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O Banquete do Cordeiro (Parte 4)

A história do sacrifício capII

A frase da missa que venceu Scott foi “Cordeiro de Deus”, porque ele sabia que esse Cordeiro era o próprio Jesus Cristo.
Recitamos esse Cordeiro de Deus na missa, exatamente o mesmo número de vezes que vimos o sacerdote elevar  a hóstia e proclamar: “Eis o cordeiro de Deus…
O Cordeiro é Jesus!
Isso não é novidade; e é o tipo de fato que escondemos: afinal de contas Jesus é muitas coisas: é Senhor, Deus, Salvador, Messias, Rei, Sacerdote, Profeta …e Cordeiro!
O último título não é como os outros. Os sete 1ºs são títulos com os quais nos dirigimos tranquilamente a um Deus-Homem.
São títulos com dignidade, que sugerem sabedoria, poder e posição social.
Mas Cordeiro?
Scott nos pede para nos desfazermos de dois mil anos de sentido simbólico acumulado. Que finjamos por um momento que jamais entoamos o “Cordeiro de Deus!!

A respeito do cordeiro capII

Esse título parece quase cômico de tão inadequado.
Em geral, cordeiros não ocupam os primeiros lugares das listas de animais mais admirados.
Não são particularmente fortes, nem espertos, sagazes ou graciosos.
E outros animais parecem mais merecedores.
Por exemplo: É fácil imaginarmos Jesus como o Leão de Judá (Ap5,5).
Os leões são majestosos, fortes e ágeis, ninguém mexe com o rei dos animais.
Mas o Leão de Judá desempenha papel efêmero no livro do apocalípse.
Ao mesmo tempo , o Cordeiro prevalece e a parece nada menos que vinte e oito vezes.
O Cordeiro governa e ocupa o trono de céu (Ap 22,3).
É o Cordeiro quem lidera um exército de centenas de milhares de homens e anjos, e acende o medo nos corações dos ímpios (Ap 6, 15-16).
Esta última imagem,  do Cordeiro feroz e assustador, é quase absurda demais para imaginarmos sem sorrir!
No entanto, para João, esse assunto do Cordeiro é sério!
Os títulos “Cordeiro” e “Cordeiro de Deus” aplicam-se a Jesus quase exclusivamente nos livros do novo testamento atribuídos a João: o quarto evangelho e o apocalípse.

Embora outros livros neotestamentários  (Ap8,32-35; IPd 1,19) digam que Jesus é “como” um cordeiro em certos aspectos, só João ousa “chamar” Jesus ” o Cordeiro” (Jo 1,36 e Ap todo).
Sabemos que o cordeiro é fundamental para a missa e também para o livro do Apocalípse.
E sabemos “quem ” o Cordeiro é.
Entretanto, se queremos experimentar a missa como o céu na terra, precisamos saber mais.
Precisamos saber o “que” o Cordeiro é e “por que” o chamamos “Cordeiro”.
Para descobrir, temos de voltar no tempo, quase até o início….
Pão Salutar capII
Para o antigo Israel, o cordeiro identificava-se com o sacrifício, que era uma das formas mais primitivas de adoração.
Já na 2ª geração descrita no Gn, encontramos na história de Caim e Abel, o 1º exemplo registrado de uma oferenda sacrifical: “Caim trouxe ao Senhor uma oferenda de frutos da terra; também Abel trouxe primícias dos seus animais e a gordura deles” (Gn 4,3-4).
No devido tempo, encontramos holocaustos semelhantes oferecidos:

  • Por Noé (Gn 8,20-21)
  • Abraão (Gn 15,8-10; 22,13)
  • Jacó (Gn 46,1)e outros.

No gênesis, os patriarcas estavam sempre construindo altares, e estes serviam primordialmente para sacrifícios.
Entre os sacrifícios do Gn. dois merecem nossa atenção:
– Melquizedec (Malki-Sédeq,Gn 14,18-20)
– e o de Abraão e Isaac (Gn 22).
Melquizedec surge como o 1º sacerdote mencionado na Bíblia e muitos cristãos (Hb 7,1-17) o consideram precursor de Jesus Cristo.
Melquisedec  era sacerdote e rei, combinação estranha no AT, mas que, mais tarde, foi aplicada a Jesus.
Ele é descrito como rei de Shalem, terra que depois seria “Jeru-salém”.  Que significa “Cidade da Paz”(Sl 76,2).
Um dia Jesus surgiria como rei da Jerusalém celeste e novamente como Melquizedec, “Príncipe da Paz”.
Em conclusão, o sacrifício de melquisedec foi extraordinário por “não envolver animal algum”.
Ele ofereceu “Pão e Vinho”, como Jesus fez na Última Ceia, quando institui a Eucaristia.
O sacrifício de Melquisedec terminou com uma benção sobre Abraão.

O alcance de Moriá cap II

O próprio Abraão revisitou Shalem, alguns anos mais tarde, quando Deus o chamou para fazer um sacrifício definitivo.
Em Gn 22, Deus diz a Abraão:” Toma o teu filho, o teu único, Isaac, que amas. Parte para terra de Moriá e lá oferecerás em holocausto sobre uma das montanhas que eu te indicar”(v2).
A tradição israelita, registrada em 2Cr 3,1, identifica Moriá com o local do futuro Templo de Jerusalém.
Para lá, Abraão viajou com Isaac, que carregou nos ombros a lenha para o sacrifício (Gn22,6).
Quando Isaac perguntou onde estava a vítima, Abraão respondeu: Deus providenciará Ele mesmo uma ovelha para o holocausto, meu filho.”(v8).
No fim, o anjo Deus impediu que a mão de Abraão sacrificasse seu filho e forneceu um carneiro para ser sacrificado.
Nessa história, Israel discerniu o juramento da aliança de Deus para fazer dos descendentes de Abraão uma nação poderosa: “juro-o por mim mesmo… Por não teres poupado seu filho.. comprometo-me. ..a  fazer proliferar tua descendência tanto quanto as estrelas do céu…é nela que se abençoarão todas as nações da terra”(Gn22,16-17).
Esse foi o reconhecimento de dívida que Deus deu a Abraão; também seria a apólice de seguro de vida de Israel.
No deserto do Sinai, quando o povo escolhido mereceu a morte por adorar o bezerro de ouro, Moisés invocou o juramento de Deus a Abraão, a fim de salvar o povo da cólera divina (Ex32,13-14).
Mais tarde os cristãos consideraram a narrativa de Abraão e Isaac uma profunda alegoria do sacrifício de Jesus na cruz.
As semelhanças eram muitas:
1º-Jesus, como Isaac, era o filho único querido de uma pai fiel.
2º-Tbem como Isaac, Jesus carregou morro acima a madeira para seu sacrifício, que foi consumado em uma colina de Jerusalém.
De fato, o local onde Jesus morreu, o calvário, era um dos morros da cadeia de Moriá.
Além disso, o primeiro versículo do NT identifica Jesus como Isaac, ao dizer que Ele é “filho de Abraão”(Mt1,1).
Para os leitores cristãos, até as palavras de Abraão se mostraram proféticas. Lembre-se de que não havia pontuação no original hebraico e pense em uma interpretação alternativa de Gn22,8:”Deus se dá a si mesmo, o Cordeiro , para o holocausto”.
O Cordeiro pronunciado era, Jesus Cristo, o próprio Deus” para que a benção de Abraão alcance os pagãos em Jesus Cristo”(Gll3,14 veja também Gn 22,16-18).

O Banquete do Cordeiro (Parte 3)

“Passaram -me para trás!! cap.I
No céu agora mesmo!!
Os padres da igreja mostraram que essa descoberta não era de Scott!!.
Pregaram a respeito há mais de mil anos.
Scott, no entanto , estava convencido de que merecia o crédito pela redescoberta da relação entre missa e o livro do apocalípse!
Então, para sua surpresa, descobre que o Concílio Vaticano II o tinha passado para trás!
Reflitam nestas palavras da Constituição sobre a Sagrada Liturgia:
Na liturgia terrena, antegozando, participamos da liturgia celeste, que se celebra na cidade santa de Jerusalém, para a qual, peregrinos, nos encaminhamos.
Lá, Cristo está  sentado `a direita de Deus, ministro do santuário e do tabernáculo verdadeiro; com toda milícia do exército celestial entoamos um hino de glória ao Senhor e , venerando a memória dos santos, esperamos fazer parte da sociedade deles; suspiramos pelo Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo.  Até que ele, nossa vida se manifeste, e nós apareçamos com Ele na glória.
Espere um pouco. Isso é céu. Não, isso é missa. Não, é o livro do apocalípse.
Espere um pouco: Isso é tudo o que está acima!
Scott, se acalma, para não ir rápido demais, para evitar os perigos aos quais os convertidos são susceptíveis!
Pois, ele estava rapidamente se convertendo `a  fé católica!!
Contudo , essa descoberta não era produto de uma imaginação superexcitada; era o ensinamento solene de uma “concílio da igreja católica”.
Com o tempo , Scott descobre que essa era também a conclusão inevitável dos estudiosos protestantes mais rigorosos e honestos.
Um deles, Leonard Thompson, escreveu que “até mesmo uma leitura superficial do livro de apocalípse mostra a presença da linguagem litúrgica disposta em forma de culto..”.
Basta as imagens da liturgia para tornar esse extraordinário livro compreensível.
As figuras litúrgicas são essenciais para sua mensagem, escreve Thompson, e revelam “algo mais que visões de ‘coisas que estão por vir'”.

Atrações futuras  cap.I

O livro do Apocalípse tratava de Alguém que estava por vir.
Tratava de Jesus Cristo e sua “segunda vinda”, a forma como, em geral, os cristãos traduziram a palavra grega parousia .
Depois de passar horas e horas naquela capela, Scott aprende que aquele Alguém era o mesmo Jesus Cristo que o sacerdote católico erguia na hóstia.
Se os cristãos primitivos estavam certos, ele sabia que, naquele exato momento, o céu tocava a terra.
“Meu Senhor e meu Deus. Sois realmente vós!”
Ainda assim, restavam muitas perguntas sérias na mente e no coração de Scott: Quanto à natureza do sacrifício.
Quanto aos fundamentos bíblicos da missa.
Quanto a continuidade da tradição da tradição católica.
Quanto a muitos dos pequenos detalhes do culto litúrgico.
Essas perguntas definiram suas investigações nos meses que levaram a sua admissão na Igreja Católica.
Em certo sentido, elas continuam a definir seu trabalho de hoje.
“Porem agora ele não faz mais perguntas como acusador ou curioso, mas como filho que se aproxima do pai, pedindo o impossível, pedindo para segurar na palma da mão uma estrela luminosa e distante.”
Scott não crê que Nosso Pai nos recuse , a sabedoria que buscamos a respeito de sua missa.
Ela é afinal de contas, o acontecimento no qual ele confirma sua aliança conosco e nos faz seus filhos.
Este livro é mais ou menos o que Scott descobriu enquanto investigava as riquezas de ” nossa tradição católica”.
Nossa herança inclui toda a Bíblia, o testemunho ininterrúpto da missa, os constantes ensinamentos dos santos, a pesquisa dos estudiosos, os métodos de oração contemplativa e o cuidado dos papas e bispos.
Na missa , você e eu temos o céu na terra.
As provas são prodigiosas.
A experiência é uma revelação!

O Banquete do Cordeiro (Parte 2)

No céu agora mesmo! Cap.I

Ao estudar os escritos dos primeiros cristãos, Scott, encontra inúmeras referencias à “liturgia”, à “Eucaristia”, ao “sacrifício”.

Foi então a santa missa (logicamente incógnito, visto que era um ministro protestante, calvinista), como um exercício acadêmico.

Como calvinista, foi instruído para acreditar que a missa era o maior sacrilégio que alguém poderia cometer. Pois para eles a missa era um ritual com o propósito de ” sacrificar Jesus Cristo outra vez”.

Entretanto a medida que a missa prosseguia, alguma coisa o toca.

A Bíblia estava diante dele! Nas palavras da missa!!..Isaías, Salmo, Paulo…Não obstante , manteve sua posição de espectador, à parte, até que ouve o sacerdote pronunciar as palavras da consagração:” Isto é o meu corpo…Este é o cálice do meu sangue”.

Então sentiu todas as suas dúvidas se esvaírem. Quando viu o sacerdote elevar a hóstia, percebeu que uma prece subia do seu coração em um sussurro: Meu Senhor e meu Deus. Sois realmente vós!”

Quando não foi maior sua emoção ao ouvir toda a igreja orar:”Cordeiro de Deus..Cordeiro de Deus…Cordeiro de Deus” e o sacerdote dizer: “Eis o Cordeiro de Deus..”, enquanto elevava a hóstia.

Em menos de 1 min.a frase “Cordeiro de Deus ressoou 4 vezes. Graças a longos anos de estudo bíblicos, percebeu imediatamente onde estava. Estava no livro do Apocalípse, no qual Jesus é chamado de Cordeiro nada menos que 28 vezes em 22 capítulos.

Estava na festa de núpcias que João descreve no final do último livro da Bíblia.

Estava diante do trono do céu, onde Jesus é saudado para sempre como o Cordeiro.

Entretanto, não estava preparado para isso – Ele estava na MISSA!

Fumaça Santa! cap.I

Scott volta a missa por 2 semanas, e a cada dia “descobria” mais passagens das Escrituras consumadas diante de seus olhos.

Contudo, naquela capela , nenhum livro lhe era tão visível quanto o da revelação de Jesus Cristo, o Apocalípse, que descreve a adoração dos anjos e santos de céu.

Como no livro, ele vê naquela capela, sacerdotes paramentados, um altar,uma assembléia que entoava:”Santo,Santo ,Santo”.Viu a fumaça do incenso, ouviu a invocação de anjos e santos…ele mesmo entoava os aleluias, porque se sentia cada vez mais atraído a essa adoração.

A cada dia se desconcertava mais , e não sabia se voltava para o livro ou para a ação no altar, que pareciam cada vez mais ser exatamente a mesma!

Mergulhou nos estudos do cristianismo antigo e descobriu que os 1ºs bispos, os Padres da igreja, tinham feito a mesma descoberta que ele fazia a cada manhã.

Eles consideravam o livro de Apocalípse a chave da liturgia e a liturgia a chave do livro do apocalípse.

Scott começa descobrir que o livro que ele mais achava desconcertante , agora elucidava as idéias mais fundamentais de sua fé:A idéia da aliança como elo sagrado da família de Deus.

Além disso, a ação que considerava a maior das blasfêmias – a missa – agora se revela o acontecimento que ratificou a aliança de Deus: “Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança”.

Scott estava aturdido, pois durante anos tentou compreender esse livro como uma esépécie de mensagem codificada a respeito do fim do mundo, a respeito do culto no céu distante, algo que os cristãos não poderiam experimentar aqui na terra!

Agora, queria gritar a todos dentro daquela capela durante a liturgia: “Ei, pessoal. Quero lhes mostrar onde vocês estão no livro do Apcalípse! Consultem o cap.4, vers.8.

Isso mesmo! AGORA mesmo vocês estão no céu!!!

Meus comentários: Esse livro é um livro muito bom até para os católicos que estão em converção ou mesmo que sempre foram criados dentro da Igreja, pois  ele nos esnsina o significado de muita coisas que estão na missa e passam despercebidos para gente e que tem um valor liturgico muito grande. Continuarei  a postar os capítulos do livro e esperem que gostem e adquiram o livro pois este livro é uma jóia preciosa para futuros catequistas ou bons evangelizadores!
Fiquem com Deus meus irmãos.

Salve Maria

O banquete do Cordeiro (parte 1)

A Paz do Senhor meus queridos irmãos, estou lendo um livro que está me chamando muito a atenção, pois contém ensinamentos muito importantes para os católicos, o livro “O Banquete do Cordeiro – a Missa segundo um convertido”. Autor Scott Hans

Conforme eu tiver tempo irei compartilhar um pouco do que este livro nos ensina sobre a Santa Missa, como poucos sabem nosso manual de Liturgia é tirado quase todo do livro do apocalipse!! O que??? Aquele livro profético que muitos dizem que profetisa o fim do mundo e que a Igreja católica é a prostituta e blá blá blá… Isso mesmo infelizmente muita pessoas fazem mal uso deste livro que contem uma riqueza liturgica, passarei alguns pontos do livro que me chamaram muito a atenção.

Introdução

“De todas as coisas católicas, não há nada tão familiar quanto a missa. Com suas orações, seus hinos e seus gestos sempiternos, a missa é como um lar para nós. Contudo, em sua maioria, os católicos passam a vida sem ver além da superfície de preces memorizadas. Pouco vislumbra o forte drama sobrenatural de que participam todo domingo. O Papa João Paulo II chamou a missa de “céu na terra” e explicou que a “a liturgia que celebramos na terra é misteriosa participação na liturgia celeste”.”

É com essas palavras impactantes que Scott Hahn introduz o seu fabuloso livro “O Banquete do Cordeiro – a Missa segundo um convertido”.

“A Missa segundo um convertido”? Sim, Scott é um ex-protestante calvinista, estudioso do Apocalipse, do Apóstolo São João. Tendo ido a Santa Missa como um curioso (como ele mesmo testemunha no livro), enxergou no esplendor do Rito da Missa o que relata o Apocalipse. Palavras dele:

“Ora, onde na terra encontramos uma Igreja universal que adora de uma forma fiel à visão de João? Onde encontramos sacerdotes paramentados de pé diante de um altar? Onde encontramos homens consagrados ao celibato? Onde ouvimos os anjos serem invocados? Onde encontramos uma Igreja que guarda as relíquias dos santos dentro dos altares? Onde a arte exalta a mulher coroada de estrelas, com a lua debaixo dos pés, que esmaga a cabeça da serpente? Onde os fiéis suplicam a proteção do arcanjo são Miguel? Onde mais, a não ser na Igreja Católica, e mais especificamente, na Missa?”

O livro é encantador, profundo, totalmente MÍSTICO e ESPIRITUAL; e nele, o autor monta um paralelo entre o Santo Sacrifício da Missa e o livro do Apocalipse, amparado na doutrina segura dos Santos Padres e no próprio Sagrado Magistério da Igreja. Ele escreve:

“…talvez você responda que sua experiência semanal da missa é qualquer coisa, menos celestial. De fato, é uma hora desconfortável interrompida por choro de bebês, cantos monótonos entoados de forma dissonante, divagações, homilias sem pés nem cabeça e vizinhos vestidos como se fossem a um jogo de futebol, à praia ou a um piquenique. Mesmo assim, insisto que vamos realmene ao céu quando vamos à missa. (…) Trata-se de algo que é objetivamente verdade, algo tão real quanto o coração que bate dentro de você. A Missa – e quero dizer toda missa – é o céu na terra. (…) Muitos de nós queremos “obter mais” da missa. Bem, não podemos obter mais que o próprio céu.”

É um livro que pode mudar, para sempre, a nossa maneira de viver o Santo Sacrifício da Missa!

Como, de fato, mudou a deste indigno adorador do Santíssimo Corpo de Deus, que escreve esta matéria…

Vou continuar a postar os capítulos do livros que estou grifando.
Fiquem com Deus

A prostituta de apocalipse

Se você é um católico que vive sendo atacado por pessoas de má fé ou por protestantes que acham que a Igreja Católica é a prostituta do apocalipse e o Papa a besta do apocalipse assistam este video que o Canal Santa Igreja fez, um trabalho muito bom e que tem que ser divulgado para os católicos e para os protestantes e até ateus que se acham donos da verdade e não conhecem nada de história e muito menos de Biblía e doutrina Católica!

Obs: Assistam o video até o FINAL por que a refutação dos argumentos destas seitas está no final do video!

Fonte:http://www.youtube.com/user/santaigreja

A Doutrina Luterana da Salvação

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Martinho Lutero era um monge católico da Ordem de Santo Agostinho,também conhecida com Ordem dos Agostinianos. Muito se tenta combateros ensinamentos de Lutero com base numa análise de sua vida etemperamento. Não faremos isso neste trabalho, pois acreditamos que ospróprios ensinamentos do Pai da Reforma já dizem muito sobre si mesmos.Lutero não compreendia a Doutrina Católica acerca da salvação, a qualensinava que as obras na fé em Cristo colaboram com a Graça que nos salva.

Transcreveremos esta doutrina conforme consta no Catecismo Tridentino, pelo fato deste estar mais próximo da catequese católica dos tempos de Lutero:

“[…] Tudo atribuindo à Sua bondade [de Deus], agradecemos sem cessar Áquele que nos comunicou o Seu Espírito, por cuja valia nos encorajamos a chamar ‘Abba, Pai!’

Depois, consideraremos, seriamente, o que nos toca fazer, e o que nos toca evitar, a fim de conseguirmos o Reino do céu. Com efeito, Deus não nos chamou para a inércia e preguiça, porquanto chegou até a dizer: ‘O Reino do céu cede à violência, e são os esforçados que o arrebatam’ [Mt 11,12]. E noutra ocasião: ‘Se queres entrar para a vida, observa os Mandamentos’ [Mt 19,17]

Por conseguinte, aos homens não lhes basta pedirem o Reino de Deus, se de sua parte não houver zelo e diligência para o alcançar; precisam pois, colaborar vigorosamente com a graça de Deus [1Cor 3,9], e manter-se no caminho que conduz ao céu” (1)

Lutero tinha muito medo de não ser aceito por Deus, e não via nas obras de piedade que praticava qualquer ajuda em vencer as próprias inclinações pecaminosas. Sabemos ainda que ele foi levado ao convento não por vocação, mas para cumprir uma promessa que havia feito. Esta situação colaborava ainda mais para agravar sua vivência na religiosidade católica.

Por isso ele achava que as obras eram inúteis. Com efeito, úteis são somente as obras motivadas pela Graça mediante a fé em Cristo, conforme já vimos.

Sua situação lhe desmotivava cada vez mais, causando sérias angústias, até que um grande alento lhe veio quando leu Rm 1,17. A expressão paulina “o justo viverá pela fé” lhe foi suficiente para conceber que a salvação vem somente pela fé, e não depende das obras motivadas por ela.

A partir de então Lutero ensinava que bastava a Fé para que alguém estivesse salvo. Para ele Deus decretava a salvação do crente mediante a sua confissão de Fé em Jesus Cristo. Pelo fato de outros jovens estarem na mesma condição que ele, não foram poucos os adeptos de sua doutrina.

Já fora da Igreja Católica, Lutero na sua tradução da Bíblia para o alemão, adulterou Rm 1,17 adicionando o advérbio “somente” à expressão “o justo viverá pela fé”, ficando assim “o justo viverá somente pela fé”.

Estava lançada então a base da doutrina luterana da salvação, de forte caráter forense, pois nela Deus salva o homem por decreto e não por ação da Graça do Espírito Santo. Daí deriva a doutrina protestante pentecostal de que basta “aceitar” Jesus para estar (não ser) salvo. Para o protestante a Fé no Senhor não o levará à salvação, ela já salva, isto é, o crente não será salvo, mas já está salvo por causa de sua fé.

Lutero chegava mesmo a ensinar:

“Se és um pregador da graça, então pregue uma graça verdadeira, e não uma falsa; se a graça existe, então deves cometer um pecado real, não fictício. Deus não salva falsos pecadores. Seja um pecador e peque fortemente, mas creia e se alegre em Cristo mais fortemente ainda…Se estamos aqui (neste mundo) devemos pecar…Pecado algum nos separará do Cordeiro, mesmo praticando fornicação e assassinatos milhares de vezes ao dia” (2).

Claro que Deus quando começa a nos salvar por ação de Sua Graça, nos aceita do jeito que somos, com todas as nossas falhas e pecados. Pois só se salva o que precisa de salvação, se fôssemos perfeitos não precisaríamos de sermos recuperados por Deus. Com efeito, disse o Senhor: “Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores” (cf. Mt 9,13).

Aqui se encontrava mais um equívoco do ex-monge católico derivado da leitura de Rm 5,20: “Sobreveio a lei para que abundasse o pecado [pois sem lei não há transgressão]. Mas onde abundou o pecado, superabundou a graça”.

Ora, no trecho acima S. Paulo não está ensinando que quanto à salvação Deus será indiferente aos pecados de quem confessou Jesus como Senhor e Salvador, mas que quanto maior for o pecado de alguém maior será a ação da Graça do Espírito Santo nele.

São Paulo está se referindo à ação santificante da Graça de Deus. O mesmo faria um médico ao se referir à ação curativa de um tratamento, dizendo: “onde abundou a doença, superabundou o remédio”. É o mesmo que dizer: a eficácia de um remédio depende do grau do mal que cura.

O proprio S. Paulo refuta Lutero em Rm 6. Porém, este capitulo da carta aos Romanos Lutero preferiu ignorar, como também ignorava a Epístola de S. Tiago, chamando-a de “epístola de palha” (3), pois ela era frontalmente contra sua doutrina de justificação somente pela fé.

Na sua tradução da Bíblia para o alemão, Lutero renegou esta carta a um apêndice, juntamente com os deuterocanônicos (4).

Mais tarde, na versão bíblica protestante KJV (King James Version) ou Versão do Rei Tiago, edição de 1611. A adição do “somente” em Rm 1,17 foi retirada, e a Carta de S Tiago, bem como os deuterocanônicos (5) voltaram à bíblia protestante.

Mesmo assim a “hermenêutica” luterana do “somente pela fé” ainda é a tradição na qual o protestantismo se fundamenta na sua elaboração da doutrina da salvação.

Notas

(1) Catecismo Romano. Edições Serviço de Animação Eucarística Mariana. Tradução de Frei Leopoldo Pires Martins, O. F. M. Pg 526-527.

(2) Carta a Melanchthon, 1 de agosto de 1521 (American Edition, Luther’s Works, vol. 48, pp. 281-82, editado por H. Lehmann, Fortress, 1963).

(3) ‘Preface to the New Testament,’ ed. Dillenberger, p. 19.

(4) Sete livros do AT rejeitados por Lutero. São eles Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, Baruc, Sabedoria e Eclesiástico. Além dos acréscimos gregos de Daniel e Estér.

(5) Porém, no início do século XVIII os deuterocanônicos foram finalmente retirados das edições protestantes da Bíblia Sagrada.

Fonte: http://www.veritatis.com.br/apologetica/120-protestantismo/1301-a-doutrina-luterana-da-salvacao

A Importância da Igreja Católica

Todo homem busca a felicidade plena, firme e imperecível.
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Mas o que será ser feliz? Ser feliz é possuir tudo o que se deseja, é infeliz, quem não possui. E pode ser feliz de modo absoluto alguém sujeito a receios? É claro que não. E pode estar sem receios aqueles que podem perder o que amam, o que possuem?

Tudo o que possuímos está sujeito a mundanças, isto é, podem ser roubados ou deteriorados. Isto quer dizer que o homem que anseia por algum bem, não é feliz por não possuí-lo e se ainda sim o possui, não ficará feliz por anseiar perdê-lo.

A verdadeira felicidade possui plenitude e segurança, satisfazendo o apetite humano. Nada do que é material satisfaz o homem. E qual é o bem pleno, eterno, imutável e absoluto? Este bem é Deus. Somente Deus é pleno, eterno, imultável e absoluto. Então quem possui a Deus é feliz.

A posse de Deus traz a plenitude que é o anseio da alma humana.

Em todos os tempos e em todas as nações da terra, existem sistemas religiosos, comprovando o desejo do homem pela posse de Deus.

Por sua natureza um inseto não pode desejar conhecer o universo, nem um peixe desejar beber toda a água do oceano. O homem finito, desejar o infinito é como um peixe desejar beber todo o oceano. Portanto, Deus criou o homem com o desejo de conhecê-lo. Criou o homem para um fim sobrenatural.

Mas, assim como existe o alimento para o corpo, também a alma possui o seu próprio alimento, que é o conhecimento. Por este motivo, é que Deus deu ao homem a inteligência que tem sede de conhecimento.

Assim como o corpo pode receber alimentos bons e saudáveis ou ruins e prejudiciais à saúde, assim também a alma. O bom alimento é o verdadeiro conhecimento, a verdade; o mau alimento é o erro, a mentira.

O demônio oferece ao homem um falso conhecimento de Deus, sempre negando a onipotência, a onisciência e a onipresença do Criador.

A maioria as religiões possuem coisas construtivas, mas a Verdade é única, pois “várias verdades” até mesmo contraditórias não podem ser reflexo da Verdade única que é Deus. E esta Verdade se manifesta em sua criação, através da Ciência e da História, assim como São Paulo nos ensinou: “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis”(Rm 1,20).

Mas onde está a verdade? Também São Paulo nos dá uma pista:”A Igreja é a Coluna, e o Fundamento da Verdade” (cf. 1Tm 3,15). Portanto a Verdade só poder ser encontrada na Igreja. E isto é muito propício, pois se Deus é o bem eterno que precisamos e a Verdade é bom alimento para a alma, a Verdade tem que estar na Igreja.

Portanto, o bom conhecimento é o ensino da Igreja, a sua doutrina. Alguém poderia perguntar: “Em qual igreja podemos encontrar a verdade, já que vivemos e um mundo em que várias instituições religiosas se intitulam “Igrejas de Cristo”?

Nosso Senhor disse: “Eu sou Deus e não mudo” (Mal 3,6). Nosso Senhor Jesus Cristo também afirmou: “Passarão os céus e a terra, mas minhas palavras não passarão.” (Lc 21,33).

Cristo fundou uma só Igreja, a Igreja Católica Apostólica Romana (1). Colocou seu fundamento sobre Pedro (Mt 16,18), garantiu esta Igreja (Mt 16,19), e confiou a ela a sua Doutrina e prometeu a Sua assistência Divina (Mt 28,20) (2).

Notas

LIMA Alessandro. O nome da Igreja. Disponível em http://www.veritatis.com.br/apologetica/105-igreja-papado/1283-o-nome-da-igreja
LIMA, Alessandro. O que é Igreja Apostólica? http://www.veritatis.com.br/apologetica/protestantismo/566-o-que-eh-igreja-apostolica

* O autor é Arquiteto de Software, professor, escritor, articulista e fundador do Apostolado Veritatis Splendor.
Autor: Alessandro Lima *.

Fonte: http://www.veritatis.com.br/apologetica/105-igreja-papado/1282-a-importancia-da-igreja-catolica

A Sua Igreja é Bíblica?

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A todos os protestantes e outros não-católicos que reivindicam ser seguidores de Cristo:

Façam este simples teste e veja se a sua igreja é verdadeiramente uma igreja bíblica!

(1) “E de todas as nações, como oferta ao Senhor, trarão todos os vossos irmãos a cavalo, em carros e em liteiras, em mulos e dormedários, até meu Monte Santo de Jerusalém – diz o Senhor -, como os israelitas trazem a oferenda numa vasilha pura ao tem plo do Senhor. Dentre eles escolherá sacerdotes e levitas – diz o Senhor” (Is 66:20-21).

O Antigo Testamento profetiza que na Nova Aliança haverá um sacerdócio ministerial. A sua igreja tem um sacerdócio ministerial?

(2) “Por esse tempo apresentou-se João Batista no deserto da Judéia, proclamando: – arrependei-vos, pois está próximo o reinado de Deus” (Mt 3:1-2).

A bíblia descreve a Igreja como um reino, uma monarquia. A sua igreja assemelha-se uma a monarquia, uma democracia ou uma anarquia?

(3) “Do nascente ao poente, é grande minha fama nas nações, e em todo lugar me oferecem sacrifícios e ofertas puras; porque minha fama é grande entre as nações – diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 1:11).

O Antigo Testamento profetiza que na Nova Aliança, serão oferecidos sacrifícios e oblações puras do leste ao oeste. A sua igreja oferece sacrifícios e ofertas imaculadas quando se reune?

(4) “E quando chegares ao fim de tua vida e descansares com teus antepassados, estabelecerei depois de ti uma descendência tua , nascida das tuas entranhas, e consolidarei teu reino. Ele edificará um templo em minha honra, e eu consolidarei seu trono real para sempre” (2 Sm 7:12-13).

“Meu servo David será seu rei, o único pastor de todos eles. Caminharão segundo os meus decretos e cumprirão meus preceitos, pondo-os em prática” (Ez 37:24).

“Vê: conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás Jesus. Ele será grande, levará o título de Filho do Altíssimo, o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai” (Lc 1:31-32).

“Vós, ao contrário, vos aproximastes de Sião, monte e cidade do Deus vivo, da Jerusalém celeste com seus milhares de anjos, da congregação” (Hb 12:22).

A Bíblia ensina que Jesus veio restaurar o Reino de Davi, e o elevar a um plano celestial. A sua igreja manifesta esta restauração do Reino de Davi?

(5) “Naquele dia chamarei o meu servo Eliacim, filho de Helcias: eu o vestirei com tua túnica e o cingirei com tua faixa, lhe darei teus poderes; será um governante para os habitantes de Jerusalém e para o povo de Judá. Eu lhe porei no ombro a chave do palácio de Davi: o que ele abrir ninguém fechará, o que ele fechar ninguém abrirá” (Is 22:20-22).

A Bíblia ensina que o Reino de Davi restaurado por Jesus inclui um Ministro Superior, que possui “a chave da casa de Davi,” a quem é dado “poder,” e é “como pai” aos cidadãos do reino. A sua igreja reconhece tal ministro superior, e a autoridade das chaves?

(6) “Jesus lhes disse: – Eu vos asseguro que vós, que me tendes seguido, no mundo renovado, quando o Filho do Homem sentar em seu trono de glória, também vós sentareis em doze tronos para reger as doze tribos de Israel” (Mt 19:28).

A Bíblia ensina que este Reino restaurado de Davi tem príncipes que regem o Reino. A sua igreja reconhece estes príncipes?

(7) “Betsabéia foi ao rei Salomão para lhe falar de Adonias. O rei levantou para recebê-la, fazendo-lhe um reverência; depois sentou-se no trono, mandou pôr um trono para sua mãe, e Betsabéia sentou-se à sua direita” (1 Rs 2:19-20).

“Roboão, filho de Salomão, subiu ao trono de Judá com quarenta e um anos. Reinou dezessete anos em Jerusalém…Sua mãe chamava-se Naama e era amonita” (1 Rs 14:21).

“Abias subiu ao trono de Judá no ano décimo oitavo de Jeroboão, filho de Nabat. Reinou três anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Maaca, filha de Absalão” (1 Rs 15:1-2).

“Asa subiu ao trono de Judá no vigésimo ano do reinado de Jeroboão de Israel. Reinou quarenta anos em Jerusalém. Sua avó chamava-se Maaca, filha de Absalão (1 Rs 15:9-10)

A Bíblia ensina que o Reino de Davi inclui o papel da rainha-mãe. A sua igreja reconhece o papel da mãe do Rei?

(8) “Saibas como comportar-ter na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, coluna e base da verdade” (1Tm 3:15).

A Bíblia ensina que a Igreja é a “coluna e base da verdade”. A sua igreja ensina esta autoridade sobre si mesma?

(9) “Portanto, irmãos, permanecei firmes, conservai o ensinamento que aprendestes de mim, oralmente ou por carta” (2Ts 2:15).

A Bíblia ensina que a Tradição Apostólica deve ser mantida, seja por carta ou por ensino oral. A sua igreja antém ambas as tradições, escritas e orais?

(10) “Maria disse…daqui para a frente me felicitarão todas as gerações” (Lc 1:46.48).

A Bíblia ensina que todas gerações chamarão Maria de “abençoada”. A sua igreja lhe encoraja a abençoar a Mãe de Deus?

Se a sua resposta a qualquer uma destas perguntas é NÃO, então é melhor você se tornar católico agora mesmo!

Fonte: Cathinsight.com/apologetics/biblicalchurch.htmTradução: Rondinelly Ribeiro
Traduzido para o Veritatis Splendor por Rondinelly Ribeiro Rosa do original em inglês em http://www.cathinsight.com/apologetics/biblicalchurch.htm

Fonte: http://www.veritatis.com.br/apologetica/120-protestantismo/1285-a-sua-igreja-e-biblica

Somente a Bíblia?

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“Assim, pois, irmãos, permanecei firmes, e conservai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.” (2 Ts 2,15)

Para os protestantes, a Bíblia é a única regra de fé, ou melhor, a Bíblia é a autoridade máxima da igreja. Mas será que esta também era a fé dos primeiros cristãos? (Por Cristãos, entenda-se Católicos)

A Doutrina da Igreja vem do ensino oral que Cristo deixou para os Apóstolos. Note que nos primeiros quatro séculos, muitos cristãos nasceram, viveram e morreram, sem mesmo saber quais eram os livros que deveriam compor a Bíblia. Nos primeiros quatro séculos a Igreja vivia somente da Tradição e do Magistério.

Foi com base na Tradição Apostólica, é que o Magistério Católico definiu o catálogo sagrado. Isto mostra claramente que a Bíblia é filha da Igreja e não sua mãe. Como diz meu amigo Professor Carlos Ramalhete: “pode algo maior sair de algo menor?”, é claro que não. A própria Bíblia declara que “A Igreja é a Coluna e o Fundamento da Verdade” (1Tm 3,15).A Igreja é tão anterior à Bíblia que a própria Igreja é citada na Bíblia.

A doutrina protestante “Sola Scriptura”, isto é, “Somente as Escrituras”, não encontra amparo na Tradição Apostólica, no Magistério da Igreja e nem nas próprias Escrituras. Vamos utilizar a própria Bíblia para desmentir tal doutrina:

A Bíblia não contém toda revelação

“Jesus fez muitas outras coisas. Se cada uma delas fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que seriam escritos.” (Jo 21,25) – o testemunho do apóstolo fala tudo, nem tudo que Jesus ensinou e realizou foi escrito, mas ficou mantido na Tradição Apostólica.

“[Jesus] depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando do que respeita ao reino de Deus.” (At 1,3) – o que Jesus ensinou aos apóstolos nestes quarenta dias após sua ressurreição não foi importante? Será que Jesus esteve com eles à toa? A Bíblia não nos relata o que Jesus ensinou neste período, mas a Tradição Apostólica sim.

“Tenho muito a vos escrever, mas não quero fazê-lo com papel e tinta. Antes, espero ir ter convosco e falar face a face, para que nossa alegria seja completa” (2Jo 1,12).”Tenho muitas coisas que te escrever, mas não quero fazê-lo com tinta e pena. Espero, porém, ver-te brevemente, e falaremos face a face” (3Jo 1,13-14) – São João ensinou muitas coisas oralmente.

“E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” (Tg 5,10) – São Tiago Menor recebeu tal instrução da Tradição Apostólica, já que em nenhum lugar da Bíblia, Nosso Senhor Jesus Cristo ensina tal coisa.
A Tradição Apostólica tem autoridade

“Assim, pois irmãos, permanceis firmes, e conservai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.” (2Ts 2,15)

“E o que de mim, através de muitas testemunhas ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para ensinarem outros.” (2Tm 2,2)

“Ó Timóteo, guarda o depósito [a tradição] que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência [gnose].” (1Tm 6,20)

“E [os cristãos] perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações.” (At 2,42)

“E, quando [Paulo, Timóteo e Silas] iam passando pelas cidades, lhes entregavam, para serem observados, os decretos que haviam sido estabelecidos pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém.” (At 16,4) – forte testemunho da ação do Magistério da Igreja no cristianismo primitivo.
Este é o testemunho da própria Bíblia sobre a doutrina protestante da “Sola Scriptura”.

Fonte: http://www.veritatis.com.br/apologetica/solascriptura/588-somente-a-biblia

A besta do Apocalipse

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Um dos símbolos mais mal entendidos no livro do Apocalipse é a besta que surge do mar no capítulo 13 (há também uma besta da terra, mas este artigo não focará nela).

São excessivas as especulações sobre a identidade da besta. Os anticatólicos frequentemente a identificam com um futuro “Império Romano restaurado”, o qual eles também querem conectar, de um modo ou de outro, com a Igreja Católica.

Para descobrir quem é a besta realmente, é preciso olhar seriamente para o texto em questão.

Frequentemente, as pessoas raciocinam assim: A besta tem dez chifres e surge do mar (13,1). Em Daniel 7, o profeta Daniel viu uma série de quatro bestas ascendendo do mar, a última das quais tinha dez chifres (Dn 7,7). Logo, a besta de João é a mesma que a quarta besta de Daniel. Aquela besta simbolizava o Império Romano. Logo, esta besta simboliza o Império Romano.

Um problema com este raciocínio é que ele foca somente na parte do simbolismo no Apocalipse 13. Não apenas a besta que João vê tem dez chifres, como a quarta besta de Daniel; ela tem também um corpo como de leopardo (13,2a), como a terceira besta de Daniel (7,6); pés como de um urso (13,2b), como a segunda besta de Daniel (7,5); e uma boca como um leão, como a primeira besta de Daniel (7,4). A besta que João vê, desta maneira, incorpora o simbolismo de todas as quatro bestas de Daniel, tornando impossível simplesmente identificá-la com a quarta da série.

Esta é parte da “fusão de imagens” que o Apocalipse contém. Assim como João viu anjos em torno do trono de Deus (4,6-8) que incorporavam elementos de ambos o serafim de Isaías (Is 6,2-3) e o querubim de Ezequiel (Ez 10,10-14), agora ele vê uma besta que incorpora elementos de todas as bestas de Daniel 7. Isso sugere que a nova besta seja como aquelas quatro – o mesmo tipo de coisa que elas são – mas não sejam identificadas com qualquer uma delas.

Um outro problema é que a quarta besta de Daniel não simboliza o Império Romano – pelo menos não como seu referente primário. Ao contrário, o seu referente central é o reino que resultou quando o reino de Alexandre o Grande desmoronou.

Entre os chifres da quarta besta de Daniel, surgiu um pequeno chifre particular que blasfemava contra Deus (7,8). Este pequeno chifre simboliza Antíoco IV (“Antíoco Epífanes”), o rei selêucida que conquistou Jerusalém, blasfemou contra Deus e profanou o templo, e introduziu a primeira “abominação da desolação” (Dn 11,31; 12,11; 1 Mac 6,7) instalando um ídolo de Júpiter Olimpo no lugar sagrado. (Há outros tempos que uma “abominação de desolação” foi introduzida, cf. Mt 24,15-16; Lc 21,20-21).

O que as quatro bestas de Daniel têm em comum é que todas elas são reinos pagãos que perseguiram e dominaram o povo de Deus, Israel. A besta de João é o mesmo tipo de coisa – uma conquista de um império pagão. Visto que vem depois das quatro bestas de Daniel, Roma é a candidata lógica. Mas não é um porvir, “Império Romano restaurado”. É a coisa real, o Império Romano pagão dos primeiros séculos. Isto é confirmado por diversas linhas de evidência.

Primeiro, o livro do Apocalipse é explícito em declarar que diz respeito a eventos que acontecerão “em breve” (1,1; 2,16; 3,11; 22,6; 7; 12; 20). Isso indica que a carga de acontecimentos do livro (aqueles que precedem o Milênio de Ap 20,1-10, no qual estamos vivendo agora) deveria acontecer brevemente depois que o livro fosse escrito, provavelmente na década de 60 d.C.

Segundo, sabemos que o número da besta é 666 e que este é o número do nome de um homem (13,18). Não coincidentemente, o Império Romano pagão perseguidor estava chefiado nos anos 60 depois de Cristo por César Nero, cujo nome somava 666 no sistema de letras e números hebraico. (Em hebraico, “Caesar Nero” = “NRWN QSR” = N 50 + R 200 + W 6 + N 50 + Q 100 + S 60 + R 200 = 666; uma grafia variante do nome, NRW QSR, soma 616, a qual alguns manuscritos têm no lugar de 666).

Terceiro, as sete cabeças da besta são identificadas com sete montanhas (17,9). Embora não seja certo, estas são provavelmente as sete colinas sobre as quais a cidade de Roma foi construída. (A Colina do Vaticano, entretanto, não era uma das sete; está no lado do rio Tibre oposta às sete.)

Assim sendo, há boa evidência de que a besta do mar seja o Império Romano pagão do primeiro século e, em especial, o imperador em sua chefia. Isto, novamente, é como as quatro bestas de Daniel, que foram descritas tanto como quatro reis (Dn 7,17) quanto quatro reinos (cf. Dn 7,23).

Uma confirmação posterior é encontrada no Apocalipse falando do templo judeu como se ele ainda estivesse operando (11,1), mas logo ser pisoteado pelos gentios, junto com a cidade santa (11,2). Logo depois do reino de Nero, os gentios invadiram Jerusalém, pisotearam-no e destruíram o templo.

Isso sugere não somente que a besta correspondia ao Império Romano em geral e a César Nero em particular, como também que o próprio livro do Apocalipse foi escrito no começo dos anos 60, durante o reino de Nero, pouco antes da Guerra dos Judeus que levou à destruição de Jerusalém e do templo em 70 d.C.

Traduzido para o Veritatis Splendor por Marcos Zamith.

Fonte: http://www.catholic.com/thisrock/1998/9812chap.asp