de Hitler se tornaram progressivamente anti-religiosas.

Os nazistas pararam de celebrar o Natal, e a Juventude de Hitler recitou uma oração agradecendo ao Fuhrer, ao invés de Deus, por suas bênçãos. Aos clérigos considerados como “problemáticos” era ordenado que não pregassem, centenas deles foram aprisionados e muitos foram simplesmente assassinados. As Igrejas estavam constantemente sob a vigilância da Gestapo. Os nazistas fecharam escolas religiosas, forçaram organizações Cristãs a se dissolverem, dispensaram servidores civis praticantes do Cristianismo, confiscaram propriedade da igreja e censuraram jornais religiosos. O pobre Sam Harris não é capaz de explicar como uma ideologia que Hitler e seus associados entendiam como uma renúncia ao Cristianismo pode ser apresentada como o “auge” do Cristianismo.

Se o nazismo representava o auge de algo, era o auge do Darwinismo social do final do Século XIX e início do XX. Como documentado pelo historiador Richard Weikart, tanto Hitler quanto Himmler eram admiradores de Darwin e freqüentemente falavam do papel deles como promulgadores de uma “lei da natureza” que garantiria a “eliminação dos ineptos”. Weikart argumenta que o próprio Hitler “construiu sua própria filosofia racista baseado em grande parte nas idéias do Darwinismo social” e conclui que embora o Darwinismo não seja uma explicação intelectual “suficiente” para o nazismo, é uma condição “necessária”. Sem o Darwinismo, talvez não houvesse nazismo.

Os nazistas também se inspiraram no filósofo Friedrich Nietzsche, adaptando a filosofia ateísta dele aos seus propósitos desumanos. A visão de Nietzsche do ubermensch [super-homem] e sua elevação a uma nova ética “além do bem e do mal” foram adotadas de forma ávida pelos propagandistas nazistas. A “sede pelo poder” de Nietzsche quase se tornou um slogan de recrutamento nazista. Em nenhum momento estou sugerindo que Darwin ou Nietzsche teriam aprovado as idéias de Hitler, mas este e seus comparsas aprovavam as idéias daqueles. Sam Harris simplesmente ignora as evidências das afinidades nazistas por Darwin, Nietzsche e o ateísmo. Então que sentido tem sua alegação de que os líderes nazistas eram “sabendo disso ou não” agentes da religião? Evidentemente, nenhum sentido.

Então, à montanha de corpos que os regimes misoteístas [que odeiam Deus] de Stálin, Mao, Pol Pot e outros produziram, nós devemos adicionar os mortos do regime nazista, também misoteísta. Assim como os comunistas, os nazistas deliberadamente atacaram os crentes, pois eles queriam criar um novo homem e uma nova utopia livre das amarras da religião e moralidade tradicional. Em um artigo anterior eu perguntei qual é a contribuição do ateísmo para a civilização. Uma resposta àquela questão: genocídio.
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fonte site: crentinho.wordpress.com/2008/…/hitler-era-cristao

Fonte: http://darwinismo.wordpress.com/2011/01/23/era-hitler-um-cristao/