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O Banquete do Cordeiro (Parte 4)

A história do sacrifício capII

A frase da missa que venceu Scott foi “Cordeiro de Deus”, porque ele sabia que esse Cordeiro era o próprio Jesus Cristo.
Recitamos esse Cordeiro de Deus na missa, exatamente o mesmo número de vezes que vimos o sacerdote elevar  a hóstia e proclamar: “Eis o cordeiro de Deus…
O Cordeiro é Jesus!
Isso não é novidade; e é o tipo de fato que escondemos: afinal de contas Jesus é muitas coisas: é Senhor, Deus, Salvador, Messias, Rei, Sacerdote, Profeta …e Cordeiro!
O último título não é como os outros. Os sete 1ºs são títulos com os quais nos dirigimos tranquilamente a um Deus-Homem.
São títulos com dignidade, que sugerem sabedoria, poder e posição social.
Mas Cordeiro?
Scott nos pede para nos desfazermos de dois mil anos de sentido simbólico acumulado. Que finjamos por um momento que jamais entoamos o “Cordeiro de Deus!!

A respeito do cordeiro capII

Esse título parece quase cômico de tão inadequado.
Em geral, cordeiros não ocupam os primeiros lugares das listas de animais mais admirados.
Não são particularmente fortes, nem espertos, sagazes ou graciosos.
E outros animais parecem mais merecedores.
Por exemplo: É fácil imaginarmos Jesus como o Leão de Judá (Ap5,5).
Os leões são majestosos, fortes e ágeis, ninguém mexe com o rei dos animais.
Mas o Leão de Judá desempenha papel efêmero no livro do apocalípse.
Ao mesmo tempo , o Cordeiro prevalece e a parece nada menos que vinte e oito vezes.
O Cordeiro governa e ocupa o trono de céu (Ap 22,3).
É o Cordeiro quem lidera um exército de centenas de milhares de homens e anjos, e acende o medo nos corações dos ímpios (Ap 6, 15-16).
Esta última imagem,  do Cordeiro feroz e assustador, é quase absurda demais para imaginarmos sem sorrir!
No entanto, para João, esse assunto do Cordeiro é sério!
Os títulos “Cordeiro” e “Cordeiro de Deus” aplicam-se a Jesus quase exclusivamente nos livros do novo testamento atribuídos a João: o quarto evangelho e o apocalípse.

Embora outros livros neotestamentários  (Ap8,32-35; IPd 1,19) digam que Jesus é “como” um cordeiro em certos aspectos, só João ousa “chamar” Jesus ” o Cordeiro” (Jo 1,36 e Ap todo).
Sabemos que o cordeiro é fundamental para a missa e também para o livro do Apocalípse.
E sabemos “quem ” o Cordeiro é.
Entretanto, se queremos experimentar a missa como o céu na terra, precisamos saber mais.
Precisamos saber o “que” o Cordeiro é e “por que” o chamamos “Cordeiro”.
Para descobrir, temos de voltar no tempo, quase até o início….
Pão Salutar capII
Para o antigo Israel, o cordeiro identificava-se com o sacrifício, que era uma das formas mais primitivas de adoração.
Já na 2ª geração descrita no Gn, encontramos na história de Caim e Abel, o 1º exemplo registrado de uma oferenda sacrifical: “Caim trouxe ao Senhor uma oferenda de frutos da terra; também Abel trouxe primícias dos seus animais e a gordura deles” (Gn 4,3-4).
No devido tempo, encontramos holocaustos semelhantes oferecidos:

  • Por Noé (Gn 8,20-21)
  • Abraão (Gn 15,8-10; 22,13)
  • Jacó (Gn 46,1)e outros.

No gênesis, os patriarcas estavam sempre construindo altares, e estes serviam primordialmente para sacrifícios.
Entre os sacrifícios do Gn. dois merecem nossa atenção:
– Melquizedec (Malki-Sédeq,Gn 14,18-20)
– e o de Abraão e Isaac (Gn 22).
Melquizedec surge como o 1º sacerdote mencionado na Bíblia e muitos cristãos (Hb 7,1-17) o consideram precursor de Jesus Cristo.
Melquisedec  era sacerdote e rei, combinação estranha no AT, mas que, mais tarde, foi aplicada a Jesus.
Ele é descrito como rei de Shalem, terra que depois seria “Jeru-salém”.  Que significa “Cidade da Paz”(Sl 76,2).
Um dia Jesus surgiria como rei da Jerusalém celeste e novamente como Melquizedec, “Príncipe da Paz”.
Em conclusão, o sacrifício de melquisedec foi extraordinário por “não envolver animal algum”.
Ele ofereceu “Pão e Vinho”, como Jesus fez na Última Ceia, quando institui a Eucaristia.
O sacrifício de Melquisedec terminou com uma benção sobre Abraão.

O alcance de Moriá cap II

O próprio Abraão revisitou Shalem, alguns anos mais tarde, quando Deus o chamou para fazer um sacrifício definitivo.
Em Gn 22, Deus diz a Abraão:” Toma o teu filho, o teu único, Isaac, que amas. Parte para terra de Moriá e lá oferecerás em holocausto sobre uma das montanhas que eu te indicar”(v2).
A tradição israelita, registrada em 2Cr 3,1, identifica Moriá com o local do futuro Templo de Jerusalém.
Para lá, Abraão viajou com Isaac, que carregou nos ombros a lenha para o sacrifício (Gn22,6).
Quando Isaac perguntou onde estava a vítima, Abraão respondeu: Deus providenciará Ele mesmo uma ovelha para o holocausto, meu filho.”(v8).
No fim, o anjo Deus impediu que a mão de Abraão sacrificasse seu filho e forneceu um carneiro para ser sacrificado.
Nessa história, Israel discerniu o juramento da aliança de Deus para fazer dos descendentes de Abraão uma nação poderosa: “juro-o por mim mesmo… Por não teres poupado seu filho.. comprometo-me. ..a  fazer proliferar tua descendência tanto quanto as estrelas do céu…é nela que se abençoarão todas as nações da terra”(Gn22,16-17).
Esse foi o reconhecimento de dívida que Deus deu a Abraão; também seria a apólice de seguro de vida de Israel.
No deserto do Sinai, quando o povo escolhido mereceu a morte por adorar o bezerro de ouro, Moisés invocou o juramento de Deus a Abraão, a fim de salvar o povo da cólera divina (Ex32,13-14).
Mais tarde os cristãos consideraram a narrativa de Abraão e Isaac uma profunda alegoria do sacrifício de Jesus na cruz.
As semelhanças eram muitas:
1º-Jesus, como Isaac, era o filho único querido de uma pai fiel.
2º-Tbem como Isaac, Jesus carregou morro acima a madeira para seu sacrifício, que foi consumado em uma colina de Jerusalém.
De fato, o local onde Jesus morreu, o calvário, era um dos morros da cadeia de Moriá.
Além disso, o primeiro versículo do NT identifica Jesus como Isaac, ao dizer que Ele é “filho de Abraão”(Mt1,1).
Para os leitores cristãos, até as palavras de Abraão se mostraram proféticas. Lembre-se de que não havia pontuação no original hebraico e pense em uma interpretação alternativa de Gn22,8:”Deus se dá a si mesmo, o Cordeiro , para o holocausto”.
O Cordeiro pronunciado era, Jesus Cristo, o próprio Deus” para que a benção de Abraão alcance os pagãos em Jesus Cristo”(Gll3,14 veja também Gn 22,16-18).

O Banquete do Cordeiro (Parte 2)

No céu agora mesmo! Cap.I

Ao estudar os escritos dos primeiros cristãos, Scott, encontra inúmeras referencias à “liturgia”, à “Eucaristia”, ao “sacrifício”.

Foi então a santa missa (logicamente incógnito, visto que era um ministro protestante, calvinista), como um exercício acadêmico.

Como calvinista, foi instruído para acreditar que a missa era o maior sacrilégio que alguém poderia cometer. Pois para eles a missa era um ritual com o propósito de ” sacrificar Jesus Cristo outra vez”.

Entretanto a medida que a missa prosseguia, alguma coisa o toca.

A Bíblia estava diante dele! Nas palavras da missa!!..Isaías, Salmo, Paulo…Não obstante , manteve sua posição de espectador, à parte, até que ouve o sacerdote pronunciar as palavras da consagração:” Isto é o meu corpo…Este é o cálice do meu sangue”.

Então sentiu todas as suas dúvidas se esvaírem. Quando viu o sacerdote elevar a hóstia, percebeu que uma prece subia do seu coração em um sussurro: Meu Senhor e meu Deus. Sois realmente vós!”

Quando não foi maior sua emoção ao ouvir toda a igreja orar:”Cordeiro de Deus..Cordeiro de Deus…Cordeiro de Deus” e o sacerdote dizer: “Eis o Cordeiro de Deus..”, enquanto elevava a hóstia.

Em menos de 1 min.a frase “Cordeiro de Deus ressoou 4 vezes. Graças a longos anos de estudo bíblicos, percebeu imediatamente onde estava. Estava no livro do Apocalípse, no qual Jesus é chamado de Cordeiro nada menos que 28 vezes em 22 capítulos.

Estava na festa de núpcias que João descreve no final do último livro da Bíblia.

Estava diante do trono do céu, onde Jesus é saudado para sempre como o Cordeiro.

Entretanto, não estava preparado para isso – Ele estava na MISSA!

Fumaça Santa! cap.I

Scott volta a missa por 2 semanas, e a cada dia “descobria” mais passagens das Escrituras consumadas diante de seus olhos.

Contudo, naquela capela , nenhum livro lhe era tão visível quanto o da revelação de Jesus Cristo, o Apocalípse, que descreve a adoração dos anjos e santos de céu.

Como no livro, ele vê naquela capela, sacerdotes paramentados, um altar,uma assembléia que entoava:”Santo,Santo ,Santo”.Viu a fumaça do incenso, ouviu a invocação de anjos e santos…ele mesmo entoava os aleluias, porque se sentia cada vez mais atraído a essa adoração.

A cada dia se desconcertava mais , e não sabia se voltava para o livro ou para a ação no altar, que pareciam cada vez mais ser exatamente a mesma!

Mergulhou nos estudos do cristianismo antigo e descobriu que os 1ºs bispos, os Padres da igreja, tinham feito a mesma descoberta que ele fazia a cada manhã.

Eles consideravam o livro de Apocalípse a chave da liturgia e a liturgia a chave do livro do apocalípse.

Scott começa descobrir que o livro que ele mais achava desconcertante , agora elucidava as idéias mais fundamentais de sua fé:A idéia da aliança como elo sagrado da família de Deus.

Além disso, a ação que considerava a maior das blasfêmias – a missa – agora se revela o acontecimento que ratificou a aliança de Deus: “Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança”.

Scott estava aturdido, pois durante anos tentou compreender esse livro como uma esépécie de mensagem codificada a respeito do fim do mundo, a respeito do culto no céu distante, algo que os cristãos não poderiam experimentar aqui na terra!

Agora, queria gritar a todos dentro daquela capela durante a liturgia: “Ei, pessoal. Quero lhes mostrar onde vocês estão no livro do Apcalípse! Consultem o cap.4, vers.8.

Isso mesmo! AGORA mesmo vocês estão no céu!!!

Meus comentários: Esse livro é um livro muito bom até para os católicos que estão em converção ou mesmo que sempre foram criados dentro da Igreja, pois  ele nos esnsina o significado de muita coisas que estão na missa e passam despercebidos para gente e que tem um valor liturgico muito grande. Continuarei  a postar os capítulos do livro e esperem que gostem e adquiram o livro pois este livro é uma jóia preciosa para futuros catequistas ou bons evangelizadores!
Fiquem com Deus meus irmãos.

Salve Maria

01 – Marxismo Cultural e Revolução Cultural – Primeira Aula

Esta é uma série de palestras que busca compilar, de forma sistemática, o tema do Marxismo Cultural que se encontra difuso em diversos vídeos e palestras no site padrepauloricardo.org. O intuito é o de apresentar a revolução cultural dentro da Igreja ou, melhor dizendo, um estudo sistemático das raízes da Teologia da Libertação e de sua atuação dentro da Igreja Católica.

Como reflexão teológica, o objetivo é o de identificar o que está acontecendo com a teologia e a maneira como o pensamento revolucionário está influenciando a forma de pensar a teologia, Deus, a Igreja e o sacerdócio. Porém, para se chegar à teologia é importante conhecer as raízes desta revolução, que se encontram na filosofia.

O curso também irá abordar a razão pela qual a expressão teologia da libertação não é mais tema de discussão. Na realidade, ela já domina hegemonicamente o pensamento da própria Igreja. E é exatamente para desmascarar esse domínio velado que este curso é apresentado aos assinantes do site Christo Nihil Praeponere.

 

Deus não passa, pois nada sucede a ele

Estou lendo o livro “Confissões” de Santo Agostinho e gostaria de passar para vocês meus amados irmãos certos trechos em que nós jovens nos encaixamos muito.

Primeiramente: Deus não passa, pois nada se sucede a ele!

Muitas vezes nós de certa forma queremos “chamar a atenção”, e isso é normal, existe algo no ser humano que faz com que queiramos ser notados, ser queridos, surge até muitas vezes o desejo de ser eterno. Assim nós estamos sempre a procura da roupa adequada para a ocasião adequada. Começamos em nossa adolescência a querer mudar de estilo de roupa, de cabelo (seja cortando ou pintando), colocando piercing, fazendo tatuagem etc… E nós gostamos de ser elogiados, então sempre queremos algo novo para que sejamos sempre notados e isso aos poucos vai aumentando e quando se percebe já vivemos pela nossa aparência, pela opinião e elogios dos outros nos esquecendo do que realmente é importante e o que realmente nos faz felizes.
A moda passa, os estilos de roupas e cabelos mudam, as pessoas com suas opiniões também não são permanentes, muito diferente de Deus. Ele sim não passa, não muda! As alegrias de Deus nem se comparam com a pequena alegria que conseguimos quando nos rendemos às nossas próprias vontades. E quando nos rendemos as nossas vontades acabamos por pecar, pois fazemos de nossas vontades prioridades, e nem sempre o que desejamos é o que realmente nos faz bem.
Buscar a Deus onde Ele não está é pecar! Mas até conseguirmos entender e aceitar que a nossa vida é mais preciosa do que o viver propriamente, porque Deus nos deu a vida e ela é boa por vim dEle, nós a estragamos quando nos perdemos querendo vivê-la longe dele e perto das coisas que o mundo nos oferece.

“Não sejas vã, ó minha lama. Não ensurdeças o ouvido do coração com o tumulto de tuas vaidades. Ouve também: é o próprio Verbo que clama para voltares. O lugar do repouso impertubável está onde não se renuncia ao amor, se este não recua. Eis que estas coisas passam para deixar lugar a outras, e de todas essas partes se forma o universo das realidades inferiores. “Porventura eu me afasto de um lugar para outro?” , diz o Verbo de Deus: “Fixa nele a tua morada, confia-lhe tudo que dele recebes, ó minha alma, já cansada de tantos enganos. Entrega à verdade tudo o que da verdade tens recebido, e nada perderás; reflorirá tudo o que em ti estiver apodrecido, todas as tuas doenças serão curadas, as tuas fraquezas serão reparadas, renovadas estarão estreitamente ligadas a ti, e não te arrastarão para o abismo, mas subsistirão contigo junto a Deus, que é sempre estável e presente. Por que te deixais perverter e segues a tua carne? Que ela se converta a te siga! O que ela te faz sentir são apenas partes de um todo que ignoras e que, no entanto, te deleitam. Mas, se os sentidos do teu corpo fossem capazes de compreender o todo e não tivessem sido, para teu castigo, rigorosamente limitados a uma parte do todo, desejarias que passasse tudo quanto existe no presente para melhor saboreares o conjunto. Ora igualmente pelos sentidos é que ouves tudo o que se diz, e naturalmente, não desejas que parem as sílabas, pelo contrário, que passem rapidamente e outras se sucedam, e assim possas compreender o pensamento. O mesmo acontece com as partes que, formando um todo, não são coexistentes: percebidas em conjunto, dão mais prazer do que cada uma separadamente. Todavia, melhor ainda é aquele que criou todas as coisas, o nosso Deus, que não passa, pois nada se sucede a ele.
            (retirado do livro “Confissões” de Sto Agostinho, páginas 102 e 103)

 

A mensagem que quero passar hoje para vocês meus amados é: Não busquem a felicidade temporária que você encontra por ai, busque a felicidade plena, a felicidade que não passa! Ninguém quer ser um pouco amado e um pouco feliz, queremos ser totalmente felizes e amados e para isso só existe um caminho… que é nosso Deus.

Em Provérbios 13 temos:

7 – Há quem se faça rico, não tendo coisa nenhuma, e quem se faça pobre, tendo grande riqueza.
 8 – O resgate da vida de cada um são as suas riquezas, mas o pobre não ouve as ameaças.
9 – A luz dos justos alegra, mas a candeia dos ímpios se apagará.
10 – Da soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria.
11 – A fazenda que procede da vaidade diminuirá, mas quem a ajunta pelo trabalho terá aumento.
12 – A esperança demorada enfraquece o coração, mas o desejo chegado é árvore de vida.
13 – O que despreza a palavra perecerá, mas o que teme o mandamento será galardoado.
14 – A doutrina do sábio é uma fonte de vida para desviar dos laços da morte.
15 – O bom entendimento dá graça, mas o caminho dos prevaricadores é áspero.
16 – Todo prudente age com conhecimento, mas o tolo espraia a sua loucura.
17 – Um mau mensageiro cai no mal, mas o embaixador fiel é saúde.
18 – Pobreza e afronta virão ao que rejeita a correção, mas o que guarda a repreensão será venerado.

Deus os abençoe sempre!

Cássia Akiko Kawamura

II Campanha Nacional de Consagrações à Virgem Maria

“Apareceu no céu um Grande Sinal: uma Mulher Vestida de Sol, a lua debaixo dos Seus Pés, e na Cabeça, uma coroa de Doze Estrelas. (…) Foi então precipitado o grande Dragão, a Primitiva Serpente, chamado Demônio ou Satanás, o sedutor do mundo inteiro.” (Ap 12, 1; 9) “Quem é Essa que surge como a aurora, Bela como a lua, Brilhante como sol, Temível como um exército em ordem de batalha?” (Ct 6, 10).

“Deus quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Coração Imaculado. Se fizerdes o que vos digo, muitos almas se salvarão e terão paz. (…) Por fim, o Meu Imaculado Coração Triunfará.”(Nossa Mãe Santíssima em Fátima, 1917)

“Por Maria Jesus Cristo vem a nós, e por Ela devemos ir a Ele.” (São Luis Maria Montfort)

 

Em 2010, tivemos nossa I Campanha Nacional de Consagrações à Nossa Mãe Santíssima. Mais de 100 pessoas participaram, e fizeram a Consagração Total à Virgem Maria, pelo método que São Luis Maria Montfort nos ensina no seu maravilhoso “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”.

Este foi o livro de cabeceira de nosso querido Bem-Aventurado João Paulo II, que sob o lema “Totus Tuus” (“Todo Teu”, Todo de Maria…), tão bem viveu e testemunhou esta Consagração!

Agora, neste ano de 2011, em que providencialmente o Bem-Aventurado João Paulo II foi elevado à Gloria dos Altares, tendo sido Beatificado pelo Santo Padre Bento XVI, teremos uma Campanha muito maior, que está sendo divulgada em vários de nossos sites e blogs católicos!

Queremos neste ano, de forma especial, nos unir também aos católicos de Portugal, país tão amado pela Virgem Maria, que em sua aparição em Fátima prometeu: “Em Portugal, se conservará sempre o dogma da fé.”

A abertura da nossa II Campanha Nacional de Consagrações se deu no dia 26 de Junho, no encontro “Consagra-te” em Várzea Grande-MT (ao lado de Cuiabá). Havia mais de 1000 pessoas presentes, e o evento contou com a pregação do Pe. Paulo Ricardo.

Para os que ainda não tiveram a graça de assistir, as 3 palestras do evento estão disponíveis aqui (o texto continua abaixo).

Consagra-te à Virgem Maria – Parte 1 de 3

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Consagra-te à Virgem Maria – Parte 2 de 3

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Consagra-te à Virgem Maria – Parte 3 de 3

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Convidamos, então, todos os católicos a se unirem conosco nesta Campanha, fazendo também a sua Consagração Total pelo método de São Luis Montfort, ou renovando a Sua Consagração, no dia 08 de Dezembro de 2011 (Solenidade da Imaculada Conceição).

A preparação e a Consagração poderão ser feitas em qualquer lugar, já que é um ato interior e espiritual.

São Luis Montfort recomenda que se faça 30 dias de preparação, com algumas orações simples, que poderão ser feitas individualmente ou em grupo, a começar então no dia 08 de Novembro de 2011 (elas são indicadas no próprio “Tratado” (n. 227, 233), e estaremos indicando via internet também (são 30 dias, se contarmos as 3 semanas de São Luis Montfort como “6 dias”, mas 33 dias se contarmos como “7 dias”; aqui seguiremos o planejamento dos 30 dias, pois muitos estarão se preparando conforme o livro de preparação editado pela Arca de Maria que segue o método dos 30 dias).

Duas recomendações importantes:

Primeira Recomendação

De forma geral, recomendamos que NÃO se Consagre, e NEM MESMO que se inicie os 30 dias de preparação sem a leitura completa do “Tratado”, pois como poderá preparar-se bem para a Consagração, sem a conhecê-la bem? Além do mais, a Consagração é feita uma vez na vida, e portanto, é importante que se faça com esta preparação.

Até porque a Consagração poderá ser feita em outro momento mais adiante, após a leitura do livro. Provavelmente organizaremos outras Campanhas para a Consagração em grupos em outras datas; e a Consagração também pode ser feita de forma individual, em uma data a livre escolha da pessoa.

Para quem ainda não tem o “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”, ele poderá ser adquirido através dos links abaixo em versão PDF ou em versão impressa; os que desejarem, poderão também baixar as orações para os 30 dias de preparação (08 de Novembro a 08 de Dezembro).

Segunda Recomendação

Recomendamos que aqueles que puderem, participem de um grupo de preparação para a Consagração, que se reúna para estudar o “Tratado” e rezar juntos.

Este grupo poderá ser formado espontaneamente, por iniciativa de pessoas que desejam se consagrar, ou pessoas que já se consagraram e desejam ajudar a preparar outras para se consagrar (é importante a participação dos que já se consagraram no grupo, pelo seu testemunho a ser partilhado).

Temos, porém, representantes que estão à frente da nossa Campanha em várias cidades do Brasil e Portugal, e poderão ir formando Grupos de preparação à medida que forem procuradas para isso. Temos também o nosso grupo de estudos via internet, através de Facebook, Orkut e Chats no MSN (vide abaixo). Os que desejarem, convidamos a entrar em contato com nossos representantes nos e-mails que divulgamos a seguir, ao final desta postagem.

Também no mês de Outubro de 2011 o Pe. Paulo Ricardo estará, em seu programa semanal ao vivo no site padrepauloricardo.org, todas as terças-feiras às 21h (horário de Brasília), explicando o Tratado parte por parte.

Em relação à formação dos grupos, algumas sugestões:

– É importante que participem deste grupo somente pessoas que já tenham uma fé católica e uma busca de vivência cristã, caso contrário, o grupo poderá se tornar um local de debate, se afastar do seu objetivo atrapalhando as pessoas que querem se Consagrar (é claro que o diálogo é importante, mas há outros locais para isso).

Aqui não importa o número, e sim, aqueles que a Virgem enviar. Três pessoas já é um grupo!

– O estudo do Tratado deverá encerrar-se até a primeira semana de Novembro, pois no dia 08 iniciaremos as orações de preparação.

– A frequência dos encontros do grupo poderá ser feita conforme a disponibilidade: semanal ou quinzenal. Como o nosso tempo é relativamente curto, sugerimos que durante o mês de Setembro, reúnam-se as pessoas para os grupos, para que na primeira semana de Outubro iniciem-se os encontros semanais, até a primeira semana de Novembro (totalizando, portanto, 5 encontros) para no dia 08 de Novembro iniciarmos as orações de preparação.

– O local da reunião poderá ser em residências ou, na medida do possível, em paróquias, seminários, casas religiosas…

– O encontro poderá iniciar com a Oração do Santo Terço, seguida de um estudo de um ou dois capítulos do Tratado.

– Conforme o tempo disponível e o número de encontros, pode-se dividir para que em cada encontro se estude um ou dois capítulos do Tratado (o Tratado tem 8 capítulos, mais a Introdução). Se forem 5 encontros, sugerimos que no 1º se faça uma apresentação dos participantes e do Tratado, e nos demais o estudo de 2 capítulos do Tratado em cada encontro.

– Para cada encontro, todos lêem antes do encontro o(s) capítulo(s) estudado(s), e em cada encontro algumas pessoas do grupo podem ficar responsáveis em conduzir uma partilha, comentando sobre os pontos que mais lhe chamaram atenção, e oportunizando que todos do grupo comentem também. O fato de pessoas diferentes ficarem responsáveis pela condução propicia mais a participação envolvimento de todos.

– Muita atenção ao dia que se estudar o capítulo 4, pois a questão do oferecimento dos méritos e do valor de todas as obras passadas, presentes e futuras, que se faz na Consagração, faz parte da essência da mesma e isso precisa ser deixado muito claro  (ver as questões 1, 2, 3 e 4 do texto “13 perguntas sobre a Consagração Total”, presente na parte de baixo desta postagem).

– Recomenda-se que todos assistam as 3 palestras do Pe. Paulo Ricardo “Consagra-te à Virgem Maria”, que trazemos no início desta postagem. Havendo possibilidade, poderão assistir em grupo.

– No dia 08 de Dezembro de 2011, a Consagração poderá ser feita em grupo (seja participando da Santa Missa em Cuiabá-MT celebrada pelo Pe. Paulo Ricardo, ou reunindo-se em outro lugar, com Missa – de preferência! – ou não).

Importante

Os que desejarem participar da nossa Campanha, fazendo a sua Consagração Total ou renovando, presencialmente ou não, deverão enviar seus nomes para o seguinte e-mail: consagrate@hotmail.com, indicando:

  • – Nome completo
  • – Local onde mora
  • – Se está se Consagrando ou renovando a Consagração
  • – Se deseja ou não se consagrar presencialmente em Cuiabá-MT na Santa Missa celebrada pelo Pe. Paulo Ricardo (o prazo para enviar os nomes para se Consagrar presencialmente é 20 de Novembro de 2011, sem possibilidade de protelação, pois precisamos preparar o local).

As dúvidas de todos poderão ser respondidas também por este e-mail: consagrate@hotmail.com

Pedimos que esta postagem seja divulgada nos diversos sites e blogs católicos, bem como listas de e-mails, Twitter, Facebook, Orkut, e assim por diante… para formarmos uma grande rede de Consagração à Santíssima Virgem!

Blog de referência: http://www.consagrate.com

13 perguntas comuns à respeito da Consagração Total

1. Em que a Consagração proposta por São Luis Maria Montfort se diferencia das demais consagrações a Santíssima Virgem?

A Consagração proposta por São Luis é uma Consagração total, da pessoa inteira, como fala na própria fórmula da consagração, em “corpo, alma, bens exteriores, bens interiores, valor das obras boas passadas, presentes e futuras.”

E aqui é importante esclarecer: o que é este valor das boas obras?

Segundo o próprio São Luis explica, é o valor espiritual de todas as nossas obras de virtude, que se dá em 3 aspectos:

– Valor meritório: aumenta o nosso grau de glória no céu..

– Valor satisfatório: diminui a nossa eventual pena no purgatório

– Valor impetratório: é o valor que podemos “aplicar”, oferecendo uma obra de virtude por uma intensão em particular. Por esta consagração, nós nos entregamos inteiros a Virgem, e inclusive entregamos o valor das nossas boas obras, nos despojando daquilo que seria um “direito” nosso, para que Ela possa dispor deste valor livremente, e usar da forma como for melhor.

Por exemplo: por esta consagração à Virgem pode usar o valor de uma boa obra nossa para converter uma pessoa do outro lado do mundo, que nem conhecemos, que só conheceremos no céu! A explicação deste ponto encontra-se nos números 121 a 125 do Tratado.

2. Isto significa que esta consagração é superior as outras formas de consagração a Virgem?

Não necessariamente, se em outra forma de Consagração a pessoa se consagra com a consciëncia e a intensão de, entregando-se totalmente, consagrar também os seus bens espirituais, como explicamos acima, mesmo que a fórmula desta outra forma de consagração não explicite isso.

O diferencial da forma proposta por São Luis Montfort é que a fórmula expressa isso claramente, e a leitura do livro, bem como os 30 dias de preparação que ele propõe, tem como objetivo preparar a alma para este ato de Consagração Total.

3. Isso significa que, fazendo a Consagração, eu poderei me prejudicar no sentido de sofrer mais no purgatório, por ter renunciado aos meus bens espirituais?

São Luís responde sobre isso claramente no Tratado (n. 133), e diz que não!

Que Nosso Senhor e Sua Santíssima Mãe são mais generosos neste e no outro mundo, com aqueles que mais generosos lhe forem nesta vida… Ou não confiamos na Justiça e na Misericórdia de Deus?

Como acontecerá isso, não sabemos, é um mistério!

Pois está é a renúncia do Evangelho: é renunciar é ganhar cem vezes mais (Mc 10, 28-31). É perder pra ganhar.

Mais do que uma renúncia, poderia-mos dizer, a Consagração é um investimento; é colocar nossos bens mais preciosos nas Mãos Daquela que sabe administrá-los melhor do que nós, porque é a Grande Tesoureira de Deus; é colocar nossos bens na Arca do Imaculado Coração de Maria.

Alguns sugerem que Deus e Sua Mãe usem os bens espirituais de um consagrado para beneficiar outros consagrados.

Assim, os bens espirituais entregues nas Mãos Imaculadas da Virgem Maria multiplicam o seu valor, e os bens de um consagrado podem beneficiar muitos outros consagrados, e todos aqueles que Deus desejar.

4. Isso significa que, tendo feito a Consagração, eu não poderei mais fazer pedidos a Deus e a Virgem?

Poderei, sim, é o que São Luis responde no Tratado (n. 132).

O que eu não poderei mais é oferecer o valor das minhas obras por uma intensão particular (ex: fazer um jejum por uma determinada intensão), pois o valor das minhas obras, no ato de Consagração, já foi oferecido a Virgem, para que Ela, que sabe adminsitrar melhor do que, disponha livremente deste valor, para usa-lo segundo o Seu Coração.

Já fazer pedidos, eu posso; e com mais confiança ainda: pois serão os pedidos de um súdito que, por amor, entregou todos os seus bens a Sua Amada Rainha, e pede com a confiança de quem sabe que conta com toda a benevolência Dela.

Obs: São Luis ainda garante que essa Consagração é compatível com o estado de vida de cada um, e por isso não prejudica os deveres de estado de cada vocação; por exemplo, de um sacerdote que, por dever ou outro motivo, deve oferecer a Santa Missa por alguma intensão particular; pois a Consagração deve ser feita segundo a Ordem de Deus e os deveres de estado de cada vocação (n. 124).

5. Em que sentido se dá a “escravidão” à Virgem Maria? Parece algo tão estranho este termo…

É “estranho” porque precisa ser compreendido em seu significado espiritual. Se dá no mesmo sentido que a Virgem disse ao Arcanjo São Gabriel na Anunciação: “Eis aqui a Escrava do Senhor, faça-se em mim conforme a Tua Palavra.” (Lc 1,38) Se dá também no sentido do que Jesus viveu, como diz São Paulo aos Filipenses (F2, 7): “Aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de Escravo”.

São Luis mostra que naquela época não existia “servos / empregados” como existe hoje, e existia apenas escravo. A diferença é que o servo não depende totalmente do seu senhor, o escravo depende! A Virgem, em sua liberdade, é Escrava por Amor, porque quis se entregar inteiramente ao Serviço do Seu Amado, do Deus que Ela ama! Por esta consagração total, seguimos o exemplo da Virgem, nos entregando, por amor, para sermos “escravos de Jesus”, ou “escravos de Jesus por Maria”, ou ainda “escravos de Maria”. Todos estes termos estão corretos, diz São Luis, entendendo bem o seu significado.

E por esta Consagração, seguimos também o exemplo de Jesus, que se submeteu totalmente a Sua Santíssima Mãe quando se encarnou e foi gerado por Ela!

As referências para este assunto estão nos números 68 a 77 do Tratado, e do número 139 a 143.

6. Há alguma prática exterior obrigatória para que a Consagração se efetive?

Não há no Tratado nenhuma evidência que ateste isso.

Pelo contrário: São Luis fala no Tratado (n. 226) que a Consagração é essencialmente interior.

E que as práticas exteriores (oração do Rosário, do Magnificat, prática da penitência, trazer junto de si um sinal externo da Consagração, ingresso em movimentos marianos, preparação de 30 dias de oração antes da Consagração, etc) são recomendáveis, mas não são moralmente obrigatórias para um consagrado (pois não se faz nenhum voto, nesse sentido, ao se fazer a Consagração), nem são necessárias para que a consagração seja válida.

Até porque São Luis Montfort, que propõe todo este método de Consagração, não criou a Consagração, nem é um rito que ele insituiu; inclusive ele fala de muitos santos que viveram essa Consagração antes dele.

O que São Luis nos dá é um método para nos ensinar e ajudar a se preparar e a viver esta Consagração.

7. A Consagração implica em voto de celibato?

Não. São Luis deixa claro que a Consagração é um ato interior, e não menciona o celibato quando fala dos práticas exteriores recomendáveis.

A consagração do corpo, que a Consagração implica enquanto entrega total da pessoa, pode ser vivida pela virtude da castidade no estado de vida de cada um: os casados vivendo a sexualidade de acordo com o projeto de Deus, os não-casados vivendo na continência, os celibatários entregando-se inteiramente a Nosso Senhor e sua Mãe Santíssima no seu celibato (ver Catecismo da Igreja Católica, n. 2348-2356).

8. Sou muito pecador! Isso é motivo para não fazer a Consagração?

Não, senão ninguém se consagraria!

É exatamente o contrário: a Consagração Total nos ajuda a sermos santos!

O que São Luis fala que é necessário (n.99), neste sentido, é a firme resolução de evitar o pecado mortal, o esforço para evitar outros pecados e a busca de uma autêntica vida de oração, penitência e apostolado.

O que, de alguma forma, é obrigação de todo o cristão…

9. Existe alguma data específica para que a Consagração seja feita?

Não há evidencias disso no “Tratado”, mas o costume é que seja em uma data mariana.

10. Como são estes 30 dias de preparação?

São orações simples, mas como uma intensão profunda, que São Luis propõe que se faça durante 30 dias, renovando todos os anos quando se renova a Consagração, da seguinte forma (n. 227-233):

A lista das orações e os textos delas encontram-se no apêndice do “Tratado”, ao menos na ediçào das Vozes, com as traduções para o português; as orações podem ser rezadas em português):
– 12 dias preliminares pedindo o desapego do mundo, rezando a cada dia “Veni, Creator Spiritus” e “Ave Maris Stela”.
– 1ª semana (6 dias) pedindo o conhecimento de si mesmo, rezando a cada dia “Ladainha do Espírito Santo” e “Ladainha de Nossa Senhora”.
– 2ª semana (6 dias) pedindo o conhecimento da Virgem Maria, rezando a cada dia “Ladainha do Espírito Santo”, “Ave Maris Stela” e um Terço.
– 3ª semana (6 dias) pedindo o conhecimento de Nosso Senhor, rezando a cada dia a “Ladainha do Espírito Santo”, “Ave Maris Stela”, “Oração de Santo Agostinho”, “Ladainha do Ssmo. Nome de Jesus” e “Ladainha do Sagrado Coração de Jesus”.

11. No dia da Consagração, o que se faz?

Se comunga (estando devidamente preparado, evidentemente; recomenda-se inclusive a confissão no próprio dia, se possível), se escreve a fórmula da consagração (se encontra no final do Tratado, chamada “Consagração de si mesmo a Jesus Cristo, Sabedoria Encarnada, pelas mãos de Maria”) e se assina, atestando a consagração interior.

Recomenda-se ainda que neste dia se faça alguma forma de penitência (n. 231-232).

12. Não li o “Tratado” ainda. Posso me Consagrar, ou iniciar os 30 dias de preparação, mesmo assim?

A nível geral, recomendamos que não se Consagre, e nem mesmo que se inicie os 30 dias de preparação sem a leitura completa do Tratado, pois como se poderá preparar bem para a Consagração, sem a conhecê-la bem?
Além do mais, a Consagração é feita uma vez na vida, e portanto, é importante que se faça com esta preparação.

Até porque a Consagração poderá ser feito em outro momento mais para adiante, após a leitura do livro.

Provavelmente organizaremos outros “arrastões” para a Consagração em grupos em outras datas; e a Consagração também pode ser feita de forma de isolada, em uma data à livre escolha da pessoa.

Assim, recomendamos que iniciem os 30 dias de preparação aqueles que completarem a leitura do Tratado.

13. Falhei em algum exercício prático nos 30 dias ou no dia da própria Consagração, ou então cometi algum pecado mortal durante a preparação. Devo desistir de me consagrar no dia que propus?

Recomendamos, a nível geral, que não desista, e faça consagração!

Pois como dissemos, ela é um ato interior, não depende necessariamente dos atos exteriores de preparação, o demônio odeia a consagração, e poderá se utilizar de um escrúpulo nosso em não ter cumprido 100% a preparação para nos tentar a desistir de fazer.

Por isso, recomendamos que não se desista por algumas falhas nesse sentido.

No caso de uma queda em pecado mortal, que haja, evidentemente, arrependimento e se busque a Confissão o mais rápido possível.

Representantes da Campanha no Brasil e Portugal

Os contatos pessoas que estão à frente da nossa Campanha em várias cidades do Brasil, (e mais abaixo, Portugal); essas pessoas poderão ir formando os Grupos de Preparação, a medida que forem procuradas para isso pelos que desejarem. Temos também abaixo o nosso grupo de estudos via internet, através de Facebook, Orkut e chats no MSN.

Bahia

  • Salvador
    • Arca de Maria: casasantarosa_arca@yahoo.com.br / Tel: (71) 4114 0140
  • Vitória da Conquista
    • Bethânia Bettencourt: bethassa@hotmail.com

Distrito Federal

  • Brasília
    • Giselle Pereira da Silva (Equipe Rainha dos Apóstolos): gisellemariae@hotmail.com
    • Luíza (Movimento Escalada de Brasília): luiza@fidesdei.info

Ceará

  • Fortaleza
    • Magnólia Moura de Almeira: maguimalmeida@hotmail.com

Goiás

  • Anapolis
    • Arca de Maria: casasaojose_arca@yahoo.com.br ou casanossasenhoradospobres@yahoo.com.br (62) 3316 5841 ou (62) 3706 0991
  • Goiania
    • Aliança Mariana Parresia (Juninho): comparresia@gmail.com (62) 9914 9906

Mato Grosso

  • Cáceres
    • Carolina Della Chiesa: caroldellachiesao@hotmail.com
  • Cotriguaçu
    • Elivelton Ribeiro de Brito: elivelton-r.b@hotmail.com
  • Cuiabá
    • Angélica Remonatto (participante do “Namoro Sarado”, da “Missão Jovem” do “Enchei-vos”): angelica_remonatto@hotmail.com
    • Fabrícia Rodrigues (participante da Legião de Maria): rodfabricia@gmail.com
    • Kelly Santos (blog Cor Mariae): kelly_santos.arcanjos@hotmail.com
    • Nelmara Fabíola da Silva (participante do grupo Jovens Sarados): nell_fab@hotmail.com
    • Willian Vieira Ajala (participante do Ministério Universidades Renovadas): williankiomido@hotmail.com
  • Rondonópolis
    • Hiago Arruda: hiago.arruda@hotmail.com

Minas Gerais

  • Belo-Horizonte
    • Jefferson Maria (Missão Mater Rosarium): jefferson.sms@hotmail.com.br
  • Ituiutaba
    • Arca de Maria: casasantajuliana@yahoo.com.br / Tel:(34) 3262 0769
  • Monte Santo de Minas
    • Luciano Greggio:  lucianagreggio@hotmail.com
  • Sete Lagoas
    • Moisés Rocha (Comunidade Filhos de João Batista): resgatejoaobatista@ig.com.br

Paraíba

  • Campina Grande
    • Mateus Mota Lima: mateusmotalima@gmail.com
    • Pedro Augusto Silva: pedroapsilva@hotmail.com

Pernambuco

  • Recife
    • Arca de Maria: casanossasenhoradasgracas@yahoo.com.br / (81) 8509 9930 / (81) 8248 9916
  • Vitória do Santo Antão
    • Arca de Maria: arcademaria.brasil@gmail.com (81) 8509 9930

Rio de Janeiro

  • Capital
    • Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus (Cristiane): fraternidademaededeus@yahoo.com.br
    • Roberto Amorim: amorim-msn@hotmail.com

Rio Grande do Norte

  • Ceará Mirim
    • Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus (Ricardo): ricardocfdemaria@hotmail.com
  • Currais Novos
    • Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus (Denise): denise.totustuus@hotmail.com
  • Lagoa Salgada
    • Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus (César): cesarasc@cardiol.br
  • Monte Alegre
    • Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus (César): cesarasc@cardiol.br
  • Mossoró
    • Comunidade Mariana Totus Tuus: cacildadsc@hotmail.com / Tel (84) 3318 0571 (Cacilda e Jeferson) e (84) 3318 5813 (Meire)
  • Natal
    • Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus (Mara Maria): maramariacarvalho@hotmail.com
  • Parnamirim
    • Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus (Isabelle): isabelledemaria@hotmail.com
  • Santa Cruz
    • Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus (Pollyanderson): pollyanderson.mariano@gmail.com
  • São Gonçalo
    • Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus (Ângelo): angelo.tricolor@hotmail.com
  • São Miguel do Gostozo
    • Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus (Racquel): racquel.guimaraes@hotmail.com

Rio Grande do Sul

  • Porto Alegre
    • Marcos Ludwig: marcosludwig@gmail.com (participante de grupo de estudo do Prof. Olavo de Carvalho)
    • Vanessa Justen (site Reino da Virgem Mãe de Deus): vanessajusten_rs@yahoo.com.br

São Paulo

  • Guarulhos
    • Arca Maria: casasaoluis@yahoo.com.br / (11) 7499 3263 / (11) 8180 3046
  • Mirassol
    • Adolfo: ajosegc@yahoo.com.br
  • São Carlos
    • Marcelo Melo Barroso (Comunidade Totus Mariae): marcbarroso@gmail.com
  • São José do Rio Preto
    • Fernanda Maria: fernandomariajhs@hotmail.com

Portugal

  • Vila Viçosa
    • Arca de Maria: missaoportugal@yahoo.com.br

Japão

  • Anjo-shi
    • Ricardo Minamoto: rick_jp_@msn.com

Grupo de Estudos Via internet:

Fonte:http://padrepauloricardo.org/blog/ii-campanha-nacional-de-consagracoes-a-virgem-maria/

 

Católico e Espírita?

O Concílio Vaticano II chamou os leigos a participarem ativamente da vida da Igreja. Através do Decreto Apostolicam Actuositatem pede:

“Grassando na nossa época gravíssimos erros que ameaçam inverter profundamente a religião, este Concílio exorta de coração todos os leigos que assumam mais conscientemente suas responsabilidades na defesa dos princípios cristãos” (AA,6).

Em que pese a doutrina da Igreja, bem como a sua Tradição e o seu Magistério, mostrarem a radical incompatibilidade entre o Cristianismo e o espiritismo, muitos “católicos”, fracos na fé e pouco conhecedores da doutrina, teimam em persistir neste sincretismo perigoso. Vão à missa e ao culto espírita, como se isto não fosse proibido pela fé católica.

É preciso ficar bem claro que o espiritismo (bem como suas derivações) contradiz “frontalmente” a doutrina católica em muitos pontos, sendo, portanto, impossível a um católico ser também espírita.

Em 1953, os Bispos do Brasil disseram que o espiritismo é o desvio doutrinário “mais perigoso” para o país, uma vez que “nega não apenas uma ou outra verdade da nossa fé, mas todas elas, tendo, no entanto, a cautela de dizer´se cristão, de modo a deixar , a católicos menos avisados, a impressão erradíssima de ser possível conciliar catolicismo com espiritismo” ( Espiritismo, orientação para os católicos, D.Boaventura Kloppenburg, Ed. Loyola, 5ªed, 1995,pag.11).

Muitas passagens da Bíblia comprovam o que está dito acima. A principal delas é a que está no livro do Deuteronômio:

“Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha [magia negra], nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feitichismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou à evocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas…” (Deutr 18,9´13).

Essas palavras da Bíblia são muito claras e fortes e não deixam dúvida sobre a proibição “radical” de Deus a todas as formas de ocultismo e busca de poder ou de conhecimento fora da vontade de Deus. E isto é um perigo para a vida cristã, porque “contamina” a alma. Deus “abomina” aqueles que se dão a essas práticas, diz a Palavra de Deus. Abomina quer dizer, detesta, odeia, rejeita. Não consigo imaginar nada pior nesta vida do que uma pessoa ser abominável a Deus, por própria culpa.

O livro do Levítico traz a mesma condenação:

“Não vos dirijais aos espíritas nem aos adivinhos: não os consulteis para que não sejais contaminados por eles” (Lev 19,31).

Essa “contaminação” espiritual é perigosa para o cristão. Por se tratar de um pecado grave, essa prática o coloca sob a influência e dependência do mundo tenebroso dos demônios.

A primeira consequência para a pessoa que se dá a essas práticas proibidas, é um “esfriamento” espiritual. Começa a esfriar na fé, deixa a oração, os sacramentos, e torna´se fraco na fé, na esperança e na caridade, até, digamos, morrer espiritualmente.

Se você entra num ambiente espírita, de macumba, candomblé, etc, mesmo que seja apenas por curiosidade, “sem maldade”, você está pecando e colocando´de sob o jugo do demônio. Neste assunto, é a “curiosidade” que leva muitos católicos ao pecado.

Sabemos que o demônio pode se fazer presente nesses ambientes, já que a Igreja nos garante que nenhum “espírito” dos mortos andam perambulando pelo mundo e, muito menos “baixando” em lugar algum. Os espíritos que baixam nesses “centros”, se baixam, são certamentes espíritos malignos.

Repete a Palavra de Deus, pelo livro do Levítico:

“Se alguém se dirigir aos espíritas ou aos adivinhos para fornicar com eles, voltarei o meu rosto contra esse homem…” (Lev 20,6).

Por “adivinhos” devemos entender todas as formas de se buscar o conhecimento de realidades ocultas, conhecer o futuro, etc. Entre essas práticas estão, entre outras, a invocação dos mortos ( necromancia ), a leitura das mãos (quiromancia), a astrologia, os búzios, cartomancia, consultas aos cristais, tarôs, numerologia, etc.

Uma verdade bíblica que todo católico precisa saber, é o que disse São Paulo aos coríntios:

“As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam´nas aos demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou quereis provocar a ira do Senhor?” (1 Cor 10,20´22).

Qual é o grande ensinamento que esta Palavra nos traz?

Que todo culto que se presta a uma entidade espiritual, é recebido ou por Deus ou por Satanás. Como os pagãos não prestam o seu culto a Deus, então, por exclusão, quem o recebe é o demônio. Daí podermos entender porque Deus abomina aqueles que se dão a essas práticas pagãs já citadas. Neste caso, Deus é rejeitado, é traido. E daí podemos entender também porque o “ambiente” fica propício à presença e manifestação do Mal.

O Antigo Testamento está repleto da “fúria” de Deus para com o seu povo eleito, quando esse povo “prevaricava”, isto é, praticava a idolatria. Nessas situações, Deus abandonava o seu povo nas mãos dos seus inimigos, que os vencia nos combates, e muitas vezes os escravizava. O socorro de Deus só chegava depois que o povo se arrependia do mal que praticara. Pela boca do profeta Jeremias o Senhor diz:

“Eu os condenarei pelos males que cometeram, por me haverem abandonado, ofertando incenso a outros deuses e adorando a obra de suas mãos” (Jer 1,16).

“Ó céus, plasmai, tremei de espanto e horror …

Porque o meu povo cometeu uma grande perversidade: abandonou´me, a mim, fonte de água viva, para cavar cisternas, cisternas fendidas que não retém a água”(Jer 2,11´13).

E o povo de Deus tinha plena consciência de que era a prática da idolatria que atraia sobre ele os castigos:

“Porque decretou o Senhor contra nós todos esses flagelos? Qual é o pecado, qual é o crime que cometemos contra o Senhor nosso Deus? Tu lhe dirás: É que vossos pais me abandonaram ´ oráculo do Senhor ´ para correr após outros deuses, rendendo´lhes um culto e diante deles se prosternando. E porque me abandonaram e deixaram de cumprir a minha lei, e porque vós mesmos fizestes pior que vossos pais, cada qual, sem me ouvir, obstinou´se em seguir as más tendências de seus corações. Assim, expulsar´vos´ei desta terra para vos lançar numa terra que não conhecestes, nem vós, nem vossos pais. Lá, dia e noite, rendereis culto aos deuses estranhos, porque eu não vos perdoarei”(Jer16,10´13).

Os Atos dos Apóstolos, escrito por S. Lucas, contam que S. Paulo expulsou um “espírito de adivinhação” de uma moça escrava que, com suas adivinhações dava muito lucro a seus senhores. Disse S. Paulo a esse espírito de adivinhação:

“Ordeno-te em nome de Jesus Cristo que saias dela”. “E na mesma hora saiu” (At 16,16´18).

É óbvio que S. Paulo não falara a um “fantasma” ou a algo inexistente, apelando para a autoridade do Nome de Jesus. São Paulo expulsou da escrava um demônio, um espírito de adivinhação que estava na moça e dava´lhe o poder de adivinhar.

Isso muitas vezes ocorre nos centros espíritas e nos terreiros de macumba. O demônio sabe se “transfigurar em anjo de luz” (II Cor 11,14), como nos alerta São Paulo. E muito católico desavizado cai nas suas armadilhas. Como ele é um anjo, embora decaído, conserva os seus poderes superiores aos nossos. Sua inteligência é muito mais perfeita que a dos homens. E ele faz também os seus “milagres”. Para conferir isto com a Palavra de Deus, basta ler o que São Paulo fala na carta aos tessalonicenses:

“A manifestação do ímpio será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda a sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar” ( 2 Ts 2,9´10).

O espiritismo nega pelo menos 40 verdades da fé cristã:

  1. Nega o mistério, e ensina que tudo pode ser comprendido e explicado.
  2. Nega a inspiração divina da Bíblia.
  3. Nega o milagre.
  4. Nega a autoridade do Magistério da Igreja.
  5. Nega a infalibilidade do Papa.
  6. Nega a instituição divina da Igreja.
  7. Nega a suficiência da Revelação.
  8. Nega o mistério da Santíssima Trindade.
  9. Nega a existência de um Deus Pessoal e distinto do mundo.
  10. Nega a liberdade de Deus.
  11. Nega a criação a partir do nada.
  12. Nega a criação da alma humana por Deus.
  13. Nega a criação do corpo humano.
  14. Nega a união substancial entre o corpo e a alma.
  15. Nega a espiritualidade da alma.
  16. Nega a unidade do gênero humano.
  17. Nega a existência dos anjos.
  18. Nega a existência dos demônios.
  19. Nega a divindade de Jesus.
  20. Nega os milagres de Cristo.
  21. Nega a humanidade de Cristo.
  22. Nega os dogmas de Nossa Senhora (Imaculada Conceição, Virgindade perpétua, Assunção, Maternidade divina).
  23. Nega nossa Redenção por Cristo (é o mais grave! ).
  24. Nega o pecado original.
  25. Nega a graça divina.
  26. Nega a possibilidade do perdão dos pecados.
  27. Nega o valor da vida contemplativa e ascética.
  28. Nega toda a doutrina cristã do sobrenatural.
  29. Nega o valor dos Sacramentos.
  30. Nega a eficácia redentora do Batismo.
  31. Nega a presença real de Cristo na Eucaristia.
  32. Nega o valor da Confissão.
  33. Nega a indissolubilidade do Matrimônio.
  34. Nega a unicidade da vida terrestre.
  35. Nega o juízo particular depois da morte.
  36. Nega a existência do Purgatório.
  37. Nega a existência do Céu.
  38. Nega a existência do Inferno.
  39. Nega a ressurreição da carne.
  40. Nega o juízo final.

Apesar de tudo isso muitos continuam a proclamar que “o espiritismo e o Cristianismo ensinam a mesma coisa…”

Na verdade é o “joio no meio do trigo” (Mt 13,28), que o inimigo semeou na messe do Senhor. Nada como o espiritismo nega tão radicalmente a doutrina católica.

Ouçamos, finalmente, a palavra oficial da nossa Mãe Igreja, que tão bem nos ensina através do Catecismo:

“Todas as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas que erroneamente se supoem “descobrir” o futuro. A consulta aos horóscopos, a astrologia, a quiromancia (leitura das mãos), a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão (bolas de cristais), o recurso a médiuns escondem uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e finalmente sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Estas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus” (N° 2116).

“O espiritismo implica frequentemente práticas de adivinhação ou de magia. Por isso a Igreja adverte os fiéis a evitá´lo” (N° 2117).

Os católicos que se deram a essas práticas condenadas pela Igreja podem e devem abandoná´las com urgência. Devem procurar um sacerdote, fazer uma confissão clara dos seus pecados e prometer a Deus nunca mais se dar a essas práticas.

É preciso também destruir todo material (livros, imagens, gravuras, vestes, etc) usadas e consagradas nesses cultos.

O pecado dessas práticas é contra o primeiro mandamento da Lei de Deus: “Amar a Deus sobre todas as coisas”. A gravidade está no fato da pessoa ir buscar poder, fama, dinheiro, consolação, etc, num lugar e numa prática não permitida por Deus e pela Igreja. Isto ofende a Deus.

Essas práticas eram usadas na Mesopotâmia antiga, no Egito, entre os povos de Canãa, enfim, entre os pagãos, e eram terminantemente proibidas por Deus ao seu povo.

Parece que hoje, grande parte do povo, volta ao paganismo e às suas práticas idolátricas. Isto nega o Cristianismo. A Igreja, como Mãe bondosa e cautelosa não quer que os seus filhos se percam.

 

Prof. Felipe Aquino

 

Fonte: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=SEITA&id=sei0850

Mitos litúrgicos ( Parte 4 de 4 )

Mito 25: “Cada comunidade deve ter a Missa do seu jeito”

Não deve e não pode ter a Missa do seu jeito, e sim do jeito católico.

O Concílio Vaticano II já dizia (Sacrossanctum Concilium, 22): “Ninguém mais, absolutamente, mesmo que seja sacerdote, ouse, por sua iniciativa, acrescentar, suprimir ou mudar seja o que for em matéria litúrgica.”

Escreveu o saudoso Papa João Paulo II : (Ecclesia de Eucharistia, n. 52) “Atualmente também deveria ser redescoberta e valorizada a obediência às normas litúrgicas como reflexo e testemunho da Igreja, una e universal, que se torna presente em cada celebração da Eucaristia. O sacerdote, que celebra fielmente a Missa segundo as normas litúrgicas, e a comunidade, que às mesmas adere, demonstram de modo silencioso mas expressivo o seu amor à Igreja. (…) A ninguém é permitido aviltar este mistério que está confiado às nossas mãos: é demasiado grande para que alguém possa permitir-se de tratá-lo a seu livre arbítrio, não respeitando o seu caráter sagrado nem a sua dimensão universal.”

Também a Instrução Inaestimabile Donum, de 1980, afirma: “Aquele que oferece culto a Deus em nome da Igreja, de um modo contrário ao qual foi estabelecido pela própria Igreja com a autoridade dada por Deus e o qual é também a tradição da Igreja, é culpado de falsificação.”

O Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, afirmou: “É preciso que volte a ser claro que a ciência da liturgia não existe para produzir constantemente novos modelos, como é próprio da indústria automobilística. (…) A Liturgia é algo diferente da invenção de textos e ritos, porque vive, precisamente, do que não é manipulável.” (“O Sal da Terra”)

 

Mito 26: “Pode-se fazer tudo o que o Missal não proíbe”

Não se pode.

O Concílio Vaticano II proíbe acréscimos na Sagrada Liturgia, como foi dito acima (Sacrossanctum Concílium, n.22). A interpretação do Missal é estrita: assim, na Santa Missa, faz-se somente o que o Missal determina e nada mais do que isso.

Esta é uma diferença entre a Santa Missa e os grupos de oração, os encontros de evangelização e outros momentos fora da Sagrada Liturgia, onde pode-se usar de uma espontaneidade que não tem lugar dentro da Missa.

O Rito, por sua própria essência, prima pela unidade. Diz a Instrução Redemptionis Sacramentum (n.11) :

“O Mistério da Eucaristia é demasiado grande «para que alguém possa permitir tratá-lo ao seu arbítrio pessoal, pois não respeitaria nem seu caráter sagrado, nem sua dimensão universal. Quem age contra isto, cedendo às suas próprias inspirações, embora seja sacerdote, atenta contra a unidade substancial do Rito romano, que se deve cuidar com decisão (…) Além disso, introduzem na mesma celebração da Eucaristia elementos de discórdia e de deformação, quando ela tem, por sua própria natureza e de forma eminente, de significar e de realizar admiravelmente a Comunhão com a vida divina e a unidade do povo de Deus.”

Também o Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, juntamente o Messori, no livro “A Fé em Crise?”, publicado em 1985, afirma: “A liturgia não vive de surpresas `simpáticas’, de intervenções `cativantes’, mas de repetições solenes (…) Também por isso ela deve ser `predeterminada’, `imperturbável’, porque através do rito se manifesta a santidade de Deus. Ao contrário, a revolta contra aquilo que foi chamado `a velha rigidez rubricista’, (…) arrastou a liturgia ao vórtice do `faça-você-mesmo’, banalizando-a, porque reduzindo-a à nossa medíocre medida” .

 

Mito 27: “O padre é autoridade, por isso deve-se obedecê-lo em tudo”

Não se deve.

A Santa Igreja é hierárquica, e uma determinação de um sacerdote que vá contra uma determinação de Roma é automaticamente nula.

O Concílio Vaticano II, como foi dito acima, deixa claro que nem mesmo os sacerdotes podem alterar a Sagrada Liturgia (Sacrossanctum Concilium, n. 22)

O Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, é incisivo em dizer (“O Sal da Terra”) : “Do que precisamos é de uma nova educação litúrgica, especialmente também os padres.”

A Instrução Redemptionis Sacramentum afirma ainda que todos tem responsabilidade em procurar corrigir os abusos litúrgicos, mesmo quando isso implica em expor queixa aos superiores. Diz o documento (n. 183-184):

“De forma muito especial, todos procurem, de acordo com seus meios, que o santíssimo sacramento da Eucaristia seja defendido de toda irreverência e deformação, e todos os abusos sejam completamente corrigidos. Isto, portanto, é uma tarefa gravíssima para todos e cada um, excluída toda acepção de pessoas, todos estão obrigados a cumprir este trabalho. Qualquer católico, seja sacerdote, seja diácono, seja fiel leigo, tem direito a expor uma queixa por um abuso litúrgico, ante ao Bispo diocesano e ao Ordinário competente que se lhe equipara em direito, ante à Sé apostólica, em virtude do primado do Romano Pontífice. Convém, sem dúvida, que, na medida do possível, a reclamação ou queixa seja exposta primeiro ao Bispo diocesano. Para isso se faça sempre com veracidade e caridade.”

 

Mito 28: “Procurar obedecer à leis é farisaísmo”

Não é, se essas leis forem leis instituídas por Deus ou por quem Deus delega tal poder.

O que Nosso Senhor censurou nos fariseus NÃO foi a preocupação em obedecer em santas leis de Deus. O próprio Senhor disse: “Se guardardes os Meus Mandamentos, sereis constantes no Meu Amor, como também Eu guardei os Mandamentos de Meu Pai e persisto no Seu Amor.” (Jo 15, 10-11) E ainda: “Não julgueis que vim abolir a lei e os profetas. Não vim para abolir, mas sim para levá-los à perfeição. Pois em verdades vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aqueles que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.” (Mt 5, 17-19)

A lei divina precisa ser obedecida. Os erros que Nosso Senhor condenou nos fariseus foram dois: o fato de eles ensinarem uma coisa e viverem outra (“Este povo somente Me honra com os lábios; mas seu coração está longe de Mim” – Mc 7,6); e o fato de eles interpretarem a lei de forma errada em algumas ocasiões (“Deixando o mandamento de Deus, vos apegais à tradição dos homens” – Mc 7,8), como no caso da proibição deles em relação às curas realizadas em dia de Sábado.

Não existe distinção entre obedecer diretamente a Deus e obedecer a lei da Santa Igreja. Nosso Senhor confiou a São Pedro, o primeiro Papa (Mateus 16,18-19), o poder de ligar e desligar. O Catecismo da Igreja Católica explica que “o poder de ligar e desligar” significa a autoridade de absolver os pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja.” (n. 553) Por isso, recusa de sujeição à lei da Santa Igreja é pecado contra o 1º mandamento (Cat., n. 2088-2089)

Obedecer à lei da Santa Igreja é obedecer à Deus; obedecer à Deus é obedecer também a lei da Santa Igreja.

 

Mito 29: “O que importa é o coração”

Não exclusivamente.

Aos que afirmam que “o que importa é o coração”, vale lembrar que aqui não cabe a aplicação deste princípio, pois isso implicaria colocar-se em contraposição com grandes parte das normas litúrgicas da Santa Igreja, bem como com os diversos sinais e símbolos litúrgicos (paramentos, velas, flores, incenso, gestos do corpo, etc), que partem da necessidade de se manifestar com sinais externos a fé católica a respeito do que acontece no Santo Sacrifício da Missa, bem como manifestar externamente a honra devida a Deus. A atitude interna é fundamental, mas desprezar as atitudes externas é um erro.

A este respeito, escreveu o saudoso Papa João Paulo II: “De modo particular torna-se necessário cultivar, tanto na celebração da Missa como no culto eucarístico fora dela, uma consciência viva da Presença Real de Cristo, tendo o cuidado de testemunhá-la com o tom da voz, os gestos, os movimentos, o comportamento no seu todo. (…) Numa palavra, é necessário que todo o modo de tratar a Eucaristia por parte dos ministros e dos fiéis seja caracterizado por um respeito extremo.” (Mane Nobiscum Domine, 18)

O ser humano é corpo e alma, e faz parte da natureza humana manifestar a disposição interior por meio de gestos (abraçar, dar presente, se vestir bem, arrumar a mesa para uma festa). E a Sagrada Liturgia é perfeitamente compatível com a natureza e as necessidades do ser humano.

É preciso haver um equilíbrio no sentido de que a disposição interna é expressa pelos gestos externos, e os gestos externos, por sua vez, reforçam a disposição interna. É um círculo vicioso.

Os gestos externos sem a disposição interior são um erro (farisaísmo); a disposição interior sem a atenção aos gestos externos também é um erro, pois se contrapõe à elementos fundamentais da Sagrada Liturgia (afinal, somos alma e corpo, não somos o “Gasparzinho”).

Por exemplo: como vamos convencer o mundo que Nosso Senhor Jesus Cristo está verdadeiramente presente no Santíssimo Sacramento, se tratarmos a Hóstia Consagrada como um alimento qualquer?

É preciso frizar aqui a importância do vestir-se com solenidade na Sagrada Liturgia. O Catecismo da Igreja Católica (n. 1387) afirma, sobre o momento da Sagrada Comunhão: “A atitude corporal – gestos, roupa – há de se traduzir o respeito, a solenidade, a alegria deste momento em que Cristo se torna nosso hóspede.”

É preciso evitar, então, primeiramente as roupas que expõe o corpo de forma escandalosa, como decotes profundos, shorts curtos ou blusas que mostrem a barriga. Mas convém que se evite também tudo o que contraria, como afirma o Catecismo, a alegria, a solenidade e o respeito – isto é, banaliza o momento sagrado.

O bom senso nos mostra, por exemplo, que partindo d princípio da solenidade, é melhor que se use uma calça do que uma bermuda. Ora, na nossa cultura, não se vai a um encontro social solene usando uma bermuda!

O bom senso nos mostra também que, partido do princípio do respeito e da não-banalização do sagrado, é melhor que se evite roupas que chamam atenção para o corpo ou para elementos não relacionados com a Sagrada Liturgia. É melhor que uma mulher, por exemplo, utilize uma blusa com mangas do que um blusa de alcinha; é melhor que utilize uma calça discreta, saia ou vestido do que uma calça “mulher-gato” (isto é, apertadíssima); também é melhor que se utilize, por exemplo, uma camisa ou camiseta discreta do que uma camiseta do Internacional ou do Grêmio.

São Josemaria Escrivá, em um de suas fantásticas homilias, recorda seus tempos de infância, dizendo: “”Lembro-me de como as pessoas se preparavam para comungar: havia esmero em arrumar bem a alma e o corpo. As melhores roupas, o cabelo bem penteado, o corpo fisicamente limpo, talvez até com um pouco de perfume. Eram delicadezas próprias de gente enamorada, de almas finas e retas, que sabiam pagar Amor com amor.” Afirma ainda: “Quando na terra se recebem pessoas investidas em autoridade, preparam-se luzes, música e vestes de gala. Para hospedarmos Cristo na nossa alma, de que maneira não devemos preparar-nos?” (“Homilias sobre a Eucaristia”, Ed. Quadrante)

Vivemos em uma sociedade de imagens, e uma imagem fala mais do que mil palavras…

 

Mito 30: “A Missa Tridentina é antiquada”

Não é.

A Missa Tridentina é o Rito Romano celebrado na sua forma tradicional, promulgada pelo Papa São Pio V no Concílio de Trento. As diferenças entre a Missa Tridentina e a forma do Rito Romano aprovada pelo Papa Paulo VI NÃO são somente a posição do sacerdote e a língua litúrgica (pois como foi dito acima, também na forma moderna do Rito Romano é lícito celebrar em latim e com o sacerdote e povo voltados na mesma direção). As diferenças vão além: dizem respeito principalmente ao conjunto de ações do sacerdote, dos demais ministros e do povo que participa, bem como às orações previstas no Rito.

Com o Motu Próprio Summorum Pontificum, publicado em 2007, o Santo Padre demonstrou que essas duas formas do Rito Romano não são apenas duas formas válidas e lícitas, mas também duas formas autenticamente católicas de celebrar, e por isso mesmo, não há contradição entre elas. Escreveu o Santo Padre: “Estas duas expressões da lei da oração (lex orandi) da Igreja de maneira nenhuma levam a uma divisão na lei da oração (lex orandi ) da Igreja, pois são dois usos do único Rito Romano.” (Summorum Pontificum) E ainda: “As duas Formas do uso do Rito Romano podem enriquecer-se mutuamente (…) Não existe qualquer contradição entre uma edição e outra do Missale Romanum.” (Carta aos Bispos, que acompanhou o Motu Próprio)

O Santo Padre ainda fez questão de mostrar que a Missa Tridentina NÃO se contrapõe ao Concílio Vaticano II: “”Há o temor de que seja aqui afectada a autoridade do Concílio Vaticano II e que uma das suas decisões essenciais – a reforma litúrgica – seja posta em dúvida. Tal receio não tem fundamento.” (Carta aos Bispos)

O Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, já havia escrito (em “O Sal da Terra): “A meu ver, devia-se se deixar seguir o rito antigo com muito mais generosidade àqueles que o desejam. Não se compreende o que nele possa ser perigoso ou inaceitável. Uma comunidade põe-se em xeque quando declara como estritamente proibido o que até então tinha tido como o mais sagrado e elevado, e quando considera, por assim dizer, impróprio o desejo desse elemento. Pois em que se poderá acreditar ainda do que ela diz? Não voltará a proibir amanhã o que hoje prescreve? (…) Infelizmente, entre nós, a tolerância de experiências aventureiras é quase ilimitada; contudo, a tolerância a liturgia antiga é praticamente inexistente. Desse modo, está-se certamente no caminho errado.”

 

Mito 31: “Para celebrar a Missa Tridentina é preciso autorização do Bispo local”

Não precisa, nem o Bispo local pode exigir isso.

Com o Motu Próprio Summorum Pontificum, o Santo Padre Bento XVI liberou universalmente a celebração da Missa Tridentina (antes, ela estava restrita à autorização dos bispos locais).

 

Mito 32: “Ir à Missa dominical não é obrigação”

É moralmente obrigado aos católicos participarem da Santa Missa Dominical, sim.

Muitos relativizam isso falando coisas como “não se visita um amigo por obrigação, mas por amor”.

Evidentemente, Deus é Aquele que nos amou primeiro, precisa ser nosso melhor amigo e é digno de todo nosso amor e de todo nossa adoração. Porém, não estamos falando aqui de um “amiguinho qualquer”, mas de Deus!

E é Justo que se obedeça as Suas Leis, que inclui a Lei da Santa Igreja, como foi explicado acima. Estamos moralmente obrigado a isso. Isso é dar a Deus o que é de Deus (Mateus 22, 21).

Diz o Catecismo: “O Mandamento da Igreja determina e especifica a Lei do Senhor. Aos Domingos e nos outros dias de festa preceito, os fiéis tem a obrigação de participar da Missa. Satisfaz ao preceito de participar da Missa quem assista à Missa celebrada segundo o rito católico no próprio dia ou na tarde do dia anterior.” (n. 2180) A participação na Santa Missa no Sábado à tarde, portanto, cumpre o preceito dominical.

Além disso, devem ser guardados como dia de festa de preceito o “dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania, da Ascensão e do Santíssimo Corpo e Sangue de risto, de Santa Maria, Mãe de Deus, de sua Imaculada Conceição e Assunção, de São José, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e, por fim, de Todos os santos.” (n 2177). Os fiéis católicos tem, portanto, obrigação de participar da Santa Missa também nos dias de cada uma dessas festas ou nas tardes dos dias anteriores à cada uma delas.

No Brasil, para facilitar o cumprimento do preceito, várias destas festas são transferidas para o Domingo, por determinação da CNBB com a aprovação da Santa Sé. As únicas que permaneceram no calendário litúrgico além dos Domingo são: Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo (25 de dezembro), Santa Maria, Mãe de Deus (01 de Janeiro), Corpus Christi (data móvel) e Imaculada Conceição da Virgem Maria (08 de Dezembro) – ver comentário do Pe. Jesús Hortal sobre o cânon 1246, no Código de Direito Canônico editado pela Loyola.

Ainda em relação à participação da Santa Missa nos dias de preceito, o Catecismo deixa claro: “Os fiéis são obrigados a participar da Eucaristia nos dias de preceito, a não ser por motivos muito sérios (por exemplo, uma doença, cuidado com bebês) ou se forem dispensados pelo próprio pastor. Aqueles que deliberadamente faltam a esta obrigação cometem pecado mortal.” (n. 2181) O cânon 1245 afirma que o pároco pode conceder ao fiel, por razão justa, a dispensa da obrigação de guardar uma festa de preceito.

Importa dar a Deus o que é de Deus (Mateus 22, 21).

“Amor com amor se paga”, diz São João da Cruz, doutor da Santa Igreja.

Persevera no amor quem vive os mandamentos de Deus (Jo 15,10).

 

Referências Bibliográficas

BENTO XVI, Papa. Carta aos Bispos que acompanha o Motu Próprio Summorum Pontificum. Disponível digitalizado em: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/letters/2007/documents/hf_ben-xvi_let_20070707_lettera-vescovi_po.html

BENTO XVI, Papa. Carta apostólica Motu proprio datae Summorum Pontificum sobre o uso da Liturgia Romana anterior a reforma de 1970. Disponível digitalizado (tradução não-oficial para o português) em: http://www.zenit.org/article-15585?l=portuguese e (original em latim) em: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/motu_proprio/documents/hf_ben-xvi_motu-proprio_20070707_summorum-pontificum_lt.html

BENTO XVI, Papa. Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum Caritatis sobre a Eucaristia fonte e ápice da vida e da Missão da Igreja. Disponível digitalizado em: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/apost_exhortations/documents/hf_ben-xvi_exh_20070222_sacramentum-caritatis_po.html

BETTENCOURT, Estêvão, OSB. Comungar de Joelhos ou em pé? In: Revista “Pergunte e Responderemos”. Nº 493 – Ano : 2003 – Pág. 330. Disponível digitalizado em: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=ESTEVAO&id=deb0108

CONCÍLIO DE TRENTO. Documentos das sessões do Concílio tridentino. Parte da documentação conciliar tridentina pode ser encontrada digitalizada (em espanhol) em: http://multimedios.org/docs/d000436/

CONCÍLIO VATICANO II. Constituição Dogmática Lumen Gentium sobre a Igreja. Disponível digitalizado em: http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19641121_lumen-gentium_po.html

CONCÍLIO VATICANO II. Constituição Dogmática Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia. Disponível digitalizado em: http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19631204_sacrosanctum-concilium_po.html

ESCRIVÁ, São Josemaría. Homilias sobre a Eucaristia. Editora Quadrante.

JOÃO PAULO II, Papa. Carta Apostólica Mane nobiscum Domine para o ano da Eucaristia. Disponível digitalizado em: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_20041008_mane-nobiscum-domine_po.html

JOÃO PAULO II, Papa. Carta Apostólica Ordinatio Sacredotalis sobre a ordenação sacerdotal reservada somente aos homens. Disponível digitalizado em: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_22051994_ordinatio-sacerdotalis_po.html

JOÃO PAULO II, Papa. Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia sobre a Eucaristia na sua relação com a Igreja. Disponível digitalizado em: http://212.77.1.247/holy_father/special_features/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_20030417_ecclesia_eucharistia_po.html

JOÃO PAULO II, Papa. Quirógrafo sobre Música Sacra no centenário do Motu Proprio Tra le sollecitudini. Disponível digitalizado em: www.arquidiocese-sp.org.br/download/documentos/doc_santa_se-musica_liturgica.doc

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PIO X, Papa. Terceiro Catecismo da Doutrina Cristã.

PIO XII, Papa. Carta Encíclica Mediator Dei sobre a Sagrada Liturgia. Disponível digitalizado: http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_20111947_mediator-dei_po.html

RATZINGER, Joseph; MESSORI, Vitorio. A Fé em Crise? ISBN: 8512003804

RATZINGER, Joseph. El espíritu de la Liturgia – uma Introducción. Madrid: Ediciones Cristandad SA.

RATZINGER, Joseph. Sal da Terra. ISBN: 9729035423

VATICANO. Catecismo da Igreja Católica. Disponível digitalizado em: http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/prima-pagina-cic_po.html

VATICANO. Código de Direito Canônico. Tradução oficial da CNBB. São Paulo: Loyola, 1983.

VATICANO, Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Instrução Geral do Missal Romano. Disponível digitalizado (edição típica de 2002) em: http://www.presbiteros.com.br/old/Liturgia/MissalRomano.htm ou em: http://www.arquidiocese-sp.org.br/download/documentos/doc_santa_se-instrucao_geral_do_missal_romano.doc

VATICANO, Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Instrução Memoriale Domini sobre a Maneira de distribuição da Sagrada Comunhão. Disponível digitalizado em: http://www.veritatis.com.br/article/5453/memoriale-domini

VATICANO, Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Instrução Redemptionis Sacramentum sobre algumas coisas que se devem observar e evitar acerca da Santíssima Eucaristia. Digitalizado disponível em: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccdds/documents/rc_con_ccdds_doc_20040423_redemptionis-sacramentum_po.html

 

Fonte: http://www.reinodavirgem.com.br/liturgia/mitos-liturgicos.html

Aprendendo o Latim (Parte VI)

Publicada por Cleiton Robson.
A Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis, do Santo Padre Bento XVI, no nº 62 fala explicitamente quanto ao uso da língua latina (grifos nossos): “… A fim de exprimir melhor a unidade e a universalidade da Igreja, quero recomendar o que foi sugerido pelo Sínodo dos Bispos, em sintonia com as diretrizes do Concílio Vaticano II: excetuando as leituras, a homilia e a oração dos fiéis, é bom que tais celebrações sejam em língua latina; sejam igualmente recitadas em latim as orações mais conhecidas da tradição da Igreja e, eventualmente, entoadas algumas partes em canto gregoriano. A nível geral, peço que os futuros sacerdotes sejam preparados, desde o tempo do seminário, para compreender e celebrar a Santa Missa em latim, bem como para usar textos latinos e entoar o canto gregoriano; nem se transcure a possibilidade de formar os próprios fiéis para saberem, em latim, as orações mais comuns e cantarem, em gregoriano, determinadas partes da liturgia.
E isto para enfatizar o intento que o Salvem a Liturgia vem fazendo com esta série de postagens, em consonância com o Magistério e com o Santo Padre o Papa!
Aqui é bom entendermos o porquê de algumas palavras variarem em suas terminações. No latim, substantivos, adjetivos e pronomes não têm uma forma fixa como em português,que só varia em gênero e número, isto é, masculino e feminino, singular ou plural. O latim não tem artigos; as desinências indicam, simultaneamente, não só o gênero e o número da palavra, mas também a sua função sintática.
Os substantivos declináveis em latim figuram, nos dicionários, em dois casos, o nominativo e o genitivo. Por exemplo, tabula, ae; dominus, i; lex, legis; manus, us; dies, ei (ae genitivo da primeira declinação; i da segunda; is, da terceira; us, da quarta, e ei da quinta).
Conhecido o genitivo, dele se extrai o radical para formar os demais casos. O radical é obtido destacando-se a desinência do genitivo. Exemplo: Dominus, Domini. Radical: Dominus menos us = Domin.
Os termos em us fazem o vocativo em e. Ex.: Benedictus (Bento), Benedicte (Ó, Bento). Mas, Deus (Deus), agnus (cordeiro) e chorus (coro) têm o vocativo igual ao nominativo, isto é, us. Ex.: Agnus Dei, miserere nostri (Cordeiro de Deus, tem piedade de nós).
Os casos em latim são seis e regem a terminação que a palavra vai receber. Na maioria das vezes:
O nominativo indica o sujeito da oração e normalmente é traduzido por “o algo” / “algo”.
O genitivo indica o adjunto adnominal restrivo, passa a idéia de posse e normalmente é traduzido por “de algo”.
O dativo indica o objeto indireto e normalmente é traduzido por “a algo”.
O acusativo indica o objeto direto e normalmente é traduzido por “o algo”.
O ablativo indica um adjunto adverbial e normalmente é traduzido por “para algo”.
Assim, quando foi anunciado o novo Papa, em 19 de Abril de 2005, o Cardeal protodiácono Jorge Medina Estévez, proclamou:
Annuntio vobis gaudium magnum;
habemus Papam:
Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum,
Dominum Josephum
Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem Ratzinger
qui sibi nomen imposuit Benedictum (i) decimi sexti
.
Anuncio-vos uma grande alegria;
Temos um Papa:
O eminentíssimo e reverendíssimo Senhor,
Senhor Joseph
Cardeal da Santa Romana Igreja Ratzinger,
que se impôs o nome de Bento dezesseis.

Ao anunciar o nome do papa recém-eleito, é dito o nome de nascimento do novo papa ou o primeiro nome em latim, caso acusativo (ex. Angelum Iosephum, Ioannem Baptistam, Albinum, Carolum, Iosephum), o sobrenome do novo pontífice é anunciado na língua original (por exemplo, Roncalli, Montini, Luciani, Wojtya, Ratzinger). O nome pontifício do novo papa é normalmente pronunciado em latim, no caso genitivo (ex. Ioannis vicesimi Tertii, Ioannis Pauli primi, e etc), embora também possa ser utilizado o caso acusativo em latim (como foi o caso em 1963, quando o nome papal de Paulo VI foi anunciado como Paulum Sextum e do atual papa Benedictum).

Áudio da Salve Rainha, com o link para download:
Escutar ou baixar AQUI
Salve, Regina, mater misericordiae; vita, dulcedo, et spes nostra, salve. Ad te clamamus, exsules filii Evae. At te suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum valle. Eia, ergo, advocata nostra, illos tuos misericordes oculos ad nos converte. Et Iesum, benedictum fructum ventris tui, nobis post hoc exsilium ostende. O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria. Amen.

Aprendendo o Latim (Parte V)

Publicada por Cleiton Robson.
Pedro disse a verdade ao Pai.
Nesta frase, a expressão “ao pai” completa ainda mais o sentido do predicado. Disse a verdade a quem? Este outro objeto do verbo será a ele unido por meio de uma preposição, a. No primeiro caso – objeto direto – havia apenas o artigo – a verdade. Agora temos a+o pai, isto é, uma preposição a foi juntada ao artigo o. Então se diz que a ação do verbo passou ao outro elemento da frase por meio de uma preposição, isto é, não diretamente, mas indiretamente, por isso chama-se objeto indireto.
Pedro disse com franqueza a verdade ao pai.
A oração foi enriquecida com mais um detalhe que indica a maneira, o modo, o estado de espírito com que Pedro disse a verdade ao pai. O elemento da oração que indica alguma circunstância é chamado de adjunto adverbial. No caso, é um adjunto adverbial de modo, isto é, expressa a maneira, o modo como Pedro disse a verdade. Mas há também os adjuntos circunstanciais de tempo, lugar, intensidade, etc.
Pedro disse com franqueza a verdade do fato ao pai.
Um elemento novo  – de fato – enriqueceu ainda mais a oração. Não se trata de uma verdade qualquer, mas da verdade de um determinado fato. Houve uma restrição na generalidade do termo verdade. Por isso se diz que do fato é complemento nominal restritivo, porque complementou o sentido do nome – verdade – restringindo-lhe o âmbito.
Pedro disse ao pai, com franqueza, a verdade do fato lastimável.
Como você vê, a oração está crescendo com novos elementos. cada elemento excerce uma função diferente. Na ordenação de uma oração, os termos se unem uns aos outros para formar um sentido geral. Por isso é que se diz sintaxe (do grego, ordem conjunta), ordem na qual os termos se unem uns com os outros [syn (com)+taxe (ordem]. Agora, mais um termo foi acrescentado para qualificar o nome fato. O fato poderia ser agradável, feliz, mas aqui é lastimável. Esta função de um adjetivo (lastimável) que qualifica um substantivo (fato), chama-se em análise sintática, adjunto adnominal, isto é, um termo que se coloca junto (ad) a um nome para o  modificar, qualificar ou determinar.
Resumindo, os objetos, diretos e indiretos, só complementam verbos; adjuntos e complementos nominais, só nomes, e os adjuntos adverbiais referem-se a circunstâncias.

Aqui a oração do Pai Nosso, e em seguida, em gregoriano:

download AQUI

Pater noster, qui es in caelis: sanctificetur nomen tuum; adveniat regnum tuum; fiat voluntas tua, sicut in caelo et in terra. Panem nostrum cotidianum da nobis hodie; et dimitte nobis debita nostra, sicut et nos dimittimus debitoribus nostris; et ne nos inducas in tentationem; sed libera nos a malo. Amen.

d) A pronúncia Restaurada.


Há, finalmente, a pronúncia restaurada, que busca falar o latim como teria sido pronunciado pelos autores da época clássica, como Cícero e César, aliás, kíkero e káesar.
A pronúncia restaurada é adotada, para mútua compreensão, nos encontros europeus e internacionais.
Vejamos suas principais características:
• Nos ditongos ae e oe, ambas as vogais são pronunciadas. No que diz respeito ao primeiro, continuo a preferir a pronúncia mais fácil, e, como no latim eclesiástico. Aliás, na história do latim, esse ditongo cedo desapareceu, substituído por e. Varrão já observara que o povo dizia Mesium, e não Maesium: “rustici Mesium dicunt, non Maesium”.
• As consoantes “c” e “g” são sempre guturais, mesmo antes das vogais “e” e “i”. Leia-se, portanto, kíkero, em vez de cícero; késar, em vez cezar; agnus, em vez de anhus.
• O “h” é pronunciado com leve aspiração.
• O “j” tem som de “i”.
• O “r” é sempre brando.
• O “s” é invariavelmente pronunciado como em “sim”.
• A sílaba ti, precedendo vogal, lê-se tal como escrita, donde: grátia, e não, grácia; skientia, e não, ciência.
• O “v”, consoante precedendo vogal, tem som de “v”, embora haja quem lhe atribua o som de u, que aliás resulta horrível, como em “uiuo”, em vez de “vivo”.
• O “x” soa como “cs”.
• O “y”, como o “u” da língua francesa.
• O “z”, como “ds”.

A Confissão dos pecados

Todos os nossos pecados – passados, presentes e futuros – são perdoados de uma vez por todas quando nos tornamos cristãos? Não, de acordo com a Bíblia ou com os primeiros Padres da Igreja. A Escritura não afirma em nenhum lugar que os nossos pecados futuros são perdoados. Ao contrário, Ela nos ensina a orar: “E perdoai-nos as nossas dívidas, como nós também temos perdoado aos nossos devedores.” (Mt 6:12).

O meio pelo qual Deus perdoa pecados depois do batismo é a confissão: “Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniquidade.” (1Jo 1:9). Pecados menores ou veniais podem ser confessados diretamente a Deus, mas para pecados graves ou mortais, que esmagam a vida espiritual da alma, Deus instituiu um meio diferente para obter perdão: o sacramento conhecido popularmente como confissão, penitência ou reconciliação.

Este sacramento está enraizado na missão que Deus deu a Cristo como o Filho do Homem na terra para ir e perdoar pecados (cf. Mt 9:6). Assim, a multidão que testemunhou esse novo poder “glorificou a Deus por ter dado tal poder aos homens.” (Mt 9:8; observe o plural “homens”). Depois da Sua ressurreição, Jesus transmitiu Sua missão de perdoar pecados aos seus ministros, dizendo-lhes “Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós… Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.” (Jo 20:21–23).

Visto que não é possível confessar todas as nossas muitas faltas diárias, sabemos que a reconciliação sacramental é necessária apenas para pecados graves ou mortais – mas é necessária, senão Cristo não teria ordenado isso.

Ao longo do tempo, mudaram as formas que o sacramento foi administrado. Na Igreja primitiva, pecados publicamente conhecidos (como apostasia) foram muitas vezes confessados abertamente na igreja, embora a confissão privada com um sacerdote fosse sempre uma opção para os pecados cometidos particularmente. Ainda assim, a confissão não era apenas algo feito em silêncio a Deus por si só, mas algo feito “na igreja”, como o Didaqué (70 d.C.) indica.

As penitências também tendiam a ser executadas antes e não após a absolvição, e elas eram muito mais rigorosas que as de hoje (penitência de dez anos para o aborto, por exemplo, era comum na Igreja primitiva).

Mas o básico do sacramento sempre esteve lá, conforme revelam as citações seguintes. De especial significado é seu reconhecimento de que a confissão e a absolvição devam ser recebidas por um pecador antes de receber a Sagrada Comunhão, porque “todo aquele que… come o pão ou bebe o cálice do Senhor de forma indigna será culpado por profanar o corpo e o sangue do Senhor. “(1Cor 11:27).

 

A Didaqué

“Confessa teus pecados na igreja e não eleves tua oração com uma consciência má. Este é o modo de vida… No Dia do Senhor reuni-vos juntos, parti o pão e dai graças, depois de confessares tuas transgressões para que teu sacrifício possa ser puro.” (Didaqué 4:14, 14:1 [70 d.C.]).

 

A Carta de Barnabé

“Vós deveis julgar retamente. Vós não deveis fazer um cisma, mas deveis pacificar aqueles que lutam por trazer-vos reunidos. Vós deveis confessar vossos pecados. Vós não deveis ir à oração com uma consciência má. Este é o caminho da luz.” (Carta de Barnabé 19 [74 d.C]).

 

Inácio de Antioquia

“Para que todos quantos são de Deus e de Jesus Cristo estejam também com o bispo. E tantos quantos devam, no exercício de penitência, retornar para a unidade da Igreja, estes, também, devam pertencer a Deus, que eles possam viver de acordo com Jesus Cristo.” (Carta aos Filadelfienses 3 [110 d.C.]).

“Porque onde há divisão e ira, Deus não habita. A todos eles que se arrependem, o Senhor concede perdão, se eles apresentam penitência para a unidade de Deus e a comunhão com o bispo.” (idem, 8).

 

Ireneu

“[Os discípulos gnósticos de Marcos] têm iludido muitas mulheres… Suas consciências têm sido marcadas como acontece com um ferro quente. Algumas dessas mulheres fazem uma confissão pública, mas outras ficam envergonhadas de fazer isso, e, em silêncio, como se retirando de si mesmas a esperança de vida de Deus, elas apostatam inteiramente ou hesitam entre os dois cursos.” (Contra as Heresias 1:22 [189 d.C.]).

 

Tertuliano

“[Com relação à confissão, alguns] fogem deste trabalho como sendo uma exposição de si mesmos, ou eles adiam de dia para dia.

 

Hipólito

“[O bispo conduzindo a ordenação do novo bispo deve orar:] Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo… Derrame agora o poder que vem de Vós, do Vosso Espírito real, que destes ao Vosso amado Filho, Jesus Cristo, e que Ele deu aos seus santos apóstolos… e concedei a este Vosso servo, que Vós escolhestes para o episcopado, [o poder] para alimentar Vosso rebanho sagrado e para servir sem culpa como Vosso sumo sacerdote, ministrando dia e noite para propiciar incessantemente diante de Vosso rosto e para oferecer-Vos os dons da Vossa santa Igreja, e pelo Espírito de sumo sacerdócio ter a autoridade para perdoar pecados de acordo com Vosso mandamento.” (Tradição Apostólica 3 [215 d.C.]).

 

Orígenes

“[Um método final de perdão], embora difícil e trabalhoso, [é] a remissão dos pecados por meio da penitência, quando o pecador… não se retrai de declarar seu pecado a um sacerdote do Senhor e de buscar remédio, após a forma dele que diz: ‘Eu disse, “Ao Senhor acusar-me-ei de minha iniquidade”‘” (Homilias sobre Levítico 2:4 [248 d.C.]).

 

Cipriano de Cartago

“O apóstolo [Paulo] da mesma forma dá testemunho e diz: ‘… Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor.” (1Cor 11:27]. Mas [o impenitente] repele desdenhosamente e despreza todos esses avisos; antes de que seus pecados sejam expiados, antes de que eles tenham feito uma confissão de seus crimes, antes de que sua consciência tenha sido purgada na cerimônia e às mãos do sacerdote… eles fazem violência ao corpo e sangue [do Senhor], e com suas mãos e boca pecam contra o Senhor mais do que quando O negavam” (Os Decaídos 15:1–3 (251 d.C.]).

“De fé bem maior e temor salutar são aqueles que… confessam seus pecados aos sacerdotes de Deus de uma maneira franca e na tristeza, fazendo uma declaração aberta de consciência… Eu vos suplico, irmãos, que todos que pecaram confessem seus pecados enquanto ainda estão neste mundo, enquanto sua confissão ainda é admissível, enquanto a satisfação e a remissão feita através dos sacerdotes ainda são agradáveis diante do Senhor.” (idem., 28).

“[Os] pecadores podem fazer penitência para um tempo determinado, e de acordo com as regras de disciplina vêm à confissão pública, e por imposição da mão do bispo e clero recebe o direito de comunhão. [Mas agora alguns] com seu tempo [de penitência] ainda não cumprido… eles são admitidos à comunhão, e seu nome é apresentado; e enquanto a penitência ainda não é realizada, a confissão ainda não é feita, as mãos do bispo e clero ainda não são postas sobre eles, a Eucaristia é dada a eles; contudo está escrito, ‘Por isso, todo aquele que comer do pão ou beber do cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor.‘ [1Cor 11:27]” (Cartas 9:2 [253 d.C.]).

“E não penses, querido irmão, que vai ser reduzida a coragem dos irmãos, ou que os martírios falharão por esta causa, que a penitência seja diminuída para os decaídos, e que a esperança de paz [ou seja, a absolvição] seja oferecida ao penitente… Para os adúlteros mesmo um tempo de arrependimento é concedido por nós, e a paz é dada.” (idem., 51[55]:20).

“Mas eu me pergunto se alguns são tão obstinados para pensar que o arrependimento não seja concedido aos decaídos, ou supor que o perdão é para ser negado ao penitente, quando está escrito, ‘Lembra-te por que motivo estás caído, e arrepende-te, e faz as primeiras obras‘ [Ap 2:5], que certamente é dito a ele que evidentemente caiu, e a quem o Senhor exorta a levantar-se novamente por seus atos [de penitência], porque está escrito: ‘A esmola livra da morte.’ [Tb 12:9]” (idem, 51[55]:22).

 

O sábio persa Afrahat

“Vós [sacerdotes], então, que sois discípulos do nosso ilustre médico [Cristo], não deveis negar um curativo àqueles que necessitam de cura. E se alguém descobre a ferida dele antes de vós, dai-lhe o remédio do arrependimento. E aquele que tem vergonha de tornar conhecido sua fraqueza, encorajai-o para que ele não o esconda de vós. E quando ele vos tiver revelado, não o torne público, para que, por causa disso, o inocente possa ser considerado como culpado por nossos inimigos e por aqueles que nos odeiam.” (Tratados 7:3 [340 d.C.]).

 

Basílio, o Grande

“É necessário confessar nossos pecados àqueles a quem é confiada a entrega dos mistérios de Deus. Aqueles fazendo penitência de antigos são encontrados para tê-la feito antes dos santos. Está escrito no Evangelho que eles confessaram seus pecados a João Batista [Mt 3:6], mas em Atos [19:18] eles confessaram aos apóstolos.” (Regras Brevemente Tratadas 288 [374 d.C.]).

 

João Crisóstomo

“Os sacerdotes receberam um poder que Deus não deu nem aos anjos, nem aos arcanjos. Foi dito a eles: ‘Tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu’. De fato, os governantes temporais têm o poder de ligação; mas eles só podem ligar o corpo. Os sacerdotes, por outro lado, podem ligar com um vínculo que pertence à própria alma e transcende os próprios céus. [Deus] não lhes deu todos os poderes do céu? ‘Àqueles a quem perdoardes os pecados,’ diz, ‘ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.’ Que poder há maior do que este? O Pai deu ao Filho todo julgamento. E agora eu vejo o Filho colocando todo esse poder nas mãos dos homens [Mt 10:40; Jo 20:21–23]. Eles são elevados a esta dignidade como se eles já fossem recolhidos ao céu.” (O Sacerdócio 3:5 [387 d.C.]).

 

Ambrósio de Milão

“Para aqueles a quem foi dado [o direito de ligação e separação], é óbvio que ambos são permitidos, ou nenhum é permitido. Ambos são permitidos para a Igreja, nenhum é permitido para a heresia. Porque este direito foi concedido somente aos sacerdotes.” (Penitência 1:1 [388 d.C.]).

 

Jerônimo

“Se a serpente, o diabo, morde alguém secretamente, ele infecta essa pessoa com o veneno do pecado. E se quem foi mordido se mantém em silêncio e não faz penitência, e não quer confessar sua ofensa… então seu irmão e seu mestre, que têm a palavra [de absolvição] que vai curá-lo, não pode ajudá-lo.” (Comentário sobre Eclesiastes 10:11 [388 d.C.]).

 

Agostinho

“Quando tiveres sido batizado, mantém uma vida boa nos mandamentos de Deus para que possas preservar teu batismo até o fim. Não te digo que viverás aqui sem pecado, mas eles são pecados veniais os quais esta vida nunca está sem. O Batismo foi instituído para todos os pecados. Para os pecados leves, sem os quais nós não podemos viver, a oração foi instituída… Mas não cometas aqueles pecados por conta dos quais tu terias de ser separado do corpo de Cristo. Que pereça o pensamento! Porque aqueles a quem vês fazendo penitência cometeram crimes, também adultério ou algumas outras maldades. É por isso que eles estão fazendo penitência. Se os pecados deles fossem leves, a oração diária bastaria para apagá-los… Na Igreja, portanto, há três maneiras de os pecados serem perdoados: nos batismos, na oração e na humildade maior de penitência.” (Sermão aos Catecúmenos sobre o Credo 7:15, 8:16 [395 d.C.]).

 

Traduzido para o Veritatis Splendor por Marcos Zamith diretamente do original em inglês em http://www.catholic.com/library/Confession.asp

 

Fonte:http://www.veritatis.com.br/doutrina/sacramentos/1219-a-confissao-dos-pecados