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EXISTÊNCIA DE DEUS: O ARGUMENTO MORAL

EXISTÊNCIA DE DEUS: O ARGUMENTO MORAL

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O Argumento Moral

O Argumento Moral se resume basicamente na seguinte lógica: (1) Se valores morais objetivos existem, então Deus existe; (2) valores morais objetivos realmente existem; (3) portanto, Deus existe.

Vamos analisar a primeira premissa: Existem valores objetivos? Se a moralidade é relativa e não absoluta, este argumento é destruído! Só para entender o vocabulário utilizado, moralidade objetiva significa que a diferença entre o certo e o errado é muita clara entre a humanidade, enquanto a moralidade relativa significa que a moralidade depende, ou não é clara para os seres humanos. Abordamos até certa extensão deste assunto no artigo a respeito de verdade relativa versus verdade absoluta, mas aprofundaremos a questão mais um pouco.

Existem três tipos de moralidade relativa: Relativismo Cultural, Convencionalismo e Subjetivismo Ético.

O Relativismo Cultural defende que o que é certo em uma cultura pode ser errado em outra cultura, e por isso a moralidade não é objetiva. Por exemplo, o aborto é completamente proibido em países como o México, opcional em países como os Estados Unidos e liberalmente praticado em países como a China. O grande problema dessa afirmação é que a moralidade não é descritiva e sim prescritiva. Ela diz como deveria ser o mundo e não o que é o mundo hoje. Além disso, só porque a resposta das culturas é diferente para uma determinada pergunta, não quer dizer que não exista uma resposta correta para essa pergunta.

Quando esse assunto surge, muitos céticos gostam de ilustrar com a história do elefante e das três pessoas vendadas. Ao apalpar partes diferentes do elefante, elas divergem na definição do objeto. Ao apalpar a trompa do elefante, uma diz que é uma cobra. Ao apalpar a pata do animal, a outra diz que é o tronco de uma árvore. A última, ao apalpar as orelhas do elefante, diz que é uma grande folha. Com essa história, querem dizer que pessoas diferentes veem a realidade de forma diferente, dependendo de onde você está e qual a cultura que você tem. Mas, com isso, eles se esquecem de um detalhe: apesar de cada pessoa ter dito uma coisa, a verdade não deixava de ser que eles estavam apalpando um elefante! Percebe? Quando as pessoas discordam a respeito da moralidade, não significa que não exista moralidade objetiva!

O segundo tipo, chamado Convencionalismo, diz que a sociedade seria o agente que deveria decidir o que é certo ou errado. Ao contrário do Relativismo Cultural segundo o qual não existem respostas certas ou erradas, o Convencionalismo diz que existe certo ou errado, porém, cada sociedade deve decidir. Não precisamos ir muito longe para entender que o Convencionalismo não dá certo. Essa era a filosofia da Alemanha na época de Segunda Guerra Mundial. A lei dizia que os judeus eram sub-humanos e indignos de viver. Essa lei era “moral” porque, em um sistema Convencionalista, tudo o que é legal é moral, e o que é ilegal é imoral.

A forma mais propagada de moralidade relativa é o Subjetivismo Ético. Nessa filosofia, é o indivíduo que define o que é certo e errado para ele. A moralidade nada mais é do que preferência e opinião pessoal. Nesse caso, ninguém poderia dar qualquer opinião concreta sobre um fato ou uma ação de forma coerente. Não poderia ser dito que os ataques terroristas ou guerras realizadas nas últimas décadas foram ruins, e nem que os grandes pacificadores e altruístas foram bons. Um subjetivista ético teria que passar indiferentemente por uma situação de homicídio ou de estupro sem dizer nada, porque, para ele, isso pode ser errado, mas para outros pode não ser.Pode parecer exagero, mas sua casa pode ser roubada e sua filha morta, desde que o ladrão e o assassino acreditem que suas ações são corretas.

Agora vamos para o outro lado da moeda: a Moralidade Objetiva. A Moralidade Objetiva é uma prescrição de princípios morais aplicáveis em todas as situações, para todas as pessoas em todas as épocas. Uma das formas de observar sua existência é simplesmente por nossa intuição. É o que percebemos, por exemplo, quando vemos a frase “Crianças são torturadas como forma de entretenimento”. Qual a sua intuição primária ao ler essa frase? Isto é errado! E quando lê a frase: “Homem mata esposa e filha com trinta facadas”. Errado!

O inglês Richard Dawkins, o mais famoso ateu fundamentalista da atualidade, em seu livro River Out of Eden, diz que nosso universo não oferece “nenhum propósito, nenhum mal e nenhum bem. Nada senão uma cega e impiedosa indiferença. O DNA não se importa. O DNA simplesmente é. E nós dançamos conforme sua música.”[1] Mas seu livro Deus, um Delírioestá completamente permeado de um sentimento de profundo desgosto por atos “imorais”, assim demonstrado também por sua ativa participação em protestos contra abuso de crianças e pelo preconceito contra homossexuais. Mas, se o DNA não sabe e nem se importa, por que e como sabemos o que é certo e errado e por que nos importamos?

Ele então continua a argumentar que a moralidade evoluiu dos chimpanzés que têm uma noção de viver em família, de ajudar seus parceiros e trabalhar em grupo. O problema disso tudo é que, se foi realmente a evolução que nos levou a adquirir o senso de moralidade que temos hoje, a moralidade é subjetiva, ou seja, cada pessoa, família ou grupo pode construir seu próprio código de moralidade. Isso não seria, porém, a moralidade absoluta que observamos na humanidade.

A Moralidade Objetiva é a única forma coerente de moralidade e a única que pode ser vivida consistentemente.

Agora que estamos tranquilos com a primeira e a segunda premissas, temos que entender como chegamos diretamente à terceira. Por que precisamos necessariamente chegar prematuramente à ideia de que a Moralidade Objetiva prova a existência de Deus? Não podemos explicar essa moralidade simplesmente atribuindo-a à lógica e à evolução naturalista?Para isso, precisamos explicar de onde veio a moralidade.

Primeiro, vejamos esta citação de Kai Neilsen, um filósofo ateu dinamarquês: “Não fomos capazes de mostrar que a razão exige o ponto de vista moral, nem que todas as pessoas realmente racionais não deveriam ser individualistas egoístas ou não morais clássicos. A razão não decide aqui. O que pintei para você não é agradável. A reflexão sobre isso me deprime. […] A razão prática, pura, mesmo com um bom conhecimento dos fatos, não o levará à moralidade.”[2] Isso se explica facilmente porque na visão ateia evolucionista o ser humano é apenas um animal, e animais não têm qualquer obrigação moral.

Outra citação interessante é do australiano J. L. Mackie, um filósofo que tentou provar com unhas e dentes que a moralidade é relativa: “Se há valores objetivos, eles tornam a existência de um deus mais provável do que seria sem eles. Portanto, temos um argumento defensável a partir da moralidade para a existência de um deus.”[3]

Com isso em mente, vamos relembrar os fatos que temos por enquanto. Sabemos que a moralidade é: (1) Prescritiva, (2)um comando, (3) universal, (4)objetiva, (5) autoritativa.

Levando isso em consideração, em primeiro lugar, prescrições e comandos são feitos apenas entre seres pensantes, portanto, podemos saber que, seja de onde vem a moralidade, tem que vir de uma mente pensante. Em segundo lugar, a moralidade vem com um propósito e uma vontade, portanto, a fonte de moralidade também deve ter um propósito e uma vontade. Em terceiro lugar, a moralidade é universal e transcende os seres humanos, o tempo e o espaço, portanto, a fonte também deve ser transcendente. Em quarto lugar, já que a moralidade é autoritativa, deve ter vindo de uma autoridade e autoridade só pode ser mantida por uma pessoa, portanto, a fonte deve ser pessoal. E, finalmente, a fonte deve ter o poder e a habilidade para impor a sua vontade moral em nossa intuição. Como podemos chamar essa fonte de moralidade? Deus.

Nas palavras de Paul Copan, filósofo e Teólogo americano: “A razão pela qual o teísmo faz mais sentido aqui é que a personalidade e a moralidade estão necessariamente conectadas. Isto é, os valores morais estão enraizados na personalidade. Sem Deus (um Ser pessoal), nenhuma pessoa – e, portanto, nenhum valor moral – poderia existir.”[4]

É interessante notar que, de longe, o argumento mais usado por ateus é: “Como podemos acreditar em um Deus bom se existe tanta maldade no mundo?” A resposta completa a esse argumento será dada em outro momento, porém, existe uma importante questão que precisamos levantar motivados por essa afirmação. Com esse argumento, um ateu ou até mesmo um cristão sincero está afirmando claramente que existe o mal no mundo. Se alguém acredita que existe o mal, também está pressupondo que exista o bem. Mas se alguém diz que existem o bem e o mal, está implicitamente afirmando que existe uma lei moral que diferencia o bem do mal. E se existe uma lei moral, existe um doador da lei moral. Portanto, um argumento que era primariamente para ir contra a existência de Deus, na realidade, é um argumento a favor dEle!

O argumento moral nos mostra evidências claras de que existe um Deus pessoal e poderoso que colocou no seu e no meu coração a vontade de fazer o que é certo, e abre nossa realidade para a culpa quando fazemos o que é errado. A questão é se vamos reconhecer que Ele existe nos apoiando em todas as evidências que Ele nos dá para acreditar nisso.

Um soldado na Guerra do Vietnã, cansado da incessante pressão dos companheiros que lhe diziam que Deus não existia, escreveu uma poesia em meio aos ruídos da morte. Na noite anterior a uma terrível batalha, ele escreveu o seguinte:

“Eu nunca falei contigo, Deus Pai / Mas agora quero dizer, ‘Como vai?’

“Eles me disseram que Você não existia / E eu como um tolo acreditei com garantia.

“Ontem à noite, de um buraco o Seu céu contemplei / O que eles me disseram era uma mentira, agora eu sei.

“Se eu tivesse separado tempo para ver as coisas que Você fez / Eu saberia que eles não estavam nos chamando para fazer guerra.

“Me pergunto, Deus, se Você tomaria a minha mão / De alguma forma eu sinto que terá compaixão.

“Engraçado eu ter que vir para este lugar infernal / Antes de ter tempo para ver Sua face eternal.

“Acho que não há muito mais para dizer / Mas estou muito feliz, Deus, de hoje Lhe conhecer.

“Acredito que a meia-noite chegará certa / Mas eu não estou com medo sabendo que Você está por perto.

“O sinal soou, Deus, eu tenho que partir / Gosto muito de Você, e quero admitir.

“Saiba que essa será uma luta assustadora / Quem sabe eu vá para Sua casa na aurora.

“Apesar de nunca ter sido Seu amigo / Me pergunto se naquele grande dia / Você me esperaria para dar abrigo.

“Olhe, agora estou chorando, estou derramando lágrimas, Deus / Tenho que ir agora, Senhor, adeus.

“Estranho que agora que vim a você conhecer / Não tenho mais medo de morrer.”

Você pode até afirmar que Ele não existe, só não pode dizer que não recebeu evidências suficientes!

Fonte: Marina Garner Assis

Referências:

1. Richard Dawkins, River Out of Eden (New York: Basic Books, 1992), p. 133.
2. Kai Nielsen, “Why Should I Be Moral?”, American Philosophical Quarterly21 (1984), p. 90.
3. J. L. Mackie, The miracle of Theism. Oxford: Clarendon Press, 1982, p. 115-16.

Famosa blogueira atéia converte-se ao catolicismo

 

Fonte:http://sumateologica.wordpress.com/2012/07/31/famosa-blogueira-ateia-converte-se-ao-catolicismo/

Leah Libresco, blogueira americana atéia, anunciou em seu conhecido site a conversão ao catolicismo

Por Salvatore Cernuzio

ROMA, segunda-feira, 30 de julho de 2012 (ZENIT.org) – É uma história maravilhosa de conversão nos nossos dias, aquela de Leah Libresco, a popular blogueira americana atéia responsável do “Patheos Atheist Portal”.

No passado 18 de Junho uma postagem desta jovem filósofa, formada em Yale e colaboradora do Huffington Post, definitivamente chocou muitos seguidores – especialmente ateus – do seu blog, chegando rapidamente a todas as partes do mundo.

“Esta é a minha última postagem” anunciava dramaticamente o título do artigo, onde a blogueira declarava ter finalmente encontrado a resposta para aquela sua “moral interna” que até agora o ateísmo não conseguia satisfazer: o cristianismo. A resposta que durante anos Leah refutava e rejeitava com “explicações que buscam colocar a moralidade no mundo natural.”

“Durante anos eu tentei argumentar a origem da lei moral universal que reconhecia presente em mim” explicou a blogueira; uma moralidade “objetiva como a matemática e as leis da física”. Nesta busca contínua de respostas, Leah se refugiou, por exemplo, na filosofia ou na psicologia evolutiva.

“Eu não pensava que a resposta estivesse ali” admite, mas ao mesmo tempo “não podia mais esconder que o cristianismo demonstrava melhor do que qualquer outra filosofia aquilo que reconhecia já como verdadeiro: uma moral dentro de mim que o meu ateísmo, porém, não conseguia explicar”.

Os primeiros “sinais” de conversão vieram no dia de Domingo de Ramos, quando a blogueira participa de um debate com os alunos de Yale para explicar de onde deriva a lei moral. Durante a explicação, foi interrompida por um jovem que“buscava fazer-me pensar – como ela mesma lembra – pedindo-me para não repetir a explicação dos outros, mas para dizer o que eu pensava sobre isso”.

“Não sei, não tenho uma idéia” é a resposta da Leah diante de uma pergunta simples, mas inquietante. “A sua melhor hipótese?”, continuou o jovem, “não tenho uma”, ela responde.

“Terá talvez alguma idéia”, continua ele; “não o sei… mas acho que a moral tenha se apaixonado por mim ou algo parecido” tenta falar a filósofa, mas o rapaz neste momento diz-lhe o que pensava.

Refletindo, a mulher diz: “Percebi que, como ele, eu acreditava que a moral fosse objetiva, um dado independente da vontade humana”. Leah descobre portanto que também ela crê “numa ordem, que implica alguém que o tenha pensado” e “na existência da Verdade, na origem divina da moral”.

“Intuí – explica ainda – que a lei moral como a verdade pudesse ser uma pessoa. E a religião católica me oferecia a estrada mais razoável e simples para ver se a minha intuição era verdadeira, porque diz que a Verdade é vivente, que se fez homem.”

Pedindo depois àquele jovem o que lhe sugeria fazer, a filósofa atéia convicta, começa a rezar com ele a Completa no Livro dos salmos e continua “a fazê-lo sempre, também sozinha”.

Anos e anos de teorias, provas, convicções, desmoronados diante da única Verdade: Deus. Publicada no portal, a história de Leah provocou reações diversas e milhões de comentários. Basta pensar no fato de que tenha sido postada no Facebook 18 mil vezes e que a sua página web tenha recebido, segundo o diretor do blog, Dan Welch, cerca de 150 mil acessos.

Muitos comentários são acusadores, pessoas atéias que se sentem “traídas” por aquela que era para eles uma líder. Muitos outros, ao contrário, são de católicos que, como muitos não-crentes, seguiam o blog. Alguns expressam as suas felicitações e dizem: “Estou tão feliz por você. Rezei tanto. A aventura está apenas começando.”

Entrevistada pela CNN, a Libresco no entanto, confessou de ter ainda muito a entender e estudar sobre aquilo que sustenta a Igreja sobre questões de moral, como por exemplo a questão da homossexualidade que a deixa ainda “confusa”. “Mas não é um problema” afirmou, em quanto que tudo do que ela se convenceu “é razoável”.

Depois da conversão, a mulher procurou também uma comunidade católica, “escandalizando os amigos” mais incrédulos. “Se me perguntam como estou hoje respondo que estou feliz – diz a blogueira – o melhor período que você pode viver é quando você se dá conta de que quase tudo o que você pensava que era verdadeiro, na verdade era falso”.

Ainda à CNN, a blogueira contou que se sentia “renascida uma segunda vez”: “É ótimo participar da Missa e saber que ali está Deus feito carne – declarou – um fato que explica tantas outras coisas inexplicáveis”.

Neste ponto, a questão que mais causa curiosidade é o que fará Leah do seu popular blog ateu? Uma pergunta que tem assombrado a mesma autora todos os dias depois daquela fatídica tarde em Yale.

“Parar de escrever? – Diz na sua postagem – continuar em um estilo cripto-católico esperando que ninguém perceba (como fiz no último período)?” Após um exame demorado, a solução foi outra: “A partir de amanhã, o blog será chamado “Patheos Catholic channel “e será usado para discutir com os ateus convictos, como fazia antes com os católicos.

O motivo? “Se a pessoa é honesta – explica – não tem medo de entrar em diálogo. Eu recebi uma resposta sobre o que buscava porque aceitei colocar-me em diálogo. O interessante de muitos ateus é que fazem críticas e pedem provas. Uma coisa utilíssima à Igreja, que não deve ter medo porque está do lado dos fatos e da razão”.

Incentivo, finalmente, conclui a postagem, quase uma despedida da Libresco aos seus muitos leitores ateus: “Quaisquer que sejam suas crenças religiosas parar e pensar naquilo que você crê é uma boa ideia e se assim compreende que há algo que te obriga a mudar de ideia, não tenha medo e lembre-se que a tua decisão pode somente melhorar a tua visão das coisas”.

[Tradução do Italiano por Thácio Siqueira]

Igreja Católica reage com “entusiasmo” à descoberta da “partícula de Deus”

 “Comoção e entusiasmo” foram os termos que o L’Osservatore Romano, o jornal do Vaticano, escolheu para se referir ao anúncio da descoberta do bosão de Higgs, recordando a própria forma como o físico britânico Peter Higgs, o “pai da pequena partícula” reagiu.

A notícia do Representação de colisões entre protões para procurar o bosão de HiggsL’Osservatore Romano surgiu na edição com data desta quinta-feira, publicada em Roma na quarta à tarde, reagindo desta forma ao anúncio do Laboratório Europeu de Física de partículas (CERN), feito nessa manhã em Genebra (Suíça). O jornal acrescentava: “Standing ovation [ovação de pé]. A notícia é oficial: o bosão de Higgs, que explicaria por que é que todas as coisas do Universo têm uma massa, existe.”
O jornal referia ainda que Higgs “não conseguiu reter as lágrimas” quando uma responsável do CERN explicou a experiência que tinha sido realizada. “Alcançámos um marco fundamental na compreensão da natureza”, afirmou o director-geral do CERN, Rolf Heur, citado pelo jornal da Santa Sé.

O bosão de Higgs, por vezes referido como “partícula de Deus”, é a partícula subatómica que confere a massa às outras partículas elementares, como os protões e os electrões.

Entusiasmo foi também a palavra escolhida pelo director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) da Igreja Católica em Portugal, padre José Tolentino Mendonça. Em declarações à RTP, citadas no sítio do SNPC na Internet, este responsável afirmou: “Tudo o que é a procura da verdade interessa muito aos crentes e à Igreja.”

Dizendo que a Igreja Católica “acompanha com natural entusiasmo” a investigação sobre o bosão de Higgs, Tolentino Mendonça acrescentou que o catolicismo manifesta um “respeito muito grande pela autonomia da ciência e pelas suas metodologias específicas, claramente distintas da busca da fé”.

O padre e poeta, que é também consultor do Conselho Pontifício da Cultura, disse ainda que não receia que as descobertas da física contrariem a fé: “Chamar ‘partícula de Deus’ ao bosão de Higgs é uma metáfora. As partículas de Deus são de outra natureza. É muito importante percebermos que são campos muito diferentes”, embora façam parte “da mesma experiência humana”, afirmou, de acordo com a mesma fonte.

O autor de A Leitura Infinita, sobre a interpretação da Bíblia, acrescentou que “a ciência não constitui uma ameaça à fé”, dizendo que há um “impulso que Deus coloca no coração de cada homem, que é uma grande sede de conhecimento, de razão e de verdade”. E acrescentou que mesmo que todos os mistérios das diversas áreas científicas estejam explicados, “o homem continuaria a ser um enigma para ele mesmo”.

Apesar de vários conflitos entre a Igreja institucional e a investigação científica – entre os quais a condenação de Galileu pela Inquisição foi o mais notório –, o Vaticano tem dedicado muita atenção à investigação científica. No campo da astronomia, por exemplo, o Observatório Astronómico do Vaticano é um dos mais antigos do mundo. E em Portugal, o padre jesuíta Luís Archer, que morreu no ano passado, foi o introdutor da investigação em genética.

 

Fonte:http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/igreja-catolica-reage-com-entusiasmo-a-descoberta-da-particula-de-deus-1553603

Deus e a Criação

Deus e a criação
Antes de se argumentar a favor da existência de Deus, é preciso primeiro definir o que é Deus. Nesse artigo será defendida a existência do Deus cristão, defendido por São Tomás de Aquino, Santo Agostinho, Santo Anselmo, e outros doutores e filósofos, tanto da Igreja, quanto fora dela.
Deus: onisciente, onipresente, onipotente, perfeito, infinito, atemporal e transcendente.
Deus

Se não existe um criador, então o universo se criou sozinho, logo o universo tem que ser finito, pois se fosse infinito o universo seria Deus, pois toda criação tem que ser finita, e se o universo fosse Deus, então Deus existiria. Mas se algo que é finito, pode se criar sozinho, por que Deus, que é infinito e perfeito não pode se criar sozinho?

O ateu pode argumentar: O universo se criou sozinho, e como você mesmo diz é finito. Por que Deus que também se criou sozinho é infinito? Ele tem que ser finito como o universo, e se ele é finito então ele não é Deus.

Mas Deus não é criado, Deus não se criou, pois se Ele tivesse se criado ele teria que ter um inicio, e Deus como ser infinito não tem inicio, pois se ele dependesse da criação ele não seria completo (o universo não é completo, pois é finito, isso diferencia Deus do universo). Ele só pode ser Deus se ele não depende de tal criação. Se ele não depende de tal criação então ele é perfeito e sempre existiu independentemente de tempo, espaço e criação, pois tais regras SÓ SE APLICAM a coisas imperfeitas e materiais, como o universo. O universo não pode ter se criado sozinho, pois ele não é infinito, característica que o diferencia de Deus, que o criou.
Tudo que passa a existir é finito, e a partir do momento que as coisas nascem (seja um humano, ou um objeto ou qualquer coisa) o tempo de tal coisa passa a ser contado, passa a ser rolado. O tempo foi criado no big bang a partir do momento que as coisas finitas passaram a existir (inclusive o tempo). Sendo Deus algo atemporal, esta lei não se aplica a Deus, pois se Deus dependesse do tempo para existir, Ele passaria a existir somente depois do big bang e não poderia ter criado o universo, e não seria Deus, pois para ser Deus Ele precisa ser completamente independente.

Se o tempo teve uma origem, então existiu um momento do passado em que ele passou a existir, assim como todas as coisas finitas.

Pois bem, a pergunta: ‘’Quem criou Deus?’’ é totalmente irracional, pois antes do big bang não existia tempo, então algo que não foi criado, não pode ter tido um início ou uma origem, e não pode ter tido seu tempo rolado a partir de sua criação. Como uma coisa pode ter sido criada antes de existir o tempo? Pois é o tempo que define o início de todas as coisas criadas. Perguntar quem criou Deus é o mesmo que perguntar qual o cheiro do azul.
Perceba que a palavra ‘’criou’’ da pergunta acima, é um verbo e está no passado. Ora, se ela está no passado, então ela precisa do tempo para fazer sentido. Se antes do big bang não havia tempo então essa pergunta não faz o menor sentido.
Finito é tudo que passa a existir em algum momento do passado. Tudo que é finito tem que ser temporal, pois passou a existir em um momento, e todo momento precisa do tempo, e todo tempo precisa do ser criado. Deus não é criado por não existir ‘’momento’’ antes da criação, por não existir tempo, por não existir ser criado. O tempo passou a existir assim que o universo foi criado, e o universo é finito justamente por ter sido criado. Deus é atemporal exatamente por não ter sido criado. Se Deus fosse criado, logicamente ele não poderia ser atemporal, e logicamente não seria Deus, pois seria criado e temporal. Deus só teria um inicio se Ele tivesse passado a existir depois do big bang, junto com todas as coisas materiais e finitas.
O tempo é intrínseco a criação. Não é a criação que depende do tempo para existir, e sim o contrário. Por isso Deus não precisou criar o tempo para criar o universo. Bastou criou o universo para o tempo existir.
O passado é tal porque não é mais, o futuro é tal porque não é ainda; e se o presente fosse presente e não se transformasse continuamente em passado, não seria tempo, mas eternidade. E é exatamente neste estado imutável em que Deus existe.

Deus existe no agora perpétuo.

O ateu diz: Mas se Deus pode tudo, ele poderia criar algo finito e atemporal, pois ele pode tudo.
Mas Deus pode tudo, mas dentro de sua lógica perfeita, pois se assim fosse, ele poderia existir e não existir ao mesmo tempo, e isso são coisas impossíveis, pois Deus é perfeito, e se ele é perfeito ele tem que existir, pois nada que não exista é perfeito.

Ateu: então Deus depende de sua própria lógica perfeita e regras e só pode executar coisas que estão dentro de tais lógicas, logo se ele depende então ele não é perfeito:

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Deus não depende de tal lógica, Ele É A lógica, em ato. Do mesmo modo que Deus não possui a perfeição, ele É a perfeição. Do mesmo modo que Deus não possui o infinito, ele É o infinito. Logo ele depende apenas dele mesmo. E sim, tudo só pode ser executado dentro de tal lógica, pois não existe nada fora de tal lógica, pois se existisse Deus não seria perfeito. Deus não tem potência para se tornar mais perfeito, ou mais poderoso, nem menos perfeito e menos poderoso, pois ele É perfeito em grau absoluto; uma característica de qualquer coisa finita e imperfeita é ter potência para se tornar melhor ou pior; Deus sendo perfeito não pode ter potencial para se tornar melhor ou pior, maior ou menor, pois já se encontra em um grau absoluto. Não pode haver nada além de Deus, pois se existisse Deus teria uma borda ou uma margem. Em algum momento Deus acabaria, ou chagaria ao fim. E ai viria à pergunta: o que há depois de Deus? Se existe algo além de Deus então Ele não seria infinito e absoluto. Deus é perfeito em grau absoluto e infinito, logo não pode ser dividido, subtraído, somado ou multiplicado, pois todas essas grandezas matemáticas aplicadas a qualquer coisa infinita daria infinito. Por esse motivo é impossível existir duas ou mais coisas infinitas, ou absolutas.
Podemos medir qualquer extensão em nossa realidade, pois todas tem um fim um e inicio. Todas tem uma borda no qual acaba, por isso é possível medi-la. Mas como vou medir uma extensão que não tem medida? Medida é: uma quantidade fixa que serve para avaliar extensões ou quantidades mensuráveis.
Como vou medir uma quantidade imensurável? Qualquer grandeza de medida aplicada a uma extensão imensurável daria um resultado imensurável, não alterando em nada a natureza do ser exposto ao calculo da medida.
Deus não é infinito quantitativamente, mas sim qualitativamente, pois não pode ser considerado nem como o todo, e nem como uma parte do todo, por que o todo é feito de partes. Não existe um Deus constituído de infinitas partes, mas sim um único Deus com infinitude qualitativa e singular em grau absoluto e homogêneo.

Qualquer coisa infinita não pode caber em lugar algum.

Não é Deus que está em algum lugar, pois ‘’lugar’’ pressupõe uma área determinada de espaço. O espaço, assim como o tempo, passou a existir somente depois da criação das coisas finitas e materiais. Se Deus fosse passivo de ‘’estar em algum lugar’’ então deveria ter passado a existir somente depois da criação, e não poderia ter criado. Não é Deus que está lá, é o todo que está em Deus. Por isso Deus é onipresente.
Uma das vias de provar a existência de Deus é provando a existência do infinito.
O infinito tem que existir, pois engloba exatamente tudo existente. Dentro ou fora do universo. Deus é tal coisa infinita, o que o faz onipresente e transcendente.

Mas ai ateu diz: Mas não se sabe o que tem depois do universo. Depois do universo pode existir o nada,
simplesmente o nada, e não Deus, como você crente afirma.

Mas tal afirmação é contraditória, pois o nada é ausência de algo, logo tem que haver algo depois do universo. Se depois do universo existisse o nada, então o nada seria infinito, mas o nada não pode ser infinito, tem que ser finito, pois o nada depende do tudo para existir. O nada é um buraco, um vácuo.
Imagine uma folha de papel, e nessa folha tem um buraco no meio. O buraco não existe, o que existe é uma folha faltando uma de suas partes. Logo o buraco para existir depende da folha, pois sem folha não existe o buraco e nem poderia. Um buraco no chão depende do chão para existir, ou um buraco na parede depende da parede, logo todo buraco é finito, pois é dependente de algo, e tudo que depende é finito. Então afirmar, que o nada além do universo é o infinito, é ilógico.
Supor que o universo veio do nada é o mesmo que supor que o universo veio de um vácuo, ou de um buraco, mas tal afirmação é absurda, pois como o exemplo citado à cima, um buraco não pode criar a folha, mas só a folha pode criar o buraco, pois não é a folha que está no buraco, mas é o buraco que está na folha. Supor que o universo veio do nada é o mesmo que supor que o buraco criou a folha, ou que a folha está no buraco, ao invés do buraco estar na folha. Sendo assim, o universo deve estar em algum lugar, pois se estivesse no nada como os céticos afirmam, teríamos o problema da folha. Seria o tudo (universo) dependendo do nada. Absurdamente ilógico.
Até o nada vem de algum lugar.

Segunda afirmação: O infinito tem que ser todo poderoso e completo.

Explicação: O infinito para ser infinito (sem inicio e nem fim) tem que ser completo e totalmente poderoso, não lhe faltando nada e nem dependendo de nada, pois não existe ausência no infinito, pois se existisse, não seria infinito. A folha quando tem um buraco no meio lhe falta alguma coisa. Falta o pedaço de papel que foi retirado para o buraco se fazer. Mas a folha não é infinita, logo ela pode sofrer uma ausência de algo. Mas Deus não pode sofrer tal ausência, pois Ele é infinito. Se Deus (que é o infinito) não fosse completamente, e totalmente poderoso, teríamos um problema. Pois se uma coisa não é totalmente poderosa, completa e independente, então lhe falta algo pra ser. Se lhe falta algo pra ser, então tal coisa se torna finita. Se tornando finito, Deus deixa de ser Deus.
Pois bem, provando a existência do infinito, e que o infinito para ser infinito tem que ser totalmente poderoso e completo, se prova a existência de Deus.
Depois do universo, tem que haver alguma coisa, pois o nada não existe. E há que é Deus.
Todo buraco depende de algo para ser feito, e buraco é um nada, um vazio e um vácuo, logo não pode ser infinito, pois é dependente. Do mesmo modo que a escuridão depende da luz para existir, o mal depende do bem e o frio depende do calor.
O que depende é submisso.
Conclui-se também que Deus tem que ser totalmente e completamente bom, pois se existisse uma parcela de maldade em Deus, então Ele sofreria uma ausência, deixando de ser infinito, pois o mal nada mais é do que a ausência do bem. Logo, Deus como ser infinito e já totalmente preenchido de bondade (pois não sofre ausência), tem que ser completamente bom, e perfeito.

Autor: Antunes Fernandes P. de Andrade

Fonte:http://www.caosdinamico.com/2012/06/se-argumentar-afavor-da-existencia-de.html?m=1

Papa: “Apesar das debilidades humanas (…), a Igreja é guiada pelo Espírito Santo.”

Olá queridos irmãos. Pax Domine.
Venho aqui re-postar um artigo do blog Ecclesia Una que fala de um assunto que está incomodando muitos fiéis católicos, o caso da apreensão do mordomo do Papa BentoXVI, e como imaginava a mídia sensacionalista fazendo um show de acréscimos nas noticias.
Oremos pelo nosso Santo Papa Bento XVI, oremos pelos fiéis a Igreja que vem sendo atacada de todas as formas e oremos a Deus pela nossa fé!
Matéria segue abaixo.

O Santo Padre comentou, durante a Audiência Geral desta quarta-feira (30), o Vaticano, crime queculminou com a detenção de um mordomo do Papa. Nas palavras de Bento XVI,

“Os fatos que vêm sucedendo nos últimos dias em torno da Cúria e de meus colaboradores provocam profunda tristeza em meu coração, mas nunca deixei de ter a certeza que, apesar das debilidades humanas, da dificuldade e da provação, a Igreja é guiada pelo Espírito Santo e o Senhor nunca deixará de oferecer-nos Sua ajuda para sustentá-la em seu caminho.”

“Há muitas intromissões, ampliadas por alguns meios de comunicação e especialmente gratuitas, que vão mais além dos fatos, oferecendo uma imagem da Santa Sé que não corresponde à realidade. Desejo renovar minha confiança e meu alento aos meus mais estreitos colaboradores e a todos os que cotidianamente, com fidelidade, espírito de sacrifício e em silêncio me ajudam no cumprimento do meu ministério.”

Fonte: http://beinbetter.wordpress.com/

O problema do mal

William Lane Craig

Examines whether God is timeless or everlasting throughout infinite time.

Originalmente publicado como: “The Problem of Evil”. Texto disponível na íntegra em: http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&id=5350 . Traduzido por Marcos Vasconcelos. Revisado por Djair Dias Filho.

O problema do mal é, com certeza, o maior obstáculo à crença na existência de Deus. Quando reflito a respeito tanto da extensão quanto da profundidade do sofrimento no mundo, quer se deva à falta de humanidade do homem contra o homem, quer se deva aos desastres naturais, devo confessar que acho difícil acreditar na existência de Deus. Sem dúvida muitos de vocês sentem a mesma coisa. Talvez todos devêssemos nos tornar ateus.

Mas esse é um passo imenso a ser dado. Como podemos ter certeza de que Deus não existe? Talvez haja alguma razão para que Deus permita todo o mal que há no mundo. Talvez o mal se encaixe de alguma maneira na estrutura maior das coisas, as quais só conseguimos discernir vagamente, se muito. Como podemos saber?

Como cristão teísta, tenho a convicção de que o problema do mal, por terrível que seja, no fim das contas não se constitui em uma prova contrária à existência de Deus. Antes, de fato, considero que o teísmo cristão seja a melhor última esperança do homem para resolver o problema do mal.

A fim de explicar porque penso assim, será proveitoso traçar algumas distinções para preservarem a clareza do nosso pensamento. Primeiro, devemos distinguir entre o problema intelectual do mal e o problema emocional do mal. O problema intelectual do mal refere-se a como dar uma explicação racional sobre a possibilidade de Deus e o mal coexistirem. O problema emocional do mal diz respeito a como desfazer o desagrado emocional das pessoas quanto a um Deus que permita o sofrimento.

Agora, vamos examinar primeiramente o problema intelectual do mal. Há duas versões desse problema: primeira, o problema lógico do mal; segunda, o problema probabilístico do mal.

De acordo com o problema lógico do mal, é logicamente impossível que Deus e o mal coexistam. Se Deus existe, o mal não pode existir. Se o mal existe, Deus não pode existir. Visto que o mal existe, deduz-se que Deus não existe.

O problema desse argumento é que não há razão para pensar que Deus e o mal sejam logicamente incompatíveis. Não há contradição explícita entre eles. Se o ateu pretende que haja alguma contradição implícita entre Deus e o mal, ele deve, então, assumir algumas premissas ocultas que tragam à superfície essa contradição implícita. O problema, entretanto, é que nenhum filósofo jamais foi capaz de identificar essas premissas. Logo, o problema lógico do mal não consegue provar nenhuma inconsistência entre Deus e o mal.

Mas mais do que isso: podemos provar de fato que Deus e o mal são logicamente consistentes. Veja, o ateu pressupõe que Deus não pode ter razões moralmente suficientes para permitir o mal no mundo. Todavia, essa suposição não é necessariamente verdadeira. Uma vez que seja possível que Deus tenha razões moralmente suficientes para permitir o mal, conclui-se que Deus e o mal são logicamente consistentes. E, não há dúvida, isso parece de fato logicamente possível. Assim, tenho a grata satisfação de poder informar que há, entre os filósofos contemporâneos, a concordância de que o problema lógico do mal foi desfeito. A coexistência de Deus e o mal é logicamente possível.

Ainda não escapamos da floresta. Agora, porém, enfrentamos o problema probabilístico do mal. Segundo essa versão do problema, a coexistência de Deus e o mal é logicamente possível, não obstante seja altamente improvável. A extensão e a profundidade do mal no mundo são tão grandes que é improvável que Deus poderia ter razões moralmente suficientes para permiti-lo. Logo, dada a existência do mal no mundo, é improvável que Deus exista.

Ora, esse argumento é muito mais forte, e, por isso, quero concentrar nossa atenção nele. Para responder a essa versão do problema do mal, quero estabelecer três pontos:

1. Não estamos em posição favorável para calcular a probabilidade de Deus ter ou não razões morais suficientes para o mal que ocorre. Como pessoas finitas, estamos limitados por tempo, espaço, inteligência e capacidade perceptiva. Mas o Deus soberano e transcendente vê o final desde o começo e ordena a história de modo providencial para que os propósitos divinos sejam plenamente alcançados mediante as livres decisões humanas. Para alcançar seus objetivos, é possível que Deus ature certos males ao longo do caminho. Males que, na nossa conjuntura limitada, parecem-nos despropositados podem ser vistos como justamente permitidos na conjuntura infinitamente maior de Deus. Tomando por empréstimo a ilustração de um campo científico em desenvolvimento, a Teoria do Caos, os cientistas têm descoberto que certos sistemas macroscópicos — por exemplo, sistemas climáticos ou populações de insetos — são extraordinariamente sensíveis às mínimas perturbações. Uma borboleta tremulando as asas num galho qualquer na África Ocidental poderia desencadear forças capazes de, no final, produzir um furacão sobre o Oceano Atlântico. A princípio, é impossível a alguém, observando essa borboleta batendo as asas num galho, predizer tal consequência. O assassinato brutal de alguém inocente ou a morte de uma criança por leucemia poderia produzir uma espécie de efeito propagador através da história, de tal modo que a razão moral suficiente de Deus para permitir esses acontecimentos só poderia vir à tona séculos mais tarde e talvez em outro lugar. Quando se pondera acerca da providência de Deus sobre toda a história, penso que seja possível ver quão impossível é para observadores limitados especular quanto à probabilidade de que Deus poderia ter uma razão moral suficiente para permitir determinado mal. Não estamos em posição favorável para calcular tais probabilidades.

2. A fé cristã requer doutrinas que aumentam a probabilidade da coexistência de Deus e o mal. Se assim for, essas doutrinas reduzem qualquer improbabilidade da existência de Deus decorrente da existência do mal. Quais são algumas dessas doutrinas? Permitam-me mencionar quatro:

a. O propósito principal da vida não é a felicidade, mas o conhecimento de Deus. Uma das razões por que o problema do mal parece tão enigmático é nossa tendência a pensar que, se Deus existe, o seu objetivo para a vida humana é a felicidade neste mundo. O papel de Deus é proporcionar ambiente confortável para seus seres humanos de estimação. Mas na visão cristã isso é falso. Não somos os animais de estimação de Deus, e o fim principal do homem não é a felicidade neste mundo, mas o conhecimento de Deus; esse conhecimento finalmente tornará verdadeira e eterna a plenitude humana. Na vida, acontecem muitos males que podem ser absolutamente inúteis quanto à meta de produzir a felicidade humana no mundo, mas não podem ser injustificados quanto a produzir o conhecimento de Deus. O sofrimento de seres humanos inocentes proporciona a oportunidade para dependência e confiança mais profundas em Deus, seja da parte de quem sofre ou daqueles que o circundam. Obviamente, se o propósito de Deus é ou não alcançado por meio do nosso sofrimento dependerá da nossa reação. Reagimos com rancor e amargura contra Deus ou nos voltamos a ele em fé, buscando força para suportar?

b. O estado da humanidade é de rebelião contra Deus e seu propósito. Em vez de se submeterem à vontade de Deus, as pessoas se rebelam contra ele e seguem seus próprios caminhos, tornando-se por isso alienadas de Deus, moralmente culpadas diante dele, tateando em trevas espirituais, indo atrás de falsos deuses criados por si mesmas. Os terríveis males humanos que há no mundo são o testemunho da corrupção do homem, nesse estado de alienação espiritual de Deus. O cristão não se surpreende com a maldade humana no mundo; antes, ele a tem como certeza. A Bíblia diz que Deus entregou a humanidade aos pecados que ela própria tem escolhido; ele não interfere a fim de pará-la, mas deixa que a depravação corra seu curso. Isso serve somente para destacar ainda mais a responsabilidade moral da humanidade perante Deus, bem como nossa perversidade e nossa necessidade de perdão e purificação moral.

c. O conhecimento de Deus deságua na vida eterna. Na visão cristã, esta vida não é tudo o que existe. Jesus prometeu a vida eterna a todo aquele que põe a sua confiança nele, como seu Salvador e Senhor. Na vida além, Deus recompensará com uma vida eterna de gozo indizível aqueles que suportaram o sofrimento de maneira firme e confiante. O apóstolo Paulo, que escreveu a maior parte do Novo Testamento, viveu uma vida de sofrimentos incríveis. Todavia, ele escreveu: “não desanimamos […] Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2Co 4.16-18). É como se Paulo imaginasse uma balança comum na qual, em um dos pratos, colocam-se todos os sofrimentos desta vida, e, no outro, coloca-se a glória que Deus concederá a seus filhos no céu. O peso de glória é tão grande que está literalmente fora de comparação com o sofrimento. Além disso, quanto mais permanecermos na eternidade tanto mais os sofrimentos desta vida se encolherão até se tornarem um momento infinitesimal. É por isso que Paulo pôde chamá-los de “leve e momentânea tribulação” — eles foram simplesmente aniquilados pelo oceano de eternidade e gozo divinos que Deus derrama liberalmente sobre os que confiam nele.

d. O conhecimento de Deus é um bem imensurável. Conhecer a Deus, a fonte de bondade e amor infinitos, é bem incomparável, é a plenitude da existência humana. Os sofrimentos desta vida não podem sequer ser comparados a ele. Assim, a pessoa que conhece a Deus, não importa o quanto sofra, não importa quão dolorosa seja a sua dor, ainda pode dizer “Deus é bom para mim”, simplesmente pelo fato de que ela conhece a Deus, um bem incomparável.

Essas quatro doutrinas cristãs reduzem grandemente qualquer improbabilidade que o mal pareceria lançar contra a existência de Deus.

3. Relativamente ao escopo total das evidências, a existência de Deus é provável. As probabilidades dependem relativamente das informações preliminares consideradas. Por exemplo, imaginemos que Joe estude na Universidade de Colorado. Agora, suponhamos que fomos informados de que 95% dos estudantes da Universidade de Colorado esquiam. Relativamente a essa informação, é altamente provável que Joe esquie. Mas imaginemos então que também sabemos que Joe tem membros amputados e 95% dos amputados da Universidade de Colorado não esquiam. De repente, a probabilidade de Joe ser esquiador diminuiu drasticamente!

Semelhantemente, se tudo o que se considera como informação preliminar for o mal que há no mundo, quase não surpreende que a existência de Deus pareça improvável relativamente a isso. Mas essa não é a questão real. A questão real é se a existência de Deus é improvável relativamente à evidência total disponível. Tenho a convicção de que, quando se considera a evidência total, então, a existência de Deus é bastante provável.

Permitam-me mencionar três evidências:

1. Deus proporciona a melhor explicação por que o universo existe em vez de nada. Já se perguntou alguma vez por que algo, em vez de nada, existe? Qual a origem de tudo? Tipicamente, os ateus afirmam que o universo é eterno e incausado. Porém, as descobertas da astronomia e da astrofísica ao longo dos últimos oitenta anos mostram que isso é improvável. Conforme o modelo de universo do big bang, toda matéria e energia — na verdade, até mesmo o espaço físico e o tempo — vieram a existir em algum momento cerca de 13,5 bilhões de anos atrás. Antes desse momento, o universo simplesmente não existia. Portanto, o modelo do big bang requer a criação do universo a partir do nada.

Ora, isso tende a ser muito embaraçoso para o ateu. O filósofo ateu Quentin Smith escreveu:

A reposta de ateus e agnósticos a essas novidades tem sido comparativamente fraca — na realidade, quase invisível. Um silêncio incômodo parece ser a regra, quando se levanta a questão entre incrédulos […] Não é difícil achar a razão para o constrangimento dos não-teístas. É o que sugere Anthony Kenny com a sua declaração: “Quem propõe a teoria [do big bang], ao menos se for ateu, tem de acreditar que a matéria do universo veio do nada e por nada”.

Essa dificuldade não afronta jamais o cristão teísta, uma vez que a teoria do big bang somente confirma o que ele sempre acreditou: no princípio, Deus criou o universo. Agora, pergunto-lhes: o que é mais plausível: que o cristão teísta esteja certo ou que o universo passou a existir incausado a partir do nada?

2. Deus proporciona a melhor explicação para a ordem complexa que existe no universo. Durante os últimos 40 anos, os cientistas têm descoberto que a existência de vida inteligente depende do complexo e delicado equilíbrio das condições iniciais dadas no próprio big bang. Sabemos agora que universos desfavoráveis à vida são vastamente mais prováveis do que qualquer universo favorável à vida, como o nosso. Quanto são mais prováveis?

A resposta é que as possibilidades para que o universo seja favorável à vida são tão infinitesimais quanto incompreensíveis e incalculáveis. Por exemplo, uma única mudança na força da gravidade ou na força nuclear fraca em apenas uma parte em 10100 impediria a existência de um universo favorável à vida. A dita constante cosmológica “lambda” que regula a expansão inflacionária do universo e é responsável pela recém-descoberta a aceleração da expansão do universo está ajustada precisamente em cerca de uma parte em 10120. Roger Penrose, físico da Universidade de Oxford, calcula que a probabilidade de a condição de entropia especialmente baixa do nosso universo, da qual depende nossa vida, ter subido totalmente por acaso é no mínimo tão pequena quanto cerca de uma parte em 1010(123). Penrose comenta: “Não me lembro jamais de ter visto na física algo cuja precisão conhecida se aproxime, mesmo remotamente, do número de uma parte em 1010(123)”. Há múltiplas quantidades e constantes que devem ser ajustadas com tal precisão para que o universo seja favorável à vida. E não basta que cada quantidade individual tenha de ser ajustada perfeitamente; as proporções entre elas também têm de ser ajustadas com precisão. Assim, improbabilidade multiplica improbabilidade que multiplica improbabilidade até que nossa mente esteja enrolada em números incompreensíveis.

Não existe nenhuma razão física para que essas constantes e quantidades sejam os valores que são. O físico Paul Davies, ex-agnóstico, comenta: “No curso do meu trabalho científico, passei a acreditar cada vez mais fortemente que o universo físico é formado com uma engenhosidade tão extraordinária que não posso aceitá-lo meramente como fato bruto”. Semelhantemente, Fred Hoyle observa: “A interpretação dos fatos pelo senso comum sugere que um superintelecto tem aprontado travessuras com a física”. Robert Jastrow, ex-dirigente do Instituto Goddard para Pesquisas Espaciais, da NASA, chama isso de a mais forte evidência que a ciência já produziu a favor da existência de Deus.

A visão que os teístas cristãos sempre defenderam — que existe um projetista inteligente do universo — parece fazer muito mais sentido do que a visão ateísta de que o universo, quando apareceu de modo incausado a partir do nada, foi ajustado pelo acaso com uma precisão incompreensível, para ser favorável à existência de vida inteligente.

3. Valores morais objetivos no mundo. Se Deus não existe, não existem valores morais objetivos. Há muitos teístas e ateus que concordam igualmente nessa questão. Por exemplo, o filósofo da ciência Michael Ruse explica:

A moralidade não é menos uma adaptação biológica do que mãos, pés e dentes. Considerada como um conjunto de alegações racionalmente justificáveis sobre coisas objetivas, a ética é ilusória. Acho louvável que, ao dizerem “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, as pessoas achem que estão se referindo acima e além de si mesmas. No entanto, tal referência é, de fato, desprovida de fundamento. A moralidade é somente um auxílio à sobrevivência e à reprodução […] e qualquer significado mais profundo é ilusório.

Friedrich Nietzsche, o célebre ateu do século XIX que proclamou a morte de Deus, entendia que a morte de Deus significava a destruição de todo sentido e valor da vida.

Acho que Friedrich Nietzsche estava certo.

Aqui é preciso ser muito cuidadoso. Neste ponto, a questão não é: “Temos de acreditar em Deus para viver vidas morais?”. Não estou afirmando que temos. A questão também não é: “Somos capazes de reconhecer valores morais objetivos sem acreditar em Deus?”. Penso que podemos.

Antes, ao contrário, a questão é: “Se Deus não existe, existem realmente valores morais objetivos?”. Assim como Ruse, não vejo nenhuma razão para pensar que, na falta de Deus, a moralidade gregária que evoluiu com o Homo sapiens seja objetiva. No fim das contas, se não há Deus, o que há de tão especial nos seres humanos? Eles não passam de subprodutos acidentais da natureza, que evoluiu até relativamente pouco tempo numa partícula infinitesimal de poeira perdida em algum lugar num universo hostil e irracional, condenados a perecer individual e coletivamente num intervalo de tempo relativamente curto. Do ponto de vista ateu, certas ações, digamos, como o estupro, podem não ser biológica nem socialmente vantajosas e, portanto, no curso do desenvolvimento humano tornaram-se tabu; isso, no entanto, não serve absolutamente em nada para provar que o estupro seja realmente errado. Do ponto de vista ateu, não há nada realmente errado ao estuprar alguém. Assim, sem Deus, não há nada absolutamente certo ou errado que se imponha à nossa consciência.

O problema é que valores objetivos realmente existem, e lá no íntimo profundo todos nós sabemos disso. Há tanta razão para negar a realidade objetiva de valores morais quanto para negar a realidade objetiva do mundo físico. Ações como estupro, crueldade e abuso infantil não são apenas comportamento social inaceitável: são abominações morais. Algumas coisas são realmente erradas.

Assim, de modo paradoxal, o mal serve de fato para estabelecer a existência de Deus. Pois, se valores objetivos não podem existir sem Deus e valores objetivos realmente existem — como evidenciado pela realidade do mal —, conclui-se inevitavelmente que Deus existe. Portanto, embora em certo sentido o mal ponha em dúvida a existência de Deus, em sentido mais fundamental ele demonstra a existência de Deus, visto que o mal não poderia existir sem Deus.

Esses argumentos são apenas parte das evidências de que Deus existe. O proeminente filósofo Alvin Plantinga apresentou aproximadamente duas dúzias de argumentos para a existência de Deus. A força cumulativa desses argumentos torna provável a existência de Deus.

Resumindo, se minhas três teses estiverem certas, o mal não torna improvável a existência do Deus dos cristãos. Antes, ao contrário, considerando-se o escopo total das evidências, a existência de Deus é provável. Assim, o problema intelectual do mal não consegue arruinar a existência de Deus.

Mas isso nos leva ao problema emocional do mal. Penso que a maioria das pessoas que rejeita Deus pela existência do mal no mundo não o faz realmente por dificuldades intelectuais; antes, é um problema emocional. Elas somente não gostam de um Deus que permite que elas e outros sofram e, portanto, não querem nada com ele. Elas adotam simplesmente um ateísmo de rejeição. Teria a fé cristã algo a dizer a tais pessoas?

Com certeza, tem! Pois ela nos diz que Deus não é um Criador distante nem um ser impessoal, mas um Pai amoroso que partilha conosco de nossos sofrimentos e feridas. O Prof. Plantinga escreveu:

Do modo como os cristãos veem as coisas, Deus não fica de lado sem fazer nada, observando friamente o sofrimento de suas criaturas. Ele participa e partilha de nossos sofrimentos. Ele suporta a angústia de ver seu Filho, a segunda pessoa da Trindade, enviado para a morte amarga, cruel e vergonhosa da cruz. Cristo estava pronto para suportar as agonias do próprio inferno […] para vencer o pecado, a morte e os males que afligem nosso mundo, e para conceder-nos uma vida mais gloriosa do que podemos imaginar. Ele estava pronto para sofrer em nosso lugar, para aceitar padecer aquilo que não somos capazes de imaginar.

Veja, Jesus suportou um sofrimento que ultrapassa qualquer compreensão: ele suportou o castigo pelos pecados do mundo inteiro. Nenhum de nós é capaz de compreender tal sofrimento. Embora fosse inocente, ele recebeu voluntariamente sobre si o castigo que nós merecíamos. E por quê? Porque ele nos ama. Como podemos rejeitar aquele que tudo deu por nós?

Quando compreendemos seu sacrifício e amor por nós, isso posiciona o problema do mal em perspectiva inteiramente diferente. Pois agora vemos claramente que o problema do mal é o problema no nosso mal. Cheios de pecado e moralmente culpados diante de Deus, a questão que enfrentamos não é como Deus pode se justificar diante de nós, mas como nós podemos ser justificados diante dele.

Assim, paradoxalmente, ainda que o problema do mal seja a maior objeção para a existência de Deus, no final das contas Deus é a única solução para o problema do mal. Se Deus não existe, estamos perdidos e sem esperança numa vida cheia de sofrimento gratuito e sem redenção. Deus é a resposta final para o problema do mal, porque ele nos redime do mal e nos traz para a alegria eterna e o bem imensurável da comunhão consigo mesmo.

Read more: http://www.reasonablefaith.org/portuguese/o-problema-do-mal#ixzz1wAvs80G8

A Marcha das Vadias e a intolerância do movimento feminista

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Cartaz anunciando a Marcha das Vadias – com tarja, claro.

Ano passado fiz uma rápida menção à Marcha das Vadias, aqui, neste espaço. Na ocasião, deplorava que mulheres saíssem quase à paisana pelas ruas, exigindo respeito, quando está claro que “a forma como uma mulher se veste interfere decisivamente na maneira como ela é tratada pelo homem”, como mostra uma pesquisa desenvolvida há algum tempo na Universidade de Princeton. Este feminismo agressivo, desnudo, não ajuda as mulheres. No decorrer dos últimos séculos, estas lutaram com bravura na defesa de seus direitos, obtiveram conquistas importantíssimas… só que os anseios deste novo movimento que se forma são terrivelmente perversos. Entre as bandeiras levantadas pelo grupo, podemos citar a legalização do aborto, a aceitação geral da libertinagem sexual e o ódio e fúria contra as manifestações religiosas de pensamento – das quais a cristã é a principal.

Neste sábado, dia 26, aconteceu novamente a Marcha das Vadias. A manifestação aconteceu em várias capitais brasileiras, e também em Toronto, no Canadá. “Nós estamos defendendo uma educação mais humanista contra a violência cometida contra a mulher. Queremos ter o direito de nos vestir como quisermos, sem dizer que estamos provocando o estupro e que a causa do crime é o estuprador”, disse uma professora, provavelmente organizadora do evento. O G1 publicou uma galeria de fotos da marcha – as manifestantes pintaram seus corpos e estenderam cartazes com frases do tipo “Sou livre”, “Meu corpo”, “Não vim da sua costela, você que veio do meu útero”, “Vadia hoje, vadia amanhã, vadia sempre” (!), “Nem santa, nem puta”, “Sim, nós gozamos” et caterva. No Rio, uma mulher se fantasiou de freira e escreveu a palavra “vadia” no peito. Em São Paulo, o protesto ocorreu com os seios à mostra.

Ainda no Rio, o mesmo G1 informa que “parte do grupo tentou entrar na igreja [de Nossa Senhora de Copacabana] e uma das manifestantes tirou a camisa, ficando com os seios de fora no pátio do templo”. E isto durante a celebração de uma Missa com crianças! Este protesto feminista já é um verdadeiro esculacho, mas elas não consideram isto suficiente. Têm que destilar sua intolerância contra a religião… E por quê? Porque a doutrina católica aponta as incoerências do seu proceder, porque o mistério do Cristianismo – do Deus que se fez Homem e se entregou por amor – incomoda estas pessoas que desconhecem a noção de sacrifício, de penitência. Que elas não acreditem em tudo isto… é direito delas! O que pedimos é respeito, o que pede a Constituição Federal é respeito. Mas, entende-se a situação: quem não consegue respeitar nem o próprio corpo, como pode respeitar a religião dos outros?!

A informação que chega até nós é a de que a Polícia Militar interveio “e um policial chegou a usar gás de pimenta para dispersar o grupo”. Só que “ninguém foi preso”.

Estamos na seguinte situação: uma pessoa invade um templo católico, exibe os peitos no interior da igreja e nada acontece. Mas se por acaso um pastor ou um padre católico decidem criticar o comportamento homossexual e as consequências funestas que daí advém, o discurso pode ser enquadrado como preconceituoso. Como é de conhecimento, uma reforma prevista no Código Penal pretende criminalizar a chamada “homofobia”, enquanto os atos de vilipêndio religioso que as paradas gays têm promovido nos últimos anos permanecem impunes.

Manifestações insidiosas estas que vêm acontecendo ultimamente. A culpa do crime de estupro não deve ser imputada à mulher – e não é isto que defendemos. Mas, sim, roupas indecentes desfiguram qualquer criatura. Boa parte de nossas mães e esposas não concorda com esta Marcha das Vadias, e o motivo é simples: para ser livre, uma jovem não precisa ser vadia; para ser livre, uma jovem precisa ser modesta.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima

Meus comentários: O Brasil chegou ao fundo do poço, se as autoridades eclesiásticas não tomarem providencia e entrarem com processos jurídicos contra esses vândalos a situação só pode piorar.
Como havia re-postado sobre as atitudes dos Bispos dos EUA assim o Bispos do Brasil tem que fazer!!
Esse pacifismo que existe em alguns membros da Igreja as vezes são dignos de pessoas covardes que preferem desagradar a Deus do que aplicar a disciplina JUSTAcontra esses arruaceiros que só querem baderna e desordem.
Entendam que não estou falando para aplicar violências físicas mas sim para que aplique as leis de acordo com a pena que lhe cabe. Muito fácil fazer baderna desrespeitar as pessoas e sair como se estivessem com toda razão e com um ar de missão cumprida!
Os brasileiros devem acordar para que essa baderna não se torne normal em nossos noticiários.
Se querem respeito então respeitem seu próximo.
Fonte: http://beinbetter.wordpress.com/2012/05/27/a-marcha-das-vadias-e-a-intolerancia-do-movimento-feminista/

A MISTERIOSA RELAÇÃO DO VATICANO COM HITLER

17/03/2012
Novos estudos revelam que Igreja teria sido sempre contrária ao
nazismo, mesmo quando silenciou
Graça Magalhães-Ruether
graca.magalhaes@oglobo.com.br
O PAPA PIO XII e os nazistas: novos estudos dizem que, na verdade,
ele era contrário ao regime
Arquivo
Há 75 anos, no Domingo de Ramos de 1937, dia 21 de março, a Igreja
Católica conseguiu driblar a Gestapo distribuindo em toda a Alemanha
uma encíclica que definia um posicionamento claro contra o ditador
Adolf Hitler e a sua política racista. Em “Mit brennender Sorge” (“Com
profunda preocupação”, em português), a única encíclica já escrita em
alemão, a Igreja – que anos antes havia assinado um acordo com o
regime nazista, chamado Concordata – levantou pela primeira vez a
sua voz contra o fim das liberdades e as prisões em massa que
aconteciam há quatro anos na Alemanha. Novos estudos indicam que
esta mudança de posição em relação ao regime seria mantida mesmo
no papado seguinte, de Pio XII, que entrou para a História como o líder
católico que silenciou diante do extermínio dos judeus.
A encíclica de 1937, que criticava também o culto à figura do ditador,
foi lida em todas as igrejas do país naquele domingo. Hitler ficou
furioso. Entre as Waffen SS, as mais sangrentas tropas do regime, os
mais radicais queriam mandar prender e executar todos os bispos
alemães por “alta traição”. No final, o regime resolveu adotar uma
posição menos rigorosa, mandando confiscar os exemplares do texto,
prender padres que o liam ou fechar tipografias que o imprimiam.
Segundo o historiador René Schlott, da Universidade de Giessen, os
nazistas não reagiram de forma mais brutal por orientação do
perspicaz Joseph Goebbels, o ministro da propaganda.
– A ditadura tinha ainda apenas quatro anos e os nazistas não queriam,
nessa fase, comprar uma guerra aberta contra parte da população, o
que só foram fazer mais tarde – afirma.
A encíclica marcou também uma mudança de posição do Vaticano para
com o regime nazista. Em janeiro, o Papa Pio XI convidou os bispos
alemães para uma reunião, na qual encomendou ao cardeal Michael
von Faulhabe a redação da encíclica. Schlott afirma que o Papa teria se
arrependido da Concordata e queria manifestar à população sua
aversão ao regime. Negociada com a ajuda do então cardeal Eugenio
Pacelli (que a partir de 1939 se tornaria o Papa Pio XII), a Concordata
foi assinada em julho de 1933, meses depois da ascensão de Hitler ao
poder, e era vista pela Igreja com um meio de garantir a sua
sobrevivência no regime autoritário. Na verdade, porém, o acordo teve
o efeito de quebrar o isolamento internacional do regime. O Terceiro
Reich tirava proveito do reconhecimento internacional que obteve
graças ao acordo com a Igreja.
“Tudo o que tome a raça, o povo ou o Estado (…) como elementos
fundamentais da sociedade e os divinize com culto idolátrico perverte
e falsifica a ordem criada e imposta por Deus”, dizia a nova encíclica,
redigida em apenas 72 horas. Faulhaber escreveu à mão para evitar
que um número maior de pessoas tomasse conhecimento do projeto.
Depois de impresso no Vaticano, o documento foi transportado por
emissários da Igreja para Berlim, de onde foi distribuído para mais de
dez mil igrejas do país sem que a Gestapo tomasse conhecimento da
ação.
– Ao receber os textos, os sacerdotes o guardaram no altar até o dia
planejado para a sua divulgação na missa de domingo – conta Schlott.
Cada igreja recebeu duas cópias do documento, para garantir que,
mesmo no caso de uma eventual perda, o texto fosse lido
simultaneamente, no mesmo dia e na mesma hora. Segundo o
historiador, o projeto da encíclica de Pio XI foi “a ação mais
espetacular do Vaticano durante toda a ditadura nazista”. Nada menos
que 300 mil cópias de um texto que criticava abertamente Hitler foram
distribuídas em uma época em que criticar o ditador já era um motivo
de condenação à morte.
Mas a ação secreta do Vaticano contra Hitler quase terminou em um
fracasso e massacre dos seus envolvidos. Um dia antes do Domingo de
Ramos, no sábado, dia 20 de março de 1937, a Gestapo recebeu uma
cópia da encíclica, fornecida por delatores.
– Como era impossível, em poucas horas, confiscar o documento em
mais de dez mil igrejas espalhadas por toda a Alemanha, os agentes da
Gestapo tentaram atrapalhar a leitura do documento apenas em
algumas cidades – afirma Schlott.
Mesmo assim, a encíclica teve um efeito estrondoso. Os devotos, até os
protestantes, ficaram satisfeitos ao ver como a Igreja tomava partido
contra o regime, como relatou mais tarde o cardeal Faulhaber no
Vaticano. Mas houve também católicos adeptos do regime que
manifestaram irritação, e se afastaram da Igreja. Nada menos que 108
mil pessoas solicitaram oficialmente o desligamento da Igreja Católica
alemã.
Dias depois da leitura, os nazistas investiram com toda a fúria contra o
que julgavam uma audácia. Mais de mil sacerdotes foram presos,
sendo que 300 foram deportados para um campo de concentração.
Organizações e escolas católicas foram fechadas. Na sua residência de
Obersalzberg, na Baviera, Hitler reagiu dizendo: “Se procuram, através
de qualquer encíclica, assumir poderes que são do Estado, vão ser
pressionados a voltar a sua atividade espiritual.”
Se Pio XI não tivesse morrido, no início de 1939, o Vaticano teria
insistido mais na politica de confrontação, sustentam historiadores. Já
no seu leito de morte, ele ordenou a redação de uma outra encíclica,
que entrou para a História como “a encíclica escondida de Pio XI”. O
documento, redigido por dois jesuitas, denunciava o antissemitismo
fanático e o culto ao estado totalitário, mas foi engavetado com a
morte do Pontífice. Seu sucessor, Pio XII, foi várias vezes acusado de
ter sido conivente com o regime. Novos estudos mostram, no entanto,
que não só tinha a mesma posição de Pio XI, como teria, inclusive,
ajudado muitos judeus.
– Só com a abertura dos arquivos do Vaticano, dentro de alguns anos,
será possivel desvendar o enigma de Pio XII, que silenciou embora
fosse também contra a ditadura – conclui Schlott.

Jornal: O GLOBO Autor:
Editoria: Ciencia e_Vida Tamanho: 1007 palavras
Edição: 1 Página: 34
Coluna: Seção:
C aderno: Primeiro Caderno
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“180” Movie Holocausto e Aborto

Olá irmãos acabo de assistir este video e me alegrei a ponto de pedir para que todos os que assistirem este video repassem e divulguem de alguma maneira para seus parentes, amigos, conhecidos, em suas redes sociais etc, o video mostra uma visão muito coerente sobre o paralelo do Holocausto de Auschwitz e o aborto e como os jovens deste video tem uma convicção moral dentro de seus corações mas estão sendo enganados pela mídia e pela política que diz que o aborto é um direito de escolha de uma mulher.

Assistam o video e comente no post, se esse video mudou sua maneira de ver o aborto ou se não mudou em nada e porque não mudou.
Fiquem com Deus e espero seu comentário.

“Complete a frase para mim: ‘Não há problema em matar um bebê no útero quando…’”.

Com algumas perguntas simples, e apelando para a lógica mais elementar acerca do valor da vida de um bebê, um repórter esclarece jovens acerca da insanidade que é o aborto, e de quantos bebês já morreram nos Estados Unidos desde a legalização dessa prática assassina. Ele evoca a história da Alemanha, que por se deixar levar de forma irracional pelos slogans nazistas, fez o mundo mergulhar na maior guerra da história, com quase 60 milhões de mortos.

A relevância, a verdade e a justiça inerentes à doutrina cristã também são ressaltadas de forma incisiva no documentário.

Salve Maria

Um nazismo “bem intencionado” e “caridoso”

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Hitler estaria perfeitamente satisfeito com nossas democracias ocidentais. Aliás, não foram os alemães que votaram nele?

Ouvimos uma história trágica, para não dizer terrível: a de que famílias holandesas são autorizadas a praticar eutanásia contra parentes considerados “inválidos”. A atuação em si, já demonstra um sinal claro da mudança moral dos nossos tempos. Não vou longe: uma mudança para pior, uma baixeza moral com precedentes dos mais abjetos possíveis. Aquele zelo, aquele amor cristão, até então arraigado em nossa consciência sobre o sofrimento alheio, foi simplesmente apagado. Não vemos mais o incapaz, o aleijado, o inválido, como um irmão a ser cuidado. Eles agora são considerados tão somente um estorvo, um peso a ser carregado pela sociedade.

E é bem pior que isso: esse sentimento de estorvo, esse peso, essa carga de suposta inutilidade, está sendo internalizada pelas famílias, que vêem o pais, filhos, irmãos ou cônjuges como figuras dispensáveis, como meras quinquilharias jogadas ao buraco do lixo.

Tal reivindicação da eutanásia não se restringe à Holanda. Agora se torna moda no mundo europeu e também norte-americano. O argumento é sofrível: em nome da caridade ao doente, se mata. Tudo em nome de algo tão subjetivo como a tal “qualidade de vida”.

Este relativismo não é de hoje. Antes de patrocinar a política de extermínio dos judeus, Hitler já tinha movimentado a campanha de eutanásia por toda a Alemanha. Dezenas, senão centenas de milhares de pessoas deficientes e débeis mentais foram eliminadas. Isso incluía até crianças recém-nascidas portadoras de algum tipo de deficiência física ou mental. Ou seja, nem velhos, nem crianças, nem mulheres foram poupados. A campanha de eliminação dos incapazes só terminou em 1941, por pressão da opinião silenciosa dos alemães e de protestos da Igreja Católica.

Atualmente, o Estado não precisa mais aplicar esses expedientes. Basta legalizá-los e legitimá-los. As famílias de outrora que defendiam seus incapazes, agora são fiéis colaboradores da eliminação dos fracos. E tais práticas têm o beneplácito de uma boa parte da intelligentsia, seja ela a brasileira ou a mundial. Percebe-se, por todos os meios, a tentativa de dessacralizar a vida humana, reduzi-la ao status biológico de meros animais. Neste ínterim, os militantes pró-aborto, com sua pregação de niilismo e morte, são companheiros de viagem, junto com ONG’s riquíssimas, sustentadas por fundações bilionárias. Os argumentos pró-aborto não são os mesmos dos argumentadores pró-eutanásia e pró-eugenia? O de que a qualidade de vida ou a utilidade física e mental de alguém é um fator determinante para a sua existência? Sim, e com a ânsia de eliminar os fracos, os doentes, os incapazes, os pobres, os infelizes e demais rejeitados, tudo em nome da vida utópica e perfeita.

O governo brasileiro está perfeitamente concatenado com esse projeto demoníaco em escala mundial. A presidente Dilma Rousseff colocou como Ministra da Secretaria Especial das Políticas Públicas para As Mulheres uma açougueira determinada, uma Himmler de saias, ainda que não se saiba a verdadeira sexualidade dela. Se alguém visse as credenciais morais da nova ministra, ficaria assustado. Eleonora Meninucci mais parece um homem frio e misógino do que realmente uma fêmea. Não nos assustemos: ela tem credenciais petistas, e destes se espera qualquer coisa. Na verdade, Nelson Rodrigues tinha razão: a feminista é a inimiga da mulher. Como uma nazista caridosa para com os fracos, a ministra assevera, repetindo as ladainhas das ONG’s abortistas: matar nascituros é uma questão de saúde pública. Para ela, está se fazendo um grande favor à humanidade matar nascituros considerados indesejáveis.

Nada mais macabro do que uma ministra que se auto-intitula a “avó do aborto”: eis uma avó de netos inexistentes ou de cadáveres. Eis, aí, finalmente, uma caricatura grotesca da esterilidade feminina. Algo digno do jornalismo policial.

E o Senado, na calada da noite, com a colaboração de juristas esquerdistas, já aprovou um anteprojeto de legalização do aborto e da eutanásia. O pior de tudo é que os abortistas venderam a idéia de que não queriam legalizar o aborto, mas tão somente criar exceções à lei vigente. Aparecia na imprensa algum urso sábio da legalidade, com as seguintes palavras:

“Nossa proposta não despenaliza o aborto, mas ela leva em consideração a situação de mulheres que abortam, portanto, ela se preocupa com a saúde da gestante que hoje não está contemplada na Lei Penal.”

E o Ministro do STJ, Gilson Dipp, que presidia a comissão relatora do anteprojeto de lei, ainda acrescentou mais casos nos quais seria permitido o aborto:

“Quando a mulher for vítima de inseminação artificial com a qual não tenha concordância; e quando o feto estiver irremediavelmente condenado à morte por anencefalia e outras doenças físicas e mentais graves”.

Percebe-se o caráter semi-divino do ministro. Ele deve prever o futuro para justificar a eliminação dos doentes físicos e mentais graves que ainda vão nascer. Sem contar o precedente da inseminação artificial, onde uma mulher poderá abortar um filho se não for de acordo com o sexo ou a cor desejada.

Na Inglaterra já se pode abortar, se o sexo da criança não for satisfatório ao desejo dos pais.

Hitler estaria perfeitamente satisfeito com nossas democracias ocidentais. Aliás, não foram os alemães que votaram nele? Por que seria diferente com Dilma Rousseff e os seus capachos do Senado?

Fonte:http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/12944-um-nazismo-qbem-intecionadoq-e-qcaridosoq.html